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Something New

porque sempre que se fecha uma porta, abre-se uma janela

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Something New

30
Set14

Peixe fora de água


alex

A natação foi, durante mais ou menos 9 anos, uma grande parte da minha vida. Comecei aos seis e acabei por desistir aos quinze anos de idade. Já lá vão quase quatro anos desde que abandonei essa grande parte da minha vida e a razão pela qual escrevo este post hoje, sobre este determinado assunto, é porque ontem tive um sonho que me deixou meia nostálgica.

Sonhei que tinha voltado aos treinos, com a mesma treinadora e os mesmos colegas de equipa. Sonhei que tudo era como dantes, onde ir para os treinos era como se estivesse a dirigir-me para a Disneyland - a minha própria Disneyland.

Lembro-me de haver uma altura, ali entre os dez e os treze, em que eu não simpatizava muito com o desporto em si. Nunca gostei muito do lado competitivo do desporto, e acreditem que a natação é um desperto severamente competitivo, e na altura ainda estava a ganhar o meu ritmo, a encontrar o meu melhor estilo e a estabelecer-me enquanto desportista. Passada essa fase, aprendi a amar o desporto como se fosse um grande companheiro - quando saia da escola, naqueles dias em que só me apetecia era chegar a casa e enrolar-me nos lençóis da minha cama, fazia a mala e ia para o treino e, como que por magia, toda a minha atitude mudava. Nunca eu fui tão feliz como o fui naqueles balneários, a rir, a falar, a brincar com as minhas colegas e amigas da altura. Nunca eu fui tão feliz como naquela piscina, a dar o tudo por tudo mesmo que ninguém me o pedisse. Nunca eu fui tão feliz como quando íamos para os nossos "estágios", que eram basicamente três ou quatro dias em que íamos todos, treinadores incluídos, para outra zona do país, acampar ou para parques aventura. Tantas memórias inesquecíveis e que ainda hoje guardo com tanto carinho no meu coração...

No entanto, a grande razão pela qual acabei por desistir quando fiz quinze anos, foi porque o desporto passou a ser demasiado competitivo para o meu gosto. Queriam pôr-nos a treinar como os nadadores de alta competição nadam - todos os dias da semana, excepto ao domingo, duas horas, alternando corrida com nadar. Queriam fazer tudo só e exclusivamente sobre os tempos que cada um fazia, qual era o melhor neste estilo e qual o pior no outro. Queriam tirar do desporto a única coisa boa que ele tinha: a satisfação de nadar com colegas de equipa; amigos e não inimigos, alvos a abater.

Por isso desisti. Não me arrependo, até hoje. No entanto, existem as redes sociais e como esta cidade não é assim tão grande quanto isso, ainda são muitas as vezes em que avisto algumas caras familiares, que na altura considerava serem muito meus amigos. Hoje, todos passam por mim e nem ai nem ui. A isso já me acostumei; não me faz comichão porque aprendi, com o passar do tempo, que as pessoas funcionam assim: afastam-se e continuam as suas vidas como se nós nunca tivéssemos feito parte delas.

Já há muito tempo que não pensava nesta altura da minha vida e ontem, do nada, sonhei com ela, tão vividamente que senti a necessidade de escrever este post.

Pergunto-me porque é que isto acontece? Qual é a ciência por detrás dos sonhos; estes sonhos tão reais e tão inesperados, que nos trazem memórias de um passado tão distante, que por vezes parece que não é bem nosso.

Acho curioso.

Ah e caso se estejam a interrogar acerca do titulo do post, "Peixe fora de água" foi a alcunha que me deram quando entrei para a equipa, porque na altura eu era um zero à esquerda a nadar e a minha treinadora dizia, várias vezes, que eu parecia um peixe fora de água.

Com o passar dos anos fui mudando, aprendendo e melhorando, mas a alcunha ficou - assim como as memórias destes tempos em que era uma criança feliz ( e desportista, coisa que agora já não sou!)

28
Set14

Lost Stars


alex

Hoje passei o dia todo a escrever - pode ser que um dia esta história se transforme em algo que todos possam ler.

Por causa disso e como tenho o cérebro feito em papa, deixo aqui esta música de um filme que vi recentemente e do qual já aqui falei antes, com o Adam Levine, a Keira Knightley e o Mark Ruffalo.

Já aqui tinha postado a versão desta música cantada pelo Adam por isso agora posto a versão cantada pela Keira (no entanto, gosto mais da versão cantada pelo Adam).

Amanhã começa mais uma semana...vamos lá a isso!

 

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