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Something New

porque sempre que se fecha uma porta, abre-se uma janela

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Something New

31
Dez13

Nosso


alex

-10!

Ele sorriu-lhe.

-9!

Ela sorriu de volta.

-8!

Ele levantou-se e começou a caminhar na sua direcção, abrindo espaço por entre os aglomerados de pessoas reunidas naquela sala.

-7!

Ela levantou-se mas permaneceu no sítio onde estava, junto da mesa coberta por uma toalha branca. O seu coração batia descompassadamente, tão depressa que mesmo por cima dos gritos, das gargalhadas, do som das cornetas, ela pensava que todos o conseguiam ouvir.

-6!

Ele suava por tudo o que era sítio. Eram as mãos que ele limpava furiosamente às calças de ganga desgastadas, era a camisa branca que tinha vestida que começava a colar-se ao seu corpo bem esculpido, era a testa da qual caiam pequenas gostas de suor. Tal não se devia ao calor que fazia naquele espaço tão grande mas tão pequeno de tão preenchido que estava por corpos e mais corpos. 

-5!

Estava cada vez mais perto. Ela conseguia agora ver com distinção os seus cabelos loiros, a sua cara bonita que enganava todos, dando a ilusão de que ele era mais novo do que é na realidade. Conseguiu fitar os seus olhos castanhos e conseguiu ler neles tudo o que ela estava a pensar; a sentir.

-4!

A multidão estava absorta na contagem decrescente para o novo ano, totalmente alheios a eles os dois. Tornava mais complicado para ele deslocar-se no meio de toda aquela gente aos saltos, entusiasmada, alegre, eufórica. Mas não deixaria que isso o impedisse.

-3!

Ela deu um passo em frente. E depois outro, e outro. Não foi capaz de permanecer no seu lugar junto da mesa assim que viu que ele estava quase a chegar ao pé de si. Foi automático. O seu cérebro nem teve de dar ordem aos seus pés para que estes se mexessem. Eles fizeram-no simplesmente. Caminhou num passo acelerado. Toda ela tremia como varas.

-2!

Ergueram-se os flutues de champanhe. Os casais que se encontravam na sala aproximaram-se uns dos outros. Prepararam-se as passas e as cornetas e os engenhos que iriam disparar os confetis quando o relógio marcasse a meia noite.

-1!

Fecharam o espaço que os separava. Sorriram. Ele pousou a sua mão na face morena dela. Ela enrolou os seus pequenos e finos braços à volta do pescoço dele. Um segundo que durou uma eternidade. Naquele momento, ambos desejaram poder permanecer assim para sempre, nos braços um do outro, totalmente absorvidos um pelo o outro, numa sala cheia de pessoas alegres e esperançosas, mas vazia para eles. Naquele momento só eles estavam presentes naquela sala decorada a rigor para o ano novo.

-Feliz Ano Novo!

Gritou a multidão em uníssono. Soltaram-se os confetis, ouviu-se o tilintar dos copos a chocar uns contra os outros, ouviu-se as gargalhadas incessantes das pessoas. E num canto da sala, junto a uma mesa branca, lá estavam eles.

-Que 2014 acabe como começou. Sem um eu e um tu, mas com um nós. E que assim seja nos anos que se seguirem.

Por fim, os seus lábios tocaram-se, imitando o gesto de dezenas de casais ali presentes. Mas o deles foi diferente, foi especial.

Porque era deles.

30
Dez13

Rewind


alex

Este é o típico texto da praxe, aviso já de começo. É aquele texto em que vos falo deste ano que está quase a chegar ao fim. É aquele texto que me enerva tanto porque chego ao fim dele cansada, porque tenho de fazer um maior esforço para me lembrar das coisas, do que as outras pessoas. No entanto é um texto que sinto sempre necessidade de escrever. Então aqui vai.

 

2013 foi um ano de lições. Se houve anos em que olhei para trás e os seus acontecimentos não me aqueciam nem arrefeciam, este não é bem assim. Quando estava a lembrar-me deste ano houve muita coisa que sobressaiu na minha mente, o que é raro visto que eu tenho uma memória de merda e que, no seu geral, todos os anos são mais do mesmo para mim.

Mas este ano foi diferente. Foi especial. Ora teve coisas boas e coisas más, mas isso não é do ano em si, é da Vida que é mesmo assim. 2013 ensinou-me muito. Tanto que hoje sinto-me muito mais velha do que aquilo que sou na realidade. Não foi na escola que aprendi tudo o que sei agora. Não, foi com o meu amigo 2013. Ora vamos começar pelo principio (podia começar pelo fim mas se eu já tenho uma memória de merda, ao fazer isso só me ia baralhar mais.)

Os primeiros 3 meses do ano foram, sem sombra alguma, um dos piores da minha vida toda. Janeiro começou horrivelmente mal (tudo culpa minha), mas foi o mês onde bati com tanta força com a cabeça, que acordei. Senti-me humilhada como nunca antes me tinha sentido, e acreditem que já fui muito humilhada. Senti nojo de mim, raiva de mim e dos que me rodeavam. Do mundo em si. Em Fevereiro continuei na mesma. Em Março o meu pai ficou desempregado e eu só queria era bater em tudo e todos porque nada do que estava a acontecer era justo. Em Abril eliminei da minha vida a pessoa mais tóxica que alguma vez conheci. Com ela, chutei no rabo mais uns quantos e aprendi a ser esperta. Vi quem eram realmente os meus amigos e hoje, estou feliz ao lado deles. Em Maio fiz 17 anos, fui a um concerto. Em Junho fiz os exames e tive boas notas. Foi neste mês também que conheci o senhor José Rodrigues dos Santos, cujo autógrafo guardo com muito amor e o escritor Miguel Luis Rocha, cujo autógrafo também guardo. Em Julho fiquei de férias e sai oficialmente de mercado (pronto vá, ganhei oficialmente um namorado estão a ver?). Em Agosto comecei a correr três vezes por semana e foi a melhor coisa que fiz na vida. Descobri uma nova paixão (como se eu precisasse de mais!) e fez-me bem. Foi também neste mês, se não estou em erro, que passei a noite inteira no hospital a soro. Também por culpa minha, lá está, há coisas com as quais ainda (hoje) tenho de lidar. A médica mandou-me engordar 5 quilos e foi isso que fiz nos meses que se seguiram. Em Setembro fui a mais um concerto, pintei o cabelo no cabeleireiro, coisa que nunca mais volto a fazer, as tintas de supermercado são muito melhores e mais baratas e mantenho a cor de cabelo até hoje (adoro adoro adoro!) e fui conhecer Santarém com uma das melhores pessoas que tenho na minha vida. Foi também neste mês que começaram as aulas e que parei de correr (pior coisa que fiz na minha vida, mas teve de ser). Em Outubro vacilei muito, desesperei muito e tive de aturar muita coisa. Aguentei com o mundo às costas. Em Novembro a coisa não correu bem e fiquemo-nos por aí (ah, quase me esquecia, tive de pôr o telemóvel a arranjar e ainda não me o devolveram). Dezembro teve os seus altos e baixos. Juntei-me ao mundo dos solteirões outra vez (a relação não durou só 3 meses, mas oficialmente sim, foi só isso, enfim), chorei, ri, vi o caso mal parado em relação às notas (no próximo período vai doer) e fui feliz. Foi o mês do Natal, o mês em que abusei mais na comida, o mês em que me diverti com os meus amigos e com a minha família, o mês em que fui a uma das minhas cidades favoritas neste mundo (não que eu conheça muitas) e olhem sei lá. Metade já nem me lembro.

Eu sou assim. Até já cortei no queijo, mas não há volta a dar. A memória nunca foi nem nunca será o meu forte. 

Mas sim, 2013 foi isto e muito mais. Foi um ano difícil, repleto de lições. Aprendi muito, foi o ano em que aprendi mais e acho que foi o ano em que cresci. Ainda tenho muito que aprender, porque como dizia o outro, só deixo de aprender quando morrer. Não sei o que o próximo ano me trará.

Vai ser um ano complicado, disso não tenho dúvidas. É o ano em que acabo o secundário (espero eu!), é o ano das decisões. O ano em que tenho de pensar a sério o que quero fazer com a minha vida. O ano. Sei que, independentemente do que acontecer, 2014 vai ser O Ano.

Não faço resoluções de Ano Novo porque essas acabo sempre por não as cumprir. Só peço que o próximo ano seja entusiasmante. Bom, mau, repleto de alegria, tristeza, bons e maus momentos, boas e más pessoas. Porque é disso que a Vida é feita.

Que 2014 não seja só mais um ano a somar aos outros todos que já o foram para mim. Que seja mais um para eu somar a 2013.

29
Dez13

Acasos


alex

Às vezes, quando estamos aborrecidos, vamos de encontro a coisas boas. Nesta tarde de domingo, "choquei" contra esta série, Nashville. Já me tinham falado desta série... ele conhece-me caramba. Conhece-me como a palma da sua mão e por isso falou-me desta série e disse que eu ia adorar. Para além de que é só uma série com duas das minhas actrizes favoritas. Mas nunca tive tempo de acompanhar, porque eu vejo uma catrefada de séries. Hoje foi o dia e ainda bem. Estava a precisar de uma série destas, neste momento.

Estou oficialmente apaixonada. Pela série e principalmente pelas músicas. Meu Deus, as músicas! Deixo aqui as minhas favoritas até agora.

 

 

28
Dez13

Isto sou eu


alex

Há quem seja inseguro. Há quem tenha inseguranças. Há quem duvide de si. Há quem seja pessimista. Há quem não acredite na sua força, nas suas capacidades. Há quem desespere facilmente. Há quem diga com um sorriso triste no rosto: "Eu tento e não deixo de tentar, mas no fundo sei que não me vale de nada. No entanto não consigo parar de tentar porque se há algo em mim que teima em não morrer é a esperança. Tudo me morre, menos isso. Inacreditável, eu sei."

E depois existo eu. Eu que sou tudo isto referido acima e muito mais. Eu que digo aquelas palavras escritas acima, umas vezes em voz alta para os outros, mas na maior parte, em voz silenciosa, para mim.

Lido com muitas inseguranças. Mais do que aquelas que possam imaginar. Não acredito quando me dizem que sou boa. Quando me dizem que consigo se quiser, basta querer, "Querer é poder Alexandra", fartou-se de me dizer a minha professora de história ao longo de dois anos.

"Oh." É a minha resposta, acompanhada de um encolher suave de ombros. Não acredito quando me dizem que tenho capacidade para fazer o que quero, para conseguir concretizar os meus sonhos. Não acredito quando me dizem que o meu futuro vai ser bom, brilhante, porque assim o sou. Brilhante. Sou tão brilhante que o meu brilho me impede de ver o quão brilhante sou. É o que digo a mim mesma num tom irónico, desfazendo-me depois em gargalhadas despojadas de alegria. Brilhante. Pois, deve ser.

Tenho fé, já o disse aqui. Tenho fé nos que amo, tenho fé no mundo que algum dia há-de endireitar-se (espero é que seja antes de ser destruido pelo nosso companheiro Sol), tenho fé; a sério que tenho. Falta-me é ter fé em mim. Em mim não tenho eu fé. E não me perguntem porquê, porque nem eu própria sei.

Eu finjo muito. Sou uma bela de uma boa mentirosa. Sou tão boa mentirosa que me minto a mim própria constantemente, convencendo-me de que tudo vai ficar bem, de que eu sou capaz se simplesmente continuar a lutar, continuar a insistir. Mas há dias, dias como o de hoje, em que me canso de mentir. Canso-me sabem? Canso-me, enfim, tenho dias assim e aposto que não sou a única.

Depois odeio-me por ser assim. Porque há outros tantos lá fora que estão em piores situações que a minha e que acreditam neles, que têm fé, que continuam e persistem e não tiram um dia para si, para se sentirem mal, para se vitimizarem como eu estou a fazer agora.

Porque é isso que estou a fazer. E odeio-me por estar a fazê-lo. Mas sinto necessidade de o fazer, porque senão rebento. Eu sou assim. Finjo muito, minto muito, sorrio muito, luto muito, encho-me de esperanças, faço filmes na minha cabeça, desenho objetivos, traço caminhos e depois...cai-me tudo por terra. E eu rebento. 

Não acredito. Nunca acreditei. E odeio-me por isso, porque se há luta que travo todos os dias e se há luta que mais me custa travar é esta: a que travo para acreditar em mim.

É uma luta sem fim, mas que no fim, perco sempre. 

Eu perco sempre e é por isso que não acredito percebem? Mas se há algo pior do que lutar, para mim, é desistir. E por isso continuo nisto, a lutar uma luta que jamais ganharei, sem ter força para a ganhar mas sem forças para desistir. 

Existem pessoas persistentes e depois existo eu. Isto não é persistência. Isto é casmurrice e burrice tudo junto. 

Isto sou eu.

27
Dez13

Parabéns à criatura cá de casa (e da minha vida)


alex

Há nove anos que a minha vida deu uma volta que me mudou completamente. Quando era miúda, muito pequenina, devia ter uns dois ou três anos, comecei a implorar aos meus pais por uma irmã. Todos os anos era essa a prenda que eu pedia nos meus anos e depois no Natal. Eu só queria uma irmãzinha mais pequena que brincasse comigo às barbies e às pollys. Queria alguém com quem partilhar o meu quarto para não me sentir tão sozinha e assustada de noite, porque eu era daquelas crianças que via monstros em tudo o que era sítio. Queria alguém com quem brincar às mães e aos pais, alguém com quem pudesse rir e partilhar memórias.

Quando fiz 9 anos a minha mãe e o meu pai vieram ao meu quarto e disseram-me: "vais ter uma irmã!"

Não queria acreditar. Depois de ter passado toda a minha vida a pedir uma irmã, ela iria finalmente ser-me entregue! A criatura sempre foi impaciente, desde que era apenas um embrião na barriga da minha mãe. Nasceu um mês antes do previsto, DOIS DIAS a seguir ao Natal.

Isso é que é ter timing, diria eu.

Ainda me lembro de como tudo se passou (metade foi-me contado pela minha mãe). Nesse dia a minha mãe e o meu pai foram à maternidade só fazer uns exames. A minha mãe ficou sete horas na maternidade à espera de ser atendida. Sete horas! Só para verem que a incompetência não é de agora... Enfim, sete horas lá ficou a senhora, grávida de 8 meses, e eu em casa da minha avó como se nada se passasse. Foi então quando chegaram as sete da tarde que a minha mãe começou a sentir umas dores na zona dos rins. Ora, eu nasci de parto induzido, ou seja de cesariana, (eu não queria sair da barriga da minha mãe, por isso logo aí se vê qual das irmãs é a mais inteligente - eu) por isso a minha mãe não fazia ideia do que eram dores de parto. Lá se queixou a uma enfermeira que andava a passear pelos corredores e a enfermeira fez-lhe um exame. 

"A senhora está a entrar em trabalho de parto" disse a menina para a minha mãe, com um grande sorriso na cara.

"Isso não é possível, ela só nasce no final de Janeiro"

"Olhe a sua menina então é muito apressada, porque ela quer sair daí hoje".

E assim foi. A minha mãe diz que se fossem todas como a minha irmã, tinha tido mais um. Vestiram-na (ou despiram-na, pormenores que não importam) e lá ia ela a caminho da sala de partos, quando a enfermeira diz para a minha mãe: "Não faça força, porque se fizer tem a criança aqui no meio do corredor!"

A minha mãe diz que nem dores tinha. Chegou à sala de partos, fez força uma vez e lá estava ela. Um rebento impaciente. E pronto, eu recebi finalmente a prenda de aniversário/Natal que andava a pedir desde que sabia falar.

Lembro-me de a minha madrinha me ter ido buscar à minha avó e de nos ter levado para casa dela. Jantámos todos lá e fomos a correr para o hospital. Eu ia no carro, com dois totós no cabelo, o meu penteado preferido, e ia muito calada. Sempre fui uma criança calada, mas ia extremamente calada naquela viagem. Estava com medo. Medo de chegar lá e não sentir nada. De ver o bebé e achá-lo feio. De não a amar. Medo que me deixassem de amar a mim para passarem a amá-la só a ela. 

Quando chegámos ao hospital, só eu e o meu pai é que pudemos ver a minha mãe e a minha irmã. Vi primeiro a minha mãe, de pé no corredor. A mulher é maluca, sempre foi. Duas horas depois de ter parido uma criança andava ali de pé a passear-se pelos corredores da maternidade. Mal sabia eu que a criança que acabara de nascer iria ser dez vezes piores que ela.

Depois entrei no quarto e vi-a. Ali deitada no berço, vestida com um body completamente enorme com o nome da matrenidade escrito. Afudava-se por entre os lençóis e por entre aquele body demasiado grande para uma coisinha tão pequena. Estava a dormir.

"Posso pegar-lhe?"

E assim fiz. A minha mãe disse-me para eu me sentar na cama e deu-me aquela criatura para os braços. Foi aí que me tornei na irmã mais velha. Foi aí que senti, dentro de mim, tudo a mudar. Eu era agora uma irmã mais velha. Tinha de tomar conta daquela coisa pequenina e indefesa. Tinha de a proteger sempre, para sempre. Ela era minha. E foi assim, que há nove anos me tornei na irmã mais velha.

Não achei piada ao facto de ela só dormir e comer e dormir. Não podia brincar comigo. Os anos passaram-se e quando foi a vez dela de querer brincar às barbies, eu já não lhes achava piada. Mas brincava na mesma. Quando tinha dois anos, mandou-me com um comando da televisão à cabeça e não lhe falei o resto do dia. Chorei que nem uma perdida porque acreditem que levar com um comando na cabeça dói. Quando eu andava no 6º ano, estava a praticar flauta e ela não vai de modas e dá uma pancada na flauta. Fiquei com um lábio inchado durante uma semana. E estas histórias são só duas numa colectânea enorme delas. A criatura é uma peste. Não é nada parecida com a irmã a nível de personalidade. É irrequieta, respondona, por vezes má, mimada (sem ter razões para tal) e gosta de ser ela a senhora de tudo e de todos.

Mas é o meu diabinho. A minha criatura como eu tanto lhe gosto de chamar. É fofinha, querida, amiga, preocupa-se connosco e quando me vê a chorar vem logo abraçar-me e dar-me beijinhos. É uma peste mas é uma peste que eu adoro.

E está a crescer depressa demais. Parabéns criatura, que continues a ser a pedra no meu sapato durante muitos anos, até que a vida me abandone. Adoro-te.

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