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Something New

porque sempre que se fecha uma porta, abre-se uma janela

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01
Jul14

Deixem-me só fazer esta pergunta...


alex

Há mais coisas para se fazer durante as férias sem ser ir à praia não há?

Então por favor parem de me aborrecer com isso. Não posso ir à praia, não vou. Há muitas outras coisas para se fazer durante as férias! Existem sitios muito bonitos para se visitar, museus, concertos, cafés, esplanadas e muitas outras actividades! Estar de férias já não é só sinónimo de praia, para mim. Em tempos assim o foi, mas agora não.

Com isto não estou a querer dizer que deixei de gostar de praia assim de repente; acho que isso vai ser impossível de me acontecer porque eu cresci e habituei-me a levar uma vida de praia onde assim que tínhamos oportunidade, era para lá que íamos.

Mas agora que estou meia que proibida de lá pôr os pés (ou na piscina, porque àgua com cloro também não ajuda a tatuagem), começo a pensar na ENORME importância que se dá à praia; importância essa que eu também costumava dar em demasia.

É claro que é sempre agradável andar a passear-me com um belo bronze ou quando está aquele calor insuportável e nós estamos a banhar-nos numa praia qualquer, mas as férias são mais do que praia.

Ultimamente, mais desde o ano passado, que tenho prezado mais o tempo que passo a passear, a descobrir novos lugares, a redescobrir lugares já conhecidos e que tenho andado mais amiga do campo. Todos os anos, sem excepção, vou passar umas semanas à terra dos meus avós.

Quando era da idade da minha irmã, adorava lá estar com os meus primos. Era naquela altura em que ainda ia a família toda para lá e era uma animação! Adorávamos brincar no sótão, na rua, na piscina, na casa dos meus muitos primos que tenho lá para cima para o Norte, etc. Era uma brincadeira pegada!

Mas depois as crianças cresceram, os adultos começaram a ter de trabalhar mais e a animação deixou de ser muita para passar a nenhuma. Então houve ali uma altura, talvez dos meus 13 aos 16, em que não suportava a ideia de ir para a terra, porque isso significava ficar em casa sem computador, com uma televisão só com quatro canais, sem os amigos e ainda para mais, tinha de ir visitar os tios e as tias todos que faziam todos questão de ter cães nos seus quintais, coisa que me assustava profundamente.

Mas depois voltei a gostar de lá estar. A animação já não é a mesma de quando era criança; nunca mais o será, mas agora dou muito mais valor aquela casa e aquele pedaço de paraíso que tenho. A casa é enorme, tem uma piscina daquelas a sério e não daquelas de plastico que se rompem todas, tem um terreno enorme que é todo nosso, cheio de frutas e verduras, tem mais terreno que não é bem nosso mas que dá para ser explorado.

Há dois anos estive lá com os meus dois primos da parte da mãe e o mais velho incentivou-nos a fazer uma coisa que se chama GeoCaching. Não sei se já alguém ouviu falar, mas basicamente, é um género de caça ao tesouro onde a malta aproveita para conhecer a região onde está. Se estiverem interessados, basta irem ao Google e procurar por GeoCaching, encontram logo tudo o que precisam de saber.

E foi tão divertido! Andámos lá a passear pela região, a apreciar as paisagens lindas daquele lugar e até encontramos um parque que nem descrito eu lhe faria justiça! Tinha uma fonte e parecia saído de um autêntico conto de fadas! É daqueles dias que ficam connosco na memória sabem? Ao contrário de um outro dia qualquer passado na praia, onde tudo o que fiz foi ora ir à agua, ora estender-me ao sol um bocadinho, ora ir à água novamente. Esses dias também são bons; mas os dias memoráveis são melhores!

Aqueles em que daqui a uns tempos recordamos e dizemos: "Olha lembras-te daquela vez nas férias em que fizemos GeoCaching e descobrimos aquele parque lindo?" ou "Hey, lembras-te daquele dia em que fomos ver aquela exposição naquele sítio?"

Percebem o que eu estou a querer dizer? Eu não deixei de gostar de praia; ainda gosto e muito!

Mas passei a gostar também de fazer outras coisas que não envolvam esturricar ao sol.

Pronto, se calhar este ano não vou ter um bronze para mostrar; bronze esse que também nunca me dura muito para ser honesta, mas e então? Se calhar vou ter muitas outras coisas para partilhar, muitas outras boas memórias para recordar e por isso, pela última vez (e esta agora é para a minha querida mãe que ainda não parou de me chatear por eu não ter adiado a tatuagem) eu não me importo se este ano não for muitas vezes à praia.

Há mais para se fazer nas férias do que fugir ali para o sol da Caparica. A malta só tem é de ser curiosa o suficiente para descobrir o quê e fazê-lo; quem sabe não lhe ganhamos gosto!

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