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Something New

porque sempre que se fecha uma porta, abre-se uma janela

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Something New

31
Dez15

Com um pé em 2015 e o outro em 2016


alex

Chegou o post da praxe. O fim de 2015 está aqui. E sim, vou dizer o mesmo que digo sempre: não acredito que já passou mais um ano.

Acho que há medida que o tempo vai passando, vou sentido cada vez mais aquela urgência enorme de fazer coisas. Viajar, conhecer novos sítios, arranjar finalmente um namorado, inscrever-me num curso de linguas qualquer....Porque sinto, a cada ano que passa, que o tempo passa por nós demasiado depressa.

E se há quem tenha medo de morrer, eu cá tenho medo de não ser capaz de viver enquanto estou viva. Tenho medo de não vir a fazer todas as coisas que quero fazer, porque a verdade é esta: o tempo tem pernas longas.

Mas penso que 2015 foi o ano em que fiz mais com a minha vida. O ano que vai ficar na minha memória para sempre. Enquanto que há anos dos quais eu não tenho muitas memórias, 2015 vai ser com certeza aquela que vou recordar com mais vividez.

De 2014 para 2015 trabalhei que nem uma louca para conseguir dinheiro para poder vir para Londres.

Foi este ano que passei horas, dias e semanas numa loja que me sugava a vida, com um patrão que me pagava dinheiro de escravo e um aperto no peito todos os dias. 

Foi em 2015, mais concretamente dia 6 de Agosto, que cheguei ao país onde sempre sonhei viver - Londres.

Foi em 2015 que testei os meus limites, que descobri coisas novas sobre mim e sobre os outros à minha volta, que lutei pelos meus sonhos mais do que em qualquer outra altura.

Foi em 2015 que comecei uma vida de adulta. Comecei a pagar a renda da minha casa, a minha comida, as minhas despesas todas. Foi este ano que, aos olhos da sociedade, me tornei adulta. No entanto, ainda continuo uma jovem rapariga que, por vezes, não sabe bem o que anda a fazer da vida.

Foi em 2015 que ganhei uma nova família. As pessoas com quem moro agora receberam-me de braços abertos, só uma delas me conhecendo bem, e desde aí que fizeram tudo por mim. Foram elas que me ensinaram a andar aqui em Londres. Foram elas que me ampararam as quedas feias que já dei desde que aqui cheguei. E são elas que continuam a apoiar-me incondicionalmente, como se fossem minhas irmãs e irmãos.

Só por isso, 2015 já ganhou o prémio de melhor ano da minha vida. As pessoas que eu conheci desde que aqui cheguei, as amizades que fiz, tanto as que moram comigo, como as que trabalham comigo, como aquelas que andam na Uni comigo, são mais valiosas que qualquer outra coisa que me aconteceu este ano.

Foi em 2015 que aprendi a viver com a saudade. Aprendi que a vida é feita de muitos sacrifícios, tanto dos que saem de Portugal como dos que ficam. 

Foi em 2015 que trabalhei para pessoas nojentas. Más. Desrespeitosas. Que eu espero nunca voltar a ver na minha vida.

Foi em 2015 que comecei a minha carreira (pausa para risos) como sales assistant. 

2015 foi, sem dúvida alguma, o melhor ano da minha vida. Independentemente dos precalços, das lágrimas, das adversidades e dificuldades pelas quais passei para chegar aqui, onde estou hoje, sentanda no beliche que eu comprei, com o dinheiro que eu fiz a trabalhar horas e horas, em Londres, este ano foi o meu ano. O meu melhor ano.

Conquistei uma etapa muito importante da minha vida. Realizei um dos meus muitos sonhos. Fui feliz. Estou feliz, apesar de me queixar de vez em quando.

Não podia ter pedido por um 2015 melhor, porque afinal a vida também é feita de obstáculos e desses também não faltaram este ano. Mas ultrapassei-os e aqui estou.

Num dia era apenas um sonho, um talvez. Hoje, é a minha realidade, a minha vida. 

Agora para 2016 só peço um namorado. Foi a única coisa que ficou em falta este ano.

Brincadeira, que os homens só dão dores de cabeça, que eu vivo com dois e vejo as dores que eles dão à C. e à H.C.

Para 2016 só peço saúde. Para mim e para os meus. Porque a maioria deles já não vão para novos e este mundo anda doente... só peço saúde. 

O resto que venha por acréscimo, bom e mau, que eu cá estarei para receber ambos.

Feliz ano novo minha gente!

30
Dez15

O rescaldo


alex

E ontem lá disse adeus à família que partiu de lágrimas nos olhos. Foram seis dias que passaram a correr e que senti como se fossem um sonho e não realidade. É estranho de explicar mas foi esse o sentimento; como se estivesse a sonhar e não acordada, a viver estes dias com eles.

Uma vez que nos habituamos a uma certa rotina e maneira de viver, estranhamos quando essa rotina muda. Eles terem vindo cá foi mais ou menos isso que criou - uma mudança na minha rotina que me deixou um bocado abananada. Porque estando cá há quase 5 meses, já me habituei à minha vida por aqui e gosto da vida que aqui tenho.

A vinda dos meus pais foi das melhores coisas que podia ter-me acontecido, mas ao mesmo tempo mexeu com o meu sistema um bocadinho de mais. No entanto, as passagens de avião para ir a casa na Páscoa já estão compradas....são só mais 3 meses e vou pisar solo Português de novo.

O Natal foi agradável, não como os outros anos obviamente, mas passámo-lo felizes e contentes e sempre a rir.

Espero que o fosso Natal também tenho sido bom e que agora estejam como eu - de barriga cheia, em ambos os sentidos.

22
Dez15

Eu tenho dois amores


alex

É estranho. Estou cá há quase cinco meses e hoje estou bastante em baixo - passo a explicar porquê.

As minhas meninas não estão cá comigo. A H.C. voou para a ilha há duas semanas, para passar o Natal com a família, que já não via há 1 ano, e a C. voou hoje para Portugal para passar o Natal com a família dela também.

E é como se me tivesse separado da minha família outra vez. Não sei se consigo explicar como deve ser mas, a verdade é que estas pessoas se tornaram, no decorrer destes quase 5 meses, na minha segunda família.

É com elas que eu vou às compras à Tesco, é com elas que eu vou passear, é com elas que eu me sento à mesa a comer refeições, é com elas que eu vou para o trabalho (visto que a C. trabalha comigo), é com elas que eu fico até à 1 da manhã a falar e a rir de coisas inúteis.

Quer queira ou não, as pessoas com quem eu vivo aqui tornaram-se na minha pequena família longe da minha grande família. E ontem ao abraçar a C. antes de ela ir dormir, para hoje cedo ir embora, até um beijinho lhe dei - coisa que ela apontou como sendo um milagre, visto que eu não dou beijos a ninguém, nunca.

Mas elas fazem-me falta aqui. São a minha força, as pessoas com quem eu sei que posso contar incondicionalmente neste país. 

Sempre ouvi dizer que "Home is where the heart is". E se em Portugal a minha casa são os meus pais, os meus avós e os meus (poucos) amigos, aqui a minha casa são elas.

Quem me ler este post deve pensar que elas nunca mais voltam ou que morreram - a C. volta dia 28 e a H.C volta dia 30, ambas a tempo de festejarmos todos cá em casa a nossa passagem de ano.

Mas mesmo assim... é estranho, este sentimento. Muito estranho. Não é tão forte como quando me despedi da minha família no aeroporto em Lisboa no dia 6 de Agosto, mas é parecido.

E apesar de eu estar contente por os meus pais chegarem daqui a dois dias e de estar para lá de feliz de poder passar este Natal com eles na minha nova casa, ao mesmo tempo uma parte de mim quer que chegue o dia 30 rápido para ter a minha outra família cá comigo outra vez.

É estranho. Ter duas famílias, tão diferentes em todos os sentidos mas tão parecidas no sentido em que não seria nada sem elas.

19
Dez15

Diferente não significa mau


alex

Este natal vai ser diferente de todos os outros 18 natais que já gozei. 

Não me vou sentar à mesa dos meus avós e ter de gritar para o outro lado da mesa para me fazer ouvir. Não vou comer as farófias da minha avó nem jogar às cartas com os primos enquanto esperamos pela meia-noite.

Não vou sentar-me no sofá ao pé da minha avó e falar sobre as coisas mais rídiculas à face da terra.

Este natal vai ser muito diferente... mas não o vou passar sem as pessoas que são mais importantes na minha vida. É claro que os meus avós e os meus primos e tios também o são, mas a mãe, o pai e a irmã são a base da minha pessoa.

E eles chegam já dia 24. E muito atenciosamente, deram-me o dia 24 de folga. Vai ser tão bom. Passados quatro meses poder vê-los outra vez, em carne e osso.

Vai ser tão bom sentar-me à mesa para fazer uma refeição com eles e abrir os presentes com eles e mostrar-lhes a minha vida aqui. Mostrar-lhes como a filha deles está crescida, como ela paga as suas contas, lava a sua loiça, arruma a sua casa, como vou para a uni, como vou para o trabalho, mostrar-lhes um pouco da cidade onde vivo....vai ser tão bom minha gente.

Ando cansada como o raio, trabalhar 30 horas por semana com trabalhos da uni por fazer e aulas para frequentar não é fácil, especialmente trabalhando naquela loja ... mas vai valer tudo a pena quando na Quinta-feira chegar a famelga.

E este ano o meu único desejo é que todos possam ter um natal feliz e recheado de boas coisas como eu sei que o meu vai ser.

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