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Something New

porque sempre que se fecha uma porta, abre-se uma janela

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03
Ago14

Ponto de erupção

alex

Há sempre um ponto de erupção. Aquele momento em que o mundo pára e só estamos nós. Aquele preciso momento em que nos apercebemos daquilo que já devíamos saber: há que seguir em frente.

A minha vida vai mudar muito. Disso não tenho dúvidas. Reserve-me o futuro o que me reservar, vai ser completamente diferente de tudo o que já vivi até agora. Não vou para a escola em Setembro, isso sei com certeza.

E ontem apercebi-me de que se já segui em frente no que toca a esta parte da minha vida, tenho que seguir em frente no que toca a outra parte.

Ontem deu-se o ponto de erupção, aquele ponto em que me explodiu tudo à frente e eu consegui enxergar tudo pela primeira vez. Já chega de ficar agarrada a uma parte de mim que já não é minha. Já chega de ficar à espera de poder recuperar o que já não é meu. Já chega de deixar andar as coisas porque não há coisas para andar.

Já chega.

Já explodiu o vulcão e agora a lava ardente vai levar as ruínas que restaram da nossa cidade. Aquela cidade que construímos com as nossas mãos, com amor e carinho e que num ápice, com um grande tremor de terra, se desmoronou como se de palha fosse feita e não de cimento. Agora, cabe à lava destruir as ruínas dessa nossa cidade, para eu poder parar de lhe chamar "nossa"; para eu parar de esperar que voltes e me ajudes a reconstruir o que deixámos em cacos.

Ontem foi o ponto de erupção. Explodiu. E agora, é seguir em frente e construir uma nova cidade, com novas pessoas, novas energias e novos sentimentos.

Já chega.

É tempo de seguir em frente - sem olhar para as ruínas que ficam para trás, a serem consumidas pela lava quente e borbulhante.

01
Ago14

As cartas que não envio #4

alex

Quantas mais cartas terei eu de te escrever? Quantos mais selos irei eu comprar e deixar na gaveta da minha secretária, guardados? Quantos envelopes vou eu "roubar" ao meu pai, só para escrever a tua morada neles e colocar a carta que não te vou enviar, lá dentro?

Conheces aquele filme em que o gajo escreveu à gaja durante um ano, todos os dias? 365 cartas... é muito, se pensarmos nisso não é? Mas será que é justo medir os sentimentos desse homem e reduzi-los a um determinado número? Será que é justo fazer isso comigo mesma?

Achas que esse gajo, nessas 365 cartas, conseguiu encaixar todo o seu amor pela gaja? Eu não acho. Porque neste caso, eu sou esse gajo. E deixa-me que te diga - sem o dizer verdadeiramente, pois nunca irás receber isto - é impossível medir-se o amor de um ser humano pelo outro.

Não são 365 cartas, escritas todos os dias e enviadas todos os dias durante um ano, que vão conseguir provar que o amor se mede ou se quantifica.

O Amor não é escrever cartas todos os dias durante um ano inteiro, com palavras bonitas e recordações escritas e contadas de tempos que já lá vão. O Amor é escrever - sobre ele, para ele - para sempre, até a mão já não se mover, até a tinta da última caneta à face da terra esgotar, até já não haver mais folhas em branco para preencher.

É por isso que se diz que o Amor não escolhe idades; que a idade é só um número. Porque o Amor é muito mais do que um cinco, do que um oito, do que um dez ou do que um 365.

Sabes em matemática, quando te ensinam os Conjuntos Finitos e Infinitos? Bom, o Amor é isto:

 

 

Não sei o que me deu para incluir matemática nesta carta. Só estou a tentar explicar-te o meu ponto de vista. Nem sequer sei se a imagem representa correctamente aquilo que quero dizer, mas tu também não o saberás, visto que ainda és mais burro a matemática do que eu.

Mas sim... O Amor é isto. 

1,2,3,4,5,6,7 .... 365 cartas; dias. Que importa?

Só o número é que muda - o sentimento não.

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