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Something New

porque sempre que se fecha uma porta, abre-se uma janela

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02
Nov19

Mal posso esperar

alex

Passou-se o Halloween, que não me lembro de celebrar em pequena e em adulta, foram raras as vezes em que o fiz. Celebrei no primeiro ano que passei em Londres, e talvez dois anos depois outra vez e chegou. Não sou fã da festividade, apesar de gostar de filmes de terror e de doces. 

Adiante, chegamos a Novembro e daqui a um bocadinho estaremos no Natal. Ainda me lembro, de no ano passado, desejar com todas as forças que o Natal não viesse. Porque sabia como o iria passar - completamente sozinha. Eu não desejo o Natal que tive o ano passado a ninguém. Foi, sem dúvida, um dos momentos mais tristes e solitários da minha vida. Sentada no chão, a televisão a dar Friends, a comer restos de pizza do jantar de Natal da loja. Foi naquele momento que prometi a mim mesma que tal não voltava a acontecer. Foi naquele momento, que, por entre lágrimas de frustração, revolta e saudade, disse a mim mesma que o próximo Natal passava-o junto dos meus custasse o que custasse.

Há vezes em que paro para pensar por um bom bocado e é, de facto, incrível o quanto a nossa vida pode mudar em tão pouco tempo. Em como há um ano atrás estava numa posição e numa fase da minha vida completamente diferente daquela em que estou agora. Há um ano atrás estava exausta, deprimida, levantava-me todos os dias para ir trabalhar e a minha vida era consumida pelo mesmo, todos os dias. Andava maluca a planear a Black Friday da loja, provavelmente a não comer ou a dormir como deve ser. Agora estou repousada. Cansada, ainda, mas um cansaço diferente. Não acordo todos os dias com um objectivo certo ou com algo para fazer. Mas como três refeições por dia, todos os dias, durmo bem, dentro daquilo que dormir bem para uma pessoa que sofre de insónias consegue dormir, e apesar de não saber qual é o meu próximo passo, e apesar de as coisas não estarem muito famosas em termos de arranjar emprego... apesar de tudo isso, este Novembro não vou andar a desejar que não chegue Dezembro.

Pelo contrário. Este vai ser o primeiro Natal que passo em Portugal desde há cinco anos atrás, em que não me vou estar a preocupar com a loja, com a universidade, com a casa, com voos ou autocarros. Não vou chegar dia 24 e ir embora no dia 26. Não vou estar a passar o Natal com a família de uma amiga. Não vou estar sozinha.

Este vai ser o meu Natal. E o resto logo se vê. Mas por agora, mal posso esperar pelo Natal.

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