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Something New

porque sempre que se fecha uma porta, abre-se uma janela

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04
Mai15

Daqui a 20 dias

alex

Daqui a exactamente 20 dias vou deixar os 18 para trás. Nunca dei muita importância a aniversários, sou sincera. É um dia que passa tão depressa que eu sinto sempre que nunca o aproveito ao máximo.

Mas este ano quero mais do que tudo deixar os meus 18 anos para trás. Quero deixar o último ano da minha vida para trás porque estou cansada de carregar com o peso dele às costas.

Quero-me libertar e começar a pensar a fundo na minha vida depois dos 19. É só um número, mas eu quero tanto que este ano seja mais do que isso. Quero que marque o inicio de uma nova aventura para mim e não saber ainda se isso vai acontecer, antagoniza-me.

Quero deixar o último ano da minha vida para trás, não porque me quero esquecer dele, mas porque preciso de me sentir mais leve - não esqueço porque tenho aprendido mais durante estes doze meses em que sou uma rapariga de 18 anos do que em todos os outros anos da minha vida. Mas quero deixar os 18 para trás e receber os 19 como uma brisa de ar fresco que ando desesperadamente a precisar.

Talvez daqui a 20 dias já saiba em que direcção os 19 me vão levar - até lá, continuo com os 18 e na expectativa de saber.

15
Nov14

Só um número?

alex

Na minha "turma" de formandos somos vinte e cinco. Adivinhem quem é a mais nova?

Eu, pois claro.

As idades estão compreendidas entre os dezoito (eu) e os cinquenta (um senhor). Pelo meio existem mulheres de quarenta, trintas e poucos, e trintas. Depois existem rapazes com vinte e cinco, uma rapariga (que curiosamente tem o mesmo nome que o meu) também com vinte e cinco, rapazes com vinte e três, vinte dois e dezanove anos.

Ao longo desta semana ouvi mais do que uma vez: "Tens um ar tão angelical! És a nossa bebé! Não aprendas isto Alexandra, não cresças a ser assim!", entre outras coisas que me deixam, realmente, de nervos à flor da pele.

Não sou bebé nenhuma. Está certo que ainda não vivi nem metade do que aquela malta já viveu e que me divirto imenso a ouvir as suas histórias e bebo tudo como se de água se tratasse porque penso ser importante darmos valor a tudo aquilo que as pessoas mais velhas nos têm para ensinar, seja de bom ou de mau.

Mas não gosto de ser tratada como uma menina. Porque já não sou, efectivamente, uma menina. Sou uma mulher, com muito ainda para aprender. Mas não sou nenhuma bebé. 

Sempre vivi num ambiente em que era sempre tratada como alguém mais velho do que a minha idade. Tanto em casa como na escola e no meu grupo de amigos, sempre fui considerada uma pessoa cuja idade não fazia jus à minha pessoa e personalidade, maneira de pensar, de agir, etc.

No entanto, a verdade é que estas pessoas com quem estou agora não me conhecem de todo. Há pessoas que assim que as conhecemos se dão logo a conhecer e nós tiramos-lhe logo a pinta toda. Pessoas que falam de tudo abertamente, que não têm problema em partilhar coisas com estranhos que eu, pessoalmente, não sou capaz de partilhar até ter um certo nível de intimidade com essa pessoa.

Por isso consideram-me angelical e bebé, tímida e contida. Mas eu sou tudo menos isso. E apesar de estar a gostar de conhecer as pessoas com quem passo nove horas dentro de uma sala de formação; apesar de não me relacionar com todas mas falar com a maioria, vejo que elas me olham como se eu ainda pertencesse no berço.

E eu não gosto. Porque sempre me trataram como uma adulta mesmo quando não tinha idade para tal. Porque fui habituada a ser sempre a "mãe" do grupo.

E agora sou a bebé, o anjo. Eu sou muito boa pessoa, mas de anjo não tenho nada.

Espero, no entanto, ter oportunidade de mostrar a este pessoal que sou mais para além do número 18. Que apesar de ser esse o número de anos que tenho vividos, não sou apenas esse número e que durante esses anos já tive de agir como se tivesse muitos mais em cima.

Espero também conseguir mostrar que sou divertida, maluca, simpática e não apenas uma menina que até gosta de usar vestidos uma vez por semana (refiro isto porque ontem fui de vestido branco e deuses me ajudem se não ficou tudo "aaaaaah, tens mesmo um ar tão angelical, tão querido, de bebézinha, oiiiiiiin" - só faltou apertarem-me as bochechas), que é um pouco tímida quando fora do seu grupo de amigos e do seu ambiente, que cora quando tem de fazer perguntas à formadora ou falar para que toda a turma a oiça (odeio quando temos de nos apresentar no primeiro dia e falar de nós e da nossa vida, o-d-e-i-o).

Espero conseguir mostrar que não sou só um número.

25
Mai14

O Dia

alex

Ontem foi um dia especial. Não por ter feito 18 anos, mas por ter estado rodeada de pessoas magnificas, que todos os dias me vêm crescer e que de certa forma, contribuíram cada um do seu jeito para esse crescimento. Tenho a certeza que assim continuará a ser!

Não consegui, no entanto, dar um daqueles discursos todos bonitos e lamechas que me pediram. Não sabia o que dizer, pura e simplesmente. Sou boa a improvisar, mas naquele momento foi como se o meu cérebro se tivesse esquecido de tudo e as palavras perderam-se por entre a imensidão de sentimentos que me assolavam naquele momento. Mas estou muito agradecida, muito, muito, muito! Por ser uma jovem, agora adulta, que pode nunca ter tido muito, mas que sempre teve tudo por ter pessoas tão fantásticas na sua vida.

Uns são família de sangue, outros família do coração (amigos) mas no entanto, para mim, não há distinção pois todos eles me conhecem há 18 anos e todos eles estiveram presentes nos momentos mais importantes, bem como noutros não tão importantes.

Não podia ter pedido por nada mais e se algum dia eu duvidar do poder que é o da família, por favor dêem -me um abanão e avisem-me.

Porque não há nada melhor que isso.

 

 

 

Tenho várias fotos de ontem, mas deixo aqui apenas duas, ambas do meu bolo, que foi feito por uma das amigas/familiares. Estava lindo, lindo, lindo! O que me custou parti-lo... 

 

 

 

23
Mai14

Pequenas coisas

alex

Têm sido dias complicados, mas a tarde de hoje fez-me esquecê-los. Passada em boa companhia e a ver jovens talentosos em cima de um palco a fazerem aquilo que mais gostam, deu-me com certeza o final de semana de que estava desesperadamente a precisar.

São as pequenas coisas minha gente....acreditem. 

E amanhã torno-me, oficialmente, numa adulta.

E domingo vou votar.

Nem me acredito.

19
Mai14

O que é que eu vos posso dizer?

alex

Isto está às moscas. Triste, mas é a dura realidade. Tenho pouco para vos dizer. Pouco sobre o que escrever. Este ultimo período deixa-me tempo para muito pouco e, sendo sincera, toda a inspiração que tenho de momento, canalizo-a para escrever algo que tenho estado a escrever nas últimas semanas.

Daqui a cinco dias completo 18 anos. No dia 24 de Maio, passo a ser oficialmente e legalmente, uma adulta. Claro que ainda estou longe de o ser, no sentido literal da palavra. Apesar de ser uma rapariga responsável e matura, não me considero adulta, visto que ainda há muita coisa sobre a qual, se for preciso, me comporto como uma autêntica criança.

Acho que este marco tem mais a haver com outras coisas do que com o facto de agora já poder ir presa, ou já poder votar, ou já poder ir (legalmente) a discotecas para maiores de 18. Não tenciono ser presa ou ir "desbundar" para discotecas e votar, assim o farei no dia a seguir, no dia 25. Não é bem isto que os 18 anos têm de especial para mim. É só mais um ano. No entanto, este ano, quero torná-lo especial. Porque se houve ano em que mais pensei na pessoa que me faz muita falta, foi neste. Porque pesa-me no coração o facto de ele não me ter visto crescer e de não puder ver a sua carochinha fazer 18 anos e transformar-se numa pequena mulher.

É das poucas coisas que eu sei que vai fazer com que os 18 anos sejam especiais para mim. O facto de poder, finalmente, fazer algo que eu quero há já algum tempo, por ele. Marcar uma parte dele, de nós, em mim, para que eu não me esqueça de que eu serei sempre a sua carochinha; a sua netinha.

E depois claro, ter todos o que mais amo e estimo comigo. É só isso que faz valer cada ano que passa e cai sobre mim.

O resto... o resto são só detalhes numa pintura tão grande, que os detalhes não passam disso mesmo: pequenos e insignificantes detalhes.

 

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