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Something New

porque sempre que se fecha uma porta, abre-se uma janela

porque sempre que se fecha uma porta, abre-se uma janela

Something New

30
Abr15

II


alex

Às vezes sabia bem ter um botão de pausa. Só para parar o tempo durante uns minutos. Só para eu poder respirar fundo sem sentir que estou a errar. Só para eu poder olhar à minha volta e sentir-me em paz.

Pausar. Respirar. Fechar e abrir os olhos sem me sentir perdida. 

28
Abr15

Ajudem


alex

Eu admito - normalmente sou um bocado alheia a este tipo de coisas, algo que já há algum tempo que queria mudar em mim. Digo sempre que gostava imenso de ajudar, mas acabo sempre por não o fazer ora porque na altura não posso despender 5€ ou 10€ para ajudar, ora porque não sei como ajudar.

Mas há uns tempos para cá as desculpas foram substituídas pela vontade de querer ajudar, fosse de que maneira fosse, mesmo que seja de forma pequena. Comecei a ir ao Google pesquisar formas de ajudar e foi assim que me deparei com o site da AMI, que se dispôs a ajudar as vitimas do terramoto no Nepal.

Mesmo que não possam doar, nem que seja só 5€, ao menos espalhem a palavra, porque também é importante e ajuda. Mas se puderem, façam como eu e doem, seja 5€, 10€, 20€ ou 100€. As notícias ultimamente não mostram outra coisa e apesar de ser triste ver tamanha destruição na televisão todos os dias, a realidade é que nós temos a sorte de a ver apenas através de um aparelho e não ao vivo e a cores. Se houvesse um terramoto desta dimensão aqui, eu também iria querer que me ajudassem; muito ou pouco, sei que iria fazer a diferença.

Por isso, ajudem - vão a este site http://donativo.ami.org.pt/ e façam a vossa doação ou desloquem-se ao Multibanco mais perto de vocês e doem lá, seleccionando a opção Transferências - Ser Solidário - Ami (que foi o que eu fiz).

Não somos nós, mas há que manter em mente que podíamos ser; que podemos vir a ser nós. A realidade a que todos tentamos fugir é essa.

Ajudem.

27
Abr15

The first


alex

Acabei ontem de ver uma série cujo tema principal era os primeiros amores. A história acontecia à volta de um grupo de amigos que se conheciam desde sempre, e mais objectivamente à volta das duas personagens principais, rapaz e rapariga, que cresceram juntos.

Foram criados juntos porque os pais de ambos eram amigos de há muitos anos e eles cresceram habituados um ao outro. Foram os melhores amigos, depois foram o primeiro amor um do outro, depois estiveram separados cerca de seis anos e depois reencontraram-se e os sentimentos ainda lá estavam, um por um, sem tirar nem pôr.

Dizer que a série me fez pensar muito sobre a minha própria experiência é dizer pouco. 

Tal como as personagens principais, eu e ele crescemos juntos. Tal como as personagens principais, os nossos pais são amigos há imensos anos. Tal e qual como as personagens principais, estamos agora muito tempo sem nos ver.

Mas a verdade que eu evito admitir, tanto aos outros como a mim mesma, é que passe o tempo que passar, aconteça o que acontecer, basta estar na presença dele mais uma vez para o meu coração disparar. Para o meu estômago se contorcer, para as palmas das minhas mãos suarem.

Não há nada nem ninguém como o nosso primeiro amor. Já lá vão quase dois anos desde que o meu me fugiu por entre os dedos, mas quem diz que o tempo cura e sara tudo, mente.

Porque não há tempo ou espaço que cure a tristeza de um primeiro amor falhado. Podem vir outros, mas a verdade é que nenhum vai ser como aquele que nos fez sorrir pela primeira vez, chorar pela primeira vez, amar pela primeira vez.

A série em questão, fez-me acreditar durante uns momentos que de facto, os primeiros amores acabam por ganhar - não importa se os indivíduos em questão estão dois, três, seis anos sem se falarem ou verem, porque no fim, o coração não sabe contar.

Depressa me desfiz de tais pensamentos, porque sei que a vida real é bastante diferente. Ás vezes, as pessoas que queremos ao nosso lado, não são as que merecem esse lugar. Demorei muito tempo a perceber que o meu primeiro amor errou comigo, connosco. Demorei muito tempo a aprender a viver bem sem o meu primeiro amor. Demorei algum tempo a ver a pessoa que eu mais amei com outra e a não sentir um acesso de raiva por isso. Demorei muito tempo a aceitar o facto de que o meu primeiro amor não vai ser o meu último.

Infelizmente, não temos isso em comum com as personagens principais da série. 

Ainda não amei mais ninguém depois dele. Ainda não consegui ter mais ninguém depois dele. Não porque ainda o ame, mas porque ainda não apareceu ninguém capaz de me fazer esquecer o quanto eu o amei.

Não sei se algum dia isso irá acontecer. Mas entretanto, a minha vida amorosa não passa de amores platónicos por actores e cantores - e por agora, estou de bem com isso, porque a minha prioridade neste momento é conseguir voltar a estudar e ir fazê-lo para Londres.

Os primeiros amores são os que marcam, dizem eles. E eu digo que eles não marcam, só - eles marcam, vincam-se em nós e deixam cicatrizes maiores que o amor que nutrimos pela pessoa em questão.

São essas que finalmente nos fazem ver com clareza.

25
Abr15

Podia escrever o Segredo


alex

Como me levantei da cama hoje para ir trabalhar:

-Vá, vamos lá, hoje é feriado mas faz de conta que não sabes e que é um sábado como outro qualquer;

-Anda lá, vá, depois de tarde dormes a sesta;

-LEVANTA-TE, SÃO SÓ QUATRO HORAS, TU CONSEGUES!

-Vais passar pelas ruas e ver as lojas dos chineses todas abertas, também eles ainda meio a dormir mas a trabalhar como tu, vamos lá, não estás sozinha!

E depois de dar uns pontapés e uns socos ao ar e de me espreguiçar quinhentas vezes, lá me levantei para ir abrir a loja às 9h da manhã de um sábado-feriado.

Sou a minha melhor conselheira ou não? Podia escrever um daqueles livros todos inspiradores, género O Segredo, não?

P.S: A sesta não aconteceu, para mal dos meus pecados.

24
Abr15

Falando de coisas sérias


alex

Tenho este texto a marinar na minha mente já há algum tempo. Não vou pedir desculpa se com as minhas palavras ofender algum membro do sexo masculino mais susceptível a encarar uma crítica feita ao seu sexo, no geral, de forma pessoal.

Com isto, aqui vai: Como mulher que sou, odeio quando os homens assediam uma mulher na rua.

Há, infelizmente, bastantes exemplos que posso usar para desenvolver a frase acima. Mas basta usar o mais comum que eu aposto que acontece a muitas mulheres - vamos simplesmente a andar na rua e há homens que nos devoram com os olhos, que nos mandam aqueles piropos foleiros e que tentam manter conversa connosco. Depois há aqueles que ultrapassam os limites - seguem-nos sem se calarem e sempre a tentarem com que nós lhes digamos o nosso nome e número de telefone.

Não se admirem, e não pensem que isto é inventado, porque já me aconteceu. E não me venham dizer que muitas vezes é mania da perseguição por parte das mulheres ou que somos convencidas ao ponto de achar que aquele homem está a olhar para nós de forma imprópria, porque a verdade é que eu cá não preciso de um homem com idade para ser meu pai a comer-me com os olhos para me sentir bem comigo própria, nem tal é motivo de gabarito junto de seja quem for.

Isto acontece! Há muitos homens que assediam mulheres, jovens raparigas no meio das ruas e não é preciso elas estarem de top acima do umbigo e cachecóis-saias para isso acontecer! Um simples vestido pelos joelhos com collants e umas botas são motivo para alguns acharem que podem simplesmente abordar uma mulher no meio da rua ou mandar uma boca nojenta para o ar.

Acho que como sociedade desvalorizamos bastante este fenómeno, mas isto deixa-nos bastante desconfortáveis na nossa própria pele! Sentimos que não podemos sair à rua de calções quando está sol ou de vestido de alças quando está calor e como tal, sei de pessoas que nem se atrevem a vestir as roupas que por vezes gostam com receio de serem olhadas e abordadas. É uma falta de educação enorme e é, na minha opinião, algo completamente desnecessário! Se uma pessoa quer abordar outra no meio da rua, não o faça com frases do género: Gaja boa, anda cá! Elaaaah!

Mas nós somos o quê, um pedaço de carne pronto a ser trincado por um bando de cães rafeiros?

É daquelas coisas que me dá imensa comichão, esta falta de bom senso e de boa educação por parte de certos indivíduos do sexo masculino. Normalmente, os tais são sempre homens com idade já para terem juízo e saberem manter o amiguinho dentro das calças, mas no entanto são sempre esses que abusam.

Eu não vou deixar de usar vestidos ou calções ou seja o que for, porque eu não ando aí a mostrar as nádegas no meio da rua ou a mostrar o meu decote a quem quer e a quem não quer ver. Mas também não sou obrigada a ser um burrito humano quando estão 30º,35º! 

Nós não temos de nos sujeitar a este tipo de situações, muito menos evitar vestir isto ou aquilo com receio de tal nos acontecer quando vamos a caminho do trabalho ou da escola.

Olha para uma pessoa não é crime nem incomoda ninguém - mas há que entender que olhar um bocado e depois desviar o olhar é uma coisa, outra é olhar fixamente, sorrir de forma sugestiva e ainda fazer comentários - porcos, que não tenho outro adjectivo para lhes atribuir - e não é correcto!

Não sei se sou a única que pensa assim ou se estou a ser demasiado radical, mas acreditem quando digo que isto é um assunto sério do qual se fala pouco, porque tanto como de experiência própria como por experiências de amigas minhas, sei que isto é bastante desconfortável para nós, mulheres.

 

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