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Something New

porque sempre que se fecha uma porta, abre-se uma janela

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Something New

05
Mai15

É uma frustração

alex

Há algo que eu gostava imenso de conseguir fazer nesta vida, e fazer bem - dançar.

Desde pequena que vejo a dança como uma das formas mais bonitas e divertidas de nos expressarmos. No entanto, dizer que tenho falta de jeito é pouco - eu sou um pé de chumbo.

Se me puserem a dançar aquelas danças onde só se tem é de abanar a anca e o rabo, até me safo. Mas coreografias, danças de salão e coisas que tais, é para esquecer.

Não sei se é falta de coordenação, falta de ritmo ou falta de jeito - ou os três combinados, mas o que é certo é que não danço nada (bem).

No entanto, sempre foi algo que quis saber fazer. Acho que se fosse algo que eu tivesse investido tempo e esforço desde muito cedo, se calhar hoje não era assim tão terrível quanto isso. Mas também acredito que é preciso ter-se aquele je ne sais quoi; aquele algo mais para se poder dançar como deve ser.

Eu gosto de ver o Dancing with the Stars americano - e também vi o português, no entanto não tenho acompanhado esta temporada com o Teixeira como co-apresentador (ele tem tanto jeito para aquilo como eu tenho para dançar, desculpem se ofendo, mas a verdade é esta). E a inveja que eu sinto ao ver aquelas pessoas, semana após semana, a dançarem e a deslumbrarem na pista!

É daquelas coisas que eu gostava mesmo de conseguir fazer melhor - era isso e desenhar (os meus desenhos equivalem aos de uma criança da pré-primária).

Acho que vão ser sempre as minhas duas frustrações na vida - não saber dançar e pintar, mas a dança é algo que eu gostava mesmo, mesmo de conseguir ter jeito para.

Bem sei que não se pode ser bom a tudo, mas é daquelas paixões que escondo bem dentro de mim, para quem sabe mais tarde, tentar que dê frutos.

06
Abr15

Com o passar das estações

alex

Espero que tenham todos tido uma óptima Páscoa! Pessoalmente, a minha não foi nada de outro mundo.

Para mim, estes feriados religiosos só servem para eu estar com a minha família, para além dos meus pais e irmã. É como os aniversários e as outras celebrações - para mim só têm significado porque tenho oportunidade de estar com pessoas que eram o meu mundo.

Mas os tempos mudam, e as pessoas também. Cada vez mais me tenho convencida que a minha família do coração vai ser sempre - e somente - os meus pais, a minha irmã e os meus avós. Porque o resto já está tudo muito longe do meu coração para ser a família do coração. Agora são mais só a família de sangue do que outra coisa.

É incrível como os nossos sentimentos para com alguém podem mudar ao longo do tempo. Há uns anos atrás, a minha família era o meu mundo; a minha rocha; o meu suporte. Eu sabia que podia-me acontecer de tudo, mas que eles estariam lá para mim fosse pelo que fosse.

Hoje essa certeza já não o é. Não duvido que eles gostem menos de mim ou eu deles - mas agora estamos todos crescidos, todos têm as suas vidas, os seus horários, os seus compromissos e a fossa que se foi abrindo à uns anos, está maior do que nunca.

Primos com quem cresci, que foram como irmãos. Que me fizeram chorar mas que limparam as minhas lágrimas. Que me fizeram rir com anedotas parvas, truques de magia fascinantes (e que ainda hoje não sei como se fazem) e aventuras por demais.

Tios com quem ia de férias no Verão, com quem partilhava segredos, com quem ria e brincava. Padrinhos com quem fazia o mesmo e muito mais.

Estamos todos tão perto uns dos outros, e no entanto, nunca estivemos tão longe. Literalmente, os meus tios moram aqui, a dez minutos de minha casa e eu nunca lhes ponho a vista em cima. Não é por falta de tempo - é por falta de vontade.

Pronto, está dito. É mau de se dizer, não é? Que já não há vontade de estar com aqueles que são do nosso sangue? Que nos ajudaram a crescer e que, de certa forma, contribuíram para formar a pessoa que eu sou hoje - mas a verdade é esta. Quando estou com o lado da mãe da família - tios e primos - estou contente, é agradável e ainda rio aqui e ali. Mas as diferenças estão lá, palpáveis se eu apenas estender a mão na direcção errada. Quando estou com o lado do pai da família - padrinhos e primo - é como se já não houvesse razões para os apelidar de tal. Há meses que passam sem nos falarmos uns com os outros e quando nos vemos, não há aquele interesse em partilhar a nossa vida com eles. Não quero dizer-lhes que me estou a candidatar à faculdade em Londres. Não quero dizer-lhes que às vezes me sinto muito sozinha, desgastada, fraca. Não quero dizer-lhes que daqui a uns bons meses, sou bem capaz de me ir embora. Não quero partilhar a minha vida com eles. Já não há aquela abertura para partilhar com eles parte de mim.

Cada vez mais acredito que família não é somente partilhar o mesmo ADN; que a família verdadeira não tem de ser a de sangue.

A família pode, de facto, ser escolhida por nós - não à nascença, mas há medida que vamos crescendo e formando e quebrando laços. Porque se há coisa que eu posso provar é que há laços aparentemente inquebráveis que, apenas com um toque bem dado, podem quebrar.

Entristece-me que assim seja, que eu estando aqui agora, não haja mais aquela proximidade que antes havia. Tudo o que resta das nossas relações, desta família que eu costumava ter e adorar, são as memórias. E essas, até o tempo me as vai levando.

Mas eu gosto de pensar que tenho crescido um pouco neste último ano. Que aos poucos, vou aprendendo não a conformar-me, mas a aceitar que há coisas pelas quais valem a pena lutar e outras que são melhor deixadas para trás.

Eu estou hoje numa luta que me deixa ver com clareza aqueles que estão lá para mim e os que não estão. A vista diante de mim pode não ser a mais bonita ou preenchida, mas de certa forma, actualmente, é a vista que eu preciso de ver para me dar aquela extra força.

O resto, é tudo gotas de água que escorrem pela janela abaixo nos dias de chuva e que, inevitavelmente, vão desaparecendo com o passar das estações.

16
Dez14

É impressão minha ou....

alex

Já só faltam exactamente 15 dias para acabar o ano?!

Estou assustada. Por um lado quero muito iniciar um novo ano porque ele traz sempre aquela sensação de ano novo, vida nova (por muito falsa e momentânea que essa sensação seja). Mas por outro lado quero ficar em 2014 para sempre.

Porque para o ano já faço 19 anos. Porque para o ano a minha vida pode mudar completamente ou ficar exactamente na mesma, como a lesma.

Porque este ano foi, descrito em poucas palavras, de trazer lágrimas aos olhos. Foi um ano em cheio, sem dúvida.

O ano em que fiz exames e o ano em que me produzi toda para ir à minha gala de finalistas e o ano em que fui finalista. O ano em que disse adeus a uma grande parte da minha vida: a escola. O ano em que disse olá ao mundo real, o mundo do trabalho em que é tudo mil vezes mais difícil e complicado.

Foi um dos anos em que chorei mais, disso não tenho dúvidas. Chorei principalmente lágrimas de tristeza, de desgosto, ansiedade, raiva e frustração.

Foi o ano em que vacilei muito e pensei muitas vezes o quão injusta é a Vida. O ano em que andei verde de inveja porque enquanto os outros puderam seguir o seu caminho em direcção à faculdade, eu tive de ser atirada aos lobos e procurar trabalho.

Foi o ano em que tive experiências das quais não me esquecerei.

O ano em que tive o meu primeiro trabalho - com direito a ordenado e tudo, vejam só!

Foi também o ano em que ri muito; abracei muito; amei muito. O ano em que aprendi que os três seres cá de casa são os três seres humanos mais importantes e essenciais à minha existência. Aprendi e vi com os meus próprios olhos o quanto os meus pais me amam e em como eles irão ao fim do mundo por mim (e pela minha irmã também).

Foi o ano em que tive de lidar com muita crítica, muitas perguntas de curiosos intrometidos, muitos julgamentos, muitos olhares de desdém.

O ano em que aprendi a refacturar uma factura do gás, com a pessoa do outro lado do telefone aos berros a dizer-me: "despache-se menina!".

O ano em que conheci muitas pessoas e todas elas me ensinaram algo, contribuíram com alguma coisa para a minha vida e para a minha aprendizagem.

Foi o ano em que deixei uma escola e entrei noutra completamente diferente e muito mais assustadora. Eu não sabia o que era o mundo do trabalho até hoje.

Agora já sei.

2014 foi o ano em que me deu mais uma grande pancada e decidi cortar o cabelo como nunca antes o tinha cortado - a metade da orelha. Agora já me chega às clavículas. 

2014 foi o ano em completei dezoito anos e votei pela primeira vez.

Foi o ano em que fiz a minha amiga carochinha (tatuagem), em memória do meu avô paterno - e a cada dia que passa a amo mais.

2014 foi uma avalanche de acontecimentos aos quais não tenho acesso a todos, neste momento, uma vez que a minha memória falha-me sempre.

Mas sim....com apenas 15 dias a separar 2014 de 2015, tenho apenas a dizer que estou assustada com o ano novo que se aproxima.

Normalmente o novo ano nunca me assusta. Pelo contrário, deixa-me sempre empolgada. Contudo, este ano, sinto um peso maior sobre os meus ombros em como tenho de fazer com que 2015 não seja um completo desastre.

No que eu tiver mão, com certeza que não será. Terá os seus bons e maus momentos como em tudo na Vida...no entanto, quero apenas que daqui a um ano possa dizer de 2015 o mesmo que disse aqui neste post de 2014, que basicamente se resume a:

Foi um ano simpático, com altos e baixos, mas acima de tudo aprendi muito.

E o meu objectivo é sempre esse: aprender, aprender até morrer.

 

09
Dez14

De volta à corrida

alex

A Vida dá-nos muitos desafios aos quais, no inicio, nós pensamos estar à altura. Ou pelo menos, falando por mim e na minha situação actual, a Vida deu-me um desafio que eu julguei ter capacidades para levar em frente.

Custa-me dizer que estava enganada. 

Há muitos desafios na Vida que nós não vamos ser capazes de os cumprir. Só que eu ainda não me habituei a esta ideia. Sair de um mundo onde a única preocupação que tenho é se vou ter 15 ou 15,5 no teste de Português para um mundo onde isso nem sequer existe mais, é complicado.

E eu julguei-me capaz de tal. E ainda continuou a julgar-me - só que não neste meio especifico aonde, por sorte, fui calhar. 

Com o passar dos anos, tenho aprendido muito sobre mim mesma e se há lição que já tenho mais que sabida sobre a minha pessoa é que eu odeio dar parte fraca, desistir de algo ou alguém. Porque isso custa-me imenso. Virar costas a algo ou alguém é pior do que muita coisa que eu possa imaginar. No entanto, estou a aprender que tenho de saber os meus limites, coisa que me custa muito aprender e interiorizar.

Outra coisa muita má (ou boa, dependendo da perspectiva) da minha pessoa é que sou uma perfeccionista naquilo que faço, seja o que for. E como tal, espero IMENSO de mim. Sempre fui assim. A pressão que havia, existia porque eu a punha a mim mesma.

Isto tudo prende-se ao facto de que hoje, tive de tomar uma decisão muito difícil. Dar um passo atrás, parar e pensar: "Será que vale a pena continuar por este caminho por onde me fui meter?"

Cheguei à conclusão de que não. Porque nada vale a pena o deterioramento da minha saúde. Porque nada vale a pena pôr em questão a minha integridade, o meu empenho, o meu esforço e a minha essência.

Hoje tive de fazer uma das coisas que mais me custa fazer na Vida - tive de desistir. Porque acima de tudo sou humana, tenho 18 anos, experiência nenhuma no mundo do trabalho e tenho de saber onde estão os meus limites.

Esses, atinge-os hoje. Como tal, tive de parar, dar o tal passo atrás, reflectir, e começar a virar-me noutra direcção.

Hoje passei o dia todo a chorar - por dentro, depois por fora, agora por dentro novamente. Porque desistir para mim é dizer ao Mundo que eu sou fraca - e dói ter, neste momento, de desempenhar este papel. O de fraca, de desistente.

Mas ou é isso ou ir parar ao Hospital no final da semana. E isso não posso deixar que aconteça (de novo).

Sei que há empregos bem piores, sei que há pessoas em situações muito piores, pessoas que trabalham horas e horas e horas e não vêm um tostão ou reconhecimento a mais por isso. E a todas elas só quero dizer que vos admiro imenso e que um dia quero ser como vocês.

Mas hoje, ainda sou só eu - Alexandra, 18 anos, com um sonho no coração e uma vontade grande de o alcançar.

No entanto, há outros meios de o conseguir sem ser consoante aquele em que estou agora.

Por isso e por muito que isto me esteja a matar, atiro o pano ao chão.

Choro o que tenho para chorar e amanhã volto ao inicio - coloco-me em frente a um outro caminho longo e volto a dar corda aos sapatos, nesta corrida a que chamamos encontrar trabalho.

15
Jun14

As línguas...

alex

Mais propriamente, a língua: o francês.

Adoro, fascina-me, encanta-me.

É difícil de falar, complicado de escrever e fácil de se compreender (se falarem comigo calmamente e/ou se estiver a ler algo em francês).

Por isso, isto aos poucos está a ir lá. Sinto que posso tirar boa nota nesta pôrra de exame. Eu sinto-o.

No final do mês já vou poder ir a Paris e ter uma conversa adequada com um parisense todo jeitoso.

Fica aqui registado.

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