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Something New

porque sempre que se fecha uma porta, abre-se uma janela

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31
Out14

O (meu) Halloween


alex

Aqui em Portugal não somos os que mais festejam o Halloween. Temos o Carnaval e damos muito mais importância a essa festa. No entanto, fascinada pelas culturas para além da minha, sempre tive um grande fascínio por esta festa em especial. 

Lembro-me de ser mais pequena e de me mascarar sempre de bruxa (ser obcecada pela Sabrina também não ajudava). Há medida que fui crescendo deixei de me mascarar até porque não tinha razão para isso - o Halloween ou era passado na escola como um outro dia qualquer ou em casa com a família como se nada fosse.

Este ano, sem escola e sem família (durante o dia...calma!) não há razão para me mascarar. Mas isso não quer dizer que a vontade não esteja cá. Há dois anos ainda se organizou uma festa de Halloween e foi muito divertido....toda a comida era Halloween related e haviam pessoas que se esmeraram com os costumes.

Mas este ano parece que não vai haver festa nenhuma...e logo hoje, o meu corpo também não parece estar para aí virado (final do mês + ser mulher = o que já toda a gente sabe).

Por isso, e digo isto com muita pena acreditem, este meu Halloween vai ser passado aqui, na cama, com muita chávena de chá, muito Friends e um sorriso ocasional a relembrar todos os Halloween passados em que, ao contrário deste, me diverti.

 

 

28
Out14

Perído de seca


alex

Faltam-me oito livros para cumprir com o meu objectivo de leitura para este ano. Estamos no final de Outubro (até me dá um aperto de coração ao escrever isto, mas é verdade, estamos no final do mês).

Eu tenho andado uma preguiçosa para ler. Ando a ler o mesmo livro desde Julho e não tem nada a haver com a qualidade do mesmo porque é de uma das minhas autoras favoritas e até onde já li, adorei. O problema sou mesmo eu - ponho-me a escrever que nem uma maluca aqui no computador, a criar histórias minhas, e fico sem tempo e paciência para ler as histórias dos outros.

Mas recuso-me a acabar o ano sem ter lido os catorze livros que me comprometi a ler no inicio deste ano. Quando tinha literatura, lia mais do que vinte livros por ano, há vontade, porque para além das obras que tínhamos de dar nas aulas que faziam parte do programa, ainda tínhamos de ler mais três livros por período por causa do P.I.L (Projecto Individual de Leitura) e eu, por cima disso tudo, ainda lia os meus outros livros que não eram de autores portugueses nem de romance (que era basicamente o que eu acabava por ter de ler para literatura.)

O ano passado já não tive literatura e, apesar de a minha memória me falhar muito, julgo que nunca eu li tanto pouco livro como neste ano.

É o apocalipse, como diria o meu amigo Félix (da novela Amor à Vida).

Mas já chega! Já chega deste período de seca que se vem a prolongar desde Julho! Tenho quatro livros aqui, novos, para ler (incluído o que estou a ler desde Julho que me foi emprestado) e depois tenho duas opções: ou peço os outros quatro emprestados, ou faço metade metade - dois emprestados e dois vou comprar. Mas uma coisa é certa:

Não vai chegar o dia 31 de Dezembro de 2014 sem eu ter lido os catorze livros e ficam aqui marcadas estas palavras para que se, no caso de isto não vir a acontecer, me perseguirem de pistola na mão.

26
Out14

Ser irmã mais velha


alex

Pode ter vários significados para várias pessoas. Depende tudo da situação familiar, dos anos que separam um irmão do outro, da relação que estabelecem por causa disso.

Eu e a minha irmã temos nove anos de diferença. E somos diferentes em muitos aspectos e noutros, parecidas demais. Um dos problemas é esse. A juntar-se a esse, vêm outros tantos.

Para já, a grande diferença de idades. 

Depois, a forma como eu fui educada e a forma como ela está a ser educada - eu tive uma educação muito mais rígida do que ela e tive de crescer muito cedo.

Depois há toda aquela questão de, sem me aperceber, o meu lado maternal vir ao de cima mesmo quando os meus pais estão connosco. Porquê?

Durante dois anos fui mais do que irmã - fui mãe. E ainda hoje não consigo deixar de agir como tal, apesar de as coisas já terem mudado (para melhor).

Não consigo evitar. Não gostava de ser minha filha, digo-vos já. Porque sei perfeitamente que sou muito rígida com a miúda, que sou uma chata de primeira, que estou sempre a atazanar-lhe o juízo. Mas isso é só porque eu quero o que é melhor para ela.

Ainda no outro dia fomos a uma festa de aniversário e a criança não parava de devorar a comida toda que lá estava. Não me interpretem mal, eu não tenho problemas em que ela coma guloseimas, chocolates ou coisas que não são saudáveis porque, sejamos honestos, ela está na idade para isso. Agora, ela andava a fazer umas misturas que não eram as melhores - era bolo de chocolate com tostas de atum por cima, mais bolachas oreo mais tostas de atum a seguir. E isso só resulta numa coisa:

Uma grande dor de barriga.

Só que a minha mãe estava nem aí. "Deixa a miúda comer!" Dizia-me ela. Eu deixo! Não quero que ela passe fome e festa é festa! Mas ou se come de uma espécie ou se come de outra senão já se sabe que ela, com o estômago que tem, mais cedo ou mais está a queixar-se de dores de barriga!

A minha mãe nada fez e eu fiz por ela. Ficaram todos admirados e a minha mãe encolheu os ombros e disse que era normal eu agir como se fosse a mãe.

Isto é só um exemplo para dar uma melhor imagem do tipo de relação que eu tenho com a minha irmã. Não temos aquela relação de irmãs que são amigas, que partilham gostos e interesses uma com a outra - ela passa a vida a ver a Violetta e eu acho aquilo uma grande parvoíce.

Para além do mais, o facto de ela ser ainda muito infantil, apesar de ir completar dez anos em Dezembro, só contribui ainda mais para que eu aja como mãe dela.

E esta sexta-feira que passou, foi a entrega oficial dos diplomas na minha escola e depois disso fomos todos ao novo McDonalds aqui do sítio. Levei a minha irmã comigo e ao final da noite acabamos todos num parque infantil, crianças de 18 a andar de baloiço com a criança de 9 que ria que nem uma perdida. Acabamos por falar sobre...isto mesmo. Ser irmã mais velha. E eles próprios me disseram que eu ajo como se fosse mãe dela.

Eu percebo que quem não tenha queira ter - eu durante nove anos chateei tanto os meus pais para ter uma irmã que eles, ao fim desse tempo todo, me deram uma.

Contudo, às vezes, ser irmã mais velha e principalmente ser irmã mais velha da minha irmã, é uma responsabilidade que eu gostava de às vezes não ter. Eu amo-a, do fundo do meu coração...mas às vezes gostava que ela fosse um bocado mais velha, com idade mais próxima da minha porque ser mãe aos dezoito anos nunca foi o meu plano.

Muitas vezes tenho de fazer a minha vida à volta dela. Tenho de deixar sítios onde me estou a divertir, com amigos, por causa dela. Muitas vezes tenho de mudar planos por causa dela. Muitas vezes vão todos a algum sítio e eu não por causa dela.

Sinto-me, muitas vezes, mais como mãe do que como irmã mais velha.

Talvez seja por isso que sou tão rígida para com ela, tão chata, tão protectora dela.

É como se fosse minha filha.

E às vezes, dou comigo a desejar que assim não fosse. Ás vezes gostava de ser só a irmã mais velha. Mas foi assim que as coisas aconteceram e não vão mudar. Porque ao fim de nove anos, a relação entre mim e a minha irmã está mais do que estabelecida. Talvez mude quando eu tiver trinta anos e ela vinte e um, mas cheira-me que não.

Ela será, para sempre, a minha pequena peste. Aquela com quem eu ralho por coisas mínimas, com quem eu me enervo todos os dias, com quem eu perco a cabeça por completo. Mas vou ter sempre esta maneira maternal de ser para com ela; vou sempre chatia-la para vestir o casaco mesmo que ela não queira com medo que ela se constipe; vou sempre ralhar com ela quando ela corre num pavimento não muito seguro, com medo que ela caia e parta alguma coisa. 

Vou ser sempre uma mãe galinha.

Ser irmã mais velha da minha irmã é ser, basicamente, uma mãe galinha.

Daí não fazer questão de ter filhos.

Já tenho uma que me vale por dez.

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