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Something New

porque sempre que se fecha uma porta, abre-se uma janela

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Something New

29
Set13

Votar ou não votar...eis a questão


alex

Não tenho (ainda) idade para votar. 

No entanto, se tivesse, não o faria.

Primeiro porque para mim, toda aquela conversa de: "Mas deves sempre votar nem que seja em branco, durante muitos anos as mulheres lutaram pelo seu direito ao voto e se não fossem elas, hoje nunca poderias votar!", é treta.

Muito bem, não discordo totalmente com tal argumento. No entanto, e não querendo tirar crédito aos feitos dessas mulheres que lutaram pela nossa emancipação, tenho a dizer que votar por votar não é votar.

Deslocar-me até ao sítio de voto só para chegar lá e colocar uma cruz num quadrado, sabendo que o meu voto não fará qualquer diferença, dá-me comichões.

Mais do que se ficasse em casa de papo para o ar a olhar para a televisão.

Porque vejamos, votar em branco, não é ao contrário do que muitos pensam, tomar uma posição. E na política, quer gostemos ou não, há sempre que tomar uma posição. A política é isso mesmo: é tomar-mos uma posição em relação a algo e defendê-lo de garras e dentes.

Eu cá defendo muita coisa, mas se há algo que não posso defender é a votação em branco.

Se é para sair de casa com este frio, vento e chuva, que seja para chegar ao local de voto e votar, apoiando um partido com o qual nos identificamos, com o qual concordamos e defendemos, visto que os votos em branco para nada servem, são como votos fantasma, digamos assim.

Não pensava assim, há uns anos atrás. Mas as pessoas crescem, mudam, deixam de ver o mundo às bolinhas cor-de-rosa e apercebem-se de que a areia que antes gostavam e faziam questão de nos atirar para os olhos, agora já não nos afecta com tanta facilidade.

Aprecio muito a minha liberdade de expressão, o direito ao voto e tudo o mais.

Mas apreciaria muito mais sabendo que iria votar, não porque é um direito pelo qual mulheres antes de mim lutaram para ter, mas sim porque tenho razões para o fazer. Porque há aquele presidente, aquela pessoa, aquele partido que quero ver à frente da minha Junta, do meu governo, do meu país.

Entristece-me dizer que não há. E entristece-me ainda mais dizer que, daqui a 7 meses, quando tiver 18 anos e idade legal para exercer o meu direito ao voto, continuará a não haver aquele partido, aquela pessoa que me vai fazer sair de casa e exercer o meu direito.

O mais triste é isso.

Não é o facto de não se votar ou da percentagem de abstenção ser enorme.

Isto não acontece porque as pessoas se desinteressam, pelo menos na sua maioria.

Isto acontece porque as pessoas deixaram de ser cegas, surdas e mudas. 

Acontece porque elas hoje não vêm apenas os sorrisos esbranquiçados dos candidatos nos placares, mas sim o que está por detrás deles.

Vêm que por detrás das frases feitas, dos rostos "photoshopados" e das promessas escritas, tudo não passa de uma farsa, de uma ilusão, de uma forma de ganharem não a oportunidade de mudar o país, mas sim a oportunidade de ganharem à custa dele.

O mais triste é que tal acontece porque este país está no estado em que está.

Sem uma única alma capaz de o levar a erguer-se de novo e não continuar a afundá-lo.

É triste, mas é real.

E por isso, hoje se tivesse 18 anos, não sairia de casa para votar.

Não o faria e não me arrependeria de não o fazer.

23
Set13

É preciso ser-se de ferro...


alex

E só porque sei que esta semana começam as minhas séries favoritas ( How I Met Your Mother, Glee, Grey's Anatomy, Hawaii Five-0, Once Upon a Time e Revenge) é que arranjei forças para sair de casa ao 12:30h, com 33ºC de temperatura, para ir ter a primeira aula da semana, educação física, durante 90 minutos.

O entusiasmo da semana passada? Pois... esgotou-se. Todinho.

E agora tenho é de ir adientar os dois trabalhos que tenho para entregar no final desta semana.

Mas afinal, perguntam-se vocês (e eu!) à quanto tempo é que começou a escola? Há 1 mês?

Bem que parece, mas ainda só vamos com uma semana de aulas em cima...

Coragem, muita coragem...

 

22 Signs You're Still Addicted To "Friends"

22
Set13

Sometimes... always.


alex

Por vezes ainda doí.

Por vezes (mais vezes do que as que desejaria) ainda dou por mim a contemplar a noite escura, iluminada apenas pela lua brilhante e pelas estrelas pequenas e cintilantes.

Por vezes ainda dou por mim a limpar aquela lágrima teimosa que persiste em escapar do meu olho castanho e deslizar pela cara abaixo.

Por vezes, mas só às vezes, dou por mim ainda a pensar em ti.

Em mim. Em nós.

Em como costumavas falar comigo, num tom de voz calmo e brincalhão.

Em como era costume acordar todos os dias com um sorriso parvo a iluminar-me o rosto, como segundos depois de abrir os olhos, virava a cara para o lado direito e via a razão desse mesmo sorriso ali, deitada ao meu lado, a dormir profundamente.

Como conseguias alegrar o mais triste dos meus dias, como conseguias com um único gesto, um único olhar, uma única palavra, fazer-me sentir a mulher mais amada do mundo.

As nossas longas conversas ao telefone quando te ausentavas em trabalho.

As lágrimas de felicidade derramadas de cada vez que atendia o telefone e ouvia a tua voz, profunda, rouca e sexy do outro lado da linha. 

As lágrimas de tristeza e saudade de cada vez que te despedias de mim dizendo: "Desculpa, tenho de desligar. Amo-te muito"

Por vezes, ainda dou por mim a sorrir.

Aquele sorriso contido, pensador, sonhador.

Um sorriso esboçado por mim, mas completamente e unicamente teu.

Tão teu...

Toda eu sou, ainda hoje, tua.

Por vezes, dou por mim deitada na cama a tentar adormecer.

Mas o sono não vem. A noite traz-me apenas a saudade, a mágoa, as recordações dos dias partilhados entre nós.

Depois vem a culpa. Sei o que fiz.

Mas sei também que o fiz por ti.

Por vezes dou comigo a sonhar contigo. Sonho tanto contigo.

Um descampado verde coberto de flores. Duas figuras, uma alta e com bom porte, de cabelos castanho-claros e outra, esguia e elegante, de cabelos ruivos. As suas mãos unem-se numa só e as suas almas também.

Somos nós. Rimos e somos felizes, ali, naquele canto da minha mente que durante a noite está mais desperta que eu durante todo o dia.

Eu sei, esta carta está a tornar-se demasiadamente lamechas, deprimente.

Provavelmente vai acabar no caixote do lixo, o que está agora debaixo da minha secretária.

No entanto, a minha mão não consegue parar.

O meu coração muito menos.

Ele não consegue parar. Não pára de doer, de relembrar, de sofrer, de amar.

De te amar.

Por vezes dou por mim a odiar-te. 

Mas depois lembro-me de que fui eu quem te obrigou a partir.

Então, o objecto do meu ódio passo a ser eu.

E por isso, e apenas por isso, te escrevo esta carta.

Não porque dou comigo por vezes a sonhar contigo, a lembrar-me de ti, a amar-te ou a odiar-te. Com isso posso eu bem.

Mas porque todos os dias, desde que te fostes embora, dou por mim a odiar-me.

E se há coisa mais dolorosa do que te amar, é odiar-me.

Porque antes de aprender a amar-te, passei pelo maior dos infernos para me conseguir amar.

Porque para te amar a ti, tenho primeiro de me amar a mim.

Se quero recuperar o teu amor, tenho primeiro de recuperar o amor que tinha por mim.

Até lá... continuarei a amar-te, por vezes... às vezes... mas no fundo, bem no fundo... para sempre.

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