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Something New

porque sempre que se fecha uma porta, abre-se uma janela

porque sempre que se fecha uma porta, abre-se uma janela

Something New

29
Abr14

Esta não dá para evitar


alex

A malta sabe quais são as suas prioridades. Os testes, os trabalhos, visitar faculdades e depois os exames. Mas é inevitável não perdermos tempo (mais as raparigas que os rapazes) a navegar pela internet na busca d'O Vestido. É inevitável, principalmente para quem esteja na Comissão da Gala (eu) não perder tempo a fazer bolos, a ir a reuniões, a fazer terérés (ainda tenho de aprender a fazê-los) tudo para se conseguir o dinheiro que é preciso.

É inevitável, acima de tudo, pensar que daqui a pouco mais de dois meses, as nossas vidas mudarão para sempre. Uns vão entrar para a faculdade, outros vão tentar ir trabalhar porque não têm a sorte de ter pais ou avós que possam pagar-lhes a faculdade ou porque simplesmente têm um plano diferente (como eu por exemplo). É cada vez mais assustador pensar em como tudo aquilo que sempre conhecemos vai deixar de existir.

A nossa rotina diária vai mudar para sempre. Já não vamos poder levantar o rabo da cama só meia hora antes do autocarro que chega à escola em quinze minutos (não é este o meu caso, mas é para a maioria dos meus colegas). Já não vamos sentir aquela sensação de familiaridade de cada vez que entrarmos naquele edifício, com aquelas pessoas, que por muito boas ou más que sejam, estão lá e criam todo o ambiente a que estamos habituados. Vai ser estranho não ver ou falar com as pessoas a quem eu hoje chamo de amigos todos os dias. Vai ser estranho quando esses amigos (a maior parte deles) deixar de o ser. Porque quer se queira ou não, é assim que as coisas acontecem. A vida muda, as pessoas seguem caminhos muito diferentes e na maior parte dos casos, perde-se o contacto e como tal, a amizade. 

Mas nem é isso. É mais aquela sensação de nos sentirmos em casa sem estarmos em casa. Não é que aquela escola me tenha trazido algo de maravilhosamente bom à minha vida ou que tenha vivido momentos inesquecíveis lá. Não, não é esse o caso. Mas foi durante os oito anos em que estudei nesta cidade, cinco numa escola básica "no norte" e agora três na escola secundária "no sul", que construí a pessoa que hoje sou. Que conheci pessoas fantásticas e pessoas horríveis. Que chorei, que desesperei, que ri, que fiz coisas que jurei nunca fazer. Que vivi. Foi aqui que vivi a minha vida toda, neste ambiente de escola, de amigos de escola, tudo de escola.

E a escola vai acabar daqui a pouco mais de dois meses. A escola que vem a seguir é muito diferente. Em nada se compara, seja na faculdade ou a trabalhar. Porque a escola continua sempre, pelo menos para mim, visto que a Vida é a minha escola.

Mas é um tipo de escola diferente. Uma escola mais real, menos segura. Já não vamos ter a nossa rede de segurança, já não vamos viver no nosso ninho. Vamos ser jovens adultos a começar as suas vidas, seja de que maneira for. Independentemente das nossas escolhas, de ingressarmos na faculdade ou de irmos trabalhar ou até de não fazermos nada e tirar um tempo só para nós...independentemente disso, a Vida como nós a conhecemos vai mudar para sempre.

E tudo o que fica é um passado que daqui a uns bons anos nos vai custar a relembrar. Pelo menos para mim, que vivo muito no presente, sonho muito com o futuro e tento evitar o passado ao máximo. É certo que, sem eu me aperceber, ainda hoje carrego os seus fantasmas; os meus. 

Mas há coisas que valem a pena serem recordadas e apesar de, e agora falando mais destes últimos 3 anos, ter feito muita coisa errada e ter batido muita vez com a cabeça, eu cresci tanto... e mudei tanto e tornei-me numa pessoa que hoje não tenho vergonha de admitir que sou. Sou esta pessoa e talvez amanhã seja diferente, mas estes últimos 3 anos deram-me muita coisa. Deram-me coisas más, mas eu quero recordar apenas as boas. Os amigos que hoje mantenho bem perto de mim, os episódios mais divertidos e marcantes... Mas sem nunca esquecer os erros que me trouxeram todas essas boas coisas. Sem nunca me esquecer que foi durante os 3 anos de secundário que me tornei no ser humano que hoje sou.

É assustador. Mas ao mesmo tempo excitante. É sempre bom quando viramos a página do livro, mas é muito melhor quando compramos um novo e podemos começar uma história completamente nova.

Quem sabe quais as aventuras, peripécias e personagens que esta nossa nova história nos trará... 

27
Abr14

Coisas que me intrigam


alex

Intriga-me o poder que o tempo tem sobre nós. E não estou a referir-me ao tempo em horas, minutos, segundos, mas sim ao tempo - se está sol, nublado, frio ou calor. Intriga-me o facto de um dia de sol esplendoroso influenciar tanta o nosso dia. Influencia o nosso estado de espírito, a nossa forma de ver o mundo, a forma como agimos e interagimos com as pessoas. Se está um dia cinzento, igualmente esse factor influencia o nosso dia e a nós, como pessoas.

Fascina-me e intriga-me. Um dia bonito como o de hoje (pelo menos até agora) dá vontade de sair da cama, de passear, de vestir uma t-shirt, umas calças de ganga, uns ténis leves e sair com a família ou com os amigos. Aquece-nos o coração, aconchega-nos a alma e torna-nos mais alegres, mais receptivos, mais comunicativos. Temos mais vontade de estar com as pessoas, somos mais simpáticos, sorrimos mais, cantamos e dançamos mais.

O Sol não ilumina só o dia, ilumina-nos a nós. Mas pode ter o efeito oposto. Muito Sol pode deixar-nos rabugentos, fartos, ensonados. Muito Sol ou muito calor pode deixar-nos irritados porque não se consegue estar bem em lado nenhum sem ser na praia e nós não podemos ir à praia. Ficamos moles, o nosso corpo absorve aquele calor em demasia e o mesmo deixa-nos ensonados, com vontade de fazer tudo menos levantar da cama.

Intriga-me.

Por sua vez, se acordamos com um dia cinzento e nublado, não temos vontade nenhuma de levantar o rabo da cama. Se não vemos o Sol a tentar espreitar por entre as fissuras das nossas persianas, perdemos logo aquele ânimo matinal, aquela alegria de estarmos vivos e de podermos acordar para mais um dia. Se depois começa a chover, aí a coisa piora. Vestimos sobretudos, andamos de chapéu, mas a chuva arranja sempre maneira de nos molhar e encharcar, nem que seja só os pés. Chegamos à escola ou ao trabalho todos molhados, as mulheres com os cabelos desgrenhados, os homens com as gravatas todas tortas. Cinco peças de roupa não são o suficiente para nos aquecer naqueles dias escuros e frios e por isso, a única coisa que temos em mente, é voltar para casa e vestir o nosso pijama quentinho para podermos estar no conforto da nossa casa. Mas há quem goste do frio, há quem goste da chuva. Há pessoas cuja nuvem negra é o seu Sol, cuja chuva é o seu calor, o que lhe aquece a alma e o coração.

Intriga-me. 

A Mãe Natureza tem um poder imenso sobre nós, seres humanos. Sobre a forma como agimos, como nos sentimos, como somos e estamos na Vida. De vez em quando ponho-me a pensar nestas coisas... Eu acredito em muito pouca coisa na qual não possa tocar ou ver com estes meus quatro olhos. Digamos que, se não fosse pela matemática, química, biologia e etc, eu daria uma boa cientista. No entanto, nisto eu acredito.

Na força da Mãe Natureza e no poder que esta exerce sobre nós. Vejo-o todos os dias, sinto-o todos os dias.

Intriga-me e fascina-me esta Mãe Natureza.

 

🌝mo

 

Do you listen? 🌍🎶

25
Abr14

Dia dos Cravos


alex

Dia dos Cravos, dia da Nação

25 de Abril, dia de Comemoração

Comemorar aquilo que nos foi roubado

Festejar porque foi recuperado

 

Recuperou-se a liberdade de expressão

Liberdade para ser, existir, estar

Liberdade para ler, falar e sonhar

Livres para viver, para lutar

 

40 anos se passaram

E a luta continua

A luta por um país melhor

Um povo que saí à rua

 

De braços no ar

E voz ao vento

Continuamos a gritar

Continuamos a lutar

 

Tiram-nos tudo

Tudo menos o que é preciso

A voz para gritar ao mundo

"Estou farta disto!"

 

40 anos se passaram

Muita coisa mudou

Mas ainda há muito a mudar

O país ainda não se endireitou

 

A luta ainda não está ganha

Mas o povo faz a força

Temos de prevalecer

Para daqui a 40 anos podermos dizer

 

"Portugal, um país de lutadores

Portugal, um país de vencedores!"

 

Eu não sou poeta nem nada que se pareça. Mas há bocado, estava eu a lavar os dentes, e este poema começa a construir-se na minha cabeça. Não sei como, mas saiu-me isto e decidi partilhá-lo com vocês, neste dia especial para todos nós. No entanto, acho que é importante não esquecer, como escrevi no poema, que a luta ainda não está ganha. Ainda há muito para conquistar.

Não se esqueçam disso. Não se esqueçam que este país tem ainda muitas falhas e que a conquista da liberdade, seja ela em que forma for, não é o suficiente. Porque podemos ter liberdade graças ao 25 de Abril de 1974, mas falta-nos o mais importante: falta-nos pessoas que saibam honrar esse dia, pessoas que saibam honrar o esforço e a luta dos que fizeram o 25 de Abril.

É óbvio, acho que para a maioria de nós, que quem está no poder hoje não consegue fazer isso. E por isso, temos de prevalecer, de continuar a lutar. 

Porque esta luta ainda não está ganha, ainda não está acabada.

23
Abr14

O mundo gira (mesmo sem nós)


alex

Uma dor no peito. Uma lágrima derramada. Um suspiro solto. Um coração com defeito. Marcas do passado que carregamos connosco. Fantasmas que não encontram paz, e por isso, também não nos deixam encontrá-la.

Um mundo a preto e branco onde as pessoas vão perdendo cor.

O sofrimento de um ser humano incapaz de viver com tanta dor.

Uma vida a menos.

E o mundo continua a girar.

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