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Something New

porque sempre que se fecha uma porta, abre-se uma janela

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Something New

31
Jan14

Que nojo


alex

Enerva-me. Profundamente. Enerva-me haver pessoas tão egocêntricas. Tão mesquinhas. Tão empertigadas. Fogo, não posso com gente assim. Pessoas que se acham mais que os outros, que só porque vivem melhor que muitos, acham que têm o direito de dizer que "nós somos uns conformados e não trabalhamos". Mas o que é isto pá? Uma menina que nunca teve de mexer um dedo na vida para fazer seja o que for, vem me dizer uma coisa destas?! Uma pessoa que sempre teve tudo, que bastava estalar os dedos e tinha, vem me dizer, a mim que faço tudo o que posso e não posso para ter o pouco que tenho, que as pessoas estão conformadas e não trabalham?

Pessoas essas que trabalham HORAS E HORAS por dia a serem mal pagas, enquanto outros não fazem NADA e vivem como reis?

Isto revolta-me. Mas acima de tudo mete-me nojo. Pessoas assim metem-me nojo. 

30
Jan14

Escolhas


alex

Amanhã tenho teste de português mas estou para aqui a puxar cabelos porque acabei de saber que os Bastille vêm ao Optimus Alive no dia 12 de Julho. Eu já me tinha decidido pelo dia 10, o dia em que vão três das minhas bandas favoritas: os Arctic Monkeys, os Imagine Dragon e os The 1975.

E agora? Estão a ver o meu dilema? Isto é muito grave. Eu não consigo fazer esta escolha. 

É nestas alturas que o meu coração chora mais. Pela música. Pelas bandas. Pelos meus amores e por quais escolher. Já estou como o outro:

Eu tenho dois amores, mas não tenho a certeza de qual gosto mais! Dia 10 ou dia 12?

Ai, escolhas difíceis da vida...

30
Jan14

A letra M


alex

M de Mãe. M de Maria. M de Maior. M de Melhor.

És a Melhor Mãe que alguém poderia ter. Mas és Minha. E ainda bem que os teus pais, meu avós, decidiram trazer-te ao Mundo. Porque sem ti, o mesmo não seria tão colorido. E eu não existiria, o que iria causar grande transtorno na vida de muita gente!

Mas escrevo-te hoje porque é o teu dia. Parabéns! Vou voltar a escrever isto tudo num postal só para que tu possas ler... 

És mais do que a minha mãe. És a minha amiga. A minha confidente, a minha âncora nesta vida. Quando ela me prega partidas e me atira com uma onda maior para cima, lá estás tu a agarrar-me firmemente, mantendo-me à tona, sã e salva. Diria que és das pessoas que melhor me conhece. Só há duas coisas das quais não sabes sobre mim e espero eu que nunca saibas, porque são coisas do passado que já lá vão, e que não valem a pena serem relembradas e desenterradas. De resto, sabes tudo sobre mim. Fala contigo sobre tudo. Temos gostos parecidos. Vemos as mesmas séries, partilhamos livros, suspiramos pelos mesmos homens (das séries de que tanto gostamos), cantamos que nem duas doidas pela casa fora. Embirramos uma com a outra, picamo-nos, ofendemo-nos, somos irónicas e por vezes maliciosas. 

Estás a ver as moedas? Essas têm sempre duas faces. Elas são diferentes, mas estão sempre juntas, unidas. Nós somos como elas. Somos parecidas, mas também somos muito diferentes. No entanto estamos sempre unidas. Somos duas faces diferentes da mesma moeda.

És a Mãe que muitos desejavam ter e que só eu tenho (bom, eu e a tua outra filha mas isso é só um pequeno detalhe). 

Ainda bem que há uns anos atrás (não digo quantos porque uma senhora nunca revela assim a sua idade...pronto, okay, não o faço porque sei que ficarias chateada) vieste a este Mundo.

Não sei o que faria sem ti, a sério. Parabéns Mãe. Adoro-te.

 

Dear Mom

29
Jan14

Melodias


alex

A música tocava tão alto que toda a gente por quem passava na rua ficava a olhar para ela. Perguntavam-se: "Como é que ela aguenta com aquela música tão alta a tocar nos ouvidos?". Mas ela não se importava. Caminhava confiante, de phones nos ouvidos, de sorriso na cara e de queixo erguido. A música revigorava a sua mente, o seu corpo, a sua alma. Ouvi-a alta porque lhe bloqueava os pensamentos. Aqueles pensamentos só seus, que divergiam pelos mais variados assuntos... mas que iam sempre parar a ele. Por isso a sua única cura era a música. Fazia-se acompanhar dela para todo o lado. Durante meses e meses foi a sua melhor amiga. Deu-lhe conforto, confiança, partilhou consigo palavras de incentivo, conselhos, palavras mais tristes e outras mais alegres. Foi a sua companheira. Naquele dia não era diferente. 

Quando chegou ao emprego a primeira coisa que fez foi ligar o aquecedor do seu escritório. O seu novo escritório, no seu novo local de emprego. Sentou-se na poltrona preta e passou as mãos suavemente pelo tampo da mesa de madeira, como se fosse um animal felpudo, e sentiu a suavidade da madeira nova contra a palma das suas mãos. Sorriu e respirou fundo. Recostou-se na cadeira e pensou que a vida dá muitas voltas.

Quem diria que este dia iria chegar. Quem diria que ela, estaria sentada num escritório novinho em folha, a fazer aquilo que mais gosta e a ser paga por isso? A ler histórias inventadas por outros, a descobrir novos mundos, a conhecer novas pessoas... Trabalhar numa editora sempre foi o seu sonho. E agora tinha-o alcançado. Nunca pensaria ela, há uns meses atrás, que naquele momento se encontraria ali, feliz, empregada e solteira.

Durante meses pensou que a sua vida iria ser passada a chorar por tudo aquilo que perdera, por tudo aquilo que lhe tiraram, por tudo aquilo que lhe negaram. Durante meses sentou-se no sofá da sua sala, de pijama a ver filmes deprimentes e a limpar as lágrimas com todos os lenços de papel existentes em casa. Durante meses sentiu que não havia saída, que não havia esperança, que não havia...nada. Que a sua vida sem ele se resumia a isso: a nada.

Mas depois encontrou a música. A música que mudou a sua vida. Nunca mais ela foi a mesma. Um dia, numa manhã solarenga de Outubro, o seu rádio decidiu ligar-se espontaneamente e começar a tocar uma melodia linda. Sem letra, sem uma voz por detrás a cantar, apenas uma melodia. Tocou-lhe no coração, fê-la arrepiar-se e parar de respirar durante um mero segundo. Não sabia se tinha sido o rádio que estava a dar as últimas, ou se tinha sido o Universo a dizer-lhe a alto e bom som: está na altura de voltares a viver a tua vida. Mas a partir daquele dia, tudo mudou.

Deixou o seu apartamento que tinha partilhado com ele e mudou-se para o centro da cidade, onde a vida era agitada e alegre. Tentou dar um rumo à sua vida profissional. Enviou currículos, insistiu, persistiu e um dia conseguiu o lugar que hoje ocupava, sentada naquela cadeira. Mudou, tudo graças a uma melodia. Não lhe perguntem como, ela não sabe responder. Apenas sabe que aquela melodia foi a sua brisa de ar fresco, que a varreu para longe de um passado que a destruía e a empurrou para um futuro que a aguardava já há muito, de braços abertos e sorriso radiante. 

Futuro que era hoje o seu presente. Essa é a beleza da Vida... quando achamos que o nosso presente não irá mudar, quando acreditamos piamente que o nosso futuro vai ser igual ao dia que vivemos hoje e que tanto desprezamos... Algo muda. Dentro de nós, algo que nos faz mexer. Porque esse presente em que vivemos, um presente triste, deprimente e desgastante, não passará disso a não ser que façamos algo em relação a ele.

Podemos ter sorte, como ela, e ouvir um dia deste uma melodia que nos faça mexer... Ou então podemos decidir fazê-lo nós, sozinhos. Porque é assim esta Vida. Podemos ter apoio dos nossos, mas quem comanda a nossa Vida somos nós. Podemos sempre ter aquele alguém especial no lugar do passageiro, mas quem tem o volante nas mãos, somos sempre nós. 

Ela teve mais sorte. A melodia veio ter com ela. Outros... tem de ir ter com a melodia.

De uma forma ou de outra... todos a podemos encontrar e todos podemos dar um novo rumo à nossa Vida e enchê-la de novas melodias, mais alegres, mais esperançosas mais... Vivas.

28
Jan14

Seja o que o Universo quiser...


alex

Sabem aquelas decisões que tomam impulsivamente? Sabem aquela sensação que vos dá no estômago, como se tudo o que ele lá tem e o que não tem estivesse pronto a sair para fora? Sabem aquela secura que vos dá, que vos deixa um trago amargo na boca, quase como se fosse ferrugem? Sabem aquele tremor, não de frio, não, aquele tremor que nos dá dos pés à cabeça, que nos percorre cada centímetro do nosso corpo e que nos impede de fazer seja o que for, sem ser tremer como varas verdes? Sabem aquela sensação de que escolheram fazer algo só para ver no que dava e depois quando descem à terra se apercebem que foi uma escolha estúpida e que não vai dar em nada e que vão só perder tempo do vosso dia? Sabem aquele sensação de arrependimento que podia matar? E aquela sensação horrível de nervosismo, do género que temos antes de uma entrevista de trabalho importante, ou de uma competição de natação importante, ou de algo muito importante para a qual se candidataram e que têm de fazer? 

Pois, esta sou eu hoje. Toda eu sou sou estas sensações hoje. Até dizia "Que seja o que Deus quiser", mas não acredito que exista um.

Por isso olhem... seja o que o Universo quiser.

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