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Something New

porque sempre que se fecha uma porta, abre-se uma janela

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Something New

19
Mai14

O que é que eu vos posso dizer?

alex

Isto está às moscas. Triste, mas é a dura realidade. Tenho pouco para vos dizer. Pouco sobre o que escrever. Este ultimo período deixa-me tempo para muito pouco e, sendo sincera, toda a inspiração que tenho de momento, canalizo-a para escrever algo que tenho estado a escrever nas últimas semanas.

Daqui a cinco dias completo 18 anos. No dia 24 de Maio, passo a ser oficialmente e legalmente, uma adulta. Claro que ainda estou longe de o ser, no sentido literal da palavra. Apesar de ser uma rapariga responsável e matura, não me considero adulta, visto que ainda há muita coisa sobre a qual, se for preciso, me comporto como uma autêntica criança.

Acho que este marco tem mais a haver com outras coisas do que com o facto de agora já poder ir presa, ou já poder votar, ou já poder ir (legalmente) a discotecas para maiores de 18. Não tenciono ser presa ou ir "desbundar" para discotecas e votar, assim o farei no dia a seguir, no dia 25. Não é bem isto que os 18 anos têm de especial para mim. É só mais um ano. No entanto, este ano, quero torná-lo especial. Porque se houve ano em que mais pensei na pessoa que me faz muita falta, foi neste. Porque pesa-me no coração o facto de ele não me ter visto crescer e de não puder ver a sua carochinha fazer 18 anos e transformar-se numa pequena mulher.

É das poucas coisas que eu sei que vai fazer com que os 18 anos sejam especiais para mim. O facto de poder, finalmente, fazer algo que eu quero há já algum tempo, por ele. Marcar uma parte dele, de nós, em mim, para que eu não me esqueça de que eu serei sempre a sua carochinha; a sua netinha.

E depois claro, ter todos o que mais amo e estimo comigo. É só isso que faz valer cada ano que passa e cai sobre mim.

O resto... o resto são só detalhes numa pintura tão grande, que os detalhes não passam disso mesmo: pequenos e insignificantes detalhes.

 

30
Jan14

A letra M

alex

M de Mãe. M de Maria. M de Maior. M de Melhor.

És a Melhor Mãe que alguém poderia ter. Mas és Minha. E ainda bem que os teus pais, meu avós, decidiram trazer-te ao Mundo. Porque sem ti, o mesmo não seria tão colorido. E eu não existiria, o que iria causar grande transtorno na vida de muita gente!

Mas escrevo-te hoje porque é o teu dia. Parabéns! Vou voltar a escrever isto tudo num postal só para que tu possas ler... 

És mais do que a minha mãe. És a minha amiga. A minha confidente, a minha âncora nesta vida. Quando ela me prega partidas e me atira com uma onda maior para cima, lá estás tu a agarrar-me firmemente, mantendo-me à tona, sã e salva. Diria que és das pessoas que melhor me conhece. Só há duas coisas das quais não sabes sobre mim e espero eu que nunca saibas, porque são coisas do passado que já lá vão, e que não valem a pena serem relembradas e desenterradas. De resto, sabes tudo sobre mim. Fala contigo sobre tudo. Temos gostos parecidos. Vemos as mesmas séries, partilhamos livros, suspiramos pelos mesmos homens (das séries de que tanto gostamos), cantamos que nem duas doidas pela casa fora. Embirramos uma com a outra, picamo-nos, ofendemo-nos, somos irónicas e por vezes maliciosas. 

Estás a ver as moedas? Essas têm sempre duas faces. Elas são diferentes, mas estão sempre juntas, unidas. Nós somos como elas. Somos parecidas, mas também somos muito diferentes. No entanto estamos sempre unidas. Somos duas faces diferentes da mesma moeda.

És a Mãe que muitos desejavam ter e que só eu tenho (bom, eu e a tua outra filha mas isso é só um pequeno detalhe). 

Ainda bem que há uns anos atrás (não digo quantos porque uma senhora nunca revela assim a sua idade...pronto, okay, não o faço porque sei que ficarias chateada) vieste a este Mundo.

Não sei o que faria sem ti, a sério. Parabéns Mãe. Adoro-te.

 

Dear Mom

08
Jan14

Coisas do passado

alex

É sempre difícil esquecer o passado. Principalmente quando foi um passado longo, que se estendeu durante muitos presentes e que ainda hoje se faz sentir. É difícil não olhar para trás e sentir saudade de algo que em tempos nos proporcionou tanta alegria, tantos bons momentos, mesmo que fosse tudo uma ilusão do nosso presente, na altura. 

É sempre complicado esquecer alguém que nos marcou de forma tão vinculada, quer tenha sido pela positiva ou pela negativa. É complicado e difícil.

Mas eu fi-lo. Hoje ao olhar para trás não sinto saudade. Hoje ao olhar para o meu passado, nosso, sei que era tudo uma grande fachada; um circo. Onde eu era a palhaça de serviço e tu quem domava os leões. Era sempre eu abaixo de ti. 

Há passados que esquecemos num abrir e fechar de olhos, como por exemplo o que comi ao jantar há três dias atrás.

Há outros que demoram mais tempo. Arrastam-se e vagueiam pelo nosso presente, como fantasmas que de noite se revelam para nos assombrar.

E depois há outros, como tu, como nós, que não passam disso mesmo: de um passado. Vejo-te ainda no meu presente. Mas vejo-te fora dele e isso dá-me uma satisfação que tu nem fazes ideia.

Mas por respeito ao nosso passado, quer ele tenha sido verdadeiro ou não, hoje neste dia especial para ti, dei-te os parabéns.

Porque podes fazer parte do passado e estar hoje fora do meu presente, mas se há coisa que nunca farei foi o que já tantos me fizeram a mim. Ignorar alguém que um dia, num passado que nunca será presente ou futuro, significou o que tu significaste para mim. Mesmo que nunca tenha sido uma amizade equilibrada, na altura, era a única definição de amizade que existia no meu dicionário.

Ainda bem que hoje esse meu dicionário abrange mais e melhor.

27
Dez13

Parabéns à criatura cá de casa (e da minha vida)

alex

Há nove anos que a minha vida deu uma volta que me mudou completamente. Quando era miúda, muito pequenina, devia ter uns dois ou três anos, comecei a implorar aos meus pais por uma irmã. Todos os anos era essa a prenda que eu pedia nos meus anos e depois no Natal. Eu só queria uma irmãzinha mais pequena que brincasse comigo às barbies e às pollys. Queria alguém com quem partilhar o meu quarto para não me sentir tão sozinha e assustada de noite, porque eu era daquelas crianças que via monstros em tudo o que era sítio. Queria alguém com quem brincar às mães e aos pais, alguém com quem pudesse rir e partilhar memórias.

Quando fiz 9 anos a minha mãe e o meu pai vieram ao meu quarto e disseram-me: "vais ter uma irmã!"

Não queria acreditar. Depois de ter passado toda a minha vida a pedir uma irmã, ela iria finalmente ser-me entregue! A criatura sempre foi impaciente, desde que era apenas um embrião na barriga da minha mãe. Nasceu um mês antes do previsto, DOIS DIAS a seguir ao Natal.

Isso é que é ter timing, diria eu.

Ainda me lembro de como tudo se passou (metade foi-me contado pela minha mãe). Nesse dia a minha mãe e o meu pai foram à maternidade só fazer uns exames. A minha mãe ficou sete horas na maternidade à espera de ser atendida. Sete horas! Só para verem que a incompetência não é de agora... Enfim, sete horas lá ficou a senhora, grávida de 8 meses, e eu em casa da minha avó como se nada se passasse. Foi então quando chegaram as sete da tarde que a minha mãe começou a sentir umas dores na zona dos rins. Ora, eu nasci de parto induzido, ou seja de cesariana, (eu não queria sair da barriga da minha mãe, por isso logo aí se vê qual das irmãs é a mais inteligente - eu) por isso a minha mãe não fazia ideia do que eram dores de parto. Lá se queixou a uma enfermeira que andava a passear pelos corredores e a enfermeira fez-lhe um exame. 

"A senhora está a entrar em trabalho de parto" disse a menina para a minha mãe, com um grande sorriso na cara.

"Isso não é possível, ela só nasce no final de Janeiro"

"Olhe a sua menina então é muito apressada, porque ela quer sair daí hoje".

E assim foi. A minha mãe diz que se fossem todas como a minha irmã, tinha tido mais um. Vestiram-na (ou despiram-na, pormenores que não importam) e lá ia ela a caminho da sala de partos, quando a enfermeira diz para a minha mãe: "Não faça força, porque se fizer tem a criança aqui no meio do corredor!"

A minha mãe diz que nem dores tinha. Chegou à sala de partos, fez força uma vez e lá estava ela. Um rebento impaciente. E pronto, eu recebi finalmente a prenda de aniversário/Natal que andava a pedir desde que sabia falar.

Lembro-me de a minha madrinha me ter ido buscar à minha avó e de nos ter levado para casa dela. Jantámos todos lá e fomos a correr para o hospital. Eu ia no carro, com dois totós no cabelo, o meu penteado preferido, e ia muito calada. Sempre fui uma criança calada, mas ia extremamente calada naquela viagem. Estava com medo. Medo de chegar lá e não sentir nada. De ver o bebé e achá-lo feio. De não a amar. Medo que me deixassem de amar a mim para passarem a amá-la só a ela. 

Quando chegámos ao hospital, só eu e o meu pai é que pudemos ver a minha mãe e a minha irmã. Vi primeiro a minha mãe, de pé no corredor. A mulher é maluca, sempre foi. Duas horas depois de ter parido uma criança andava ali de pé a passear-se pelos corredores da maternidade. Mal sabia eu que a criança que acabara de nascer iria ser dez vezes piores que ela.

Depois entrei no quarto e vi-a. Ali deitada no berço, vestida com um body completamente enorme com o nome da matrenidade escrito. Afudava-se por entre os lençóis e por entre aquele body demasiado grande para uma coisinha tão pequena. Estava a dormir.

"Posso pegar-lhe?"

E assim fiz. A minha mãe disse-me para eu me sentar na cama e deu-me aquela criatura para os braços. Foi aí que me tornei na irmã mais velha. Foi aí que senti, dentro de mim, tudo a mudar. Eu era agora uma irmã mais velha. Tinha de tomar conta daquela coisa pequenina e indefesa. Tinha de a proteger sempre, para sempre. Ela era minha. E foi assim, que há nove anos me tornei na irmã mais velha.

Não achei piada ao facto de ela só dormir e comer e dormir. Não podia brincar comigo. Os anos passaram-se e quando foi a vez dela de querer brincar às barbies, eu já não lhes achava piada. Mas brincava na mesma. Quando tinha dois anos, mandou-me com um comando da televisão à cabeça e não lhe falei o resto do dia. Chorei que nem uma perdida porque acreditem que levar com um comando na cabeça dói. Quando eu andava no 6º ano, estava a praticar flauta e ela não vai de modas e dá uma pancada na flauta. Fiquei com um lábio inchado durante uma semana. E estas histórias são só duas numa colectânea enorme delas. A criatura é uma peste. Não é nada parecida com a irmã a nível de personalidade. É irrequieta, respondona, por vezes má, mimada (sem ter razões para tal) e gosta de ser ela a senhora de tudo e de todos.

Mas é o meu diabinho. A minha criatura como eu tanto lhe gosto de chamar. É fofinha, querida, amiga, preocupa-se connosco e quando me vê a chorar vem logo abraçar-me e dar-me beijinhos. É uma peste mas é uma peste que eu adoro.

E está a crescer depressa demais. Parabéns criatura, que continues a ser a pedra no meu sapato durante muitos anos, até que a vida me abandone. Adoro-te.

25
Mai13

Sixteen going on seventeen...

alex

Isto tem andado complicado. Não pensem que morri ou que fui raptada por extraterrestres (admito que não me importava que os seres verdes me levassem a passear na sua nave). Mas resumidamente:

Tenho chegado a casa e estudado todos os dias, coisa que nunca fiz. 

Tenho dormido pouco, comido muito e choro que pareço uma Maria Madalena arrependida.

A pressão dos testes finais, dos trabalhos que ainda tenho de entregar E a pressão dos exames, estão a dar cabo de mim.

Passei o meu dia de anos na escola com os meus amigos. Diria que não foi mau de todo.

Cheguei a casa a morrer depois de ter feito testes de condição física e avaliações desportivas a educação física. Diria que foi mau.

Tomei o banho mais rápido da minha vida, convencida de que vinha uma catrefada de gente cá a casa. Tinha ficado a noite inteira de quinta (não a noite inteira, mas vocês percebem-me) a fazer bolos e coisas que tais, para depois toda a gente se lembrar de que não podiam vir, porque isto e aquilo. Diria que foi muito mau e só me apeteceu chorar.

MAS, no fim, acabei por ter um óptimo jantar de família com os meus avós, pais, irmã, madrinha, tia e dois dos meus primos. Sobrou comida para me durar uma vida inteira. E é tudo bolos. E eu voltei à minha alimentação saudável. Hoje consegui resistir, vamos lá ver...

Depois de jantar, sentamos-nos todos na sala a ver fotos minhas de quando eu era uma bebé gordinha e adorável.

Rimos, pusemos a conversa em dia e esqueci a tristeza de anteriormente.

Foi um bom dia de anos. Mas eu quero mesmo é o número mágico.

Para o ano...Os 18 serão meus!

Hoje passei o dia fora de casa porque fui ver uma peça de teatro de uma das minhas melhores amigas. Admito que sou uma amiga babada porque a peça estava espectacular!

Amanhã vou passar o dia todo fora de casa.

Tenho 2 trabalhos para entregar para a semana e dois testes para fazer. 

Daí ter passado a semana inteira sem cá pôr os pés (ou as mãos, tanto faz).

Vamos lá ver se consigo chegar viva ao final deste ano, que acreditem, foi o pior ano escolar da minha vida até agora.

E eu ainda só tenho 17 anos.

Nem quero pensar na faculdade (isto se algum dia lá for parar).

Não preciso de sorte...preciso de uma merda de um milagre.


O bolo divinal feito pela avó



As prendinhas que este ano foram maioritariamente monetárias (o meu bolso agradece principalmente porque a Feira do Livro espera-me), uns calções lindos e uma camisa linda dadas pela tia, um postal personalizado com imagens do meu ídolo oferecido pela mãezinha e aquela jarra linda oferecida por uma grande amiga (a mesma do teatro) que contém pedrinhas roxas (a minha cor favorita) e papeis com frases em inglês que trarão um sorriso à minha cara em dias mais tristes. Foi provavelmente o meu presente favorito, de sempre, apenas porque foi algo feito pela pessoa e não comprado e porque adorei a ideia!




E uma pequena montagem que fiz para o Instagram.

E agora despeço-me e até breve, porque sinceramente, não sei se o tempo me irá permitir voltar cá nos próximos dias...

Obrigada a quem me desejou os parabéns e a quem contribuiu para fazer de sexta-feira, 24 de Maio de 2013, um dia especial para mim!

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