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Something New

porque sempre que se fecha uma porta, abre-se uma janela

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28
Out14

Perído de seca

alex

Faltam-me oito livros para cumprir com o meu objectivo de leitura para este ano. Estamos no final de Outubro (até me dá um aperto de coração ao escrever isto, mas é verdade, estamos no final do mês).

Eu tenho andado uma preguiçosa para ler. Ando a ler o mesmo livro desde Julho e não tem nada a haver com a qualidade do mesmo porque é de uma das minhas autoras favoritas e até onde já li, adorei. O problema sou mesmo eu - ponho-me a escrever que nem uma maluca aqui no computador, a criar histórias minhas, e fico sem tempo e paciência para ler as histórias dos outros.

Mas recuso-me a acabar o ano sem ter lido os catorze livros que me comprometi a ler no inicio deste ano. Quando tinha literatura, lia mais do que vinte livros por ano, há vontade, porque para além das obras que tínhamos de dar nas aulas que faziam parte do programa, ainda tínhamos de ler mais três livros por período por causa do P.I.L (Projecto Individual de Leitura) e eu, por cima disso tudo, ainda lia os meus outros livros que não eram de autores portugueses nem de romance (que era basicamente o que eu acabava por ter de ler para literatura.)

O ano passado já não tive literatura e, apesar de a minha memória me falhar muito, julgo que nunca eu li tanto pouco livro como neste ano.

É o apocalipse, como diria o meu amigo Félix (da novela Amor à Vida).

Mas já chega! Já chega deste período de seca que se vem a prolongar desde Julho! Tenho quatro livros aqui, novos, para ler (incluído o que estou a ler desde Julho que me foi emprestado) e depois tenho duas opções: ou peço os outros quatro emprestados, ou faço metade metade - dois emprestados e dois vou comprar. Mas uma coisa é certa:

Não vai chegar o dia 31 de Dezembro de 2014 sem eu ter lido os catorze livros e ficam aqui marcadas estas palavras para que se, no caso de isto não vir a acontecer, me perseguirem de pistola na mão.

05
Set14

Explicações - só se me pagarem!

alex

Acho que tenho de me explicar vezes demais. Sinto a necessidade de me explicar quando sinto ou sei que a pessoa me interpretou mal. Não sei de onde surgiu, esta vontade que nunca desaparece - talvez esteja comigo desde sempre.

Mas há quem ainda pense que eu vivo num mundo onde o céu é sempre azul e as nuvens sempre brancas e fofas. Há quem pensa que eu não sei nada da Vida, quando na realidade gostava de saber menos do que o que sei. 

A verdade é só uma: por muito que uma pessoa partilhe a sua vida com outros, seja aqui ou pessoalmente com amigos, há coisas que nunca se sabem - e é por isso que sinto uma enorme necessidade de me explicar quando as pessoas interpretam mal as minhas palavras, os meus desabafos, as minhas histórias. Porque como não sabem certas e determinadas coisas, assumem. Ás vezes penso que sou eu que tenho uma certa dificuldade em expressar os meus sentimentos/pensamentos/opiniões...faço-o muitas vezes sem um filtro, porque sou impulsiva e deixo-me levar pelas emoções (principalmente se estiver a falar de algo sobre o qual estou muito entusiasmada). É por isso que por vezes sou mal interpretada. 

E odeio isso. Odeio que fiquem com uma imagem de mim que não é a verdadeira. Eu não sou ingénua - há muito que deixei de o ser. Sei que existem dificuldades e obstáculos para onde quer que me vire nesta Vida - mas se há coisa que me ensinaram neste último ano e meio foi a não pensar no que de mau pode resultar das minhas escolhas. Ou pelo menos a focar-me no bom que daí pode vir. E é muito complicado fazer isto quando tenho pessoas a entenderem-me de forma errada a toda a hora.

Eu não sei se vou conseguir arranjar trabalho nos próximos tempos. Eu não sei se vou conseguir ir para Londres estudar daqui a um ano. Eu não sei se vou ter uma marreca, dez verrugas e cabelos brancos daqui a dez ou vinte anos. Mas eu escolho acreditar que as duas primeiras vão acontecer ( a terceira dispenso).

E eu sei que ás vezes a minha "determinação" é encarada como ingenuidade ou até burrice - porque ninguém prevê o futuro e eu não posso afirmar que amanhã vou sequer acordar para ver um novo dia mas a verdade é que eu não consigo falar sobre o assunto sem me entusiasmar, sem suspirar, sem sorrir, sem sentir o coração a acelerar, sem acreditar que vou lá chegar. E posso até não conseguir lá chegar para o ano, ou para o outro, mas eu quero acreditar que sim - e as razões para tal, essas, são só minhas.

E estou cansada de ter de explicar isto, uma e outra vez, a quem me interpreta mal.

E é por isto que eu agora guardo tudo para mim. É por isto que eu não falo com ninguém sobre este tópico ou sobre muitos outros. Porque dantes tinha com quem o fazer e agora já não tenho.

Porque estou farta de ter de dar explicações para tudo e por tudo.

Não devo explicações a ninguém. Só se me pagarem. E mesmo assim...

16
Ago14

As metas da Vida

alex

Por vezes é complicado guardar dentro de mim toda esta emoção. Excitação. Expectativa. Medo. Receio. Principalmente medo e receio. 

Cada vez que penso naquilo que quero para mim - o que quero fazer e onde quero estar daqui a um ano, o meu coração começa a bater mais depressa, não consigo esconder o sorriso que me cresce nos lábios e tenho de fazer um esforço enorme para me manter quieta no meu lugar.

E parece que cada vez que tento falar disto com alguém é como se... se não entendessem. Como se olhassem para mim e pensassem que eu sou completamente desvairada da cabeça (o que até não está muito longe da verdade, mas mesmo assim...). Não entendem que é isto com que eu sempre sonhei. Há quem sonhe em crescer, casar, ter filhos - eu sempre sonhei em poder conhecer o mundo, viver noutro país, estudar noutro lugar que não aquele onde cresci, arriscar e ser feliz com os riscos que tomo. Há muita coisa que ninguém sabe sobre mim - segredos profundos, sonhos enterrados, amores perdidos... mas eu escrevo sobre isto agora porque estou cansada de o esconder; de o guardar para mim.

É isto que eu quero - e que eu sempre quis. E assusta-me o facto de o futuro ser imprevisível e de tudo poder acontecer e de este meu sonho nunca se vir a concretizar. Mas só de pensar que é possível, sorrio como raramente sorrio. E isso só pode ser um sinal de que eu quero mesmo isto e de que acredito que consigo. Mas fico triste quando vejo tudo e todos à minha volta a duvidar de mim e do meu potencial futuro. Magoa-me que todos os que me rodeiam tenham dúvidas, quando eu só tenho é certezas.

Eu tenho a certeza de que é isto que quero. Tenho a certeza de que se me esforçar, consigo lá chegar. Mas a cada dia de passa me sinto mais confusa e insegura - será que fiz a escolha certa? Será que devia ter ido para a faculdade e não andar à pesca de emprego? Será que sou mesmo capaz de arranjar um trabalho que me permita poupar dinheiro para conseguir fazer o que quero fazer? Porque é que eu seria capaz? Porque é que eu, de toda a boa gente que existe neste mundo, haveria de conseguir seguir o meu sonho? Porquê ter tanta certeza quando todos os outros estão repletos de dúvidas?

"Deixa ver como as coisas se desenrolam e depois logo pensas nisso." - Desculpem, mas não consigo. Isto é tudo aquilo em que eu consigo pensar agora - é o meu único objectivo e é como se fosse a bóia de salvação a que nos agarramos com toda a força em pleno alto mar, como se a nossa Vida dependesse disso. Não consigo acreditar em algo que não seja o "Eu vou conseguir, dê por onde der - nem que tenha de lavar chãos e escadas, não me importo, desde que seja trabalho humilde e que me permita ganhar dinheiro para o poder poupar."

O ser humano move-se por objectivos, metas que estabelece a si mesmo todos os dias. É como as minhas corridas - esta semana começo com 4km, segundas, quartas e sextas. Para a semana adiciono um km e faço 5 e depois 6 e depois 7, até conseguir chegar aos 8km em menos de uma hora como fiz o ano passado. O ser humano corre para alcançar metas - não necessariamente para chegar em primeiro lugar (para mim) mas apenas para se sentir orgulhoso e satisfeito consigo mesmo quando a alcançar. E depois de alcançar essa primeira meta, estabelece outra e trabalha para a alcançar também. A vida é uma corrida com muitas metas para alcançar - e eu vou sempre correr de cabeça erguida, música no coração, vento a fustigar os meus curtos caracóis, a contemplar a paisagem à minha volta mas nunca me esquecendo da meta que me espera.

E eu corro sozinha porque quem corria comigo, a toda a velocidade, desistiu da corrida. Mas não faz mal. Eu vou conseguir na mesma... apesar de ainda haver quem duvide de mim.

Eu não duvido e isso é o mais importante.

08
Ago14

Despedidas

alex

Ontem em vez de ir trabalhar, pedi a tarde e fui com a D. até ao aeroporto para nos despedir-mos da C. A C. está agora neste momento em Londres. Foi para lá através daquele programa que já falei aqui tanta vez (Ok Estudante) e em Setembro vai começar a estudar lá. 

Dizer adeus é sempre difícil. No meu caso não o foi, porque sei com toda a certeza, que não me vou ter de despedir dela tão cedo. Eu fiz uma promessa - a mim e a ela - em como para o ano estou lá a chatear-lhe a cabeça e vou cumpri-la, dê por onde der.

Mas apesar de não ter sido difícil para mim, foi uma despedida muito difícil para os pais e para a irmã dela (como é óbvio). Eu não gosto de ver pessoas a chorar - as lágrimas a mim deixam-me desconfortável. Eu própria não sou muito dada a choros - já nem me lembro da última vez em que chorei, mas lembro-me da última vez em que engoli lágrimas (sábado passado, para ser exacta). Contudo, ontem, foi difícil estar ali a testemunhar aquele momento tão íntimo entre ela e a família. Eu vi como ela se agarrava à mãe - como se a âncora do barco estivesse a ser puxada para cima e a areia não a quisesse deixar ir. Eu vi como a irmã dela chorava e vi a tristeza espalhada nos seus olhos. Vi-a dizer adeus, lavada em lágrimas, já a entrar para o Portão de embarque, de mala às costas e a outra na mão. Vi-a virar costas à família que eu sei que ela ama muito.

Eu conheço esta rapariga já há quatro anos. Fomos muito próximas nos primeiros dois anos em que nos conhecemos e nos outros dois nunca deixámos de ser amigas, embora um pouco mais distantes. No entanto, e devido ao nosso sonho de sempre de viver e estudar em Londres, ultimamente andávamos mais próximas. Mas de uma coisa eu sei:

A rapariga que eu vi partir para Londres, em busca do seu sonho, não foi a rapariga que eu conheci há quatro anos atrás. Essa moça jamais teria largado, com relutância, a família para ir para um país estrangeiro. Essa rapariga jamais pensaria em deixar namorado, amigos, família e conforto para trás. Porque essa rapariga não era a mulher que ela hoje é. É daquelas pessoas que já passou por muito na vida e com quem sempre me identifiquei - somos ambas irmãs mais velhas e desde cedo que tivemos muita responsabilidade e muito peso sobre os nossos ombros (ainda bem que praticámos as duas natação durante anos e temos umas costas largas). É uma pessoa forte - hoje, muito mais do que há quatro anos, apesar de nessa altura já o ser. Só que ela nessa altura não tinha fé em si própria...mas com quinze anos acabados de fazer, quem tem? E ontem, ao vê-la virar costas aos seus entes mais queridos, embora por fora estivesse a fazer piadas e a tentar aligeirar o ambiente (é a única coisa que consigo fazer neste tipo de situações), só pensava para comigo:

Ela não se está a despedir de nenhum de nós. Está finalmente a despedir-se da menina de quinze anos que nunca acreditou que este dia pudesse chegar.

E sorri. Sorri, porque acompanhei a evolução desta rapariga que se transformou numa mulher linda, inteligente, independente e forte. Sorri porque tenho orgulho em a ter conhecido e em poder chamá-la de amiga.

E hoje continuo a sorrir porque é ela que me faz acreditar com todo o meu coração que, para o ano, posso ser eu - se ela conseguiu, eu também consigo.

Para o ano sou eu.

29
Jun14

O que é que queres ser?

alex

Quando me perguntam o que eu quero ser, não respondo automaticamente. Se fizessem essa pergunta à rapariga que tinha acabado de completar dezasseis anos e que estava prestes a iniciar o ensino secundário, há três anos atrás, ela ter-vos-ia respondido muito simples e directamente:

Jornalista.

Mas a verdade é que a resposta já não é essa. Não sei se alguma vez foi. Ao longo destes três anos, tenho crescido muito e como tal, mudei. E hoje, quando me perguntam o que eu quero ser, ou melhor, que curso quero tirar na faculdade, a minha resposta já não é "Jornalista".

Eu não sei ao certo o que quero ser ou o que quero fazer. Eu quero ser tanta coisa e fazer tanta coisa! Sou uma rapariga com tantos amores, que acho que escrever uma canção sobre isso, como fez o Marco Paulo, não era suficiente! Eu não tenho um ou dois ou três amores e é isso que me impede, hoje, de conseguir responder a essa pergunta tão pertinente que as pessoas gostam de fazer à malta que está a acabar ou já acabou o secundário.

E eu sorrio e digo em tom de brincadeira que quero ser rica, para ver se a conversa não passa dali. Normalmente não passa porque as pessoas pensam: ai coitada, esta é daquelas que não faz ideia do que quer ser; anda perdida.

De facto, não sei ao certo. Sabem quantas profissões eu já quis exercer ao longo dos meus dezoito anos?

Já quis ser cantora. Desde pequena que é esse o meu sonho. Depois cresci e aprendi que cantora não podia ser. 

Já quis ser bombeira, polícia, detective, analisadora forense (na altura em que andava obcecada com os CSI's todos), professora, educadora de infância, tratadora de golfinhos (depois de ter nadado com eles quando aos seis anos viajei até Havana, em Cuba, mas hoje sei que não seria capaz de o ser devido ao documentário Blackfish que vi há uns meses atrás). Já quis ser psicóloga, psicóloga criminal, hospedeira de bordo, apresentadora de televisão, locutora de rádio, jornalista, escritora.

Aposto que me estou a esquecer de uns quantos, mas isto é só para terem a noção. E também já me passou pela cabeça ser advogada, coisa que para mim nunca iria resultar, visto que eu odeio trabalhos de secretária onde 50% do trabalho requer analisar e analisar e analisar papelada.

Por isso, quando me perguntam o que eu quero ser, hoje, a única resposta que me vem à cabeça é:

Quero poder ser eu. Com todos estes interesses, todos estes gostos, todos estes amores. Todas estas dúvidas, todos estes medos, todas estas falhas que são tão minhas. Porque é isto tudo que faz de mim o que eu sou hoje.

Só quero continuar a poder ser eu. O resto logo descobrirei.

Se vou ser jornalista, hospedeira de bordo, escritora...isso não sei. Mas quero ser eu.

Sempre e até ao dia em que deixar de respirar. Assim saberei, nesse dia, que fiz da minha vida o melhor que pude.

Fui eu, sempre e mais não quero. Não peço; não preciso.

Quero ser eu. Sempre e para sempre.

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