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Something New

porque sempre que se fecha uma porta, abre-se uma janela

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Something New

04
Jan14

Fala-me ao coração!

alex

Para mim é ler é o que me mantém sã. É verdade que adoro escrever e isso também me mantém sã. E a música, nunca posso esquecer a música. 

Mas ler para mim está a outro nível. Dêem-me um livro bonzinho no meu aniversário, no Natal e garanto-vos de que sou a pessoa mais feliz à face da terra. Ler traz-me conforto. Proporciona-me sensações que nunca antes me foram proporcionadas. Ensina-me muito mais do que os professores na escola. Nem sequer aprendi a ler na escola. Adoro ler. E por isso em 2013 (escrevi "neste ano" e só depois me lembrei que já estamos no ano a seguir aquele a que estou a falar) li muito. Se calhar não tanto como devia porque houve uma altura em que perdi a vontade, no inicio do ano de 2013, devido maioritariamente aos Maias. No inicio de 2013 ainda tinha literatura (saudades, vocês não sabem o quanto eu adorava aquela disciplina! E não, não estou a ser irónica!) e por isso li muito para a disciplina. Depois veio a altura da seca e parei durante uns meses. No final de Abril, quando tudo mudou, voltei a ler que nem uma maluca. Não sei bem ao certo quantos livros li porque nunca tive conta no Goodreads e não os contei, mas penso que posso afirmar que foram cerca de 20. Este ano decidi criar uma conta e participar no desafio para 2014. Ora eu sei que isto é muito cliché, comprometer-me a ler 14 livros por ser o ano de 2014, mas não queria ter mais olhos que barriga e visto que este ano já não tenho literatura, decidi ficar-me pelo número 14. 
Já acabei um, que comecei a ler pouco depois de o ter recebido no Natal. É do Nicholas Sparks e já o tinha lido, há uns anos, mas no ínicio do 11º emprestei-o a uma colega e ela nunca me o devolveu. Mudou de escola e eu nunca mais a vi, por isso pedi que me o oferecessem este Natal. E assim foi. Mal peguei nele sabia o que me esperava. Mas foi como se o lesse pela primeira vez. É um dos meus favoritos, apesar de não ser grande fã de Nicholas Sparks, "Um Momento Inesquecível" falou-me ao coração e eu adoro quando leio livros que me falam ao coração.

Vamos lá ver se consigo ler os 14 livros em 2014. Sinceramente espero ler muitos mais!

Ah! Quem quiser visitar o meu perfil no Goodreads, é só clicar na caixinha que se encontra do lado esquerdo!

03
Jan14

Não sei...

alex

Eu tenho este vício. Bom, não sei se lhe deva chamar vício ou defeito. Um vício é algo que precisamos de manter, do qual não conseguimos abdicar. Algo que sabemos que nos faz profundamente mal e no entanto, não nos importamos. Queremos ser viciados. Mas talvez isto de que vos venho hoje falar não seja tanto um vício (acho que já passei essa fase) mas mais um defeito. 
Negativismo. É capaz de ser o meu maior defeito.  E eu tenho imensos, acreditem... Mas este talvez seja o pior. Por isso sim, vou encarar isto em mim não como um vício mas sim como um defeito. Porque eu não sou viciada em ser negativa. Eu não o desejo. Eu não quero sê-lo. Na verdade...sou-o simplesmente, sem sequer dar por isso.

Portanto, recomeçando...

Eu tenho este defeito. Ser negativa como a merda. Não sei se sempre o fui. Mas com os anos tem-se agravado e tem vindo à superfície mais vezes do que aquelas que eu gostava. Penso sempre no lado negativo de algo. Sempre. É horrível. Todos os dias travo esta luta comigo mesma (mais uma a somar a tantas outras). Mas eu costumo dizer, ou pelo menos pensar, que se sou assim negativa foi porque a Vida me fez assim.

Vivo rodeada do falhanço. Como tal, é inevitável pensar que eu própria não serei um. E quando digo que vivo rodeada de falhanço, referindo-me aos meus pais, não é uma maneira de eu os ofender. Não, eles próprios já me o disseram. Quando eu digo que vivo com o falhanço é porque tanto a minha mãe como o meu pai nunca conseguiram atingir os seus objetivos de vida a nível profissional.

E é isso que me tem afligido tanto ultimamente e que me tem feito ser ainda mais negativa do que normalmente sou.

Eu vejo todos os dias a dor que é a nossa vida não ser nada como nós tínhamos desejado que ela fosse. Sim, eles têm duas filhas maravilhosas, uma casa, comida, roupa, a minha mãe trabalha, o meu pai procura trabalho e estamos todos bem de saúde. Mas no entanto, isso não é suficiente e eu sei. Eu sei o quanto custa à minha mãe ter de se levantar todos os dias cedo para ir fazer algo que ela aprendeu a encarar como o seu trabalho; a sua obrigação. Não algo que ela gosta de fazer, não algo pela qual ela se levanta todos os dias de manhã com um sorriso na cara e um espírito alegre. Não. Acorda sempre cansada, exausta e rabugenta porque todas as manhãs são um começo de um dia exactamente igual ao outro, onde ela é obrigada a fazer algo que não gosta apenas porque quando tinha a minha idade, tomou a decisão errada.

E isso traz-me à razão pela qual eu estou a escrever este texto: o meu medo. Bom, em conjunto com o meu negativismo.

Tenho tanto medo. Por muito que eu adore a minha mãe, não quero acabar como ela. Aliás, não quero acabar como a maioria das pessoas neste país, neste planeta: obrigados a fazer algo apenas para terem dinheiro ao fim do mês.

Eu quero mais. Eu quero algo que me faça levantar da cama todos os dias com um sorriso nos lábios. Não quero que o dinheiro seja o meu único motivador. Porque o dinheiro compra muita coisa, mas não me compra a satisfação de poder fazer as coisas de que mais gosto na vida.

E neste momento estou aterrorizada. Passo noites em branco, a ter medo, a ser negativa. Tenho medo porque não sei o que vou fazer quando o secundário acabar. Sou negativa porque na minha cabeça, vou acabar exactamente como a minha mãe  e tantos outros. Não vou conseguir fazer nada daquilo que quero para a minha vida. Nunca vou conseguir nada. 

Dizem-me: "Se estás aqui é porque tens um lugar neste mundo". Mas eu não quero só um lugar. Eu quero um lugar bom. Se calhar até, quem sabe, em cima do palco? E eu sei que para isso é preciso trabalhar e lutar.

Mas o meu grande problema é que eu não sei como ou por onde começar. Não sou pessoa de um único gosto.

Infelizmente não sou daquelas pessoas que sabe o que quer ser quando for grande. Que sabe o que quer fazer. Que quer aquilo e só aquilo.

Eu não sei. Estou às escuras e isso assusta-me! E eu sei que como eu, existem muitos jovens que estão também nervosos, com medo, sem saberem que rumo vão dar às suas vidas quando o secundário terminar. Mas assusta-me ainda mais estar rodeada de pessoas que estão determinadas, que sabem o que querem. É verdade que até ao momento podem mudar de ideias. Mas não me parece que tal aconteça. E se assim for, no entanto e até lá, têm algo maior em vista. Um objetivo, um rumo. Eu não tenho nada. 

Depois do secundário há aquela ideia de que temos de ingressar na faculdade. Eu própria pensava que era isso que queria. Ingressar na faculdade de Benfica no curso de Jornalismo. Mas isto foi no 9º/10º ano. Agora passados quase três anos, não sei se é isso que quero.

Cada vez mais acredito que a vida de universitária não é para mim. E posso escrever um outro texto exactamente enorme como este ou ainda maior a falar disso; a explicar os imensos porquês. Mas resumidamente, eu morreria que nem um peixe fora de àgua. Nada na vida universitária me cativa. As festas, as tunas, as praxes, as noites passadas em branco a marrar que nem uma maluca, as semanas de férias perdidas com a cabeça enterrada nos livros, a pressão... Eu sofro de ansiedade. E não é uma coisa nada bonita de se ter. Eu quase que faleço no secundário, que em nada se compara à faculdade. Seria a minha sentença de morte. A faculdade, acho eu, não é para mim. Mas isto levanta muitos problemas.

Não ir para a faculdade na nossa sociedade é o "Ai valha-me Deus!. "Vais ser uma vagabunda, sem um diploma de licenciada, nunca vais arranjar um trabalho que não seja a lavar escadas, nunca isto, nunca aquilo, bla bla bla". É horrível a pressão que metem sobre um jovem de 17/18 anos nesta altura da sua vida. Porque raio tenho eu de nadar com a maré e ir para a faculdade? Só para passar mais quatro anos a sentir-me miserável, cansada da vida, zangada e no entanto sempre com aquele vozinha dentro de mim a dizer-me: "isto vale a pena, isto vale a pena, isto vale a pena" quando eu sei perfeitamente que não vale? Para aprender?

Essa é outra. Eu não aprendo nada sentada numa sala de aula fechada com mais não sei quantas alminhas. Eu aprendo aqui fora, na Vida, a viver, a conhecer, a experienciar, a Ver, a sentir. Assim é que eu aprendo.

Mas isto sou eu. Há quem a sua paixão de vida seja estudar. A minha não o é. E por isso não sei se quero ir para a faculdade. Já nem é uma questão de poder devido ao dinheiro ou à media escolar... é o querer. Não sinto aquele entusiasmo quando penso nessa possibilidade, como todos os meus colegas. Não sinto. E isso deve ser um sinal certo?

Então mas faço o quê? Não vou para a faculdade. Certo. Então e depois? Procuro trabalho, foi o que pensei em seguida. Okay. Onde? Neste país? Pois. Fora? Como? Com que dinheiro? Pois. Epá isto só para verem o quão mal estou a bater da minha cabeça. O quão negativa o medo me faz ser. Eu sei que há quem consiga. Eu sei que há quem não vá para a faculdade e consiga vencer neste mundo de derrotas, de loucos! Eu quero vencer. Mas a fazer o quê, como?

Pois lá está. Não faço a mínima ideia.

E isso assusta-me. Torna-me nesta bola de negatividade. Nesta menina assustada, sem rumo, sem nada.

Torna-me nisto caramba! Os últimos cinco meses da minha vida como eu a conheço, estão prestes a começar. E depois disso? O que é que a Vida tem reservado para mim? Não sei. Estou perdida. Perdida num mar de demasiados gostos, demasiadas paixões, sem um rumo certo, completamente à deriva. Não sei se vou atracar na ilha certa, ou se vou ficar para sempre encurralada naquela ilha que tanto temo, juntamente com a minha mãe e os outros. 

Sei é que vou continuar aqui, à deriva durante mais uns tempos, cheia de medo por dentro e a irradiar confiança por fora.

Porque sem ser isso, não sei o que mais hei-de fazer.

 

P.S: Este texto levou uma semana a escrever. Originalmente, estava muito, muito, muito maior. Todos os dias adicionei algo. É um monstro. Só espero que não me coma viva. A versão original fica para mim. Isto é só uma amostra. Uma amostra da confusão que para aqui vai nesta cabeça. Não se assutem. Eu juro que não sou tão anormal como aparento ser. 

02
Jan14

Sê Vida

alex

Espero que tenham todos tido uma ótima entrada neste novo ano! 

 

"Novo ano, Vida nova!"

Foi a frase que mais li e ouvi nestes últimos dias. Pessoalmente, acho que todos nós podemos começar uma nova vida a qualquer altura do ano. Eu fi-lo em 2013, em meados de Abril. Começei uma vida nova, livre de coisas e pessoas que só me faziam mal. Só porque é o dia 1 de Janeiro não quer dizer que tudo mude aí ou nos 30 dias que se seguem. Mas eu percebo. É aquela sensação de um novo começo, como quando compramos um livro novo e viramos a primeira página, ou compramos um novo caderno e escrevemos nele pela primeira vez. 

Páginas em branco são boas, mas livros novos sabem-nos ainda melhor verdade? E a 1 de Janeiro de 2014 iniciamos um livro completamente novo. 

2014 tem tudo para ser um ano, não digo bom ou o melhor, mas memorável, seja pela positiva, pela negativa ou ambos.

Este ano faço 18 anos. Este ano acabo o secundário (se tudo correr bem). Este ano a vida como eu a conheço mudará para sempre. Não sei se vou para a faculdade, se quero ir, não sei se vou começar a trabalhar, não sei o que quero ou o que não quero. Não sei. Mas sei isto: 2014 vai ser um ano importante para mim, seja pelas minhas vitórias ou pelas minhas derrotas. 

Para este ano, a minha resolução não é fazer dieta, ou mais exercício físico (embora isso também seja importante) ou outra coisa qualquer. Não. 

Para este ano comprometo-me a tentar ser uma pessoa mais positiva. Ser positiva não é algo fácil para mim. Sou bastante negativa e tenho perfeita noção disso. Sou dramática e exagerada. Eu costumo dizer que tenho sangue de artista a correr-me nas veias. Mas a verdade é que foi a vida que me fez assim. Sou negativa não por natureza, mas quase. Este ano quero trabalhar esse aspeto em mim. Ser positiva. Às vezes sou tão negativa que me enervo a mim mesma. Mas não consigo evitar. Vou tentar, no entanto. Vou tentar não olhar para o meu futuro e pensar que não tenho um. Vou tentar não pensar que algo vai correr mal mesmo antes de o chegar a fazer. Vou tentar ter um espírito mais positivo, vá, digamos assim. Tem de ser. E é irónico, tendo em conta que o próximo texto que vou postar aqui vai conter algum negativismo (ando a escrevê-lo faz agora uma semana porque é um texto que me está a custar a sair). 

Enfim... como eu escrevi algures no meu adorado bloco:

"Bem-vindo 2014!

Sê bom. Sê mau. Sê repleto de sorrisos e inundado de lágrimas. Transborda de alegria, mas arranja espaço para a tristeza. Sê Vida. Porque a Vida é tudo. É boa, é má, é sorridente, tristonha, alegre e depressiva. A Vida é tudo.

Por isso 2014, não me passes despercebido como tantos outros anos antes de 2013 fizeram.

2014: Sê Vida"

31
Dez13

Nosso

alex

-10!

Ele sorriu-lhe.

-9!

Ela sorriu de volta.

-8!

Ele levantou-se e começou a caminhar na sua direcção, abrindo espaço por entre os aglomerados de pessoas reunidas naquela sala.

-7!

Ela levantou-se mas permaneceu no sítio onde estava, junto da mesa coberta por uma toalha branca. O seu coração batia descompassadamente, tão depressa que mesmo por cima dos gritos, das gargalhadas, do som das cornetas, ela pensava que todos o conseguiam ouvir.

-6!

Ele suava por tudo o que era sítio. Eram as mãos que ele limpava furiosamente às calças de ganga desgastadas, era a camisa branca que tinha vestida que começava a colar-se ao seu corpo bem esculpido, era a testa da qual caiam pequenas gostas de suor. Tal não se devia ao calor que fazia naquele espaço tão grande mas tão pequeno de tão preenchido que estava por corpos e mais corpos. 

-5!

Estava cada vez mais perto. Ela conseguia agora ver com distinção os seus cabelos loiros, a sua cara bonita que enganava todos, dando a ilusão de que ele era mais novo do que é na realidade. Conseguiu fitar os seus olhos castanhos e conseguiu ler neles tudo o que ela estava a pensar; a sentir.

-4!

A multidão estava absorta na contagem decrescente para o novo ano, totalmente alheios a eles os dois. Tornava mais complicado para ele deslocar-se no meio de toda aquela gente aos saltos, entusiasmada, alegre, eufórica. Mas não deixaria que isso o impedisse.

-3!

Ela deu um passo em frente. E depois outro, e outro. Não foi capaz de permanecer no seu lugar junto da mesa assim que viu que ele estava quase a chegar ao pé de si. Foi automático. O seu cérebro nem teve de dar ordem aos seus pés para que estes se mexessem. Eles fizeram-no simplesmente. Caminhou num passo acelerado. Toda ela tremia como varas.

-2!

Ergueram-se os flutues de champanhe. Os casais que se encontravam na sala aproximaram-se uns dos outros. Prepararam-se as passas e as cornetas e os engenhos que iriam disparar os confetis quando o relógio marcasse a meia noite.

-1!

Fecharam o espaço que os separava. Sorriram. Ele pousou a sua mão na face morena dela. Ela enrolou os seus pequenos e finos braços à volta do pescoço dele. Um segundo que durou uma eternidade. Naquele momento, ambos desejaram poder permanecer assim para sempre, nos braços um do outro, totalmente absorvidos um pelo o outro, numa sala cheia de pessoas alegres e esperançosas, mas vazia para eles. Naquele momento só eles estavam presentes naquela sala decorada a rigor para o ano novo.

-Feliz Ano Novo!

Gritou a multidão em uníssono. Soltaram-se os confetis, ouviu-se o tilintar dos copos a chocar uns contra os outros, ouviu-se as gargalhadas incessantes das pessoas. E num canto da sala, junto a uma mesa branca, lá estavam eles.

-Que 2014 acabe como começou. Sem um eu e um tu, mas com um nós. E que assim seja nos anos que se seguirem.

Por fim, os seus lábios tocaram-se, imitando o gesto de dezenas de casais ali presentes. Mas o deles foi diferente, foi especial.

Porque era deles.

30
Dez13

Rewind

alex

Este é o típico texto da praxe, aviso já de começo. É aquele texto em que vos falo deste ano que está quase a chegar ao fim. É aquele texto que me enerva tanto porque chego ao fim dele cansada, porque tenho de fazer um maior esforço para me lembrar das coisas, do que as outras pessoas. No entanto é um texto que sinto sempre necessidade de escrever. Então aqui vai.

 

2013 foi um ano de lições. Se houve anos em que olhei para trás e os seus acontecimentos não me aqueciam nem arrefeciam, este não é bem assim. Quando estava a lembrar-me deste ano houve muita coisa que sobressaiu na minha mente, o que é raro visto que eu tenho uma memória de merda e que, no seu geral, todos os anos são mais do mesmo para mim.

Mas este ano foi diferente. Foi especial. Ora teve coisas boas e coisas más, mas isso não é do ano em si, é da Vida que é mesmo assim. 2013 ensinou-me muito. Tanto que hoje sinto-me muito mais velha do que aquilo que sou na realidade. Não foi na escola que aprendi tudo o que sei agora. Não, foi com o meu amigo 2013. Ora vamos começar pelo principio (podia começar pelo fim mas se eu já tenho uma memória de merda, ao fazer isso só me ia baralhar mais.)

Os primeiros 3 meses do ano foram, sem sombra alguma, um dos piores da minha vida toda. Janeiro começou horrivelmente mal (tudo culpa minha), mas foi o mês onde bati com tanta força com a cabeça, que acordei. Senti-me humilhada como nunca antes me tinha sentido, e acreditem que já fui muito humilhada. Senti nojo de mim, raiva de mim e dos que me rodeavam. Do mundo em si. Em Fevereiro continuei na mesma. Em Março o meu pai ficou desempregado e eu só queria era bater em tudo e todos porque nada do que estava a acontecer era justo. Em Abril eliminei da minha vida a pessoa mais tóxica que alguma vez conheci. Com ela, chutei no rabo mais uns quantos e aprendi a ser esperta. Vi quem eram realmente os meus amigos e hoje, estou feliz ao lado deles. Em Maio fiz 17 anos, fui a um concerto. Em Junho fiz os exames e tive boas notas. Foi neste mês também que conheci o senhor José Rodrigues dos Santos, cujo autógrafo guardo com muito amor e o escritor Miguel Luis Rocha, cujo autógrafo também guardo. Em Julho fiquei de férias e sai oficialmente de mercado (pronto vá, ganhei oficialmente um namorado estão a ver?). Em Agosto comecei a correr três vezes por semana e foi a melhor coisa que fiz na vida. Descobri uma nova paixão (como se eu precisasse de mais!) e fez-me bem. Foi também neste mês, se não estou em erro, que passei a noite inteira no hospital a soro. Também por culpa minha, lá está, há coisas com as quais ainda (hoje) tenho de lidar. A médica mandou-me engordar 5 quilos e foi isso que fiz nos meses que se seguiram. Em Setembro fui a mais um concerto, pintei o cabelo no cabeleireiro, coisa que nunca mais volto a fazer, as tintas de supermercado são muito melhores e mais baratas e mantenho a cor de cabelo até hoje (adoro adoro adoro!) e fui conhecer Santarém com uma das melhores pessoas que tenho na minha vida. Foi também neste mês que começaram as aulas e que parei de correr (pior coisa que fiz na minha vida, mas teve de ser). Em Outubro vacilei muito, desesperei muito e tive de aturar muita coisa. Aguentei com o mundo às costas. Em Novembro a coisa não correu bem e fiquemo-nos por aí (ah, quase me esquecia, tive de pôr o telemóvel a arranjar e ainda não me o devolveram). Dezembro teve os seus altos e baixos. Juntei-me ao mundo dos solteirões outra vez (a relação não durou só 3 meses, mas oficialmente sim, foi só isso, enfim), chorei, ri, vi o caso mal parado em relação às notas (no próximo período vai doer) e fui feliz. Foi o mês do Natal, o mês em que abusei mais na comida, o mês em que me diverti com os meus amigos e com a minha família, o mês em que fui a uma das minhas cidades favoritas neste mundo (não que eu conheça muitas) e olhem sei lá. Metade já nem me lembro.

Eu sou assim. Até já cortei no queijo, mas não há volta a dar. A memória nunca foi nem nunca será o meu forte. 

Mas sim, 2013 foi isto e muito mais. Foi um ano difícil, repleto de lições. Aprendi muito, foi o ano em que aprendi mais e acho que foi o ano em que cresci. Ainda tenho muito que aprender, porque como dizia o outro, só deixo de aprender quando morrer. Não sei o que o próximo ano me trará.

Vai ser um ano complicado, disso não tenho dúvidas. É o ano em que acabo o secundário (espero eu!), é o ano das decisões. O ano em que tenho de pensar a sério o que quero fazer com a minha vida. O ano. Sei que, independentemente do que acontecer, 2014 vai ser O Ano.

Não faço resoluções de Ano Novo porque essas acabo sempre por não as cumprir. Só peço que o próximo ano seja entusiasmante. Bom, mau, repleto de alegria, tristeza, bons e maus momentos, boas e más pessoas. Porque é disso que a Vida é feita.

Que 2014 não seja só mais um ano a somar aos outros todos que já o foram para mim. Que seja mais um para eu somar a 2013.

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