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Something New

porque sempre que se fecha uma porta, abre-se uma janela

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Something New

03
Nov13

Things get better

alex

A noite já ia longa. E ela ainda não pregava olho.

Não conseguia sequer fechá-los e tentar adormecer, pois logo ela era assumada por imagens, flash esbatidos e repentinos de momentos, de palavras, de sítios...

Foi a pior noite da vida dela. 

As piores horas da vida dela.

Pior do que quando ele disse as palavras que ela tanto temia ouvir.

Pior do que quando o viu partir.

Durante horas e horas, tudo o que ela fez foi dar voltas na cama. Revolveu os lençóis, chutou-os com força a uma certa altura. Destapou-se e voltou-se a tapar. Tentou adormecer sem almofada e com almofada. Sentou-se, encostou-se à parede e voltou-se a deitar.

Cobriu-se por completo com os lençoís e ficou com calor.

Destapou-se, tirou as meias e ficou com frio.

A lua continuava a brilhar no céu quando, finalmente, sentiu as lágrimas que guardara durante horas escorrem-lhe pelo rosto.

Quando o sol surgiu e ocupou o lugar da lua brilhante, os seus olhos ainda estavam abertos, vazios de emoção e cheios de lágrimas.

Naquela noite não dormiu.

Naquela noite chorou.

Mas aquela noite foi única.

Tal e como como o amor deles.

Na noite seguinte ela adormeceu assim que pousou a cabeça na almofada e o mesmo nas noites seguintes.

Não mais chorou, não mais lutou contra a vontade de o fazer porque essa...já não estava lá.

Naquela noite tudo desapareceu. 

A raiva, a dor, as lágrimas e inevitavelmente, o amor.

Não as memórias dele, mas o sentimento.

Esse sentimento único, tão único como a noite em que não dormiu por causa dele.

Naquela noite tudo mudou.

Para melhor.

01
Nov13

E é assim a vida...

alex

Toda a minha vida lutei sozinha, mesmo quando acompanhada.

Não é algo de que me queixo. Se assim é, é porque eu deixo.

No entanto, chega a altura em que cansa, como tudo na vida.

Canso-me de ser a única disposta a lutar uma luta que é suposto ser travada a dois.

Canso-me de ter de ser a única a comprometer-me, a abdicar de coisas, de tempo; de ter de planear a minha vida à volta dos outros.

O meu grande problema é esse...ainda hoje em conversa com a D. lhe disse:

"Não podes fazer a tua vida à volta dos outros...eu faço isso, sempre o fiz, e olha onde me trouxe"

E é a verdade. Faço a minha vida com base nas necessidades de toda a gente, menos nas minhas.

Luto, nunca por mim, mas sempre pelos outros.

Nunca ninguém lutou por mim da mesma forma que eu já lutei pelos outros...nem mesmo eu.

Mas como disse, não me posso queixar, porque se assim é, é porque eu deixo.

Quem está mal aqui; quem sempre esteve mal, fui eu.

E chega um dia em que a pessoa se apercebe disso e muda.

Deixa de lutar. Não porque deixa de acreditar, mas porque pura e simplesmente se apercebe de que não vale a pena.

Não vale a pena remar sozinha num barco com 20 remadores que não estão dispostos a remar, pois todos nós sabemos que esse barco vai acabar por afundar.

Nesta situação é igual.

Não lutei porque não havia fundamento para tal.

Eu não desisti de ti; desisti de nós.

Há uma grande diferença.

Mas nunca te esqueças, que o primeiro a desistir foste tu. Eu estava disposta a lutar, mais uma vez sozinha. Mas para quê dar luta quando a outra pessoa faz valer a sua opinião e diz que é escusado?

Para quê lutar por causas perdidas? Porque sempre soube que era isso que nós éramos: uma causa perdida.

Com um passado longo, um presente curto e um futuro inexistente.

Sabes...toda a minha vida lutei sozinha.

Hoje chegou o dia em que me canso; em que baixo os braços e desisto. Porque eu preciso de forças para lutar por algo muito mais importante, e desculpa se isto soa demasiado egoista e se o é, de facto, mas é o que eu sinto; é o que eu preciso. 

Eu preciso de forças para lutar por mim.

Porque nunca em 17 anos de vida o fiz.

E mereço-o muito mais do que muita gente por quem lutei cegamente.

Tudo tem um fim.

Nada é para sempre.

Tu puseste o ponto final, mas eu viro a página.

E é assim a vida.

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