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Something New

porque sempre que se fecha uma porta, abre-se uma janela

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Something New

31
Out13

Mais, mais, mais...


alex

Mais dias como o de hoje é só o que peço.

Já não me ria tanto e tão verdadeiramente à imenso tempo...

Soube bem, tão bem que me soube a pouco.

São dias como o de hoje que me ajudam a manter a chama da esperança acessa.

A esperança de que nada está perdido e de que o futuro pode ser mais sorridente do que aquele tenho sempre tendência para imaginar...

 

Passamos a nossa tarde em Lisboa, a passear pelos jardins da gulbenkian e fomos visitar as exposições.

 De todos os quadros que vimos, este foi o meu favorito e é de António Carneiro 

A Sinfonia Azul

 

 

 

 

 

 

 

 

25
Out13

Pain


alex

-Não é suposto ser fácil.

-Mas também não é suposto ser assim tão difícil...

Ela olhou para ele e viu, num flash, a sua vida. Como ela poderia ser se tudo fosse mais simples. Não conseguiu segurar a lágrima que já à muito ameaçava cair.

Com um movimento suave e rápido, ele limpou a lágrima solitária da cara fria dela.

-E agora?

Ela sorriu. Ou pelo menos, tentou. O que saiu foi uma espécie de esgar, algo novo para ela, pelo menos quando está com ele. 

Quando está com ele, os esgares são desconhecidos para si. Ela sorri, sempre um sorriso cheio, que emana vida, felicidade. Mas agora não. Agora é diferente. Ele está diferente, ela está diferente...tudo está diferente.

-Agora? Agora dou-te a minha mão. Leva-a ao teu peito. Pousa-a aí. Agarra a minha cintura e puxa-me gentilmente para próximo de ti. Inclina-te na minha direcção e encosta a tua testa à minha. Respira. Para dentro, para fora. Fecha os olhos. Guarda este momento para sempre, na tua memória, mas principalmente no teu coração. Depois, deixa-me ir... Deixa-me ir e não corras atrás.

Ele assim fez. 

Num segundo, ali estavam eles, no meio do descampado, tão perto um do outro que as suas respirações se misturavam numa só.

No outro, ele encontrava-se sozinho, de olhos fechados, acompanhado apenas pela memória doce dela.

A memória do seu corpo junto ao dele, a memória da sua voz melodiosa, da sua respiração certa e controlada, dos seus olhos castanhos que tudo viam, mesmo o que ele não queria que ela visse...

Ninguém disse que seria fácil ou difícil. 

Mas sempre lhe disseram que iria doer.

E merda, se não dói...

22
Out13

Recuso-me


alex

Por vezes perdemos o fio à meada.

Perdemos o nosso alento, a nossa motivação.

Por vezes, damos connosco a questionar-nos: "Para que é que isto me vai servir? Porque estou a fazer isto?"

Por vezes a vontade de desistir, de baixar os braços e dizer: "Já chega", é maior do que qualquer outra coisa.

Hoje em dia principalmente, isto acontece-nos com mais frequência.

Muitas vezes dou comigo a pensar no porquê de me matar a estudar para um teste de psicologia, onde vou ter de falar sobre a filógenese e ontógenese, se depois não me vou lembrar sequer de como raio se pronunciam estes nomes. Dou comigo a pensar no porquê de chorar quando erro, quando tenho uma nota mais baixa, quando não consigo corresponder às minhas expectativas.

Valerá a pena? É a pergunta que mais me ocorre nos últimos tempos...

Valerá a pena o esforço, o trabalho, as lágrimas e o suor? O tempo investido, as dores adquiridas, as noites mal dormidas, os dias perdidos?

Se sim, quando?

No final deste ano lectivo, se conseguir acabar o secundário com a média que desejo e com boas notas nos exames?

Quando estiver a ser praxada, seja lá quando isso for?

Quando estiver a sair de casa fardada, pronta para enfrentar o primeiro dia de trabalho?

Há pessoas que têm uma certa dificuldade de ver para além do hoje, do agora.

Agora a minha vida é assim, e como tal, vai ser sempre assim.

Agora estou no secundário, não tenho possibilidades de ir para a faculdade, não tenho um objectivo concreto.

Agora, Agora, Agora.

Então e o amanhã? Não existe, ainda, é verdade.

Mas sabemos que ele é provável de se vir a tornar no Agora de que tanto parecemos gostar.

Por vezes desistimos demasiado facilmente, sem pensar em como o que decidimos Agora, vai-nos pesar tanto Depois.

Eu sei que é difícil, que é complicado manter a chama da esperança acesa em tempos difíceis como estes que vivemos.

Eu própria duvido de mim, do meu Agora, do meu futuro, muitas vezes...por vezes, até demais.

Mas recuso-me a aceitar que a vida é só isto.

Recuso-me a conformar-me com esta vida sem sabor.

Quero mais. Quero tudo.

Muitos dizem ser esse o meu maior defeito: sonho muito, em demasia.

E depois, dizem-me eles, a queda é demasiado grande.

Eu sei o quão alto sonho. Eu própria muitas vezes tenho medo de mim, desse meu defeito.

Mas se não forem os meus sonhos a moverem-me, quem o faz?

Se não for a esperança, aquela pequena labareda acesa no recanto da minha alma que me diz, dia após dia, batalha após batalha, para eu continuar, para eu não desistir...quem o faria?

Se eu não acreditar que posso ter tudo aquilo com que sonho...então que ando eu aqui a fazer?

Limito-me a existir?

Recuso-me a tal limitação.

Não quero sobreviver.

Quero viver.

Quero ver o mundo, viajar, conhecer, aprender, quero ser algo grande, alguém grande.

Recuso-me a ser apenas mais uma alma perdida a divagar neste mar de gente que nada tem para oferecer ao mundo, muito menos para receber dele.

Não serei só mais uma neste mundo de muitos.

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