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Something New

porque sempre que se fecha uma porta, abre-se uma janela

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24
Jul13

Being alone and being lonely

alex

Por vezes é bom estar-se sozinha.

Mas ultimamente tenho andado com uma enorme necessidade de estar com alguém.

Não romanticamente, porque nesse campo...bom, a situação é complicada, mas não é sobre isto que este texto trata.

Por vezes, gosto de não ter planos com ninguém, apenas comigo mesma. Gosto de ficar em casa, sozinha, a ler, a ouvir música, a dançar e a cantar, a ver séries e filmes.

Por vezes gosto de sair de casa e ir passear...gosto de, espontaneamente, decidir que me apetece ir ao supermercado só porque sim e ir.

Gosto de ter tempo para mim.

Mas ultimamente tenho-me sentido só.

Porque reparem, para mim, estar sozinha e estar só, são duas coisas completamente diferentes.

Penso que todos nós precisamos daqueles momentos em que somos só nós, a nossa mente, os nossos pensamentos...

Mas sabemos que, quando estivermos preparados para sair do nosso casulo, ao qual recorremos nos momentos em que queremos estar sozinhos, alguém vai lá estar para nos receber de volta, com uma mão amiga estendida e um sorriso caloroso nos lábios.

Mas ao sair do meu casulo, deparo-me com um enorme vazio.

Não há ninguém.

Estive sozinha no meu casulo, porque quis e porque necessitava, mas esperava não estar só quando saísse dele.

Porque estar só é não ter ninguém.

Estar sozinha é ter alguém, mas escolher não estar com esse alguém.

O problema é que eu julgava não estar só.

Mas ultimamente tenho estado. Só eu, apenas eu.

Escolhi estar sozinha durante uns dias, mas não quero estar só durante uma vida inteira.

Eu esforço-me por preservar as poucas amizades que tenho, mas por vezes, o esforço não é reciproco

E isso magoa. 

Não sei em que posso confiar. O meu historial de "amigos" que me viraram as costas de um dia para o outro é, infelizmente, longo.

Daí não saber em quem confiar.

Daí sentir-me só.

Porque apesar de haver dias em que quero estar sozinha, não deixo de falar com os meus.

Mas sinto que a iniciativa parte sempre de mim. 

E não é tão bom quando parte também da outra pessoa? Sentimos que essa pessoa se importa realmente connosco, que lhe fazemos falta e que ocupamos um lugar na sua vida, não interessando o tamanho desse lugar.

Sentimo-nos valorizados.

Pois eu sinto-me só.

Mas não baixo a cabeça.

Não cruzo os braços.

Não desisto.

Um dia deixarei de estar só.

Mas no fundo, nunca deixarei de querer estar sozinha. Nem que seja só para poder estar comigo mesma, durante umas horas, durante um dia...

Porque estar só e estar sozinha são duas coisas diferentes.

Há quem goste de estar sozinha/o...Mas ninguém, sublinho, ninguém gosta de estar só.

Eu incluída.

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