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Something New

porque sempre que se fecha uma porta, abre-se uma janela

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Something New

27
Fev14

Aprendo melhor assim


alex

O meu grupo escolheu como tema de trabalho de Sociologia o voluntariado. Decidimos fazer, em vez de inquéritos que é o que todos os outros grupos estão a fazer, uma espécie de documentário. Mandámos emails para várias instituições e ficámos admirados quando muitas nos responderam de forma positiva. Amanhã vamos ao IPO.

É isto que eu gosto. Não me metam sentada numa cadeira durante 90 minutos a ouvir uma professora a falar-me da família ou da cultura. Dêem-me um tema que eu gosto e pelo qual me interesse e digam-me para fazer algo com isso. 

Isto para mim é que é aprender. Sair, fazer coisas, entrevistar pessoas sobre assuntos que me interessam... Isto sim dá gozo fazer.

 

25
Fev14

Não me gramam!


alex

Estou a pensar seriamente em virar Amish. Não consigo trabalhar com este computador. Estas novas tecnologias dão cabo de mim. Se eu não parar por aqui durante um ou dois dias, ou talvez mais (façam figas para que tal não aconteça!) não se admirem. É que eu não consigo escrever um texto completo, que o computador desliga-se. Sozinho, sem ninguém lhe fazer nada. Já pesquisei por vírus e nada. Eu não sei o que se passa. Mas só durante a tarde de hoje esta engenhoca deve ter-se ido abaixo umas 20 vezes. Isto não é nada animador.

Por isso perdoem-me já em avanço se eu não conseguir vir aqui falar-vos. É que o Magalhães da minha irmã também não está em muito melhor estado, tendo em conta que aquilo é mais lento que uma tartaruga alentejana (piada de mau gosto, eu sei).

Enquanto escrevia isto à velocidade da luz, com medo que esta porcaria se fosse abaixo, apercebi-me de que eu devo mesmo ter sido Amish numa outra vida. 

Eu não tenho sorte ao amor, nem ao jogo, mas nem com as tecnologias!? Eu vivo bem solteira e pobre, agora sem um computador minimamente funcionável? Isso nunca!

 

(Estou a brincar obviamente, eu posso viver sem ele, não posso é ficar muito tempo sem vir aqui escrever. Começa-me a dar comichões.)

23
Fev14

18 é só um número


alex

Se há algo que aprendi nestes últimos tempos, foi que os números não importam. Para nada. O que me interessa a mim ter 17 anos quando carrego aos ombros responsabilidades de uma pessoa com 30 ou 40? De que me vale ter 10 amigos se nenhum deles se preocupa genuinamente comigo? Que me importa a mim que a pessoa por quem me apaixono tenho mais 6 anos do que eu? Do que é que me vale ter 50 ou 1000 seguidores no twitter?

Qual é a felicidade que me é proporcionada se deixar que a minha vida seja condicionada por números? Eu nem gosto deles, nunca me dei bem com eles. Um número não passa disso, um número.

Porque é que acham que as coisas mais valiosas que temos na Vida, não são possíveis de quantificar? Vocês não atribuem um número ao Amor, à Felicidade, à Alegria, ao Esforço, à Ambição, à Satisfação, à Amizade, à Família e por aí fora. E porquê? 

Porque as coisas que nos fazem bem, que nos dão vigor, que nos proporcionam felicidade não são medidas, não podem nunca ser condicionadas pelos números.

Isto vem a propósito de um número em especial, ao qual muitas pessoas atribuem uma grande importância: o número 18.

Chegada a altura de celebrarmos o nosso décimo oitavo ano de existência, chega também a importância que se atribui a esse número. Os 18 anos são um marco na vida de todos nós. Ou pelo menos assim somos ensinados. Mas porquê, pergunto-me eu? Porquê os 18 e não antes os 17, ou os 20, ou os 24? Porquê os 18?

Sim, é verdade que com 18 anos somos oficialmente e legalmente, adultos. Mas não vejo o porquê de termos de fazer TUDO o que há para fazer durante a nossa vida adulta, logo assim que fazemos 18 anos. Ou enquanto temos os 18 anos.

E se eu não tirar a carta com 18 anos? Morre alguém por causa disso? E se eu não for para a faculdade com 18 anos, alguém fica ofendido? E se eu não quiser viver a minha vida consoante aquilo que os outros pensam ou acham que a Vida deve ser, apenas porque já tenho 18 anos?

Vou presa por isso? É certo que já terei idade para tal, mas que eu saiba, a liberdade de escolha ainda não é um crime, desde que as escolhas que eu faça não magoem nem prejudiquem a humanidade.

Pergunto-me então, porque devo eu fazer tudo consoante o estabelecido pelo correctamente certo quando um ser humano faz 18 anos?

Tenho mais responsabilidades. A minha vida muda para sempre, porque fecha-se um capítulo que durou 12 anos.

Peço desculpa mas não é o número 18 que me traz mais responsabilidades. Muito antes disso, sempre tive carradas delas, muitas delas as quais nem devia ter segundo aquilo que a sociedade diz e considera que é o normal. 

Somos levados a fazer coisas, a sentir coisas, a agir de uma certa maneira. Pressionados a tomar decisões, empurrados para caminhos que nós sabemos não serem os certos para nós. Dizem-nos que temos de tirar a carta, ir para a faculdade, fazer isto ou aquilo.

Tudo porque na cabeça da maioria, os 18 anos mudam tudo.

Flash News: na maioria, os 18 não passam daquilo que são. Só mais um número.

Por isso não nos digam como agir, como falar, o que fazer ou como ser, apenas porque fazemos 18 anos. Hoje tenho 17 e sou como sou. Amanhã tenho 18 e vou continuar a sê-lo. As mudanças não se fazem de um dia para o outro. As decisões, as importantes, essas não se tomam de um dia para o outro. Uma pessoa pode ter 40 anos e ser muito mais nova, a nível psicológico, do que uma pessoa de 18.

Números são números. Não são vontades, não são feitos, não são marcos. Não são os números que nos marcam. São as coisas que fazemos ao longo da Vida e das quais nos orgulhamos. Uma pessoa com 18 anos vai tirar a carta. Muito bem, que bom para ela. Foi uma escolha dessa pessoa. Mas lá porque essa pessoa fez assim, isso não significa que eu faça igual. Se eu tirar a carta aos 25, aos 40, aos 60, esse marco da minha vida vai ser tão importante nessa altura como seria se eu tivesse 18 anos.

Os números não contam NADA para mim. Por isso baixo o volume das vozes que me dizem que devo fazer isto ou aquilo porque em breve terei 18 anos. Ignoro-os porque eu não preciso de fazer tudo conforme os outros fazem. Gosto de caminhar ao meu próprio ritmo. Se levar mais tempo que os outros a ter ou a fazer algo, que assim seja.

Mas quando o fizer, tenha a idade que tiver, garanto-vos que vai ser tão importante como se o tivesse feito aos 18.

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