Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Something New

porque sempre que se fecha uma porta, abre-se uma janela

porque sempre que se fecha uma porta, abre-se uma janela

Something New

08
Jun14

Um novo livro

alex

Estes últimos dois dias foram uma correria.

Sexta foi, oficialmente, o último dia de aulas do secundário (para mim). Não me soube a despedida porque ainda não o é. Para a semana devo de lá passar para ir a uma das aulas de apoio aos exames, para esclarecer umas quantas dúvidas que de certeza vão surgir esta semana, quando me agarrar aos livros (até tremo só de pensar) e depois ainda lá vou fazer os exames (ai!).

À noite foi a gala de finalistas, que na minha opinião, correu bem. Diverti-me, tirei fotos, estive com pessoas que me enchem o coração e houve um momento da noite que me causou um arrepio na espinha que à muito já não sentia. Depois do jantar, da valsa, da entrega de diplomas (fui a primeira a subir ao palco: benefícios de me chamar Alexandra), fomos todos para o jardim do recinto, com balões nas mãos. Os balões tinham umas luzes coloridas lá dentro e quando já estávamos todos reunidos no jardim, contámos até três e largámos os balões, enquanto pedíamos que os nossos desejos se realizassem. Foi um momento, ao qual eu chamaria cheesy, e que pôs grande parte das raparigas da turma a chorar. E eu, não incluída nessa percentagem de choronas (porque não é por qualquer coisa que choro) sorria, olhando para o céu.

E foi aí, a contemplar o céu meio negro, meio rosado, brevemente iluminado por um conjunto de cores vibrantes que me apercebi que aquele foi um dos momentos da nossa vida que nunca mais vamos poder viver ou recuperar. Um daqueles momentos únicos e exclusivos na vida de uma pessoa.

Foi aí que me caiu a ficha. A minha vida vai mudar completamente dentro de um mês. Durante o resto da noite, pus esse pensamento e essa sensação para trás de mim e dancei até já não me conseguir aguentar em cima dos saltos (mas nunca os tirei!). Eram quatro e meia da manhã quando me foram buscar e viemos todos embora, deixando para trás uma noite que todos nós (excluindo aqueles que beberam o seu peso em sangria/cerveja) se vão certamente lembrar daqui a uns anos.

E foi quando pousei a cabeça na almofada, já eram cinco e picos da madrugada, que aquele pensamento e aquela sensação voltaram e, durante uns segundos, não consegui respirar. O medo e os nervos apoderaram-se de mim ao aperceber-me de que não posso continuar a adiar nada. Não posso continuar a pensar: "Ah, penso nisso depois quando chegar a altura". A altura chegou. A altura de estudar para uma disciplina que não tenho à três anos para ver se consigo, pelo menos, mais de 95 pontos no exame. A altura de estudar para dois exames que, para mim, só vão servir para a média, visto que não vou precisar deles (ou de nenhum outro) para ingressar na faculdade.

A altura em que começo a pensar que já tenho 18 anos, já não vou frequentar o secundário (estou confiante que consigo passar no exame de francês), já não vou ser estudante. Não vou ver as pessoas que vejo todos os dias, não vou ter a rotina da qual já estava farta, mas que de certa forma, era minha. Não vou passar intervalos no bar da escola a rir e a conversar com os meus amigos de há tantos anos.

Muito provavelmente não vou ver a grande maioria deles. 

Daqui a um mês a minha vida vai mudar completamente.

E apesar de ter andado a desejar que esse dia chegasse, durante este 12º ano todo, agora que está tão perto que posso já senti-lo, não sei se estou preparada.

Aliás, tenho a certeza de que não estou. Mas, sendo como sou, vou erguer a cabeça, respirar e fundo e enfrentar o touro pelos cornos.

Porque a Vida é mesmo assim, feita de mudanças, transições que nos fazem perder noites de sono, que nos fazem sentir medo e receio como nenhuma outra coisa consegue.

A Vida é assim, assustadora, mas há que ter fé que no fim, vai tudo correr bem. E se há coisa que este ano aprendi, foi a ter fé. Não em Deus, mas em algo maior, talvez digamos, no Universo e em como tudo acontece por uma razão. Aprendi também a ter mais fé em mim e por isso digo que, daqui a um mês, o secundário vai mesmo ser, não um capítulo encerrado, mas como disse a minha cara metade no vídeo que fez para a gala, um livro fechado.

Só espero que o novo livro me traga tudo aquilo a que tenho direito: coisas boas, más, momentos bons e outros não tanto. Personagens maravilhosas e uma história que valha a pena ser escrita e contada.

Um daqueles livros que não queremos que acabe. Como este que estou prestes a acabar. Mas melhor.

Muito melhor.

04
Jun14

Curto e bom!

alex

Existe um grande problema nesta nossa sociedade: mulheres só com cabelos longos e comprimidos. Só elas é que são sexy's, só elas é que são bonitas, só elas é que são o centro das atenções, só elas é que podem fazer aquele movimento sexy com os seus longos cabelos, que eu tentava fazer quando o tinha comprido e acabava era a comer cabelos. Enfim...  as mulheres com cabelo curto são as ovelhas negras da família, digamos assim.

É verdade que agora até anda aí uma moda de cortes de cabelo pixie ou bob's e coisas que tais. Mas são poucas as mulheres que realmente o fazem e tão poucos os homens que realmente gostam de os ver nas mulheres...

Mas eu percebo este fascinio com cabelos compridos; eu próprio o tinha. Ainda não há muito tempo, se calhar para aí à um ano, eu só queria era que o meu cabelo crescesse e raios que ele não crescia mais, ou assim me parecia. Depois, já não me lembro bem como ou porquê, decidi cortá-lo. Foi assim daquelas minhas decisões impulsivas, as quais tomo sem tentar ponderar muito sobre elas, visto que essa acção me causa comichão e nervos à flor da pele. Então lá cortei. A primeira vez gostei, a segunda não tanto, a terceira adorei e hoje estou careca.

Não, estou a brincar, careca não estou, mas desta vez cortei-o bem mais curto do que alguma vez já o tive (sem contar com aquela minha maravilhosa fase em que decidi, no 7º ano e persuadida pela senhora dona minha mãe, cortá-lo estilo bob. Grande erro. )

Não sei se desta vez também não me estiquei um bocado (ah, perceberam? Eu estiquei-me mas o cabelo encolheu) e não fiz asneira. Ou melhor, se não deixei a cabeleireira fazer asneira. A prova de fogo é amanhã. Mas de qualquer das formas, tão depressa não volto a ter o cabelo pela cintura.

Gosto dele assim, pequeno, prático, leve. Basta pôr-lhe uma espuma ou um creme de pentear e fico com aquele estilo messy e encaracolado e então agora para o Verão, a melhor coisa que há é ter o cabelo curto.

Com o passar do tempo, estou cada vez mais com vontade de me afastar da minha imagem de adolescente de secundário. Com o passar do tempo, quero cada vez mais tornar-me na pessoa que realmente sou por dentro e mostrá-lo por fora: uma pessoa prática, descomprimida, que não tem medo de correr riscos e cortar o cabelo pelas orelhas.

Quero lá saber se os rapazes não gostam ou me passam a achar mais feia. Quero lá saber que as pessoas, na sua maioria, pensem que sou maluca. Eu sou maluca. Uma maluca de cabelo curto. 

Eu não consigo entender de onde vem todo este alarido com as mulheres e os cabelos compridos/curtos. Eu acho que o mais importante é a pessoa sentir-se bem consigo mesma e não fazer nada (e agora abrangendo outras coisas para além do cabelo) só porque os outros gostam mais assim ou mais assado. O que interessa, ao fim do dia, é o que nós gostamos, o que nós queremos, o que nós decidimos e como nos sentimos com essas decisões e com os seus resultados.

O resto é tudo barulho de fundo.

E fiquem sabendo que, uma mulher de cabelo curto consegue ser tão ou mais sexy e bonita do que uma mulher com o cabelo até ao rabo.

Tenho dito.

03
Jun14

O prometido é devido: RIR

alex

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Assim que chegámos, fiz questão de ir andar no Slide. É um facto que eu e as filas não somos as melhores das amigas, mas queria tanto experimentar o slide, que assim que arranjei duas malucas para virem comigo, fui e até não tivemos de esperar muito. Já tinha feito slide anteriormente, mas este estava a uma altura superior e eu adorei cada segundo que passou a voar.
Os concertos também passaram a voar e tenho várias fotos, mas ou estão desfocadas ou estão muito longe e não se percebem bem por causa também da claridade...enfim, não sou a melhor das fotógrafas, digamos antes assim. Por isso deixo aqui apenas estas, excluindo sem intenção a Lorde, porque não consegui tirar nenhuma foto de jeito dela, visto que durante o concerto dela esteve à minha frente um amigo meu que é muito alto e robusto...

O que posso eu dizer sobre este dia? Foi óptimo, deu para estar com a malta toda, para rir, para cantar, para pular, para ser esmagada e empurrada, para quase ter um ataque de pânico no meio daquela gente toda (eu sou maluca, sim, sofro de ansiedade e vou pôr-me lá mesmo no meio da confusão, mas eu gosto é de estar lá à frente). Tirando esta última parte, que também não foi nada de especial e que só aconteceu porque a a malta fã dos Arcade Fire é toda maluca ( na segunda música que eles tocaram começaram a empurrar e a tentar fazer moches. Pois, não isso comigo não funciona, furei logo aquela multidão e sai dali o mais depressa que pude), tenho a dizer que me diverti para caraças! Aproveitei o concerto dos Arcade Fire mais de longe, mas soube-me ao mesmo!

Foi um dia em cheio e que eu adorava poder repetir mais vezes...pena é os festivais serem caros como os olhos da cara ( e por acaso para este, só dei 20 euros).

Queria ir ao Alive, mas já tirei o cavalinho da chuva. É as despesas da gala, é a feira do livro, é a tatuagem... o dinheiro não estica. Por isso, este ano, contento-me bem só com o facto de ter ido ao RIR no dia 31, porque foi um dia espectacular!

Daqui a dois anos há mais. 

01
Jun14

O cansaço apanhou-me

alex

Quando me recuperar da noite ontem, faço um post todo bonito com direito a fotos e tudo.

Mas hoje foi dia de acordar ao 12.00h (algo que só me acontece talvez duas vezes por ano), continuar na cama, levantar-me para almoçar, sentar-me na cama a ver um filme e passado um bocado estar a dormir outra vez.

Acho que não foi só de ontem sabem? Este cansaço, que se tem vindo a acumular já faz agora umas semanas, finalmente levou a melhor de mim e pelas minhas contas, só hoje já dormi umas doze horas, mais do que devo ter dormido esta semana toda. É muito stress, e principalmente ansiedade por não conseguir evitar pensar constantemente nos tempos que se avizinham.

Acho que nunca tive tanto medo de algo na minha vida.

Mas tudo vai correr bem... é preciso é continuar a acreditar que assim será e eventualmente, assim será.

 

Pág. 4/4

Mais sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2018
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2017
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2016
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2015
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2014
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2013
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2012
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D