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Something New

porque sempre que se fecha uma porta, abre-se uma janela

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Something New

31
Mai15

I feel good


alex

Ontem lá fui fazer o exame de inglês. Quatro horas que me transportaram de volta para o passado.

Estava mais tranquila do que o que pensava que ia estar. Não correu tão mal como pensei que ia correr.

Todas as partes do teste eram bastante acessíveis. Senti que era estudante novamente, sentada naquela sala a escrever em inglês uma composição sobre online shopping.

A examinadora chamou-me "Alessandra" e eu quase morri ali naquela sala. Acho que vou ter de me acostumar ao meu nome dito em inglês, ou então passo a ser só Alex.

Cheguei a casa depois do meu último dia de trabalho e depois de quatro horas de exame e ainda tive de levar com visitas cá em casa.

Hoje, nem a cama fiz. Soube bem. Sabe bem estes dias assim em que nem a cama se faz. 

Apesar de amanhã não ter um sítio para onde ir; apesar de amanhã não ser dia de trabalho para mim, sinto-me bem. Pelo menos hoje, aqui e agora, sinto-me bem.

A meio da semana posso andar a arrancar cabelos (é o mais provável), mas hoje sinto-me bem.

As preocupações deixo-as para o dia de amanhã.

30
Mai15

Addio, adieu, aufwiedersehen, goodbye!


alex

E assim chegam ao fim 5 meses e 11 dias de trabalho na loja que me viu crescer *limpa lágrima no canto do olho*.

Pausa para riso sarcástico.

Mas sim, a realidade é esta - a minha pessoa já não está empregada a partir de hoje. A loja vai "fechar", segundo os meus patrões mas, e isto dito só aqui entre nós, eu não acredito muito nisso.

Mas, seja verdade ou não, tenho a agradecer aos meus patrões por me terem empregado, eu uma jovem de 18 anos (na altura) sem experiência de loja nenhuma e apenas com um mês de call center no currículo.

Graças a eles pude pagar a minha candidatura à faculdade e não vou de bolsos vazios para Londres. Verdade seja dita que não fiz muito por aqui, porque a função em si também não o pedia. Bastou-me saber organizar ficheiros, marcar visitas do técnico, passar umas facturas, sorrir de boca cheia aos clientes, ouvir os velhotes que por cá passavam ao sábado de manhã para dizer um olá e fazer a limpeza ao estaminé.

Também é verdade que sofri muito aqui sozinha. Passei, ao início, 40 horas por semana na loja, a querer bater com a cabeça nas paredes. Depois, quando o meu horário foi reduzido, fiquei ambos feliz e aborrecida porque começou a entrar menos dinheiro - mas as paredes já não me chamavam tanto como antes.

Quando me perguntavam se eu gostava do trabalho, eu não podia mentir e dizer que sim, mas também não podia mentir e dizer que não. Apenas dizia que havia muito pior e que me dava o que eu precisava - dinheiro.

Dava-me jeito mais um mês aqui para eu ficar mais confortável, mas de qualquer das formas, nunca iria ficar aqui depois do mês de Julho. A despedida chegou mais cedo e de certa forma, até estou aliviada.

É certo que ao olhar para trás, não são muitos os momentos em que possa dizer - epá, vou ter saudades! Mas como já disse, há trabalhos muito, mas mesmo muito piores que este e estou agradecida por me ter sido dada a oportunidade de cá estar, a fazer o meu melhor e a ser tratada sempre da melhor forma.

Nisso não me posso queixar - acho que patrões como estes dois, nunca eu vou ter novamente na vida. Principalmente o meu patrão, que podia muito bem ser uma personagem saída dos Malucos do Riso!

E pronto, assim se encerra mais um capítulo na vida da Alexandra, para, espero eu, poder começar a trabalhar para um novo e melhor capítulo da minha jornada.

Digo adeus com um sorriso nos lábios, contente por dar este capítulo como encerrado.

Que venha outro!

28
Mai15

Até mete nojo


alex

De cada vez que alguém cuspisse para o chão, devia de levar um corte na língua.

Juro que não suporto pessoas que cospem para o chão; é daquelas coisas que me faz vermelha de raiva só de pensar. Não sei explicar porquê, mas isto já é algo que vem de há muito tempo atrás.

Então não é que eu ontem estava muito bem a sair do trabalho e levo com uma escarra no sapato? Ia a cruzar a esquina e vinha um senhor já com a sua idade, a caminhar contra mim e não vai de modas - puxa da escarreta e cospe para o chão. Só que teve azar, o cuspo não caiu no chão mas antes em cheio no meu sapatinho!

Virei Hulk. Obriguei o senhor a pedir desculpa. Disse-lhe que devia ter vergonha e que os lenços não servem só para assoar o nariz. Virei-lhe costas, a fumegar pelas orelhas e a tentar não lhe chamar uns quantos nomes.

Já vinha bem humorada do trabalho (sem dúvida) e levar com uma escarreta em cima foi a cereja no topo do bolo.

Mas querem saber a melhor? Chego à paragem do autocarro, e sento-me ao pé de um jovem que eu costumava ver na minha escola - e que ainda lá anda - e não é o que gajo cospe para o chão assim que eu me sento?

Eu sei que agora há dias mundiais e nacionais para tudo mais, mas será que me escapou o facto de ontem ter sido o dia mundial da escarreta?

Oh minha gente, mas será que não entendem que cuspir para o chão é o mesmo que deixarem o cão fazer o seu cocó no passeio e não o apanharem? As pessoas pisam o vosso cuspo, se forem azaradas como a merda como eu levam com ele em cima e é nojento! É simplesmente nojento!

Eu sei que nós produzimos cerca de 1 litro de saliva por dia, MAS MESMO ASSIM, não a cuspam para o chão! Se têm problemas salivais, agarrem num lenço e façam uso dele!

Irra, que juro não haver coisa que me deixa mais irritada que isto! 

Cuspir para o chão é uma falta de educação, de higiene, DE TUDO!

PAREM. DE. CUSPIR. PARA. O. CHÃO!

Cuspam para a boca uns dos outros. Que tal, han?

27
Mai15

Já nem quero saber


alex

Sabem quando a Vida vos espeta com mais uma rasteira no caminho? Sabem quando vocês caiem pela milésima vez e se arranham todos? 

E sabem quando as vezes que isso aconteceu já foram tantas, que vocês chegam a um ponto em que já nem se importam?

Eu já nem me importo. Já nem choro, já nem berro, já nem me revolto. 

Aceito as notícias e limito-me a sorrir de forma amarga.

A puta da Vida tem mesmo uma empatia enorme pela minha pessoa.

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