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Something New

porque sempre que se fecha uma porta, abre-se uma janela

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Something New

27
Abr14

Coisas que me intrigam

alex

Intriga-me o poder que o tempo tem sobre nós. E não estou a referir-me ao tempo em horas, minutos, segundos, mas sim ao tempo - se está sol, nublado, frio ou calor. Intriga-me o facto de um dia de sol esplendoroso influenciar tanta o nosso dia. Influencia o nosso estado de espírito, a nossa forma de ver o mundo, a forma como agimos e interagimos com as pessoas. Se está um dia cinzento, igualmente esse factor influencia o nosso dia e a nós, como pessoas.

Fascina-me e intriga-me. Um dia bonito como o de hoje (pelo menos até agora) dá vontade de sair da cama, de passear, de vestir uma t-shirt, umas calças de ganga, uns ténis leves e sair com a família ou com os amigos. Aquece-nos o coração, aconchega-nos a alma e torna-nos mais alegres, mais receptivos, mais comunicativos. Temos mais vontade de estar com as pessoas, somos mais simpáticos, sorrimos mais, cantamos e dançamos mais.

O Sol não ilumina só o dia, ilumina-nos a nós. Mas pode ter o efeito oposto. Muito Sol pode deixar-nos rabugentos, fartos, ensonados. Muito Sol ou muito calor pode deixar-nos irritados porque não se consegue estar bem em lado nenhum sem ser na praia e nós não podemos ir à praia. Ficamos moles, o nosso corpo absorve aquele calor em demasia e o mesmo deixa-nos ensonados, com vontade de fazer tudo menos levantar da cama.

Intriga-me.

Por sua vez, se acordamos com um dia cinzento e nublado, não temos vontade nenhuma de levantar o rabo da cama. Se não vemos o Sol a tentar espreitar por entre as fissuras das nossas persianas, perdemos logo aquele ânimo matinal, aquela alegria de estarmos vivos e de podermos acordar para mais um dia. Se depois começa a chover, aí a coisa piora. Vestimos sobretudos, andamos de chapéu, mas a chuva arranja sempre maneira de nos molhar e encharcar, nem que seja só os pés. Chegamos à escola ou ao trabalho todos molhados, as mulheres com os cabelos desgrenhados, os homens com as gravatas todas tortas. Cinco peças de roupa não são o suficiente para nos aquecer naqueles dias escuros e frios e por isso, a única coisa que temos em mente, é voltar para casa e vestir o nosso pijama quentinho para podermos estar no conforto da nossa casa. Mas há quem goste do frio, há quem goste da chuva. Há pessoas cuja nuvem negra é o seu Sol, cuja chuva é o seu calor, o que lhe aquece a alma e o coração.

Intriga-me. 

A Mãe Natureza tem um poder imenso sobre nós, seres humanos. Sobre a forma como agimos, como nos sentimos, como somos e estamos na Vida. De vez em quando ponho-me a pensar nestas coisas... Eu acredito em muito pouca coisa na qual não possa tocar ou ver com estes meus quatro olhos. Digamos que, se não fosse pela matemática, química, biologia e etc, eu daria uma boa cientista. No entanto, nisto eu acredito.

Na força da Mãe Natureza e no poder que esta exerce sobre nós. Vejo-o todos os dias, sinto-o todos os dias.

Intriga-me e fascina-me esta Mãe Natureza.

 

🌝mo

 

Do you listen? 🌍🎶

04
Jun13

And (s)he was gone

alex

Ela sentia a leve brisa do dia percorrer-lhe o corpo, como uma leve carícia. Estava com pele de galinha, porque se tinha esquecido do casaco no carro.

Agora ali sentada na areia fria e macia, encontrava-se demasiado absorvida nos seus pensamentos para voltar atrás e agasalhar-se.

Estava um dia particularmente bonito. O sol estava prestes a esconder-se por detrás da enorme extensão de água que se encontrava à frente dela,  estavam cerca de 20º graus e o dia já ia longo.

Há sua volta reinava a paz, a calma, o silêncio.

Na cabeça dela estava tudo menos pacífico, calmo ou silencioso. O turbilhão de pensamentos que lhe assaltavam a mente não a deixavam absorver toda a beleza que a rodeava, naquela tarde amena de primavera.

Tinha fugido para ali na vã tentativa de reaver um pouco da paz que tanto necessitava na sua vida, naquele momento. Mas não havia nada que fizesse desligar a sua mente confusa e baralhada. 

Imagens da noite anterior assomavam-lhe à cabeça como flashbacks de um filme romântico e lamechas. Nunca foi daquelas raparigas que desejasse que a sua vida fosse como um filme romântico. Sempre aspirou mais aos filmes de acção e aventura, onde poderia viver imensas aventuras pelo mundo fora, conhecer pessoas novas, combater os maus da fita e salvar o dia.

Nunca desejou cavalgar em direcção ao pôr-do-sol agarrada ao príncipe encantado; sempre se imaginou ao volante de um mini azul descapotável, a conduzir a alta velocidade, com o vento a despentear-lhe os seus longos cabelos castanhos, a música a tocar no volume máximo e o pôr de sol como pano de fundo.

O seu sonho sempre foi ser perseguida e nunca perseguir.

Nunca desejou ser resgatada, porque não havia necessidade de tal.

Nunca quis um príncipe encantado porque ela sempre foi a Rainha.

Nunca precisou de alguém que a amasse, porque ela sempre se amou.

Até ao dia em que o conheceu a ele.

E tudo mudou.

Passou a ser apenas mais uma menina que sonha com o príncipe encantado montado no cavalo branco, empunhando uma espada, enquanto grita a plenos pulmões "Venho salvar-te minha bela donzela!".

Deixou de ser a mulher que era, e passou a ser a menina que nunca foi.

De repente, sentiu as lágrimas caírem dos seus olhos em direcção à sua face. Rapidamente as limpou, olhando para todos os lados, com medo que alguém tivesse visto.

Mas ao olhar à sua volta deparou-se apenas com o enorme vazio que a rodeava.

O mesmo vazio que era agora a sua vida.

A sua vida, anteriormente tão cheia e completa, por si e apenas só por si. Mas era-lhe suficiente.

Até que deixou de ser.

E ele passou a ser aquele que preenchia a sua vida, por completo.

E agora ele tinha desaparecido. Para sempre.

E naquele momento, naquela tarde enregelada de um dia de primavera, ao aperceber-se disto, ela deixou-se chorar.

Não por ele, mas por si.

Não por tê-lo perdido para sempre, mas por ter-se perdido a si; a mulher independente e feliz que era.

"Pior do que perdermos alguém que amamos, é perdermo-nos a nós próprios." - Foram os seus últimos pensamentos, ao deslocar-se calmamente em direcção ao mar gelado, rebelde, mortal...fatal.

13
Mar13

Never again

alex

Aqui fica uma pequena amostra da "visita de estudo" que tive hoje, que durou cerca de 3 horas e que não serviu senão para nos ensinar aquilo que todos nós já sabíamos: o frio não é psicológico porra!

Pensei (e não fui a única) que ia morrer congelada. Contudo, se não morrese congelada, provavelmente acabava por cair num dos buracos existentes ao longo do caminho, morrendo na mesma. Não sei como, consegui chegar intacta, apenas com um ninho de ratos na cabeça e o meu já tão habitual (mas ainda pior) nariz de palhaço. E não, não fomos à torre da Serra da Estrela. Mais valia!

Os quatro euros mais mal gastos da minha vida...

 

Don't mind my face...o vento que fazia (e o frio, apesar de esse não ser perceptível)
era o que eu queria mostrar com este pequeno vídeo...
22
Jan13

Nada de agoirar!

alex

Não sei o que pensar sobre o dia de hoje...De manhã, chego à escola pronta para tirar do cacifo o livro de história, quando me apercebo que me esqueci das chaves em casa. As chaves de casa incluidas, porque está tudo junto. Fiquei pior que estragada porque, estava (e está) um completo temporal e tudo o que queria era voltar para casa depois das aulas. Sim, eu não tenho vida social...

Depois, apanhei (e apanhámos) todos um enorme susto por volta das 11h e picos da manhã, porque estávamos na aula de macs quando ouvimos um enorme barulho e sentimos as mesas a abanar, o chão a abanar...era a trovoada que tinha chegado para nos deixar a todos com os cabelinhos em pé. Enfim, depois a coisa melhora, quando nos dizem que a professora de português não nos ia dar aula. Mas eu não tinha chave, como tal, não podia vir para casa. No entanto, decidi tentar a minha sorte e liguei ao meu pai. Então não é que ele estava cá em casa a almoçar e me foi buscar à escola por volta das 15h00m? Pois é. Posso então dizer que, ao longo do dia, a minha "sorte" foi mudando. Há dias assim...e como dias não são dias, vou calar-me agora e já, para não agoirar a coisa.

 

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E agora, vou só ali relaxar mais um bocadinho antes de sair para ir buscar a peste.

18
Dez12

chega de vegetar

alex

Estes últimos quatro dias (cinco se contar com quinta) tenho estado a vegetar em casa devido à minha estúpida constipação. A simples acção de engolir comida, líquidos e até a minha própria saliva, é como se alguém me estivesse a espetar um monte de facas na garganta. Dá-me um ataque de tosse a cada 5 minutos e de cada vez que os tenho, o meu peito dói de tal maneira que parece que vai explodir. No entanto, como não tenho febre e já estou farta de estar em casa feita inválida, amanhã vou passar o dia inteiro fora de casa. É dia de acordar cedo, preparar-me, sair de casa às 10h00m e ir enfiar-me dentro de um centro comercial durante o dia todo. Não sei o que raio vou andar lá a fazer tantas horas, mas não estou muito preocupada com isso, visto que estou tão farta de estar em casa, que não me importo com os detalhes. Não me interpretem mal, adoro ficar em casa aconchegada no sofá a ver as minhas séries e filmes favoritos, mas ficar fechada tantos dias em casa, sozinha, sem meter sequer o nariz na rua, dá-me cabo do juízo, que já não é muito. Depois de noite, lá vou eu ao circo mais uma vez. Não era para ir, mas como o bilhete é à borla e eu sempre gostei do circo, porque não? E aproveito e estou um bocadinho com a minha tia, que já não vejo há séculos e que é como uma irmã mais velha para mim.

Concluindo, vou estar ausente o dia todo e muito provavelmente na quinta vou estar dez ou vinte vezes pior do que estou hoje. Mas que se lixe, não fui feita para estar em casa sozinha e abandonada tantos dias seguidos. Faz-me sentir deprimida e para andar deprimida já bastam os 9 meses que tenho de passar naquela escola, a queimar pestanas e o meu (pouco) juízo. Good night world!


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"Prometo que vou agasalhar-me bem mãe! Vou parecer uma esquimó em pleno Pólo Norte!"


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