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Something New

porque sempre que se fecha uma porta, abre-se uma janela

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02
Mar13

I'm losing myself...

alex

Sinto que me estou afastar, aos poucos e poucos. De tudo e de todos. Não sei se é do cansaço, se é da frutração, se é a esperança que também me está a fugir por entre os dedos...Sei é que a vontade de fazer seja o que for, é pouca ou nenhuma. Já não sinto vontade de ler, de escrever, de ver televisão, de sair à rua, de estudar, de levantar as notas. Já não tenho vontade para nada. Sinto que me estou a perder. Estou a perder quem eu sou e o que faz de mim a pessoa que sou. Estou-me a tornar igual a todos os outros e eu não quero isso.

Mas por outro lado, estou cansada de lutar. Preciso de uma pausa grande para poder respirar fundo, olhar à minha volta e tentar descobrir o que raio ando eu aqui a fazer. Porque neste momento, sinto que não estou aqui a fazer nada. Estou apenas a deixar a vida passar por mim, como se esta fosse apenas uma forte rajada de vento à qual devemos resistir, caso não queiramos cair redondos no chão.

As minhas notas baixaram ao invés de subirem. 

Cá em casa, as coisas ficaram bastante complicadas, visto que agora só uma pessoa é que trabalha, numa casa com quatro seres humanos com necessidades.

Sinto-me perdida. Sem saber o que fazer, o que dizer...sem saber como me encontrar. Não vejo qualquer luz ao fundo do túnel e, como tal, começo a desesperar. 

Na segunda-feira decidi ir à consulta com a psicóloga. Ela é simpática e espero que seja uma boa ajuda para mim, agora neste momento mais escuro da minha vida que, na sua maioria, costumava preencher-se de luz.

Na quinta-feira fui a uma visita de estudo a Sintra e, durante umas horas, senti-me feliz. Preenchida. Aquela cidade linda e mágica, repleta de paisagens capazes de preencher os corações de qualquer um, fizeram-me desejar poder largar a vida que tenho aqui e começar uma nova lá. Voltei a reviver toda a alegria que aquela cidade, ao longo de 14, 15 anos, me proporcionou. Sim, porque foi lá que, em parte, eu cresci. A minha família tinha lá uma casa e todos os fim-de-semanas iamos para lá, incluindo nas férias de verão que eram sempre as mais divertidas para mim, quando lá estava. Matei saudades, mas não chegou. Quero ir para lá e por lá ficar. 

Mas não posso. Por enquanto, estou presa aqui, neste pedaço de mundo que já nada tem, senão tristezas, para me dar.

Na sexta, fui a uma palestra que ocorreu na minha escola com uma autora (ex-aluna), com um editor de livros, um jornalísta (o mais velho do país, segundo o mesmo) e uma bibliotecária.

Durante os 20, 30 minutos em que autora falou, soube que daqui a uns anos, queria estar no lugar dela. Talvez não a falar sobre os meus livros publicados, ou sobre a minha experiência com as letras no secundário, mas talvez a falar sobre o meu trabalho como jornalista de investigação ou como pivot do jornal nacional. 

A autora veio depois falar comigo e com as minhas colegas, no intervalo, porque a minha professora de literatura (abençoada seja!) lhe disse que nós gostávamos de lhe dar uma palavrinha pessoalmente. Ao principio estava bastante envergonhada, porque é assim mesmo que fico perto de pessoas que não conheço, especialmente de pessoas importantes. Mas a senhora foi tão simpática, fazendo-nos perguntas, interagindo connosco, que em poucos minutos, fiquei suficientemente confortável para lhe fazer uma pergunta. Tinha várias, mas no momento, só uma me ocorreu. Contei-lhe também que tinha um blog, coisa que não conto a ninguém, nem mesmo aos meus amigos mais chegados. Só uma pessoa é que sabe da existência deste blog, mas nunca lhe dei o enderenço. Mas dei-o à autora, a pedido da mesma. Não sei porque decidi contar a alguém acerca do meu blog. Simplesmente saiu-me.

Concluindo, foi uma boa sexta-feira, para variar um bocadinho em relação às outras, que são sempre o pior dia da minha semana.

No entanto, e com tudo isto, continuo perdida. E com medo. Quero muito encontrar-me, recuperar a Alexandra que eu sei, ainda estar dentro de mim.

Mas está tão assustada com tudo o que se passa à sua volta, com o seu futuro, que se está a esconder cada vez mais, num sítio onde, em breve, ninguém conseguirá chegar. Tenho medo. Mas sei que não sou a única.

E isso só me assusta ainda mais.

 

P.S: Bom fim-de-semana e peço desde já desculpa por não andar a responder a comentários ou a comentar os vossos maravilhosos blogs...mas a justificação está aqui e penso que, nas próximas duas semanas, a situação vai permanecer semelhante. Só até às férias da páscoa, prometo...

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