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porque sempre que se fecha uma porta, abre-se uma janela

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22
Out13

Recuso-me

alex

Por vezes perdemos o fio à meada.

Perdemos o nosso alento, a nossa motivação.

Por vezes, damos connosco a questionar-nos: "Para que é que isto me vai servir? Porque estou a fazer isto?"

Por vezes a vontade de desistir, de baixar os braços e dizer: "Já chega", é maior do que qualquer outra coisa.

Hoje em dia principalmente, isto acontece-nos com mais frequência.

Muitas vezes dou comigo a pensar no porquê de me matar a estudar para um teste de psicologia, onde vou ter de falar sobre a filógenese e ontógenese, se depois não me vou lembrar sequer de como raio se pronunciam estes nomes. Dou comigo a pensar no porquê de chorar quando erro, quando tenho uma nota mais baixa, quando não consigo corresponder às minhas expectativas.

Valerá a pena? É a pergunta que mais me ocorre nos últimos tempos...

Valerá a pena o esforço, o trabalho, as lágrimas e o suor? O tempo investido, as dores adquiridas, as noites mal dormidas, os dias perdidos?

Se sim, quando?

No final deste ano lectivo, se conseguir acabar o secundário com a média que desejo e com boas notas nos exames?

Quando estiver a ser praxada, seja lá quando isso for?

Quando estiver a sair de casa fardada, pronta para enfrentar o primeiro dia de trabalho?

Há pessoas que têm uma certa dificuldade de ver para além do hoje, do agora.

Agora a minha vida é assim, e como tal, vai ser sempre assim.

Agora estou no secundário, não tenho possibilidades de ir para a faculdade, não tenho um objectivo concreto.

Agora, Agora, Agora.

Então e o amanhã? Não existe, ainda, é verdade.

Mas sabemos que ele é provável de se vir a tornar no Agora de que tanto parecemos gostar.

Por vezes desistimos demasiado facilmente, sem pensar em como o que decidimos Agora, vai-nos pesar tanto Depois.

Eu sei que é difícil, que é complicado manter a chama da esperança acesa em tempos difíceis como estes que vivemos.

Eu própria duvido de mim, do meu Agora, do meu futuro, muitas vezes...por vezes, até demais.

Mas recuso-me a aceitar que a vida é só isto.

Recuso-me a conformar-me com esta vida sem sabor.

Quero mais. Quero tudo.

Muitos dizem ser esse o meu maior defeito: sonho muito, em demasia.

E depois, dizem-me eles, a queda é demasiado grande.

Eu sei o quão alto sonho. Eu própria muitas vezes tenho medo de mim, desse meu defeito.

Mas se não forem os meus sonhos a moverem-me, quem o faz?

Se não for a esperança, aquela pequena labareda acesa no recanto da minha alma que me diz, dia após dia, batalha após batalha, para eu continuar, para eu não desistir...quem o faria?

Se eu não acreditar que posso ter tudo aquilo com que sonho...então que ando eu aqui a fazer?

Limito-me a existir?

Recuso-me a tal limitação.

Não quero sobreviver.

Quero viver.

Quero ver o mundo, viajar, conhecer, aprender, quero ser algo grande, alguém grande.

Recuso-me a ser apenas mais uma alma perdida a divagar neste mar de gente que nada tem para oferecer ao mundo, muito menos para receber dele.

Não serei só mais uma neste mundo de muitos.

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