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Something New

porque sempre que se fecha uma porta, abre-se uma janela

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Something New

31
Dez12

2012, going with the wind


alex

Este ano não foi necessariamente um ano marcante para mim. É triste eu dizer isto, mas é verdade. Não aconteceu nada de especial, que me lembre, e as coisas que eu considero "marcantes" para mim este ano, são muito poucas. A nivel pessoal, creio que foi um ano em que me redescobri. Lembro-me de que achava o 10º ano muito díficil e que achava que não ia sobreviver. Mal sabia eu como seria o 11º ano...

Lembro-me também de que passei por vários altos e baixos no que toca à minha irmagem, ao meu corpo, à minha situação familiar e em relação ao meu coração, que finalmente foi conquistado.

Lembro-me do momento em que decidi "acabar" com uma grande parte da minha vida: o meu blog, que tinha há mais de dois anos. Fi-lo porque muitas pessoas que conhecia pessoalmente, liam-no e eu deixei de sentir que aquele era o meu porto seguro, o meu abrigo, o sítio onde podia ser eu e apenas eu. Porque as pessoas que eu conhecia iam lá, liam o que eu escrevia e depois atormentavam-me na escola. Não queria ter de dar explicações ou satisfações a ninguém sobre o que escrevia ou sobre o que postava no blog. Como tal, apaguei-o e construi este.

Foi sem dúvida uma das melhores escolhas que fiz este ano. Conheci aqui pessoas muito queridas, simpáticas, engraçadas, descobri blogs com os quais me identifico na perfeição e é aqui, neste cantinho, que me sinto eu própria, 24h por dia. É bom, é óptimo e foi um dos plus no meu ano de 2012.

Lembro-me também de ter errado com a P., a minha melhor amiga, e de ela nunca ter descoberto. Ainda hoje não sabe o que aconteceu, o que eu sentia, mas espero sinceramente que nunca venha a saber, porque há coisas que não valem a pena serem descobertas, pois só iriam magoar as pessoas. Não foi nada de grave, mas sendo a pessoa que sou, sei que na altura estava cega e iludida pelas palavras de uma pessoa que, enquanto deixei, brincou comigo e também com ela. Foi um dos piores momentos deste ano.

Contudo, o verão chegou e foram 3 meses bem passados, rodeada pela família e pelos amigos. Foi um verão diferente, porque não fomos para a nossa casa na Ericeira, algo que fazíamos desde que nasci, mas tempos difíceis pedem decisões ainda mais difíceis e tivemos de abdicar da casa onde, basicamente, cresci. Mas foi um verão igualmente bom, porque tenho sempre a casa dos meus avós na Covilhã, que é uma das minhas melhores regalias.

Lembro-me de estar preparada para enfrentar o segundo ano no secundário e de ter uma atitude positiva nas primeiras semanas. Lembro-me também de todas as vezes que deixei escapar uma lágrima devido à pressão e ao stresse que foi durante este primeiro período. 

Ainda não fui ver as minhas notas, só irei ver no dia 3 quando voltar às aulas, mas sei que poderia ter feito melhor. Muito melhor. Neste aspecto, estou realmente desiludida comigo. Mas mais sobre isto depois.

Este ano fiz novas amizades, conheci novas pessoas, mudei a minha opinião em relação a certas pessoas com quem antes não simpatizava de todo, fortaleci certas amizades e conheci um lado diferente de uma pessoa que conheci toda a minha vida.

Sou uma rapariga difícil de conquistar. Mas ele fê-lo com toda a facilidade do mundo. Talvez por já nos conhecermos à 16 anos, talvez porque sempre passámos férias, aniversário e ocasiões especiais juntos, talvez porque sempre fez parte da minha vida, talvez porque sempre fomos amigos, acima de tudo. Mas a verdade é que há 3 meses atrás, tudo mudou. Não o vejo com os mesmos olhos, ele não me vê com os mesmos olhos e as coisas estão bem encaminhadas. Faz-me feliz, apesar de tudo, e foi definitivamente, uma das melhores coisas do meu ano de 2012.

Pela primeira vez, deixei de ter medo de tomar iniciativa e inscrevi-me no ténis. Passado duas semanas desisti. Aquilo não era desporto para mim.

Inscrevi-me num concurso de escrita e ando a sonhar com o prémio.

Mas, sem dúvida alguma, o meu melhor momento deste ano, foi no dia 1 de Julho de 2012, quando fui ao Rock in Rio. Isso tenho a agradecer ao P., o meu melhor amigo, que me comprou bilhete como prenda de anos e eu só tive de dar dinheiro para a comida. Foi a melhor prenda de anos da minha vida, porque, não sei se sabem, o dia 1 era o dia do concerto dos Maroon 5. Quem lê o blog já deve ter percebido que eu sou completamente apaixonada pelo Adam Levine e pela sua banda. Não tirando crédito aos Expensive Soul, à Ivete e ao Mister Lenny Krevitz, o concerto dos Maroon5 foi o melhor concerto da minha vida; foi o melhor dia de 2012 e é algo que me ficará para sempre na memória.

E basicamente, foi isto o meu ano de 2012. Chorei, ri, desesperei, zanguei-me, gritei, quis desistir de tudo, revoltei-me, ri mais um pouco, caí montes de vezes e levantei-me sempre. Só espero que o ano de 2013 seja melhor, principalmente para a minha família que é a única coisa que mais amo neste mundo, para mim e para todos vós que melhoraram o meu ano, sem dúvida alguma. Já me sinto parte deste pequeno grande mundo, que é a blogsfera e são vocês que me metem um sorriso na cara ou uma lágrima ao canto do olho, seja de maneira for.

Um feliz 2013 para todos vocês e que todos os vossos desejos e objetivos se concretizem! ♥

 

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E para quem tem memória curta (le me) acho que até escrevi um texto suficientemente grande

(não Alexandra, só escreveste o Testamento Novo II)

30
Dez12

Este ano, os planos mudaram


alex

Este ano a passagem de ano vai ser diferente. Desde pequena que passo a meia-noite com os meus pais. Houve anos em que passámos com amigos, outros em que passámos com família. Antes de a minha irmã nascer, passávamos quase sempre com um grupo de amigos dos meus pais. Depois começámos a passar com a família. Há quatro anos atrás as coisas complicaram-se e passámos a ficar em casa só nos os quatro. 

Mas este ano vou passar a passagem de ano a casa do meu melhor amigo. Vão lá estar alguns amigos nossos, vai haver música, comida e claro, bebidas. Estou a torcer para que corra tudo bem, para que não acabe por ter de andar a fazer de mãe deste ou daquele, porque quero acima de tudo, divertir-me. Convencer os meus pais foi mais fácil do que eu pensava. Mas eles confiam em mim e como conhecem o P. e a P. e a maioria dos meus amigos que vão, disseram que sim. Como tal, amanhã por volta das 19h00, lá vou eu para a festa. Agora o meu dilema é só um:

O que raio é que vou vestir?!

 

                                                       

 

 

 

            

 

Dava um jeitão poder estalar os dedos e estes outfit's aparecerem aqui, como que por magia, no meu roupeiro. Simples, com um toque pessoal, lindos e tão a minha cara!

29
Dez12

Memória de elefante (não a tenho, nunca a tive)


alex

Sou uma pessoa com memória curta. São poucos os momentos que me ficam gravados na mente. Tenho pena que seja assim, porque acredito que durante este ano, e durante a minha vida, tenha tido inúmeros momentos divertidos, marcantes, importantes...Mas sinceramente não me lembro de nenhum em especial. Eu sou assim. Eu vivo no presente e no futuro. Nunca no passado. O passado para mim é algo que não me magoa. Não me atormenta, não me faz aflição. O que me atormenta é o meu presente, o que me preocupa é o meu futuro. O passado é apenas passado. Talvez por isto as pessoas que me são mais próximas, por vezes, se sentem magoadas comigo. Porque eu sou distraída, meia aluada. Não perco muito tempo a pensar naquele dia específico em que fui ao cinema com A e aconteceu uma coisa maravilhosa, ou aquele dia em que fiz as pazes com B, ou aquele dia super especial em que algo especial aconteceu. Não me lembro, simplesmente.

Aquela treta toda de comer certos alimentos para ajudar à memória: não resulta. Eu já os comi todos e continuo a comer alguns e nada. As vitaminas, centrum ou outros comprimidos que tais, nada fazem. Sou assim. Não há alimento, químico ou pessoa que possam alterar este defeito em mim. Não me agarro demais ao passado, porque para mim, o tempo passa tão depressa, que não há tempo a perder a pensar no que foi e no que já não é. Costumava pensar muito era naquelas pessoas que dantes tinha do meu lado e que agora já não estão. Mas deixei-me disso. Como? Não sei. Simplesmente fi-lo. Brincam muitas vezes comigo por causa da minha memória curta. Mas é tanto um dom como uma maldição, digamos assim. Há coisas que sabe bem recordar. Há coisas que desejava conseguir guardar na minha mente para sempre, mas passado meses, anos, simplesmente desvanecem por entre outros acontecimentos e pensamentos. No entanto, sinto-me grata por não ser aquele tipo de pessoa que, ao olhar para trás, se sente triste. Sente saudade. É verdade que isto pode fazer de mim uma pessoa um pouco fria, distante das pessoas, da vida em si. Mas não o sou, até porque me apego às pessoas com bastante facilidade. Mas ao mesmo tempo, se tiver de ser, desapego-me delas e com algum tempo, estas deixam de ser importantes para mim. Ficam simplesmente no meu passado, que quase nunca recordo.

Vou contar-vos um segredo. Durante um ano fui acompanhada por um psicólogo. Foi numa fase da minha vida em que tive uma depressão. Não queria sair de casa, não queria ver ninguém, não queria falar com ninguém, não queria estar com ninguém. Não tinha vontade de sair da cama, de me vestir, de comer, de abrir os olhos. Só chorava, mal dormia. É uma das poucas coisas do meu passado, que ainda recordo com veemência. Talvez por ter sido a fase mais negra e marcante da minha (ainda pequena) vida. Lá (no psicólogo) aprendi muito. Sobre mim, sobre o mundo, sobre as pessoas. Aprendi a aceitar-me como sou, apesar de muitos não estarem dispostos a fazê-lo. É claro que ainda sou uma rapariga cheia de inseguranças, mas já não me deixo derrotar por elas. O psicólogo disse-me, uma vez, que eu uso um dos mecanismos de defesa mais usuais, para não sofrer: eu não esqueço, eu digo a mim mesma que esqueço, ergo um muro enorme à volta do que quero esquecer e assim fica durante um enorme período de tempo. Disto nunca me esqueci.

Isto tudo para dizer o quê, essencialmente? Sinto a necessidade de escrever um texto sobre o ano de 2012, mas que não sei se terei material suficiente para o fazer. Sou tão esquecida, que é-me díficil fazer retrospectivas sobre os anos que passam. Mas vou tentar.

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