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Something New

porque sempre que se fecha uma porta, abre-se uma janela

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Something New

21
Mar16

Tell the world i'm coming home


alex

Daqui a 48 horas, se tudo correr bem, estarei a aterrar em solo português.

Cada vez que penso nisso apetece-me chorar de felicidade. Este mês tem sido o mês mais dificil para mim desde que cá estou. Tenho estado doente, com febre, dores de corpo, cabeça, ouvidos, garganta, tenho trabalhado 35 horas todas as semanas e foi o mês mais atarefado na uni também.

Só me tem apetecido desistir. Largar tudo e fugir para bem longe. Tem sido o dia 23 de Março no meu calendário a dizer "GOING HOME!" que me tem dado forças. Que me tem feito levantar todos os dias de manha e sair porta fora para enfrentar mais um dia de cão. Isso e as minhas companheiras de guerra aqui em casa e na uni.

Nem me acredito. Acho que não vou dormir amanhã de tanta excitação e ansiedade. 

Vou para casa.

 

 

01
Mar16

Quando lhe tomo o gosto...


alex

Daqui a exactamente 22 dias vou estar a pisar solo português. Por essa altura já terão passado quase oito meses desde a última vez que estive em casa.

E tenho andado com um nó no estômago cada vez que penso nisso. Afinal, é o sítio onde eu vivi durante 19 anos. É onde estão os meus pais e irmã, a minha família toda, os meus amigos, as escolas todas por onde passei, os supermercados todos aonde ia comprar pão e manteiga todas as semanas, o McDonalds onde ia de vez em quando com o P.

Mas agora vivo aqui, onde está a minha família de cá, onde estão os meus novos amigos, onde está a minha nova escola, onde estão os supermercados todos aonde eu vou comprar pão e manteiga todas as semanas, onde está o McDonalds a que nós vamos quando estamos com desejos. 

É estranho pensar que possa estar com medo de voltar para a minha casa, para o meu país de origem, mesmo que seja só para visitar durante uma semana. É estranho eu tentar imaginar-me a entrar pela minha casa dentro e sentir que não me é familiar. Sentir que sou uma estranha lá dentro. É estranho eu tentar imaginar-me a caminhar outra vez por aquelas ruas que ainda conheço como a palma da minha mão e ter vontade de chorar.

E se já não as conhecer como a palma da minha mão? E se quando eu lá chegar, estiver tudo diferente? E se a minha casa já não for a minha casa?

É difícil de explicar. A C. e a H. percebem. Acho que quem está cá na nossa situação percebe melhor do que quem não está. Não é que não esteja contente de ir a casa, finalmente, depois de quase oito meses sem pôr pé em Portugal e sem ver a minha família. Não é que não pense em comer, FINALMENTE, a comidinha boa das avós, em abraça-las e no quão feliz eu vou estar nessa semana.

Mas ao mesmo tempo é o medo de chegar a um sítio que foi a minha casa durante 19 anos e sentir que já não é bem a minha casa. É apenas o sítio onde eu nasci e cresci. Porque a cada dia que passa sinto mais que isto aqui é que é a minha casa.

E há quem me diga: "Não sejas tonta, Portugal vai ser sempre a tua casa. Estás aí só há 7 meses!"

Mas em 7 meses já vivi mais aqui, já sorri mais aqui, já fui mais feliz aqui do que o que fui, por exemplo, no último ano todo que passei em Portugal antes de vir para cá. É fácil uma pessoa aqui sentir-se em casa quando vive com amigos como os que eu tenho, quando fala bem a língua e quando se adapta facilmente a novos ambientes como eu.

Quando se lhe toma o gosto, é difícil de largar, não é o que dizem?

 

31
Dez15

Com um pé em 2015 e o outro em 2016


alex

Chegou o post da praxe. O fim de 2015 está aqui. E sim, vou dizer o mesmo que digo sempre: não acredito que já passou mais um ano.

Acho que há medida que o tempo vai passando, vou sentido cada vez mais aquela urgência enorme de fazer coisas. Viajar, conhecer novos sítios, arranjar finalmente um namorado, inscrever-me num curso de linguas qualquer....Porque sinto, a cada ano que passa, que o tempo passa por nós demasiado depressa.

E se há quem tenha medo de morrer, eu cá tenho medo de não ser capaz de viver enquanto estou viva. Tenho medo de não vir a fazer todas as coisas que quero fazer, porque a verdade é esta: o tempo tem pernas longas.

Mas penso que 2015 foi o ano em que fiz mais com a minha vida. O ano que vai ficar na minha memória para sempre. Enquanto que há anos dos quais eu não tenho muitas memórias, 2015 vai ser com certeza aquela que vou recordar com mais vividez.

De 2014 para 2015 trabalhei que nem uma louca para conseguir dinheiro para poder vir para Londres.

Foi este ano que passei horas, dias e semanas numa loja que me sugava a vida, com um patrão que me pagava dinheiro de escravo e um aperto no peito todos os dias. 

Foi em 2015, mais concretamente dia 6 de Agosto, que cheguei ao país onde sempre sonhei viver - Londres.

Foi em 2015 que testei os meus limites, que descobri coisas novas sobre mim e sobre os outros à minha volta, que lutei pelos meus sonhos mais do que em qualquer outra altura.

Foi em 2015 que comecei uma vida de adulta. Comecei a pagar a renda da minha casa, a minha comida, as minhas despesas todas. Foi este ano que, aos olhos da sociedade, me tornei adulta. No entanto, ainda continuo uma jovem rapariga que, por vezes, não sabe bem o que anda a fazer da vida.

Foi em 2015 que ganhei uma nova família. As pessoas com quem moro agora receberam-me de braços abertos, só uma delas me conhecendo bem, e desde aí que fizeram tudo por mim. Foram elas que me ensinaram a andar aqui em Londres. Foram elas que me ampararam as quedas feias que já dei desde que aqui cheguei. E são elas que continuam a apoiar-me incondicionalmente, como se fossem minhas irmãs e irmãos.

Só por isso, 2015 já ganhou o prémio de melhor ano da minha vida. As pessoas que eu conheci desde que aqui cheguei, as amizades que fiz, tanto as que moram comigo, como as que trabalham comigo, como aquelas que andam na Uni comigo, são mais valiosas que qualquer outra coisa que me aconteceu este ano.

Foi em 2015 que aprendi a viver com a saudade. Aprendi que a vida é feita de muitos sacrifícios, tanto dos que saem de Portugal como dos que ficam. 

Foi em 2015 que trabalhei para pessoas nojentas. Más. Desrespeitosas. Que eu espero nunca voltar a ver na minha vida.

Foi em 2015 que comecei a minha carreira (pausa para risos) como sales assistant. 

2015 foi, sem dúvida alguma, o melhor ano da minha vida. Independentemente dos precalços, das lágrimas, das adversidades e dificuldades pelas quais passei para chegar aqui, onde estou hoje, sentanda no beliche que eu comprei, com o dinheiro que eu fiz a trabalhar horas e horas, em Londres, este ano foi o meu ano. O meu melhor ano.

Conquistei uma etapa muito importante da minha vida. Realizei um dos meus muitos sonhos. Fui feliz. Estou feliz, apesar de me queixar de vez em quando.

Não podia ter pedido por um 2015 melhor, porque afinal a vida também é feita de obstáculos e desses também não faltaram este ano. Mas ultrapassei-os e aqui estou.

Num dia era apenas um sonho, um talvez. Hoje, é a minha realidade, a minha vida. 

Agora para 2016 só peço um namorado. Foi a única coisa que ficou em falta este ano.

Brincadeira, que os homens só dão dores de cabeça, que eu vivo com dois e vejo as dores que eles dão à C. e à H.C.

Para 2016 só peço saúde. Para mim e para os meus. Porque a maioria deles já não vão para novos e este mundo anda doente... só peço saúde. 

O resto que venha por acréscimo, bom e mau, que eu cá estarei para receber ambos.

Feliz ano novo minha gente!

02
Dez14

A última a morrer


alex

Aquele aperto no peito que nos dá, a meio da noite quando acordamos de um sonho ao qual na manhã seguinte apelidamos de pesadelo?

Aquela falta de ar que nos impede de continuar deitados de forma a conseguirmos voltar a dormir?

Aquela rebaldaria à qual chamamos de pensamentos e que nos deixam doidos no escuro do nosso quarto?

É tudo saudade. Uma saudade que nos apanha de surpresa, mesmo quando julgamos que a mesma já não existe. 

É tudo saudade, e se há quem diga que a esperança é a última a morrer, eu cá digo algo diferente...

A saudade é que é a última a morrer.

17
Set14

(promessa) Quebrada


alex

Só vos digo uma coisa: é preciso uma força de vontade do caraças para não escrever sobre ele. Já não sei qual foi o último post que escrevi que estivesse relacionado com ele e também não me vou dar ao trabalho de ir ver.

A verdade é que ele é como uma chama dentro de mim que teima em não se apagar, por muito que eu sopre. Passo dias, semanas e meses sem o meu coração se apertar ao pensar nele e depois, volta tudo ao inicio.

E pensar que há um ano atrás, por esta altura, eu me considerava a rapariga mais feliz à face da terra, tudo porque te tinha a meu lado.

É lixado, esta coisa do amor. Mas o mais lixado ainda é quando queremos ver-nos livres dele. Isso sim, lixa tudo e todos! Não há cá spray's, anti-não-sei-das-quantas, pistolas ou vudu que nos façam parar de amar alguém. Nem mesmo quando esse alguém conseguiu fazê-lo - parou de nos amar. Não podemos perguntar-lhes como é que eles conseguiram porque senão vão saber que nós ainda os amamos. Não podemos falar disto com os amigos a quem dizemos estar tudo bem; a quem dizemos "já não o amo". Não podemos falar disto com os nossos pais porque...bom cada um há-de ter as suas razões para isso - as minhas são muito complicadas de se explicar.

É lixado quando queremos deixar de amar a única pessoa que alguma vez amamos na vida.

Como fazê-lo? Não amamos? Mas isto é tudo teoria - na prática, é tudo muito mas mesmo muito mais complicado.

E é por isso que me enfurece quando me dizem: tens de o esquecer, tens de avançar, tens isto, tens aquilo.

Se me dissessem antes aquilo que eu não sei - como fazê-lo - ajudavam muito mais, obrigadinha!

Estou frustrada com isto e triste. Hoje bateu forte. Mas quem me dera que tivesse sido só hoje...acho que não há nenhum dia em que a minha mente não se veja invadida por ele, nem que seja só por um nanossegundo, antes de eu o forçar para fora.

Estou lixada. Estou mesmo.

E a promessa que fiz a mim mesma de que não voltaria a escrever aqui sobre ele?

Quebrada.

Mas antes quebrada a promessa do que eu - porque se eu não deitar isto cá para fora, mais cedo ou mais tarde é isso que me acontece.

Vou ser como uma promessa - quebrada.

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