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porque sempre que se fecha uma porta, abre-se uma janela

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26
Jun13

Depois da tempestade vem a bonança

alex

Durante o fim-de-semana não tive, simplesmente e muito honestamente, vontade alguma para escrever.

No domingo à noite, antes de ir para a cama, lembrei-me de beber uma caneca de leite frio.

Pequenas escolhas que, mais tarde, se revelam muito importantes e algumas, trazem consigo consequências.

Dei por mim cheia de vontade de escrever na segunda-feira e ontem.

Mas não podia. Não conseguia.

Devido à caneca de leite. Não sei se digeri mal o liquido, se este atrapalhou a minha digestão que ainda não estava completa ou se pura e simplesmente, o meu organismo, de uma forma misteriosa, se tornou intolerante ao leite, o que eu não acredito.

Só sei que na segunda-feira de manhã despertei com uma dor de barriga horrível e uma indisposição ainda pior.

Não consegui comer, mal conseguia beber água e, poupando-vos aos detalhes, tudo o que tinha ingerido no dia anterior (incluído o leite) veio para fora. 

Estava tão indisposta que só o pensar em comida me era penoso. Como tal, não comi.

O meu último e crucial erro destes últimos dias.

Tudo isto resultou então numa rapariga mal disposta e fraca. À noite, ao tentar levantar-me da cama para a mesa da sala, tive, aquilo a que os médicos depois chamaram de, ataque hipovolêmico. Supostamente, é um ataque causado por falta de açúcar e nutrientes no sangue, por fraqueza, entre outras coisas. 

Foi horrível. Não conseguia ver, não conseguia ouvir. Não sentia as mãos nem os pés. Isto durou cerca de 15 minutos, mas pareceram-me uma eternidade. Pensei realmente que ia desta para melhor.

No entanto, o ataque parou, e fui para o hospital. Lá, estava eu num estado de dormência. Já nada me doía, mas como estava fraca, a simples tarefa de dizer o meu nome, custava-me. E o raio das médicas insistiam em fazer conversa comigo, perguntando-me em que curso andava eu e se eu gostava.

Ao fim de 1 hora, pensava eu estar já pronta para vir para casa, depois das analises feitas, e que revelaram aquilo que já sabia: a causa estava na falta de açúcar e nutrientes no sangue; no facto de eu não ter conseguido comer o dia todo e de ter vomitado, quando a enfermeira me dá um copo com água e a açúcar a beber e me diz:

"-Se não vomitares isso, podes ir para casa. Senão, vais ter que cá ficar a noite toda a soro".

Inicialmente senti-me bem. Mas depois aconteceu novamente. Senti-me em brasa, cheia de calor, a minha mãe diz que eu fiquei branca como cal, deixei de ouvir e ver, fazia-o a muito custo. Acabei por vomitar. Acabei por passar a noite toda no hospital a soro.

Não foi gastroenterite, não foi uma virose.

Foi pura burrice. Minha.

Preguei o maior susto a toda gente. A mim mesma, incluída.

Tudo porque, naquela madrugada de domingo, decidi beber a puta da caneca com leite, que se revelou de facto, como causadora desta grande trapalhada.

Felizmente, hoje estou como nova. Foi como se nada tivesse acontecido.

No hospital não podia ter sido melhor tratada. Eu e a minha mãe dormimos bem, a noite toda e as médicas e enfermeiras, tudo fizeram para me fazerem sentir bem.

Há 14 anos atrás, reza a lenda (segundo a minha mãe), passei exactamente pelo mesmo. Não tive uma virose, não foi uma gastroenterite. 

Simplesmente, com 3 anos, lá fui para o hospital com a minha mãe.

Só espero que daqui a 14 anos, o episódio não se repita. Foi a pior experiência da minha vida e eu ja tive vários ataques (de pânico, ansiedade, etc). Mas nada como isto. 

Mas, como diz o ditado, depois da tempestade vem a bonança. Hoje estou aqui mais forte que nunca (pudera, com mais de meio litro de dextrose a correr-me pelas veias!) e estou, não pronta para outra, mas pronta para retomar a minha vida.

Amanhã ainda vou ficar em casa a descansar, mas a partir de sexta retomo as minhas actividades. Vou passear, tomar ar fresco. No fim-de-semana faço tenções de ir à praia. Para a semana, provavelmente, vou viajar até ao Norte, onde ficarei em casa dos meus avós, a gozar os dias de sol que restam até ao dia 10.

A vida continua.

Planos são feitos.

Mas nunca me esqueço que, a vida é feita para ser vivida e não planeada.

Uma simples escolha, insignificante, pode pesar sob todo o nosso futuro e alterar a nossa vida (e os nossos planos).

Mas, depois da tempestade vem a bonança.

Espero eu...

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