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Something New

porque sempre que se fecha uma porta, abre-se uma janela

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30
Mar14

Há coisas que me ultrapassam #9


alex

Se há coisa que odeio em mim é a minha falta de orgulho próprio. Sou das pessoas menos orgulhosas que conheço. E isso enerva-me, porque às vezes, um pouco de orgulho fazia-me bem. E a outras pessoas também.

Sou sempre eu que dou o braço a torcer. Sou sempre eu que peço desculpa, mesmo quando acho que não fiz nada de errado. Sou sempre eu que rastejo atrás das pessoas, implorando-lhes para que me perdoem. Sou fraca no que toca às pessoas que amo.

Eu sou muito paleio e pouca acção. Digo que desta vez vai ser diferente, que não vou dizer nada, que vou ficar no meu canto e esperar que a pessoa venha falar comigo. E a pessoa não vem. E por isso vou eu falar com ela.

Ora, o facto de a pessoa não se designar a vir falar comigo deveria dar-me, logo à partida, a indicação de que ela não se importa o suficiente, e que por isso, não merece que eu me dê ao trabalho de ir falar com ela. Mas não. Eu sou assim. Sem um pingo de orgulho em mim. E acabo sempre por ir falar com a pessoa, mesmo que esteja a arder por dentro, mesmo que o facto de não ter sido ela a vir falar comigo me esteja a corroer. Eu faço-o porque eu amo. E quando amo sou fraca.

O amor fortalece quem sabe amar. Eu não sei amar. Porque amar também é saber virar costas, saber dizer adeus, saber quando desistir.

E eu não sei. Não consigo. Não consigo virar costas, não consigo desistir dos que amo, mesmo que eles me magoem com as suas acções. Não consigo.

E odeio isso. Não sei como mudar isso. 

Quando amo sou fraca. Corro atrás de quem nunca corre por mim. Não tenho orgulho e por isso vou sempre atrás das pessoas, mesmo quando são elas a errar. Vou porque para mim, é pior perder quem eu amo do que ficar agarrada ao meu orgulho (inexistente).

Faço-o porque o orgulho para mim é um sentimento egoísta. E eu gosto de pensar que, se há coisa que não sou, é egoísta.

Há coisas que me ultrapassam. A minha falta de orgulho é uma delas. Mas talvez, quem sabe talvez, isto esteja prestes a mudar.

Porque eu sou uma pessoa. Eu tenho sentimentos. E canso-me. Acima de tudo, canso-me porque já há muita coisa pela qual tenho de lutar sozinha nesta vida. Não me vou sujeitar a lutar sozinha para sempre.

 

29
Mar14

Tu és...


alex

Uma vez disse-te que não sou boa com palavras. Riste-te. Mas eu não. Não te menti, não estava a brincar, não estava a dizer nenhuma piada. 

Eu não sou boa com palavras. Pelos menos não a dizê-las. A escrevê-las... é diferente. Dizer e escrever são duas coisas que, para mim, são completamente diferentes. Não sou boa a dizer como me sinto. O que penso, o que sinto...são tudo coisas que não consigo pôr em palavras ou frases com sentido. A escrita é a minha língua, e por isso escrevo tanto. Também falo muito, mas raramente sobre os meus sentimentos, problemas ou pensamentos mais profundos.

Escrever é a minha forma de dizer tudo o que tenha para dizer, mesmo que a pessoa a quem dirijo as minhas palavras não as veja. E por isso te escrevo hoje, mais uma vez.

Sinto que não te disse tudo o que devia ter dito. Talvez tenha sido por isso que arranjas-te quem o fizesse. A verdade é que ainda hoje, quando pouso a cabeça na almofada, me questiono vezes sem conta: "Onde foi que eu errei?". Recentemente encontrei resposta para a minha questão. Onde erro sempre. Na falta de jeito para dizer às pessoas o que elas significam para mim.

Tu és a pessoa que me conhece há tanto tempo quanto os meus pais. És a pessoa que sempre me fez corar, só de surgires nos meus pensamentos. És a pessoa que faz o meu coração doer, tanto de te amar como de te tentar odiar. És a pessoa com quem eu cantava músicas do Tony Carreira a plenos pulmões, com os vidros do carro descidos e o vento a sacudir-me os cabelos.

És a única pessoa que via filmes de terror comigo, apenas porque são os meus favoritos, mesmo que tu os odeies. És a pessoa com quem eu tinha discussões sobre com quem é que a Elena devia ficar, se com o Stefan ou com o Damon (Team Damon claro!). És a pessoa a quem eu dava na cabeça porque, ao contrário de mim, odeias ler tudo o que não seja A Bola ou o Correio da Manhã. És a pessoa para quem eu fiz, inúmeras vezes, pipocas salgadas embora eu só goste das doces. És a pessoa que me ofereceu uma das prendas mais bonitas que tenho aqui em casa. És a pessoa que, com um simples olhar, sabias o que eu estava a pensar. Com um simples toque, fazias todo o mal desaparecer.

És a pessoa que me ouvia, que me aconselhava, que me suportava, que me deixava ser Eu, com toda a essência da palavra, que me entendia mesmo sem eu ter de dizer nada. És a pessoa que eu sempre sonhei ter ao meu lado.

Fazias-me rir, fazes-me chorar, deste-me a conhecer um mundo que eu desconhecia. E o pior disto tudo é que nunca vais desaparecer da minha vida.

Vais continuar aqui. Vamos continuar a ir aos mesmos jantares de aniversário, vamos continuar a ir aos mesmos longos almoços quando o Benfica ou a Selecção jogarem, vamos continuar a ir à praia juntos, vou continuar a ajudar a tua irmã com o Inglês, vou continuar a ser como uma irmã para ela, vou, acima de tudo, continuar aqui, a amar-te eternamente, porque tu és A Pessoa.

És a minha Pessoa. E isso nunca vai mudar.

28
Mar14

Perdas de tempo


alex

As pessoas perdem o interesse. As que o tinham. As que nunca o tiveram, nunca chegam a adquiri-lo. Eu senti-me mal, admito aqui em confidência, hoje na aula de psicologia, quando um colega meu começou a chorar depois de ter feito uma espécie de discurso.

Tínhamos uns trabalhos para apresentar, coisa simples, e ninguém tinha feito nada. E depois as aulas de psicologia são sempre a mesma coisa. O professor é cego e isso é quase como um sinónimo de "façam o que querem" para aquela gente. Esse meu colega disse, muito basicamente, aquilo que todos nós já sabemos: que ninguém quer saber daquilo para nada. Que ninguém tem iniciativa, que ninguém dá importância a coisas que deviam importar... E eu senti-me mal depois, porque o rapaz é daqueles grandes, estilo matulão, e vê-lo chorar ... fez-me sentir mal.

Mas a realidade é só uma: mais de metade daquelas pessoas naquela sala estava-se a cagar. E desculpem a minha expressão, mas não há uma muito melhor que descreva aquilo que quero transmitir. Ninguém quer saber.

Porque os que queriam estão cansados. E os que nunca quiseram, não é agora que vão começar a querer. É triste, é mau, é. Mas é esta a nossa realidade. E depois dizem-me: "Ah, mas se tocar uma ou duas pessoas já é bom! Se uma ou duas pessoas ouvirem já é bom!"

Não é suficiente, acreditem. Não neste caso. Porque as pessoas que interessava ouvirem o que esse meu colega disse, não querem saber.

Tão simples como isto.

Eu acredito que há muito boa gente nesta nossa geração. Mas também há muita causa perdida. E é isso que me assusta. Olhar para aquelas pessoas e não conseguir vê-las como o futuro do nosso país. Pelo menos um bom ou melhor do que este presente que vivemos. É triste. Ninguém quer saber. Só querem saber do cigarro que precisam de ir fumar, do pão que precisam de acabar de comer, de andarem em pé no meio da sala a fazer sei lá eu o quê.

Ás vezes questiono seriamente se vivo rodeada de pessoas a caminhar para a fase adulta das suas vidas ou a retroceder para a fase em que eram bebés de colo. Eu não digo isto de consciência leve, porque eu também sou capaz de me distrair um bocado nestas aulas ou de falar.

Mas há o falar e depois há o andar em pé, o fazer cócegas, o jogar às cartas, o sair a meio da aula para ir comer ou fumar. Isso é diferente.

E esse meu colega falou de coração e falou bem, é certo. Mas que importa? Eles estão agora todos no café a fumarem os seus cigarrinhos, a falarem sobre sabe lá Deus o quê, enquanto eu estou para aqui a escrever este texto.

Eu tenho iniciativa. Eu importo-me. Para aquilo que quero e preciso para o meu futuro. Eu nem sempre sou a melhor aluna ou pessoa dentro daquela sala de aula, mas eu ainda tento. Eu ainda tento. Eu ainda me importo.

Mas uma pessoa cansa-se. E eu, ao longo dos anos, já aprendi várias lições. Uma delas foi que há lutas que valem a pena serem travadas.

Outras...são apenas uma perda de tempo.

27
Mar14

O que é que eu perdi?


alex

Não, não cuspi um pulmão e fui desta para melhor...queriam!

Ora bem, vamos lá ver o que eu perdi nestes três dias em que me ausentei devido a ranhoca excessiva, tosse compulsiva e dores de cabeça pertinentes... A Beyoncé anda por cá. A malta anda a pôr fotos e a falar disso em todo o lado.

JÁ PERCEBEMOS QUE A QUEEN ESTÁ CÁ, AGORA JÁ CHEGA SIM?

A Primavera enganou-nos bem enganados e temos chuva, frio e vento para durar durante mais uma semana (pelo menos).

Fui à Futurália e fiz rádio... mais ou menos...li uma notícia, gravaram-me a ler a noticia e depois ouvi-me. Pelo feedback que recebi, tenho jeito para a coisa... já me queriam "contratar" e tudo. TENHO FUTURO HUHU!

Acabei os testes para este período e pronto, é isto.

Ainda não estou a 100%, mas já tenho alguns textos a cozinhar. Nos próximos dias ponho-os no prato, prontos a serem servidos!

 

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