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Something New

porque sempre que se fecha uma porta, abre-se uma janela

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Something New

27
Mar19

Darkness (ou coisas que são escritas quando se sofre de insónias)

alex

Ás vezes gostava de poder fugir. Agarrar no meu casaco e sair. Fechar a porta e não olhar para trás. Gostava de poder correr livremente pela rua abaixo, não porque estou a correr na direcção de algo ou porque estou a fugir de algo, mas simplesmente porque quero poder sentir o ar frio deste Inverno sem fim na minha pele. 

Ás vezes quero gritar. Gostava de poder gritar. Correr durante muito tempo, cansar as minhas pernas de tal forma e negar ar aos meus pulmões ao ponto de não conseguir respirar. Correr durante tanto tempo e a tanta velocidade, que acabaria num lugar muito longe, sozinha. Sozinha, para que pudesse gritar, um grito que viria do lugar mais fundo e obscuro do meu corpo. Um grito que me deixaria muda, incapaz de falar.

Ás vezes gostava de não ter de falar. Ou ouvir. Ás vezes só quero existir. E outras vezes, apenas quero que toda a gente não exista.

Ás vezes quero estar sozinha. Tão só que possa sentir essa solidão em todos os ossos do meu corpo.

Estou cansada do barulho. Estou cansada das cores. Estou cansada do movimento.

Ás vezes desejo pelo escuro, pela completa escuridão. Preto. Não branco e preto, não a cores. Preto.

Escuridão. Ás vezes desejo por ela.

Outras vezes, torno-me nela. Afundo-me nela. Sou ela.

Escuridão.

01
Mar19

Neste post quero (apenas) dizer...

alex

Desde a última vez que vos escrevi, quatro pessoas novas subscreveram ao blog. Nesse dia, estava no trabalho e lembro-me de receber emails com as notificações e pensar para mim "Mas o que será que aconteceu que de repente tenho estas pessoas todas a subscreveram ao blog? Será que publiquei alguma coisa e não me lembro?"

Mas não, de facto a última vez que publiquei algo foi no inicio do mês de Janeiro. Fiquei confusa, mas fiquei mais agradecida. E contudo não abri o blog durante mais um mês depois disso. Porque aconteceu tudo. Tudo o que podia acontecer (de mau) nestes últimos meses, tem acontecido. Dias depois de ter postado o texto a desejar um bom ano, fui para o hospital de emergência com uma possível apendicite. Acabou por não ser apendicite mas sim um quisto no ovário que rebentou e me causou dores que eu nunca antes tinha experienciado. Dois dias no hospital, muitas horas a jejum, muitos testes depois, vim para casa com menos uns quilos e uma constipação forte, porque os hospitais são terríveis, com todo o tipo de bactérias e doenças possíveis. Fiquei uma semana em casa, não pude ir a um dos concertos para o qual já tinha comprado bilhete, deprimi muito, quis ir para Portugal e a coisa passou-se. Desde aí, pequenas coisas têm vindo a acontecer, especialmente no trabalho. Recentemente, algo aconteceu que deixou a loja de pernas para o ar, comigo a trabalhar 10 dias de seguida sem folgas. Não quero entrar em detalhes porque é algo pessoal mas a verdade é que, este ano ainda só tem dois meses, connosco a entrar no seu terceiro hoje, e eu já estou exausta. Completamente sugada de qualquer tipo de boa energia, como pouco, durmo pouco e sorrio cada vez menos. Não queria de todo que este ano começasse desta forma contudo, há coisas que acontecem que estão fora do nosso controlo. 

Com isto dito, hoje lembrei-me do dia em que recebi 4 notificações do blog a dizer que tinha novos subscritores. Não me perguntem porquê, simplesmente veio-me à cabeça. E resolvi por bem espreitar o sítio (ainda cá está, uau!) e dizer, do fundo do meu coração, obrigada a todos aqueles que descobrem o blog (sabe-se lá como), lêem e subscrevem. Não percebo porque é que alguém subscreveria a um blog cuja "autora" publica muito esporadicamente e quando o faz parece que é só para pedir desculpa por não publicar com mais frequência ou para se queixar. Mas agradeço na mesma, muito.

Não farei promessas de publicar com mais frequência, especialmente agora que estamos a atravessar uma altura complicada na loja e a minha carga de trabalho duplicou, mas com certeza que continuarei a pedir desculpa por escrever pouco e queixar-me demais. Mas neste post, essencialmente, quero apenas dizer...

Obrigada. 

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