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porque sempre que se fecha uma porta, abre-se uma janela

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15
Fev14

Looking Back

alex

Hoje deu-me na cabeça. Fui ler alguns posts que escrevi neste blog há já quase 2 anos... Eu gosto de fazer isto porque é assim que mostro a mim mesma, o quanto mudei. Ás vezes preciso de ler o que a pessoa que fui escrevia. Só para me certificar de que ela existiu realmente e que essa pessoa não fazia as escolhas mais acertadas. Às vezes é bom vermos com os nossos próprios olhos o quanto crescemos. Porque nós podemos sempre puxar pela cabeça e tentar lembrar a altura em que éramos assim e assado e fazíamos isto ou aquilo, e batemos com a mão na testa ao mesmo tempo que dizemos: "Como é que eu era assim???"

Mas eu preciso mais do que memórias para saber, dentro de mim, que a rapariga que fui existiu. Preciso, de vez em quando, de algo que me diga a alto e bom som: "Nunca mais faças isto, nunca mais te tornes nesta pessoa. Não recues, avança ou deixa-te estar como estás e espera pela tua oportunidade de avançar. Mas nunca recues. Não voltes ao que eras."

Perdi muito nestes últimos quase dois anos... Pessoas, cabelo, paciência, oportunidades, a minha integridade. Perdi muita coisa. Mas ganhei tantas outras e tão, mas tão melhores, que as perdas que tive já não as encaro mais como perdas mas sim como lições.

Lições de vida que hoje agradeço por ter tido. Porque se perdi a pessoa que era e ganhei a pessoa que sou hoje, foi tudo graças aos erros que cometi, aos caminhos estreitos que percorri, às pedras que atirei e aquelas com que levei.

Ás vezes preciso de um incentivo. Algo que me diga "Não, mantém-te neste caminho." Porque apesar de não o ser o caminho mais estável, com o chão mais liso e perfeito que existe, eu sei com todo o meu coração que o caminho que percorro hoje é o mais acertado. Sei também que quem o percorre comigo não me puxa na direcção oposta, tentando atrasar-me, como acontecia há um ano e meio. Mantém-se do meu lado, sustêm-me quando estou prestes a cair. Não me puxam para trás, pelo contrário, por vezes quando necessito, dão-me um empurrão para eu ir em frente. 

Ás vezes preciso de ver com os meus olhos e não com a minha memória, que muitas vezes me engana, o quanto a minha vida mudou; o quanto eu mudei e como sou sortuda por ter conseguido mudar. 

Há pessoas, desses meus tempos, que continuam no mesmo caminho que eu percorria com elas. Isso deixa-me triste. Mas a vida é delas, a escolha é delas. Eu fiz a minha e não podia estar mais feliz com o que esta me trouxe. Trouxe-me coisas boas e más, como tudo na vida. Mas certamente que o que me trouxe de bom é cem vezes melhor do que aquilo que me trouxe de mau. 

Há quem não tenha a minha sorte. 

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