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Something New

porque sempre que se fecha uma porta, abre-se uma janela

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Something New

16
Dez14

É impressão minha ou....

alex

Já só faltam exactamente 15 dias para acabar o ano?!

Estou assustada. Por um lado quero muito iniciar um novo ano porque ele traz sempre aquela sensação de ano novo, vida nova (por muito falsa e momentânea que essa sensação seja). Mas por outro lado quero ficar em 2014 para sempre.

Porque para o ano já faço 19 anos. Porque para o ano a minha vida pode mudar completamente ou ficar exactamente na mesma, como a lesma.

Porque este ano foi, descrito em poucas palavras, de trazer lágrimas aos olhos. Foi um ano em cheio, sem dúvida.

O ano em que fiz exames e o ano em que me produzi toda para ir à minha gala de finalistas e o ano em que fui finalista. O ano em que disse adeus a uma grande parte da minha vida: a escola. O ano em que disse olá ao mundo real, o mundo do trabalho em que é tudo mil vezes mais difícil e complicado.

Foi um dos anos em que chorei mais, disso não tenho dúvidas. Chorei principalmente lágrimas de tristeza, de desgosto, ansiedade, raiva e frustração.

Foi o ano em que vacilei muito e pensei muitas vezes o quão injusta é a Vida. O ano em que andei verde de inveja porque enquanto os outros puderam seguir o seu caminho em direcção à faculdade, eu tive de ser atirada aos lobos e procurar trabalho.

Foi o ano em que tive experiências das quais não me esquecerei.

O ano em que tive o meu primeiro trabalho - com direito a ordenado e tudo, vejam só!

Foi também o ano em que ri muito; abracei muito; amei muito. O ano em que aprendi que os três seres cá de casa são os três seres humanos mais importantes e essenciais à minha existência. Aprendi e vi com os meus próprios olhos o quanto os meus pais me amam e em como eles irão ao fim do mundo por mim (e pela minha irmã também).

Foi o ano em que tive de lidar com muita crítica, muitas perguntas de curiosos intrometidos, muitos julgamentos, muitos olhares de desdém.

O ano em que aprendi a refacturar uma factura do gás, com a pessoa do outro lado do telefone aos berros a dizer-me: "despache-se menina!".

O ano em que conheci muitas pessoas e todas elas me ensinaram algo, contribuíram com alguma coisa para a minha vida e para a minha aprendizagem.

Foi o ano em que deixei uma escola e entrei noutra completamente diferente e muito mais assustadora. Eu não sabia o que era o mundo do trabalho até hoje.

Agora já sei.

2014 foi o ano em que me deu mais uma grande pancada e decidi cortar o cabelo como nunca antes o tinha cortado - a metade da orelha. Agora já me chega às clavículas. 

2014 foi o ano em completei dezoito anos e votei pela primeira vez.

Foi o ano em que fiz a minha amiga carochinha (tatuagem), em memória do meu avô paterno - e a cada dia que passa a amo mais.

2014 foi uma avalanche de acontecimentos aos quais não tenho acesso a todos, neste momento, uma vez que a minha memória falha-me sempre.

Mas sim....com apenas 15 dias a separar 2014 de 2015, tenho apenas a dizer que estou assustada com o ano novo que se aproxima.

Normalmente o novo ano nunca me assusta. Pelo contrário, deixa-me sempre empolgada. Contudo, este ano, sinto um peso maior sobre os meus ombros em como tenho de fazer com que 2015 não seja um completo desastre.

No que eu tiver mão, com certeza que não será. Terá os seus bons e maus momentos como em tudo na Vida...no entanto, quero apenas que daqui a um ano possa dizer de 2015 o mesmo que disse aqui neste post de 2014, que basicamente se resume a:

Foi um ano simpático, com altos e baixos, mas acima de tudo aprendi muito.

E o meu objectivo é sempre esse: aprender, aprender até morrer.

 

09
Dez14

De volta à corrida

alex

A Vida dá-nos muitos desafios aos quais, no inicio, nós pensamos estar à altura. Ou pelo menos, falando por mim e na minha situação actual, a Vida deu-me um desafio que eu julguei ter capacidades para levar em frente.

Custa-me dizer que estava enganada. 

Há muitos desafios na Vida que nós não vamos ser capazes de os cumprir. Só que eu ainda não me habituei a esta ideia. Sair de um mundo onde a única preocupação que tenho é se vou ter 15 ou 15,5 no teste de Português para um mundo onde isso nem sequer existe mais, é complicado.

E eu julguei-me capaz de tal. E ainda continuou a julgar-me - só que não neste meio especifico aonde, por sorte, fui calhar. 

Com o passar dos anos, tenho aprendido muito sobre mim mesma e se há lição que já tenho mais que sabida sobre a minha pessoa é que eu odeio dar parte fraca, desistir de algo ou alguém. Porque isso custa-me imenso. Virar costas a algo ou alguém é pior do que muita coisa que eu possa imaginar. No entanto, estou a aprender que tenho de saber os meus limites, coisa que me custa muito aprender e interiorizar.

Outra coisa muita má (ou boa, dependendo da perspectiva) da minha pessoa é que sou uma perfeccionista naquilo que faço, seja o que for. E como tal, espero IMENSO de mim. Sempre fui assim. A pressão que havia, existia porque eu a punha a mim mesma.

Isto tudo prende-se ao facto de que hoje, tive de tomar uma decisão muito difícil. Dar um passo atrás, parar e pensar: "Será que vale a pena continuar por este caminho por onde me fui meter?"

Cheguei à conclusão de que não. Porque nada vale a pena o deterioramento da minha saúde. Porque nada vale a pena pôr em questão a minha integridade, o meu empenho, o meu esforço e a minha essência.

Hoje tive de fazer uma das coisas que mais me custa fazer na Vida - tive de desistir. Porque acima de tudo sou humana, tenho 18 anos, experiência nenhuma no mundo do trabalho e tenho de saber onde estão os meus limites.

Esses, atinge-os hoje. Como tal, tive de parar, dar o tal passo atrás, reflectir, e começar a virar-me noutra direcção.

Hoje passei o dia todo a chorar - por dentro, depois por fora, agora por dentro novamente. Porque desistir para mim é dizer ao Mundo que eu sou fraca - e dói ter, neste momento, de desempenhar este papel. O de fraca, de desistente.

Mas ou é isso ou ir parar ao Hospital no final da semana. E isso não posso deixar que aconteça (de novo).

Sei que há empregos bem piores, sei que há pessoas em situações muito piores, pessoas que trabalham horas e horas e horas e não vêm um tostão ou reconhecimento a mais por isso. E a todas elas só quero dizer que vos admiro imenso e que um dia quero ser como vocês.

Mas hoje, ainda sou só eu - Alexandra, 18 anos, com um sonho no coração e uma vontade grande de o alcançar.

No entanto, há outros meios de o conseguir sem ser consoante aquele em que estou agora.

Por isso e por muito que isto me esteja a matar, atiro o pano ao chão.

Choro o que tenho para chorar e amanhã volto ao inicio - coloco-me em frente a um outro caminho longo e volto a dar corda aos sapatos, nesta corrida a que chamamos encontrar trabalho.

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