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Something New

porque sempre que se fecha uma porta, abre-se uma janela

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23
Mai15

As chatices...

alex

De se fazer anos:

-Não poder ter a minha roupa empilhada no sofá do meu quarto;

-Não poder ter a minha secretária (des)arrumada à minha maneira;

-Ter de fazer doces e bolos e coisas que mais para a malta encher a pança e depois ficar com o frigorífico recheado de restos malditos durante uma semana ou mais, que me tentam e seduzem até alguém (*cof, mãe,cof*) acabar por comer tudo;

-Não poder andar descalça na minha própria casa no dia dos meus anos;

-Ter de limpar a minha casa-de-banho de cima abaixo porque, por uma razão minha desconhecida, sempre que temos visitas elas usam é a minha casa-de-banho que é minúscula, quando têm à disposição uma duas vezes maior para usar (vá-se lá perceber);

-Ter de sorrir e responder às perguntas de praxe pela milésima vez sem deixar sair uma asneira;

-Não poder deixar sair uma asneira.

Há pontos positivos, obviamente, mas as chatices são mais e maiores.

Dêem-me forças!

(P.S: Ao rever o post reparei que devo parecer uma porca desvalada que tem sempre o quarto dessarumado e a casa-de-banho suja. Não é bem assim, mas que sou preguiçosa para lavar e arrumar, isso sou.)

10
Mai15

Celebrar o quê?

alex

Hoje os meus pais perguntaram-me o que é eu quero fazer para celebrar os meus anos.

A resposta que estava na ponta da língua - "Nada. Por mim até podiam todos ganhar amnésia e não se lembrarem que é um dia diferente de outro qualquer"

A resposta que dei - "O normal."

Porque a verdade é que não estou com vontade de celebrar seja o que for. Pode ser que até lá as coisas mudem, mas por agora não quero sequer pensar que daqui a duas semanas o meu Domingo não vai ser como outro qualquer.

Não quero pensar na possibilidade de ter de encarar toda a gente e dizer-lhes o que tenho vindo a dizer nos últimos cinco meses. Não quero pensar na possibilidade de me fazerem as perguntas de sempre e de a resposta ainda não ser diferente daquela que tenho vindo a dar.

Não quero celebrar porque sinto que não tenho razões para isso. 

Pode ser que até lá ela (a razão) chegue.

04
Mai15

Daqui a 20 dias

alex

Daqui a exactamente 20 dias vou deixar os 18 para trás. Nunca dei muita importância a aniversários, sou sincera. É um dia que passa tão depressa que eu sinto sempre que nunca o aproveito ao máximo.

Mas este ano quero mais do que tudo deixar os meus 18 anos para trás. Quero deixar o último ano da minha vida para trás porque estou cansada de carregar com o peso dele às costas.

Quero-me libertar e começar a pensar a fundo na minha vida depois dos 19. É só um número, mas eu quero tanto que este ano seja mais do que isso. Quero que marque o inicio de uma nova aventura para mim e não saber ainda se isso vai acontecer, antagoniza-me.

Quero deixar o último ano da minha vida para trás, não porque me quero esquecer dele, mas porque preciso de me sentir mais leve - não esqueço porque tenho aprendido mais durante estes doze meses em que sou uma rapariga de 18 anos do que em todos os outros anos da minha vida. Mas quero deixar os 18 para trás e receber os 19 como uma brisa de ar fresco que ando desesperadamente a precisar.

Talvez daqui a 20 dias já saiba em que direcção os 19 me vão levar - até lá, continuo com os 18 e na expectativa de saber.

13
Out14

Quero mais

alex

Já há muito tempo que não me divertia tanto como me diverti ontem.

Já há muito tempo que não ria tanto, com todo o corpo, como fiz ontem.

Já há muito tempo que não me sentia como senti ontem - cheia. E não foi de ter comido muito, porque ontem com a correria toda de preparar as coisas para o aniversário do cinquentão cá da casa, quase não toquei em comida alguma.

Quando eu digo cheia é cheia de alegria, de amor, de felicidade, de gratidão por ter uma família como a minha - e quando digo família não me refiro só à de sangue. Somos uma família enorme, uns de sangue e outros que como já estão connosco desde a altura das fraldas que apesar de não serem de sangue, é como se fossem.

Ontem o meu pai fez 50 anos e a malta reuniu-se toda cá em casa. Acho que foi uma noite como a que já não tinha há muito tempo...

Este último mês tem sido bastante solitário para mim. Está tudo na faculdade, tudo nas suas vidas e eu há um mês que ando por aqui, demasiado absorvida nas minhas histórias e nas minhas personagens fictícias para socializar como deve ser. Conto os dias para o dia 20 e já só faltam oito - tenho saído de casa, não me interpretem mal, não virei bicho do mato! Mas saio um dia ou outro com o P. ou com a D. e vou falando com a C. , que está fora do país e com quem eu me tenho dado mais do que com pessoas amigas que estão aqui na nossa cidade, e com a M. e os dias vão-se passando. Vou às consultas por causa das lentes de contacto (acabou este sábado o período de experimentação e hoje vou finalmente adquirir as definitivas), vou ao supermercado fazer as compras básicas para que quando os meus pais cheguem a casa não tenham de o fazer eles, vou brincando um bocado à Gata Borralheira e assim se passou um mês - solitário.

E só ontem me dei conta disto. Falei tanto e ri tanto que a minha boca ficou seca. Bebi tanta água antes de ir dormir por causa disso que passei a noite a levantar-me para ir à casa-de-banho. Mas estava a precisar tanto de uma reunião como a de ontem...com os nossos amigos e familiares, tudo a rir, a brincar, a relembrar momentos e histórias que ainda hoje nos trazem alegrias, a pôr-nos a par das vidas de cada um...Tinha tantas saudades!

Ontem fui feliz como já há algum tempo não o era. E nem o facto de ele fazer parte desta minha família disfuncional estragou a noite de ontem - pelo contrário, até ajudou. Porque dizem que o tempo cura todas as feridas, mas acho que não foi o tempo que curou esta ferida tão minha - fui eu. Aceitei finalmente que estava na altura de o largar e ontem foi como se ele fosse outra vez só mais um de nós.

Ontem senti-me uma sortuda, apesar de não terem sido os meus anos. Senti-me amada, senti que há pessoas que se preocupam comigo e com a minha vida e bem-estar. Senti-me....cheia.

Cheia de tudo o que é bom.

Quero mais.

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