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Something New

porque sempre que se fecha uma porta, abre-se uma janela

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Something New

25
Jul14

Stop


alex

Às vezes dou por mim a travar pensamentos. Não sei se sou só eu, mas num momento estou a ver uma série, alguém diz algo ao qual eu acho imensa piada, rio-me que nem uma louca e depois quando termino, penso: ninguém se iria rir disto, pelo menos não como eu me ri. Ninguém ia achar assim tanta piada... sem ser... E STOP! Corto o pensamento logo ali. Mas ainda assim, sinto aquele calor esquisito no estômago ao saber no que ia pensar. Em quem ia pensar. E depois tento ver o resto da série, mas tenho de fazer o maior esforço do mundo para não deixar que os meus pensamentos me atraiçoem.

Eu tento, várias vezes, explicar tudo isto mais do que uma vez, de mil e uma maneiras diferentes. Mas sinceramente...para quê? Nunca ninguém conseguirá entender. Vão julgar-me e chamar-me louca; pensar que sou burra por ainda amar assim, desta forma, alguém que me magoou. Vão abanar a cabeça e suspirar - um suspiro que diz: "Faz o que quiseres, mas depois não te venhas queixar". Sinto que nada do que eu diga ou faça; que nenhum argumento que eu use, vai fazer ver aos que estão de fora, como as coisas são para quem está por dentro. 

E por isso deixo de tentar. Páro de falar sobre o assunto - travo não só os pensamentos, mas também as palavras. Mas não consigo fugir de nenhum deles. A prova disso é este texto. Vou explodir. Se não falar ou expressar tudo isto, expludo com toda a certeza. E ter pedaços de mim por aí espalhados não deve ser muito agradável! 

No entanto, tenho de me conter. Não posso falar demais ou pensar demais porque senão...senão será tarde de mais. É tudo uma questão de equilíbrio. Não guardar tudo cá dentro, como estou acostumada a fazer, mas também não deitar tudo cá para fora, como o Paulito dizia para nós fazermos. 

Ás vezes dou por mim a travar pensamentos...mas preferia conseguir antes travar os sentimentos.

Ou livrar-me deles de uma vez.

25
Jul14

Momentos eternos


alex

"-Já alguma vez desejas-te que o tempo parasse? Só durante um bocado? Num momento específico? - Deixei de contemplar o céu estrelado para olhar para ele.

-Não. - Ele responde simplesmente, sem nunca olhar para mim.

-Não? Porquê?

-Qual é o objectivo disso? - Sorrio e dou-lhe um empurrão no ombro. Finalmente, ele olha para mim.

-Então...preservar um momento. Ou fazê-lo durar mais tempo. Eternizá-lo.

-Nada é eterno.

-Eu sei.

-Então se sabes... - Ele não termina a frase, porque eu viro-me para ele e fulmino-o com o olhar.

-Não é isso! Nunca desejas-te prolongar um momento em que te tenhas sentido...feliz? Verdadeiramente feliz? Onde tenhas sentido que tudo estava perfeito? Não existia fome, guerra, doenças, dívidas, problemas familiares... Naquele momento em que sentias infinito? Intocável? Cheio de paz e amor dentro de ti? Nunca quiseste parar esse momento para te poderes sentir assim...para sempre?

-Para sempre? Isso é muito tempo. Provavelmente acabava por me cansar. - O seu sorriso matreiro ilumina-lhe o rosto e os nervos afloram-se-me à pele.

-És impossível! - Volto a virar-me de frente para o rio, os braços cruzados sobre o peito e um beicinho que faria inveja a qualquer criança de cinco anos. Ele solta uma gargalhada e isso só serve para me enervar ainda mais. 

-És tão parvinha! - Ele coloca o braço sob os meus ombros e puxa-me para si. Eu faço força contra o seu peito, numa tentativa vã de o afastar, mas como ele é mais forte e mais teimoso do que eu, falho redondamente e acabo por me deixar ficar envolvida pelo seu meio abraço.

-O que eu quis dizer foi... Se vivermos sempre no mesmo momento; se sentirmos para sempre os mesmos sentimentos... a Vida deixa de fazer sentido. A Vida é para ser repleta de momentos felizes e tristes; bons e maus; momentos banais e momentos marcantes; repleta de constante mudança, e é natural haverem momentos menos felizes, menos bons; momentos que não queres eternizar - e precisamos deles, como seres humanos, para aprender, para crescer, para construirmos uma base sólida e termos força para o que ainda está para vir. Mas se pudéssemos realmente parar o tempo nesses tais bons momentos e viver neles para sempre... Nunca teríamos a oportunidade de descobrir se existem outros melhores.

-E se não houver melhor?

-Há sempre mais e há sempre melhor, desde que estejas disposta a descobrir. Às vezes pensamos que nenhum momento pode superar o outro. Mas olha, queres saber um segredo? - Ele faz uma pausa no seu discurso e eu vejo-me obrigada a responder-lhe e abano a cabeça para cima e para baixo.

-Cada momento que eu passo contigo é melhor que o anterior. - Um sorriso muito matreiro surge nos seus lábios quando me vê torcer o nariz.

-Blhac!!! Que grande lamechice! - Ele solta uma outra gargalhada.

-Tu é que és impossível! - Diz com o riso ainda presente na voz.

-Por isso é que estamos bem um para o outro. - Corre uma leve brisa nocturna e eu aconchego-me mais nele, enterrando a cabeça no seu peito.

-Somos os dois impossíveis.

-E por isso é que esta relação é possível.

Sinto o toque dos seus lábios no topo da minha cabeça e um sorriso cresce-me nos lábios."

Queremos sempre eternizar os momentos em que nos sentimos plenamente felizes, porque vivemos em constante receio; medo de não virmos a sentir o mesmo outra vez.

Mas esquecemo-nos de que a vida é feita de momentos . E porque a Vida é feita deles, vai sempre haver mais depois daquele que queremos eternizar. E há-de ser melhor e há-de ser pior.

Mas isso é o que faz da Vida, a Vida.

No entanto, se guardarmos cada momento bom dentro de nós, eles serão sempre eternos, até nós o deixarmos de ser.

Não é preciso parar o tempo.

É preciso saber aproveitá-lo.

24
Jul14

É bom estar de volta!


alex

CHEGUEI! Batam palmas, dancem, gritem, pulem (ou deixem-se estar sentadinhos na cadeira a olhar para o ecrã, a ler isto, a pensar que eu voltei mais maluca do que o que fui - como se isso fosse possível...), façam o que quiserem, mas ficam informados de que eu estou de volta!

Soube muito bem esta semana e meia que passei longe de tudo e todos, mas tenho de admitir que já estava a ficar com comichões e que a minha paciência, nestes últimos dois dias, já estava nos limites. Viver com dois idosos teimosos e que passam a vida a discutir por coisas fúteis e mínimas e com um adolescente chato de dezasseis anos e com uma criança mimada de nove (apesar de com essa, já estar habituada a levar...) dá cabo da paciência da pessoa mais santa, passado uma semana!

Mas foi uma semana e meia bem passada, com muito sol, piscina, diversão e descanso. MAS e as saudades? Vou ser sincera (ou mázinnha, depende da perspectiva) e dizer que nem foi dos meus queridos pais que tive saudades... foi da minha cama. E do meu computador. E das minhas histórias e do meu blog. MEU DEUS, como eu tive saudades deste espaço! Os meus dedos já estão destreinados, apesar de eu lá ter escrito muito ( a caneta, mas não é a mesma coisa!) Mas admito que, do que tive mais saudades, foi mesmo da minha cama! Enquanto estive lá em cima, tive de partilhar a cama com a minha irmã e digamos que passei muitas noites a acordar e a adormecer, a acordar e a adormecer e que tenho umas belas nódoas negras com que me passear! Já dormi com muita gente na vida ( okay, eu percebo que isto soa mal, mas tenho muitos primos e primas e amigos que são como se fossem primos, com os quais dormia quando era miudinha, quando estava de férias, por isso, nada de pensamentos perversos, sim?), mas a minha irmã é um autêntico pesadelo! Mexia-se mais do que quando estava acordada, dava-me pontapés, socos, falava que nem uma tagarela em plena madrugada e eu ali, a rezar aos santinhos para que ela sossegasse para eu poder dormir mais do que duas horas seguidas... valeram-me as sestas que dormia a seguir ao almoço!

Enfim... estou de volta e agora é desfazer as malas e voltar ao mundo real... custa, mas tem de ser porque tudo é que é bom acaba... mas apenas para dar espaço para algo melhor!

Ah como tive saudades disto ... ah! E obrigada pelos três destaques Sapo, sempre muito lisonjeada! E obrigada pelos comentários que aqui foram deixando, mesmo eu estando fora... pronto, agora vou-me pôr a lavar loiça e a arrumar roupa.

23
Jul14

Não sei se gosto...


alex




Do facto de isto ter virado um filme.

Adorei o livro (como já mencionei algures num post que agora não consigo encontrar) mas não sei se vou gostar do filme, até porque a autora ao adaptar a história para cinema, mudou uma parte grande do livro, incluindo o final, que eu achei deveras interessante.

Não sei se sim ou se nim, mas vou fazer questão de ir ao cinema vê-lo!

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