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Something New

porque sempre que se fecha uma porta, abre-se uma janela

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Something New

13
Ago13

Eternal No

alex

Toda a minha vida fui perseguida pela palavra "não".

Não podes comer isso.

Não podes estar deitada ao sol durante muito tempo.

Não podes mexer nisso.

Não podes falar assim, não podes dizer isso.

Não te podes rir. Não podes chorar.

Não podes tirar uma nota inferior a Bom.

Não podes tirar uma nota inferior a 4.

Não podes tirar uma nota inferior a 15.

Não podes ser cantora.

Não podes ser tratadora de golfinhos.

Não podes ser psicóloga criminal.

Não podes ser escritora; jornalista.

Não podes trabalhar na rádio e muito menos na televisão.

Não podes tirar o curso que queres quando fores para a faculdade porque isso é o teu bilhete de entrada para o mundo do desemprego.

Não podes ser feliz.

Não podes sustentar-te, não podes pagar as tuas compras de supermercado ou as propinas da tua faculdade.

Não podes comprar aquele vestido pelo qual te apaixonaste.

Não podes trabalhar durante o verão.

Não, não, não, não, não.......

Toda a minha vida girou à volta do não.

Porque é que eu, ingénua como (ainda) sou, haveria de pensar que agora iria ser diferente?

Foi como receber um murro no estômago. Mais um.

Estar ali, ao lado da D. e ver a expressão de felicidade dela.

Continuar a caminhar, forçando o sorriso, com vontade apenas de parar, sentar-me no meio do passeio e desatar a chorar como uma criança de 3 anos.

Ouvir as palavras sair da boca dela e pensar: "O teu sim é o meu não."

Fico feliz por ela, não me interpretem mal.

Mas também gostava, por uma vez que fosse, de poder ficar feliz por mim.

De ouvir um "sim".

Porque apesar de não ter ouvido um "não" directo, eu sei que o recebi.

Porque o "sim" direto dela foi o meu eterno e repetitivo "não".

Porque às vezes, só às vezes, partilhar a felicidade dos meus, não me chega.

Quero não ter de beber da alegria dos outros; das histórias dos outros; das suas experiências; da sua felicidade; dos seus "sins".

Quero o meu "Sim". Porque tenho direito a um.

Nem que seja só a um.

Mas ainda não foi desta.

Não, não, não...lá esta a maldita palavra. Tão pequena, tão simples de pronunciar, tão...insignificante.

Tão poderosa, tão forte, tão destrutiva...e, infelizmente, tão minha.

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