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Something New

porque sempre que se fecha uma porta, abre-se uma janela

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31
Dez14

A desgraça de 2014


alex

Foi, sem dúvida alguma, a leitura. Nunca (e eu sei que nunca se diz nunca, mas neste caso, é mesmo nunca!) tive eu um ano tão pobre em leituras como este.

Comecei muito bem, cheia de entusiasmo com os livros da Gillian Flynn, um que recebi no Natal de 2013 como prenda e que o li ainda mesmo antes de o ano terminar, e o outro que o fui comprar logo a seguir (já em 2014) porque estava obcecada pela escritora.

Pelo meio lá li um romance do Nicholas Sparks, também oferecido no Natal de 2013 e que eu já tinha lido mas que é o único livro dele que eu gosto e um dos poucos livros que me fez chorar (A Culpa é das Estrelas foi um outro, por exemplo). Depois andei em busca de algo que me desse palpitações como o livro Gone Girl, mas não encontrei nada que me enchesse as medidas. Voltei então para um género do qual também sou muito amiga, o fantástico.

Li três livros da colecção Wicked Lovely e depois a coisa descambou a partir daí. Tentei, isto já na altura do verão, ler um livro de umas das minhas autoras favoritas (Juliet Marillier) mas andei com ele até bem depois de Setembro, não porque a história não fosse interessante (o que é, bastante e a autora nunca me desilude) mas tinha tanta coisa em que pensar e tinha tanta coisa a preocupar-me, que ler não estava na minha lista de prioridades.

Depois escrevi aqui um post sobre a minha preguiça, porque acho que apesar de tudo não lhe posso chamar outra coisa, e comprometi-me em tentar a todo o custo cumprir o meu objectivo de 14 livros para este ano.

Escusado será dizer que estamos a 31 de Dezembro, a exactamente a 13h de iniciar 2015 e eu tenho oito livros lidos.

Oito livros. Num ano. Em 365 dias.

Quase que me afundo em vergonha, tal é o tamanho da mesma.

Foi a minha única desgraça este ano. Nunca em toda a minha vida eu li tão pouco num ano. Podia estar aqui com aquela conversa de que 2014 foi um ano complicado, de muitas mudanças e desafios (porque foi) mas a verdade é que para mim, arranja-se sempre tempo para os livros.

Para compensar, fartei-me de ler numa aplicação chamada Wattpad e talvez também isso tenha contribuído para o facto de eu ter lido poucos livros, de "carne e osso".

PORTANTO, com isto dito, o meu único objectivo para 2015 é, simplesmente, ler mais. MUITO MAIS do que o que li este ano.

O ano passado (2013) coloquei como objectivo a mim mesma tornar-me numa pessoa mais positiva e tenho-vos a dizer que apesar de tudo, penso que consegui. Já não me sinto aquela pessoa triste e negativa que costumava ser e olhem que este ano tive muitas razões para o ser.

No entanto, tentei encarar cada contratempo com uma visão mais positiva e penso que encontrei uma forma de o fazer. Claro que me permiti ficar triste, frustrada, chateada e desiludida com todas as coisas menos boas que me apareceram à frente este ano e claro que muitas vezes vim aqui expressar isso. No entanto, e ao contrário do meu "eu" antigo, não deixei que tais sentimentos se prolongassem para o dia seguinte.

Ficava mal naquele dia, no entanto, antes de fechar os olhos para adormecer, pensava sempre em coisas boas e positivas e dizia para mim mesma:

As tristezas de hoje serão as alegrias de amanhã.

E mesmo que o não fossem, não desistia e continuava sempre com um pensamento muito mais positivo que aquele que tinha há dois anos atrás.

Claro que não o fiz sozinha, como tudo o resto que faço nesta vida, fiz com a ajuda de pessoas preciosas para mim.

Assim, concluído com sucesso o objectivo que estipulei em 2013 para 2014, fica aqui registado o meu novo objectivo para um novo ano:

Ler mais livros em 2015.

E quando digo mais, não é ler 9, visto que este ano só li 8.

Não. É ler, no mínimo 15 e no máximo 20.

E ai de mim que daqui a um ano esteja aqui a escrever-vos a dizer que não cumpri o meu objectivo de 2015.

Ai de ti Alexandra, estás a ouvir??

29
Dez14

Ora vejamos...


alex

Hoje perguntaram-me porque é que estou solteira há mais de um ano.

Ora vejamos:

  1. Só me sinto atraída por homens fictícios (de livros) ou por actores e cantores;
  2. Passo seis horas, cinco dias por semana, numa loja onde só entram velhotes e velhotas;
  3. Os meus sábados são passados nessa mesma loja a criar raízes e a cantar músicas de Natal porque aquilo aos sábados anda às moscas;
  4. Os meus domingos servem para eu ficar na cama até às 11, pôr a minha escrita em dia, estar um bocado com a família e dormir mais um bocado, visto ser o meu único dia de folga;
  5. Com isto tudo a minha vida social fica reduzida a zero;
  6. A minha paciência ultimamente é similar aqueles pavios curtos, curtinhos;
  7. Tenho que escrever uma carta onde me elogio, ir pedir para escreverem cartas onde me elogiam, tenho de ir a Lisboa iniciar o (longo) processo para poder ir finalmente estudar para Londres, tenho de pensar em mil e umas coisas e fazer mais umas quantas mil, tudo isso só no mês de Janeiro, e tenho de conseguir fazê-lo enquanto passo metade da minha vida numa loja onde rapo um frio do caraças e onde as paredes são as minhas únicas companheiras.
  8. Já para não falar do facto de o meu computador ter dado o berro (admito que ter um computador, por muito velho que seja, com internet no trabalho não é a pior parte do mesmo. A agradecer ao meu patrão que me deu a liberdade de utilizar a internet para passar o tempo aqui na loja, caso contrário este post não estava agora publicado).

Por isso, aqui têm pessoas que se questionam do porquê de eu estar solteira à mais de um ano.

A pessoa digna de mim ainda não se designou a aparecer e eu tenho muita coisa para fazer e mais uma catrefada de coisas em que pensar sem ser no sexo oposto.

Prendam-me que sou criminosa por não ter namorado, meu deus.

Tenho 18 anos, não 50 e uma manada de gatos okay?

28
Dez14

Virou sapo!


alex

Uma das minhas histórias favoritas quando eu era pequena, era a princesa e o sapo. Não sei bem ao certo o porquê, mas acho que tinha a haver com o facto de uma humana e um sapo conseguirem desenvolver uma espécie de amizade entre os dois, apesar de serem tão diferentes. Para além disso, fascinava-me a ideia de, com um simples beijo, a princesa conseguir transformar o sapo num príncipe encantado, apenas porque desenvolveu sentimentos por ele enquanto sapo e não enquanto humano e príncipe.

Mostrava-me, assim como a minha história favorita de sempre (Bela e o Monstro) que as relações são muito mais para além da nossa aparência e que a verdadeira beleza está dentro de nós.

Agora, que era possível um príncipe transformar-se em sapo, isso eu não sabia até ontem.

Foi como se, de repente, me tivessem oferecido um par de olhos novos, um cérebro novo, um coração novo. Todas as réstias de qualquer sentimento que poderiam existir, esvaneceram-se por completo, ontem, num só segundo.

Assim que os meus olhos viram o que viram, foi como se daquele momento na história da princesa e do sapo se tratasse - mas completamente ao contrário.

De repente, o meu príncipe transformou-se em sapo e eu sorri. Sorri porque ao olhar para ele, já não o via como o meu príncipe. Como a pessoa que eu mais amei, a pessoa que sempre foi especial para mim.

Vi-o pelo que ele é - um sapo. Um sapo gordo (tive de conter uma gargalhada quando vi a barriga pequenina que antes não estava lá) e que em nada se compara ao sapo do conto de fadas que lia em pequena.

Um sapo que se atreveu a trazer a sapa com ele, para dentro de minha casa.

Foi instantâneo. O príncipe virou sapo e eu nem tive de o beijar.

27
Dez14

Uma década!


alex

Hoje a minha peste faz 10 anos. E eu só a vou ver lá para as 19h da noite.

MELHOR DIA DE SEMPRE!

Estou a brincar, como é óbvio. Apesar de ela ser dez vezes pior no dia de anos dela do que em qualquer outro dia do ano (Natal incluído, a criatura não se cala um bocadinho e anda pela casa literalmente aos saltos, a cantar e a falar que nem uma peixeira, nossa senhora!)

Ontem vira-se para a minha mãe e diz sem rodeios:

"Amanhã quero o meu quarto a brilhar! É os meus anos, por isso, vais levantar-te às seis da manhã para começares a arrumar o quarto mãe!"

Nós desatámos às gargalhadas. Só para vocês verem com o que é que nós temos de viver...e ainda dizem que ela é fofinha e carinhosa....pois.

A criatura completa hoje 10 anos e já tem esta personalidade que herdou não sei de quem. Mas a peste também sabe ser querida e carinhosa, quando quer. Se estiver para aí virada, aparece no meu quarto de surra e vem-se abraçar a mim, a dizer:

"Ai maninha, gosto tanto de ti!" - A minha reposta é sempre: "andaste a bater com a cabeça nas paredes ou algo do género?"

Se me vê a chorar, vem logo fazer-me festas e dizer na sua vozinha, com sotaque de sopa de massas (como eu lhe chamo na brincadeira, porque eu sei que ser sopinha de massas não é ter sotaque): "não chores mana, vai ficar tudo bem".

Também é uma grande melga e eu passo-me com ela mais vezes do que aquelas que consigo contar. Ora é porque ela chega a casa e quer comer mas recusa-se a lavar as mãos, ora é porque eu estou no computador e a criatura vai lá cuscar as minhas coisas, ora é porque apanha o meu telémovel em cima da cama e mete-se a brincar com ele, ora é porque leva coisas minhas "emprestadas" e depois nunca mais lhes ponho a vista em cima...enfim, podia escrever um livro com a lista de coisas que ela faz que me fazem saltar a tampa.

Agora deu para querer ser amiga dos meus amigos. Já pediu em amizade a uns quantos deles no facebook e fala com eles no chat como se nada fosse. Confesso que a isto, eu até acho piada!

Aliás, se há coisa que a minha peste faz para além de me pôr vermelha de raiva, é pôr-me vermelha de tanto rir. Ela é uma comédia. Porque é uma trapalhona, porque sai-se sempre com comentários dos quais nunca ninguém se lembraria de dizer e porque apesar de fazer hoje 10 anos, ainda é uma menina.

Se há crianças com 10 anos que já são um pouco mais maduras, a minha irmã não é uma delas. Mas ainda bem - quero que ela preserve durante o tempo que conseguir a essência de criança, porque ser adulta neste mundo é uma coisa muito cruel.

Outra coisa muito importante e curiosa que também passo a partilhar com vocês: para além de criatura, peste, chata e mana, um nome carinhoso que lhe chamo assim de vez em quando é....preparem-se porque vai doer...."amor".

É. Eu que odeio esse termo, eu que quase que vomito quando oiço outras pessoas (casais na sua maioria) a tratarem-se por "amor" e não pelos nomes, chamo "amor" à minha irmã.

Exemplo: Ela agora anda a chatear-me para eu lhe tirar umas 20 músicas da Violetta, da internet. E eu ontem disse-lhe: "epá tens de esperar amor, que a mana está sem computador" (é verdade, estou-vos a escrever de um computador que não é o meu...)

Mas sim. Eu que sou um bloco de gelo, que não sou conhecida por ser carinhosa, de vez em quando, sou uma querida para a minha peste e trato-a por "amor".

Eu culpo as bochechas fofinhas dela.

Parabéns então à minha peste chata que é a razão do meu sorriso e a razão do meu mau-humor, tudo num só dia, todos os dias desde 2004.

26
Dez14

Ah pois é!


alex

Mais um Natal que se passou. E para a semana já estamos em 2015.

E eu hoje vim trabalhar seis horinhas enquanto os pais e a irmã ficaram em casa. E amanhã vou trabalhar das 9h às 19h, o que até não é mau de todo porque de tarde a minha casa vai virar um antro de miúdas irritantes de 10 anos. Mas que é mau porque amanhã é sábado e é um crime que os meus fins-de-semana agora estejam reduzidos a um dia. UM DIA.

Mas pronto...tento não me queixar porque a verdade é que prefiro assim a estar em casa a bater com a cabeça nas paredes, e sempre vou ganhando uns trocos.

E já para não falar que há quem esteja de férias...há um ano atrás era eu.

Até dói só de pensar, por isso vou antes ler para ver se as horas aqui na loja passam mais depressa....

Espero que o vosso Natal tenha sido tão bom ou ainda melhor que o meu (eu cá comi tanto que até me admira como é que não explodi durante a noite!)

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