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Something New

porque sempre que se fecha uma porta, abre-se uma janela

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Something New

09
Jul15

É tramado!

alex

O dia aproxima-se a olhos vivos e aquele pequeno monstro que até agora tenho conseguido domar, até bastante bem, ameaça acordar e dar-me um mau bocado. Tenho dias em que nem fome sinto, tal é a ansiedade. Obrigo-me a comer porque sei que quando lá chegar, vão ser poucas as refeições ao princípio.

Isto é algo que eu nunca pensei ser possível até há uns tempos atrás. Sair de casa dos meus pais aos dezanove e ir viver para um outro país, para estudar e trabalhar e começar uma vida completamente independente e nova.

Assusta como o caraças. Vou entrar naquele avião a tremer por todos os lados e vou sair dele, já lá, a tremer ainda mais. Há pessoas que foram e vieram passadas 24 horas. 

E há pessoas que foram e ficaram, como a C., e que hoje têm um vida estável e boa por lá. Claro que com saudades que batem de vez em quando, claro que com dificuldades e problemas aqui e ali, mas isso é tudo parte da Vida em geral, quer estejamos aqui ou em Londres ou na China.

Mas antes, e para acalmar este meu coração ansioso, vou passar uma semana à santa terra que tanto adoro. Os avós já lá estão e eu parto Sábado de manhã, bem cedo, no comboio para a Covilhã. Acho que me vai fazer bem... respirar aquele ar puro da serra, nadar na piscina à minha vontade sem irmãs e primos chatos (que apesar de tudo adoro), apanhar sol para ficar com uma cor saudável e esquecer tudo durante uns dias.

Vai ser a calma antes da tempestade e quando voltar, o tempo vai passar tão depressa que eu vou piscar os olhos uma vez, e o dia 6 já vai estar perante mim.

É tão estranho... esta mistura de sentimentos tão grande que vai dentro de mim. Ora sorrio ao pensar que vou finalmente começar um novo capítulo da minha vida, ora quase que perco o fôlego ao pensar em tudo o que isso implica.

Crescer é tramado...

11
Jun15

O começo

alex

Já posso dizer de boca cheia que vou. Já não estou dependente de mais nada. A candidatura foi aceite, passei no exame de inglês e agora é só começar a organizar a minha vida.

Não sei explicar o que sinto neste momento. Algo que sempre quis está finalmente ao meu dispor.

Vai ser o maior desafio da minha vida até agora. Vou chorar imenso. Vou desesperar imenso. Não tenho dúvidas disso.

Vou ter de me sustentar completamente - vou ter de pagar renda de casa, pagar todas as minhas compras e fazer-me à vida.

Sempre me considerei uma pessoa independente. Mas isto é outro nível. Isto é aquilo a que todos nós chamamos "o salto". Vou dar um salto e que salto! 

A C. é o meu anjo da guarda. Ela já lá está em Londres há um ano e vai-me dar casa nos primeiros tempos, bem como ajuda em tudo o que eu precisar porque ela sabe que todo o dinheiro que eu levar daqui é o que vou ter durante os primeiros tempos, visto que os meus pais não são ricos para me andarem a mandar dinheiro para lá todos os meses.

Nesse aspecto tenho uma sorte do caraças - em ter lá uma amiga que está disposta a ajudar-me tanto como ela. Sou-lhe eternamente grata!

Tenho estado o dia todo com aquele nervoso miudinho no estômago. Parto em Agosto, na primeira semana. Parece que ainda falta, mas não - é só um mês e três semanas que separam o hoje, do começo.

Estou nervosa como a merda. Tenho medo a sair-me pelos poros em forma de suor. Estou mais preocupada com os que cá ficam do que comigo, que vou.

Mas foi para isto que andei este último ano a trabalhar. Foi para isto que passei horas naquela loja a bater com a cabeça nas paredes. Foi com isto que sempre sonhei, mesmo que toda a gente diga que sou louca.

Mesmo que todos me perguntem como é que eu sou capaz de deixar a minha família aqui para ir fazer a minha vida lá fora, com cara de desaprovação.

Mesmo que chegue lá e me veja completamente perdida, sem saber para que lado me virar primeiro - vai acontecer, eu sei disso. 

Mesmo que estando lá, tenha momentos em que deseje estar cá.

É isto. É isto que eu quero e que sempre quis. Com tudo o que tiver de mau, com tudo o que tiver de bom. 

Vou construir a minha vida, vou pôr-me de pé sozinha em cima da muralha e caminhar de braços abertos a tentar não cair, sem ninguém a segurar-me na mão para ajudar-me a equilibrar.

Não vou poder gritar mãe ou pai como socorro. 

Vai ser o maior desafio da minha vida. Estou borrada de medo, admito.

Mas mal posso esperar.

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