Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Something New

porque sempre que se fecha uma porta, abre-se uma janela

porque sempre que se fecha uma porta, abre-se uma janela

Something New

31
Jul17

Julho valeu a pena

alex

Tenho tentado pensar de forma mais positiva desde a última vez que vos escrevi. Neste mês de Julho, que acaba hoje, andámos todos bastante atarefados....

Uma de nós cá em casa casou-se! Os preparativos foram feitos mais ou menos a correr, mas no fim, a cerimónia foi muito bonita e o chamada copo de água também! Pela primeira vez na minha vida fui escolhida para algo! O casal casou-se apenas pelo registo, e a H. pediu-me para eu ser a testemunha legal dela. Pode-se dizer que fui a madrinha de casamento! Foi uma experiência inexplicável, para ser sincera. Não me imaginava a casar uma amiga minha antes de eu própria ter completado, no mínimo, os 25 anos de idade. Mas assim aconteceu, no passado dia 23 de Julho, a H. casou-se e todas nós derrama-mos uma lágrima quando ambos disseram os votos. A C. terminou o curso e no início do mês foi a cerimónia de graduação dela. Os pais, o padrinho e a avó dela vieram de Portugal de propósito para a ver subir ao palco e receber o seu diploma, de capa vestida e chapéu na cabeça. Fez-me pensar que para o ano, vou ser eu. E lançou-me numa espiral de ansiedades e medos que nem vos conto.  Na sexta-feira passada, celebrámos os anos da A. com um jogo de bowling. Já não jogava desde os meus oito anos de idade! Quando era miúda e existia um espaço de bowling na Expo, lembro-me de fazer as minhas festas de aniversário todas lá. Foi mais uma celebração que me deixou nostálgica.

E assim se passou o mês de Julho aqui no Flat 2 em Londres. Muitas celebrações, muitas metas atingidas, muitas mudanças e no entanto, tudo permanece igual. Foi um mês bastante atribulado e atarefado e fez-me perceber muitas coisas. Mas mais sobre isso noutro post. O mês de Agosto para mim vai resumir-se a acabar o meu trabalho da uni que tenho de re-submeter no dia 25 e contar as horas para o dia 27, que é quando vou voar para Portugal para passar duas merecidas semanas de férias com a minha família e amigos. Como sempre, por um lado, mal posso esperar e por outro, estou um pouco de pé atrás. As razões para isso já eu aqui as enumerei num outro post. Sempre que vou a casa é uma luta, tanto interna como externa, por assim dizer!

Mas fecho este mês de Julho (e este post) com um sorriso na cara, ao contrário do mês anterior. 2017 continua a ser um dos meus piores anos, no entanto, o mês de Julho no ano de 2017 foi um dos melhores da minha vida, sem dúvida. Porque vi as pessoas que eu mais amo serem felizes. Pude testemunhar a alegria dos meus e fazer parte dela e contribuir para a mesma.

Só por isso, Julho valeu a pena.

19
Abr16

Refresh

alex

A minha atenção tem andado desviada do blog já há bastante tempo. Não há desculpas para tal, apenas a vida. Vou trabalhar ainda mais daqui para a frente porque vou ser promovida a Sénior e ando a meios que a ser treinada para tal, de momento.

Tenho prazos da universidade para cumprir e um exame para o qual estudar. No meio disto tudo, tento ir ao ginásio e cozinhar refeições para não gastar tanto dinheiro em comida feita ao final do mês.

A vida assim se vai passando, e entretanto, já falta pouco mais de um mês para eu entrar na casa dos vinte. Estou um pouco que em negação em relação a esse acontecimento. Primeiro porque é 20. Aquele número redondo que não muda nada, mas que pronto, é diferente dos outros todos. Depois porque, nunca celebrei um aniversário longe dos meus. Não que eu dê muita importância aos aniversários, especialmente aos meus, mas é sempre de estranhar. O facto de este ano fazer anos a uma Terça-feira também não me dá muita vontade de celebrar seja o que for, verdade seja dita. Mas festejarei, que as migas com certeza que se vão encarregar de me obrigar a festejar.

Entretanto, decidi mudar o aspecto do blog, para ver se a vontade de postar mais frequentemente aparece. Bom, não é que a vontade não esteja cá, o problema é mesmo encontrar uma janela grande o suficiente para eu escrever por aqui, o que se torna difícil com tantas coisas que já tenho para escrever para outros lados.

Londres continua igual. Chuva num dia, sol no outro mas calor nem senti-lo. Muitos já andam de t-shirt e calções a apregoar que o Verão está a chegar. E eu, olhando-os com um sorriso meio triste, sentido pena destas alminhas que têm uma percepção muito triste do que é o Verão.

Coitados. E coitada de mim que agora vou também passar a ter uma percepção de Verão muito pobre. Enfim, problemas do segundo mundo, não é verdade?

Por agora vos deixo, pois tenho uma peça de teatro para ir acabar de escrever. 

Espero que gostem do refresh que o blog levou - simples e apropriado à estação (na minha opinião!)

14
Jan15

Fome

alex

Ás vezes tenho esta fome - a fome de escrever. Lanço-me num teclar desenfreado e chego a ter lágrimas nos olhos de estar tanto tempo a escrever e a olhar para o ecrã do computador.

Tenho esta fome que nunca vejo saciada; escrevo e escrevo e escrevo e por vezes, mais valia não escrever nada (como agora). Saem coisas que nem ao diabo lembra mas saem outras que eu mais tarde leio e penso:

"Fui eu que escrevi isto? Uau."

A maior parte do que escrevo não mostro a ninguém. Guardo para mim - porquê, não sei. Talvez porque não confio totalmente nas minhas capacidades enquanto escritora. Talvez porque acabei de soltar uma gargalhada ao denominar-me como "escritora". Escrevo, como tal sou escritora? Muitos diriam que não é bem assim (e eu concordaria).

Mas a fome persiste - talvez também por essa mesma razão. Porque procuro sempre escrever mais e melhor que antes; porque quero encontrar aquele texto, aquela frase, aquela palavra escrita, pensada por mim, que será capaz de acalmar esta fome selvagem.

No entanto, pensando melhor...este é daquele tipo de fome que não queremos ver saciada.

12
Jan15

Nada convencional

alex

Não me vejo como dona de casa. Ou como mãe de quatro filhos e dois cães. Ou mulher que vai à cozinha buscar uma cerveja ao marido enquanto este está no sofá a ver a bola.

Não me vejo de vestido branco e véu a subir ao altar com o homem dos meus sonhos vestido com um bonito fato à minha espera.

Não sou, de todo, uma rapariga convencional. Eu e o meu ex (de há mais um ano, venham as palmas) de vez em quando falávamos sobre isto. Sobre o que queríamos para um futuro distante (que eu ainda sou uma miúda não é verdade). E a conversa acabava sempre mal porque ele, nesse aspecto, não concordava comigo. Concordávamos em muita coisa mas não nisto. 

Ele dizia que queria um casamento grande, com a família toda, uma banda e um buffet de fazer alargar o cinto das calças. Dizia que queria uma casa onde coubesse ele, a mulher e os três filhos (logo aí torcia o nariz porque odeio números impares) e o amigo cão (e eu que sou doida por gatos ia mesmo ter um cão, espera aí).

Dizia que queria uma mulher que o estimasse, o amasse e respeitasse e que fosse não só a companheira amorosa dele mas também a sua melhor amiga. Dizia-me de sorriso nos lábios, que gostava que essa pessoa fosse eu (e eu desmanchava-me a rir que nem uma perdida porque era de loucos!)

Primeiro porque ainda tenho muito para viver. Segundo porque era incapaz de me casar pela igreja visto não ser católica. Terceiro porque sou de opinião que casar pelo civil também não me vale de nada - que um papel com o meu nome lá escrevinhado não aumenta nem diminui o meu sentimento pela pessoa, ou seja, não muda nada a não ser em termos legais (que para mim interessam-me tanto como a árvore aqui em frente à minha casa).

Quarto porque ele era maluco da cabeça e eu sempre fui inteligente demais para ir neste tipo de conversas (gostava de também ter sido inteligente o suficiente para não ir em outras, mas isso já é outra história).

Há raparigas que com a minha idade já dizem: "Ah sim, eu quero-me casar e ter filhos e viver feliz para sempre com o meu amor. Não é agora claro, mas quando for mais velha."

Pois eu nunca fui dessas. Sempre disse que nunca me ia casar. E sempre me disseram que era só aparecer a pessoa certa e eu depois ia ver - mas desculpem, não há-de ser um homem a fazer-me mudar as minhas convicções, mesmo que esse homem seja o homem dos meus sonhos.

Sempre que disse que gostava mais dos filhos dos outros do que dos meus - e é parcialmente verdade porque apesar de não ter filhos meus, tenho uma irmã de dez anos que há alturas em que é quase como se fosse. E só eu sei o quanto de mãe fui para ela e só eu sei as dores de cabeça que ela não dá, por isso filhos? Acho que não tenho perfil para os ter.

Sempre disse que nunca iria ser daquelas mulheres que chegam a casa depois de oito horas de trabalho e que vão fazer o jantarinho para o marido que fica no sofá, alegando estar "muito cansado". Ai, que vontade de me rir...

Isto porque calhou, em conversa com a minha patroa, dizer que não quero casamentos nem católicos nem no civil e que filhos também não sei ao certo se os quero vir a ter.

Essa vida não é para mim, ponto. Sonho com uma vida cheia de aventuras, viagens, descobertas, muita escrita, muito amor e muita felicidade.

E é só.

04
Mai14

Tenho os meus momentos

alex

Nem o bom tempo tem ajudado. Nem os momentos em família ou com os amigos. Ando cansada, saturada, sem vontade nenhuma de nada. Estou a chegar aquela altura do ano em que tudo acumula. O cansaço, o stress, as inseguranças, os medos, as dores...tudo. Ponho uma cara feliz e tento afastar estes sentimentos de mim, porque só eu sei o quanto me deixo consumir por eles. Mas há alturas em que ainda não consigo. Não consigo afastar-me do meu "eu" antigo e não ser pessimista ou pensar no pior. Há alturas em que falho e escolho a infelicidade. Mas é só nestes momentos. Depois lembro-me de que isto não é nada. Que há quem esteja pior. Que ainda estou viva, que tenho um tecto, bens essenciais, família, amigos e uma educação. Lembro-me de dizer em voz alta, antes de ir dormir, cinco coisas pelas quais estou grata.

E a coisa melhora. Não é nenhuma cura, mas ajuda. A felicidade não é um destino. É um caminho que todos podemos escolher percorrer. E há dias em que me sinto a desviar desse caminho. Mas há sempre algo que me puxa de volta. E por isso, e só por isso, sei que sou uma sortuda.

Mais sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2018
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2017
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2016
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2015
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2014
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2013
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2012
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D