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Something New

porque sempre que se fecha uma porta, abre-se uma janela

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Something New

10
Set14

Admito ,

alex

Não vou mentir - vai-me custar ver tudo a começar a suas vidas, seja na faculdade ou no mundo do trabalho, e eu a ficar o resto do mês em casa. Vai-me custar ter todos os meus amigos na faculdade, ocupados e atarefados, entusiasmados e a criarem novas amizades, enquanto eu vou ficar por aqui à espera do telefonema que pode muito bem mudar isto tudo (para mim).

O pior de nos comprometermos com uma coisa que só acontecerá daqui a umas duas, três semanas (e no final até pode não vir a acontecer) é o que fazer durante esse tempo. Esperar nunca fui uma das minhas virtudes - eu quero sempre tudo no momento e quando tal não acontece, o meu humor cai a pique. 

Houve muitos verões em que me era difícil não querer estar antes na escola, simplesmente porque não tinha como e com quem passar o tempo. Com o passar dos anos isso mudou - fui criando amizades estáveis, fui ganhando mais liberdade para ir aqui ou acolá e os dias iam-se tornando em meses e quando dava por ele, já era meados de Setembro e a altura de regressar às aulas tinha chegado.

Mas este ano não há altura de regressar às aulas. E isso agora é que me está a dar uma comichão enorme porque se durante estes últimos dois meses e meio eu tive como passar o tempo, agora o caso vai mudar de figura. E porquê?

Porque chegou de facto a altura de regressar às aulas - para os outros. Os outros sendo os meus amigos, as pessoas que fazem destes meses que passamos em casa menos excruciantes. 

Eu não quero entrar aqui em muitos detalhes sobre a possibilidade de eu ter algo para fazer no final deste mês/inicio de Outubro, porque sou daquelas pessoas que não gosta de falar antes do tempo e antes de saber das coisas com 100% de certeza. Mas hoje, quando fui visitar a minha avó, apercebi-me em conversa com ela de que, realmente, estas próximas semanas vão ser bem duras para mim. Porque vai estar tudo ocupado, tudo a começar uma nova etapa das suas vidas e eu aqui fico, a escrevinhar coisas a que muitos não passam cartão, a inventar histórias que nunca irão chegar ao olho do público; basicamente, a passar o tempo. 

E se há coisa que me custa mais é ter de fazer passar o tempo. O que me custa mais é ter toda a gente à minha volta a fazer algo, seja o que for, e eu sem fazer nada. E não é que esteja arrependida da minha decisão - isso tão depressa acho que não vai acontecer - e também não é que não esteja feliz por todos os meus amigos - porque estou - mas apesar disso, hoje principalmente, não consegui sacudir de mim esta pequena tristeza que vai ficando cada vez maior a cada dia que passa. Porque para além de todos começarem agora na próxima semana as suas novas vidas, eu vou ter de esperar para começar a minha - e enquanto a eles já está tudo garantido, a mim ainda nada o está.

Acho que isso também me está a atormentar um bocadinho - ter de esperar pelo final do mês/inicio do próximo para saber se começo a minha vida e não ter aqueles 100% de garantia. Estou lá em cima, na corda bamba, sem rede que me apanhe caso eu me desequilibre e caia, enquanto os outros todos já atravessaram a corda e sabem, com toda a certeza, que já estão a salvo.

Há quem diga que saber esperar é uma virtude - para mim é uma tortura.

16
Ago14

As metas da Vida

alex

Por vezes é complicado guardar dentro de mim toda esta emoção. Excitação. Expectativa. Medo. Receio. Principalmente medo e receio. 

Cada vez que penso naquilo que quero para mim - o que quero fazer e onde quero estar daqui a um ano, o meu coração começa a bater mais depressa, não consigo esconder o sorriso que me cresce nos lábios e tenho de fazer um esforço enorme para me manter quieta no meu lugar.

E parece que cada vez que tento falar disto com alguém é como se... se não entendessem. Como se olhassem para mim e pensassem que eu sou completamente desvairada da cabeça (o que até não está muito longe da verdade, mas mesmo assim...). Não entendem que é isto com que eu sempre sonhei. Há quem sonhe em crescer, casar, ter filhos - eu sempre sonhei em poder conhecer o mundo, viver noutro país, estudar noutro lugar que não aquele onde cresci, arriscar e ser feliz com os riscos que tomo. Há muita coisa que ninguém sabe sobre mim - segredos profundos, sonhos enterrados, amores perdidos... mas eu escrevo sobre isto agora porque estou cansada de o esconder; de o guardar para mim.

É isto que eu quero - e que eu sempre quis. E assusta-me o facto de o futuro ser imprevisível e de tudo poder acontecer e de este meu sonho nunca se vir a concretizar. Mas só de pensar que é possível, sorrio como raramente sorrio. E isso só pode ser um sinal de que eu quero mesmo isto e de que acredito que consigo. Mas fico triste quando vejo tudo e todos à minha volta a duvidar de mim e do meu potencial futuro. Magoa-me que todos os que me rodeiam tenham dúvidas, quando eu só tenho é certezas.

Eu tenho a certeza de que é isto que quero. Tenho a certeza de que se me esforçar, consigo lá chegar. Mas a cada dia de passa me sinto mais confusa e insegura - será que fiz a escolha certa? Será que devia ter ido para a faculdade e não andar à pesca de emprego? Será que sou mesmo capaz de arranjar um trabalho que me permita poupar dinheiro para conseguir fazer o que quero fazer? Porque é que eu seria capaz? Porque é que eu, de toda a boa gente que existe neste mundo, haveria de conseguir seguir o meu sonho? Porquê ter tanta certeza quando todos os outros estão repletos de dúvidas?

"Deixa ver como as coisas se desenrolam e depois logo pensas nisso." - Desculpem, mas não consigo. Isto é tudo aquilo em que eu consigo pensar agora - é o meu único objectivo e é como se fosse a bóia de salvação a que nos agarramos com toda a força em pleno alto mar, como se a nossa Vida dependesse disso. Não consigo acreditar em algo que não seja o "Eu vou conseguir, dê por onde der - nem que tenha de lavar chãos e escadas, não me importo, desde que seja trabalho humilde e que me permita ganhar dinheiro para o poder poupar."

O ser humano move-se por objectivos, metas que estabelece a si mesmo todos os dias. É como as minhas corridas - esta semana começo com 4km, segundas, quartas e sextas. Para a semana adiciono um km e faço 5 e depois 6 e depois 7, até conseguir chegar aos 8km em menos de uma hora como fiz o ano passado. O ser humano corre para alcançar metas - não necessariamente para chegar em primeiro lugar (para mim) mas apenas para se sentir orgulhoso e satisfeito consigo mesmo quando a alcançar. E depois de alcançar essa primeira meta, estabelece outra e trabalha para a alcançar também. A vida é uma corrida com muitas metas para alcançar - e eu vou sempre correr de cabeça erguida, música no coração, vento a fustigar os meus curtos caracóis, a contemplar a paisagem à minha volta mas nunca me esquecendo da meta que me espera.

E eu corro sozinha porque quem corria comigo, a toda a velocidade, desistiu da corrida. Mas não faz mal. Eu vou conseguir na mesma... apesar de ainda haver quem duvide de mim.

Eu não duvido e isso é o mais importante.

11
Abr14

Ups... i won't do it again (i hope)

alex

Por momentos, perco-me. Perco-me por entre memórias, pensamentos, acções do passado, acções às quais hoje chamo de lições.

Perco-me e penso. Penso em como nos podemos perder tão facilmente e tornar-nos em algo que não somos. Penso e fico admirada em como eu o fiz. Perdi-me, tão facilmente...

Hoje digo aos outros, e a mim mesma, que essas fases já passaram. Mas por vezes ainda dou por mim a ser assombrada pelos fantasmas de antes. Aqueles que me sussurram ao ouvido, bem baixinho de forma a que só eu possa ouvir, dizendo que eu ainda sou a pessoa que era há um ano e meio atrás. Uma rapariga perdida, obcecada com coisas superficiais, que construía a sua vida à volta dessas obsessões, que se deixava limitar por elas. Uma rapariga fraca, de mente e de espírito, tentando convencer-se de que nada do que fazia estava errado ou era fora do normal. Uma rapariga que carregava um fardo maior do que aquele que conseguia suportar aos ombros, e que por isso, fez as escolhas erradas.

Perdida. Atormentada por si mesma, sem na altura o saber.

Eu era o meu pior inimigo. Hoje, por vezes, ainda o consigo ser. Mas já estou melhor. Bem melhor. Mas por vezes perco-me, ao pensar na altura em que me perdi.

Hoje sei que não consigo voltar a ser a rapariga que antes fui. No entanto, o medo está cá, sempre.

Um passo em falso e quem sabe se não voltarei a cair no abismo do qual tanto me custou a sair?

Por momentos...tenho medo de me perder. Outra vez.

06
Abr14

Silêncio

alex

O Silêncio é o meu pior inimigo. No Silêncio penso. No Silêncio imagino. No Silêncio crio cenas na minha cabeça, como se de um filme a minha vida se tratasse. Nele pondero. Nele choro. Nele grito, em Silêncio. Com ele desespero. Com ele afundo-me.

O Silêncio entra-me na cabeça e de lá não sai. Traz com ele imagens que só o barulho leva, traz com ele memórias que ninguém consegue levar de mim. Acima de tudo, o Silêncio desperta em mim sentimentos que quero adormecidos. Sentimentos por ti.

O Silêncio sempre foi o meu pior inimigo. Ele faz-me pensar. Pensar em mim, na minha vida, nas minhas inseguranças, nas minhas dúvidas, no meu futuro. Mas acima de tudo faz-me pensar em ti. Leva-me sempre até ti.

De certa forma, o Silêncio podia ser o meu amigo-inimigo, porque me leva até ti. Mas eu não quero que ele o faça. Estou cansada. Cansada de sofrer em silêncio, com o silêncio.

Já não oiço músicas calmas porque não consigo ouvi-las sem pensar em ti; em nós. Já não vejo comédias românticas porque não lhes acho piada. Faltas lá tu ao meu lado, a rir-te delas, e a fazer-me rir porque o teu riso era a única razão do meu quando via aqueles filmes. Dói-me o coração de cada vez que leio um livro que envolva romance. Dantes doía de excitação pois ansiava por amar daquela forma. Agora doí simplesmente porque já sei o que é amar assim. 

O Silêncio faz-me escrever sobre ti. Textos sem fim...sobre ti. Sobre mim. Sobre nós. Coisas que aconteceram, coisas que não chegaram a acontecer. Todo o tipo de coisas.

O Silêncio é o meu pior inimigo porque me leva até ti. E eu tenho feito tudo para me afastar de ti, por completo. De corpo, mente, alma e coração.

O Silêncio traz-me a dor que o Barulho consegue esconder de mim. 

E por isso escolho rodear-me de Barulho. Ao menos, esse consegue abafar tudo aquilo que o Silêncio me sussurra, vezes sem conta, aos ouvidos.

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