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porque sempre que se fecha uma porta, abre-se uma janela

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23
Set14

Ser feliz é uma escolha (?)

alex

Há quem diga que sim. Eu já acreditei mais que não é.

Há dois anos - ou talvez nem tanto, talvez à cerca de um ano e meio atrás - eu era a minha pior inimiga. A minha mente convenceu-me de que eu não merecia ser feliz - e por isso mesmo, não o era. Sorria, fazia palhaçadas e piadas e ria-me mas por detrás de uma máscara elaborada está sempre um coração partido, despedaçado. Eu era assim.

Olhando para trás vejo a bola de negativismo que eu era e peço desculpa a todos aqueles que na altura levavam comigo. É verdade que ainda hoje tenho os meus momentos - de dúvida, de incerteza, de negativismo. Mas depressa empurro esses sentimentos e pensamentos para fora da mente e os substituo por outros mais agradáveis e positivos.

A pessoa que mais me ajudou a tornar-me em alguém mais positivo, foi a minha grande amiga D. Ela ensinou-me que aquilo que nós damos ao Universo, recebemos de volta e há muita gente que não acredita nisto - mas eu cada vez mais tenho a certeza de que isto é verdade.

O meu antigo eu alimentava-se de dor, de pena, de lágrimas, de negativismo. Deixava-me enterrar por tudo isto e não fazia nada para me livrar de toda esta má energia - conformei-me e aceitei que se era assim, era porque tinha de ser.

Hoje já não sou bem assim. Hoje já não deixo que uma pequena coisa me deixe de mau humor durante o resto do dia, como acontecia antes. Por exemplo, se me esquecia do relógio ou do telemóvel ou algo parecido, deixava que isso me afectasse mais do que o devia e passava o dia a queixar-me. Se não estava satisfeita com alguma situação em particular, não procurava mudá-la ou pelo menos saber se havia algo que eu pudesse fazer para a mudar. Antigamente eu ia para as coisas a pensar que elas iam ser um desastre e que tudo me ia correr mal. Agora ainda tenho esses meus momentos, mas depressa encontro forma de me ver livre deles.

Dantes deixava-me afectar por coisas que hoje não me afectam de todo. Costumava olhar para o mundo e pensar que ele me odiava mas a verdade é que eu estava errada - era eu que odiava o mundo simplesmente porque estava cega demais para ver para além daquilo que tinha em frente a mim.

Comecei a abrir a pestana e a perceber que existe muito mais do que aquilo que o nosso olho capta à primeira. Há sempre uma maneira de dar volta a uma determinada situação. Há sempre escolhas que podemos fazer que vão determinar o quanto algo nos afectará.

Claro que há coisas inevitáveis e incontroláveis. No entanto, algo que conseguimos sempre controlar é a forma como reagíamos a elas. Escolhemos ficar sentados no sofá a ter pena de nós prórpios, zangados com tudo e todos, ou escolhemos pôr-nos de pé, olhar mais além e tentar descobrir uma forma de tornar uma situação má numa situação menos má ou até mesmo, numa boa situação?

Escolhemos ser infelizes ou felizes? Deixamos que uma molha nos estrague o humor ou fazemos um esforço para rir da situação e encarar a chuva como parte da vida? Deixamos que um mau dia de escola ou de trabalho defina o resto da nossa semana ou levantamos-nos no dia a seguir, com uma atitude nova e determinação, prontos para não deixar o dia de ontem se repetir hoje? 

Algo que a D. me ensinou e que vai ficar para a vida, foi a não assumir o pior logo à partida. Só eu sei a tendência que tenho para fazer isso...no entanto, porque devo eu fazê-lo se isso só me traz sofrimento antecipado, dor e mal-estar? Porque fazer isto a mim mesma - pôr-me debaixo de uma nuvem negra e esperar que um raio me atinja e acreditar que vou ser realmente atingida, quando posso muito bem pensar " Não vai atingir-me ".

E até pode atingir, mesmo que eu pense que não vai, mas e depois, vou ficar amuda e revoltada com a Vida? Ou vou respirar fundo e arranjar maneira de que o raio não me atinja outra vez?

Se consigo colocar, dentro da minha cabeça, pensamentos negativos, consigo também colocar pensamentos positivos.

É tudo uma questão de perspectiva, de vontade e de determinação. Se consigo pensar que amanhã não vou receber aquele telefonema que tanto quero receber, também consigo pensar que pode muito bem ser amanhã que o vou receber.

São escolhas. E somos nós que temos, nas nossas mãos, o poder de escolher ser um desgraçadinho ou o poder de ser alguém que, apesar de não viver num mundo cor-de-rosa, tem coisas que o fazem feliz, coisas que nem todos podem ter o luxo de deter. Alguém que caminha a sorrir porque quer sentir-se bem e quer, através do seu sorriso, fazer outros sentirem-se igualmente bem. Alguém que não desiste ao primeiro "Fraco"; alguém que não se deixa consumir por pensamentos negros, onde o negativismo reina.

Alguém que opta por fazer a sua própria felicidade em vez de ficar à espera que ela lhe caia do céu.

É uma luta, todos os dias, uma aprendizagem constante e continua. Não aprendi tudo o que há para aprender sobre isto e nunca vou deixar de aprender a ser alguém melhor, menos negativo e mais positivo. Mas se eu, que era a rainha do negativismo, cheguei onde estou hoje, todos nós conseguimos. E é claro que às vezes me vou abaixo e venho aqui escrever textos mais depressivos e tristes - mas isso é a Vida. No entanto, não me apego a esses sentimentos e não me alimento deles como fazia antes. Deixo-os entrar, sinto, descarrego-os seja aqui, no papel ou outra coisa qualquer e depois liberto-os - deixo-os ir e agarro-me antes àqueles pensamentos que todos os dias, hoje, são mais frequentes na minha vida.

Ser feliz pode não ser uma escolha para toda as pessoas, porque existem milhares de factores que afectam a nossa Vida - no entanto, somos nós que escolhemos se queremos ser felizes ou não e somos nós que temos o poder de dar oportunidade a nós mesmos de o sermos.

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