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Something New

porque sempre que se fecha uma porta, abre-se uma janela

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Something New

25
Nov19

Eu não me esqueço das letras

alex

Hoje trago uma música para partilhar com vocês. A Capicua é das poucas artistas portuguesas que eu escuto com atenção e frequência. Porque a sua arte fala comigo de uma forma que muitas outras não conseguem. Sendo eu tão das letras, e as letras tão minhas, tendo eu a relação que tenho com a escrita - extensa, complicada, de uma paixão que por vezes conduz ao ódio e de volta ao amor - não podia deixar de escrever um pouco sobre a música e sobre a frase que despertou em mim muitas emoções. Tristeza, revolta...mas acima de tudo esperança. 

Na escola, nunca gostei de matemática. As línguas e as letras foram sempre o meu refúgio, desde que tenho memória de ser gente. Tanto que, saí do meu país para ir estudar com mais cuidado esse mundo. Outra história essa... Mas a verdade é que, foi também durante essa altura que, não por querer mas por necessidade, me envolvi mais com o mundo dos números. O mundo dos negócios, o mundo do comércio. O mundo do trabalho. E devagar me fui apercebendo de que o mundo, apesar de não controlado por números, gira muito à volta deles.

E eu, de Escrita Criativa e Jornalismo, e eu com a minha colecção sempre crescente de livros a olhar-me de lado, deixei-me afundar nesse mundo dos números. Escrevia relatórios diários, semanais, mensais, onde tinha de justificar número X e número Y. Quantas pessoas gostaram disto, quantas compraram aquilo...Quantidade, quantidade, quantidade.

A qualidade não existe no mundo dos que jogam com números. E o amor à arte também não. Há claro que ser realista, os números precisam de nós tanto como nós precisamos deles. Mas...é um problema (não matemático) quando as coisas nas quais começamos a colocar valores, são aquelas cujo valor deveria ser indeterminável - aliás, não existir. Pior, quando a qualidade é baseada apenas em números, que ao final do dia, se eu fosse a fazer um dos meus relatórios que costumava fazer, não valem nada.

A era das tecnologias, dos Youtubers, dos influencers, dos likes...Tudo é liked. Menos o que não é. E o ser humano, no meio de tanto número, passa a ser tratado como um (número). Mas afinal, que valor tem um milhão de likes contra 100, quando o milhão é vazio de razão, paixão, amor por aquilo que se faz, respeito pelo próximo e tudo o de mais? Afinal, somos nós que atribuímos valor aos números, ou são os números que atribuem valor a nós? Ao que criamos? Ao que dizemos, ao que pensamos, ao que somos?

Somos só números? Hoje em dia eu diria que sim. Mas depois ouço músicas como a da capicua e penso... se é para sermos um número, então vamos ser mais um dos que não se deixam reger por eles. E tal pode soar hipócrita da minha parte, mas se é para ser um número, quero ser dos que não se esquecem das letras. 

Por alguma razão, nunca gostei de matemática.

"É ano após ano e os feitos são inúmeros

E eles esquecem as letras e andam só atrás dos números... Solene como a cada último mergulho

Eu rasguei a dor e o medo como papel de embrulho." - Capicua, 2019

 

23
Nov19

In my dreams

alex

Este vai ser em inglês. Sorry.

In my dreams I don't sleep. In my dreams I'm always awake. Living, breathing, alive. There is color and movement and passion in the air and I'm the one who smiles.

In my dreams I don't cry. I laugh and laugh and laugh.

So I lay down at night, and during the daytime, to sleep for as long as I can, for as only as I am asleep, am I alive.

19
Nov19

Uma pergunta intrigante

alex

Não sei se é a pergunta que é intrigante ou a resposta à mesma. Mas, e a razão pela qual saltei uns temas para poder escrever este, é que tenho muito sobre o que escrever em relação a perguntas intrigantes e pouco sobre os temas que saltei.

A minha vida é feita de perguntas. Muitas vezes, dos outros feitas a mim, outras de mim feitas a mim mesma. Essas são as piores. Mas a mais intrigante de todas, que me fazem de vez em quando é: és feliz?

Porque me deixa sem resposta. Sem ar. Sem chão. O mundo parece que se fecha, como se eu tivesse numa sala com quatro paredes e estas se movessem lentamente à minha volta, com um só objectivo e desfecho. O de me esmagar. Porque é uma pergunta que é feita de ânimo leve, pelos outros, que esperam uma resposta dada de ânimo leve em troca.

Mas como é se responde a uma pergunta dessas? Sem parecer deprimida ou ingrata ou mimada ou despreocupada? Como é que se faz uma pergunta dessas em primeiro lugar? Eu nunca perguntei a ninguém se eles eram felizes. Eu não acho que seja uma pergunta intrigante. Para mim, é uma pergunta dolorosa. Lanço-me numa filosofia total quando me fazem esta pergunta. O que é ser feliz, afinal de contas? É não chorar? Não sentirmos raiva? Frustração, dor? É sermos uns seres sorridentes e optimistas a toda a hora, de todo o dia? É rirmos até das coisas que nos fazem chorar? É um estado de êxtase momentâneo, que passa, vai e vem ou é algo que devemos sentir sempre, a toda a hora? É sentirmos-nos amados, realizados a nível profissional, é termos amigos e sermos amigos? O que é isto de ser feliz?

Não percebo como é que uma pergunta destas é, às vezes, feita com tanta naturalidade e frequência. E é suposto eu responder que sim, que sou feliz. Porque sou (razoavelmente) saudável, porque sou amada q.b, porque tenho amigos q.b, porque isto e porque aquilo...Mas porquê? Porque é que eu sou obrigada a descer por este abismo sem fim quando me é feita esta pergunta?

Aliás! Porque é que andamos todos à procura deste mito? Desta vida feliz que muitos pintam? As pinturas não passam disso. As histórias também não. Quando me perguntam se sou feliz, normalmente respondo que não sou infeliz. E isso devia bastar, porque tudo o resto são complicações e divagações que as pessoas não querem, nem estão dispostas a ouvir. Então para que é que perguntam?

Porque talvez queiram saber se mais alguém não é feliz como elas. Assim, talvez, não se sintam tão sozinhas.

Nada temam, a elas digo. A felicidade é relativa. Um mito. Não é algo que se consiga atingir, ou capturar como um Pokémon (que comparação mais nerd minha, enfim). Acredito que a felicidade está nos pequenos momentos. Naqueles que nos fazem sorrir, mas também naqueles que nos fazem chorar. Nas pessoas que amamos e até naquelas de quem menos gostamos. A felicidade podemos encontrá-la ao ler um bom livro ou depois de escrever-mos um texto do qual nos sentimentos orgulhosos. A felicidade vem dos que nos amam em silêncio. Vem também de um dia de céu limpo e sem chuva ou, para alguns outros até, de um dia frio com neve. Encontra-se na vida real e na vida digital. A felicidade pode até ser encontrada na infelicidade.

Porque tudo são momentos, que passam, e que postos juntos, colados com aquela super cola que comprávamos para as aulas de educação visual, dão origem à nossa Vida. 

A pressão que existe, vinda de outros, vinda de nós próprios, para sermos felizes é...inacreditável. Se estivesse numa relação era mais feliz. Se fosse mais alta era mais feliz. Se tivesse mais amigos era mais feliz. Se tivesse aquele emprego era mais feliz. Se tivesse mais dinheiro era mais feliz (com esta não discordo totalmente, pois o dinheiro não compra felicidade mas providencia um certo conforto, mas outro tema, outro texto). Se isto, se aquilo... Canso-me só de escrever tantos se's.

Sejam felizes, ou não, who cares? Porque ser feliz é sê-lo sem nos questionarmos se o somos. Porque ser feliz é dar permissão a nós próprios para também não o ser, por vezes. Ser feliz é simplesmente ser, com tudo aquilo que vem disso...incluindo a pergunta, que eu simplesmente abomino.

"És feliz?"

18
Nov19

Um medo forte (Ou o meu medo do frio)

alex

Saí do autocarro e fui assolada por uma lufada de ar frio. Não ar fresco, frio. Pensei para comigo, que se tivesse em Londres, já estava a bater o dente. E provavelmente, estaria mais bem agasalhada.

A primeira palavra que me veio à cabeça foi "frio". Mas que frio! Contudo, à medida que andava e que o ar me fazia lacrimejar do olho direito (sempre do olho direito), fui pensando melhor nessa palavra e no que ela significa para mim. 

O frio nunca foi meu amigo. Ou melhor, eu nunca fui amiga do frio. Sempre fui menina do sol, da praia, do calor, tendo crescido a passar Verões inteiros na praia. Sempre mostrei com orgulho o meu bronze e gabava-me das minhas técnicas dentro de água, vindas dos dez anos passados a praticar natação.

Usava saias, calções, vestidos, manga curta, manga cava...tudo, menos chinelos, esses só os usava quando ia para a praia. Mas o suplício que era, todos os anos, tirar os casacos de inverno dos confins do roupeiro, ir comprar uma ou duas camisas mais quentes e usar gorros. O suplício que era tomar banho e sair de lá resfriada, apesar de ter embaciado os espelhos com a temperatura alta que usava no banho. Que coisa mais chata, ter de acordar de manhã e sair do quentinho dos cobertores! O frio era muito o meu inimigo e eu não gostava nada dele. 

Quando me mudei para Londres, não me conseguia conformar com o facto de haver frio o ano todo. As pessoas pensam que nós exageramos quando dizemos que, lá, é inverno durante onze dos doze meses que tem o ano. Chove em Julho e neva em Outubro. É a mais pura das verdades. E eu não conseguia aceitar. Tinha medo do frio londrino. Fiquei doente vezes sem conta durante o primeiro ano que lá estive. Não me mentalizava que a lua tinha passado a ser quem eu mais via, em vez de ser o sol. Tinha medo de não ver mais o sol. 

Quase cinco anos depois, o frio é o meu maior companheiro. Gela-me os ossos e deixa-me sem ar. Deixei de usar saias, calções, vestidos e passei a usar calças, sweaters, hoodies e casacas. Aprendi a magia das camadas, pois cá fora o frio era tanto quanto o calor dentro dos edifícios da minha universidade onde tinha aulas. Tomava banho e em vez de refilar quando tinha de sair, fazia-o de forma silenciosa, porque o frio depois do calor quente da água me sabia bem. Parece que me enchia de algo que o calor me roubava. Acordava todas as manhãs incentivada pelo frio - incentivada para ir a correr à cozinha beber o meu café. E assim, muito de mansinho, sem eu me aperceber, quase sem eu dar por nada, o frio foi ficando, em mim e o medo foi indo. Já não fico doente no Inverno, mas sim quando as temperaturas aumentam e fica calor. Dou por mim a chamar pela chuva, quando dantes lhe rogava pragas porque quem tem um cabelo como o meu (meio encaracolado, volumoso, com tendência para ser frisado) não gosta de chuva. Dou comigo a ansiar pela chegada da lua, para lhe poder contar como foi o meu dia, para poder confidenciar nela os meus muitos segredos.

Continuo a gostar do calor. Do sol. Da praia... a minha praia, da qual tenho muitas saudades. Mas, e este pode ser um medo muito tonto e descabido mas é o que eu estou a partilhar agora convosco aqui...o medo do frio, foi-se.

E enquanto caminhei em direcção ao meu destino naquele dia, com o frio do meu país a encher-me os pulmões e o vento a soprar aos meus ouvidos, só conseguia pensar no quanto o frio de Portugal me aquece.

13
Nov19

Uma nuvem no céu

alex

Ouviu, ou alguém lhe disse não sabe bem, que se olhar para o céu pelo menos três vezes por dia, uma pessoa sente-se logo melhor. Passamos muito do nosso tempo a olhar para o chão, enquanto caminhamos, para o lado quando atravessamos a estrada, e para as mãos quando estas seguram os nossos aparelhos electrónicos.

Ninguém anda a olhar para o céu. Dá torcicolos e é perigoso. Temos de olhar é em frente e para os lados. Para baixo, quando queremos evitar...quando queremos esconder. Mas ela tinha ouvido, ou alguém lhe tinha dito, que olhar três vezes ao dia para o céu poderia ajudar.

Ajudar a desfazer o nó na garganta. A apaziguar a dor no peito. A silenciar as vozes na sua mente. Por um pouco, por um minuto, um segundo...

Saiu de casa, com entrada no trabalho às oito da manhã. A luz do dia ainda é pouca, mas o frio é muito. Para a semana vai nevar, disseram-lhe. Ou ouviu, não sabe bem. Coloca o cachecol grosso, preto, à volta do pescoço e mete o carapuço, do casaco, na cabeça. Hábitos. Desce os degraus da entrada do seu prédio e olha em frente, as árvores despidas a chorar de inveja do seu cachecol. Desculpem.

Caminha, de mala ao ombro e cansaço no corpo, em direcção ao portão principal. Não se ouve um único som, para além dos pássaros a discutirem entre si e do seu estômago a roncar. Não houve tempo para pequeno-almoço. Nunca há. Mete os phones, liga-os ao telemóvel e pressiona o botão do play. Agora só se ouve música. De repente, vem-lhe à cabeça. O que lhe disseram, ou talvez o que ouviu ser dito sobre olhar para o céu. Involuntariamente, inclina a cabeça para trás e fixa-o. Ali está, o tal céu capaz de a fazer sentir-se melhor. Ou capaz de a fazer sentir-se menos mal.

Não existe sol no céu que contempla. Tem de existir, pensa ela. Só que ela não o consegue ver, como quase sempre. Não é azul, forte e garrido nem azul, pálido e esbatido. É uma mistura de branco cansado, cinzento tristonho. Como quase sempre. De repente percebe que o que fixa não é o céu, mas sim as nuvens. Todas tão juntinhas, tão iguais que dão a parecer que são o céu em si. Um sorriso amargo surge-lhe nos lábios.

Uma vez.

Corre para apanhar o autocarro e no trabalho corre um pouco mais - para a frente, para trás, com caixas nas mãos, com roupa nas mãos, com dinheiro nas mãos, com papéis nas mãos. Com pessoas à sua frente, ao seu lado, por trás de si, em cima de si. Sem ninguém. A hora de almoço vem e ela, suspira. Sai para comprar comida e desloca-se até à rua. Meio dia, e o sol ainda não brilha. Não precisa de olhar para o céu para o saber, não há luz. Há claridade, claro, mas não há amarelo, laranja ou vermelho. Apenas branco, cinzento, preto. Vai comprar um café e senta-se na esplanada a beberica-lo. No pequeno parque ao seu lado, crianças brincam, gritam, riem, correm.

Que dor de cabeça, que cansaço...nem cá fora me livro das crianças. Que amargo. O café.

O frio já não se faz sentir tanto como de manhã, ou pelo menos ela não o sente tanto agora de tarde, visto que teve tempo e actividade para aquecer o corpo. Será que o céu ainda é feito de nuvens? Olha para cima, relutantemente, como que a adivinhar o que vai encontrar.

Não há nuvens, ou se há, elas continuam tão juntas que parecem céu. 

Desta vez não há sorriso.

Duas vezes.

Finalmente, é hora de regressar. Despede-se de todos os que ficam, quando só queria mesmo era despedir-se dela própria. Mais uma vez, coloca o cachecol ao pescoço e mete o carapuço na cabeça. Quando saí à rua pensa, são só cinco e meia da tarde, mas podia muito bem ser oito da noite. O frio voltou, ou talvez nunca tenha partido, e apesar de o dia não lhe ter corrido bem, também não pode dizer que correu mal. Como muitos outros dias seus. Banal. Corre para apanhar o autocarro e quase o perde. Esqueceu-se dos phones em cima da mesa da sala de pessoal. Merda. 

Carrancuda, sem os phones, com as vozes dolorosas das pessoas à sua volta, a viagem de autocarro parece durar dez anos em vez dos habituais dez minutos. Quase que se atreve a olhar para cima, para o céu, mas a senhora sentada ao seu lado bate-lhe com a mala no braço e o olhar dela foca-se na senhora invés. Descuidada. 

Mais um dia passou. Por entre correrias, refeições não tomadas e outras mal tomadas, por entre conferência telefónica, atendimento ao cliente e mudança de visual da loja. Por entre uma piada e outra que teima em dizer para fazer os outros rir. Faz todos rir menos a si própria. Que piada. Mete o código no portão e a porta abre-se, de forma vagarosa para a deixar entrar. Não que tenha outra opção. Caminha, lentamente, um pé à frente do outro, com pouca vontade. Nenhuma vontade. Chega à pequena rotunda em frente ao seu prédio. Lá estão as árvores, ainda nuas, ainda com frio. Muito frio passam, coitadas. Mas o cachecol é dela. Bom, na realidade, é da sua mãe. Mais razões para não o emprestar ou dar. Quase que tropeça e caí. E nem sequer ia a olhar para cima!

Olha para cima, por falar em não ir a olhar para cima. O céu escuro, o sol que não chegou a ver já desaparecido e no seu lugar, a lua. A sua amiga, essa sim, ela vê todas as noites, umas vezes perto, outras longe, umas vezes redondinha, outras nem tanto. Mas vê-a sempre. Vê um avião que, por momentos, pensou ser uma estrela. Sorri de forma amarga, a sua favorita. Neste céu não há estrelas. Mas...olha melhor. Há uma...nuvem? Pouco saliente, quase que passava por despercebida, mas de facto, lá está ela! Não é branca, ou cinzenta, não tem uma forma certa ou errada, é apenas...algo no céu, para além da lua. E é a única. Dizem que uma noite sem nuvens se transforma num dia de chuva. Ou será sem chuva? Não se lembra. Não interessa.

Três vezes.

Olhou para o céu três vezes num só dia, mais do que por vezes olha numa semana inteira. Enquanto sobe os degraus do seu prédio e procura pela chave na mala, não consegue evitar sentir que, de facto...não se sente particularmente melhor ou pior por o ter feito. 

Mas viu uma nuvem. E raios, ela não se lembrava da última vez que tinha visto uma nuvem. Só por isso, ela entra no prédio a pensar...amanhã vou voltar a olhar para o céu mais três vezes.

Quem sabe o que vou ver.

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