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Something New

porque sempre que se fecha uma porta, abre-se uma janela

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11
Jun15

O começo

alex

Já posso dizer de boca cheia que vou. Já não estou dependente de mais nada. A candidatura foi aceite, passei no exame de inglês e agora é só começar a organizar a minha vida.

Não sei explicar o que sinto neste momento. Algo que sempre quis está finalmente ao meu dispor.

Vai ser o maior desafio da minha vida até agora. Vou chorar imenso. Vou desesperar imenso. Não tenho dúvidas disso.

Vou ter de me sustentar completamente - vou ter de pagar renda de casa, pagar todas as minhas compras e fazer-me à vida.

Sempre me considerei uma pessoa independente. Mas isto é outro nível. Isto é aquilo a que todos nós chamamos "o salto". Vou dar um salto e que salto! 

A C. é o meu anjo da guarda. Ela já lá está em Londres há um ano e vai-me dar casa nos primeiros tempos, bem como ajuda em tudo o que eu precisar porque ela sabe que todo o dinheiro que eu levar daqui é o que vou ter durante os primeiros tempos, visto que os meus pais não são ricos para me andarem a mandar dinheiro para lá todos os meses.

Nesse aspecto tenho uma sorte do caraças - em ter lá uma amiga que está disposta a ajudar-me tanto como ela. Sou-lhe eternamente grata!

Tenho estado o dia todo com aquele nervoso miudinho no estômago. Parto em Agosto, na primeira semana. Parece que ainda falta, mas não - é só um mês e três semanas que separam o hoje, do começo.

Estou nervosa como a merda. Tenho medo a sair-me pelos poros em forma de suor. Estou mais preocupada com os que cá ficam do que comigo, que vou.

Mas foi para isto que andei este último ano a trabalhar. Foi para isto que passei horas naquela loja a bater com a cabeça nas paredes. Foi com isto que sempre sonhei, mesmo que toda a gente diga que sou louca.

Mesmo que todos me perguntem como é que eu sou capaz de deixar a minha família aqui para ir fazer a minha vida lá fora, com cara de desaprovação.

Mesmo que chegue lá e me veja completamente perdida, sem saber para que lado me virar primeiro - vai acontecer, eu sei disso. 

Mesmo que estando lá, tenha momentos em que deseje estar cá.

É isto. É isto que eu quero e que sempre quis. Com tudo o que tiver de mau, com tudo o que tiver de bom. 

Vou construir a minha vida, vou pôr-me de pé sozinha em cima da muralha e caminhar de braços abertos a tentar não cair, sem ninguém a segurar-me na mão para ajudar-me a equilibrar.

Não vou poder gritar mãe ou pai como socorro. 

Vai ser o maior desafio da minha vida. Estou borrada de medo, admito.

Mas mal posso esperar.

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