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Something New

porque sempre que se fecha uma porta, abre-se uma janela

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Something New

06
Mar13

Ainda tenho o direito a expressar-me...

alex

Doí-me a mão de tanto ter escrito hoje no teste de história (2 folhas de testes, completas!)

Posto isto, vou plantar-me à porta de casa da minha professora e cantar o "Grândola Vilamorena", visto que é o novo hino do povo indignado, que decide ir para a rua protestar contra o governo, contra a troika, contra tudo, basicamente.

Obviamente que têm esse direito e eu, sou completamente a favor de o exercerem...mas vamos lá todos parar durante um segundo para pensar a sério sobre o assunto.

Sim, a troika e o Passos são um pesadelo.

Sim, há 1 milhão de desempregados neste país de 10 milhões (acreditem que eu sei o que custa, tenho um plantado cá em casa que me anda a dar cabo do pouco juizo que ainda tenho).

Sim, os ordenados mínimos estão abaixo dos 400 euros por mês...e sim, estamos todos na merda.

Com isto não digo que faço parte do grupo (minimal) de pessoas que apoiam o Passinhos...não gosto do senhor, mas penso que se fosse para lá outro, deste ou daquele partido, o cenário não mudava, só a personagem...

E isto sou só eu a pensar aqui para os meus botões...se não fosse a troika, estávamos agora enterrados numa merda muito maior, do que aquela em que já estamos.

Sem troika= não há dinheiro= sem dinheiro = não há forma alguma de sairmos do buraco que os outros cavaram e que nós ajudámos a cavar (sim, ajudámos, porque nos tempos das vacas gordas, todos nós ou a maioria, andava por aí a viver uma vida acima das suas possibilidades, a minha pessoa incluída).

E peço desculpa por expressar esta mesma opinião com outras pessoas da minha idade, que discordam. Mas, sendo eu uma mera criança e percebendo o mínimo de toda esta palhaçada em que vivemos, talvez esteja errada. Mas isso não faz de mim "burra", apenas porque não partilho da mesma opinião que A ou B. É para isso que estamos cá: para sermos diferentes, para termos as nossas próprias opiniões e para as fazer ouvir.

Mas, afinal, que sei eu? Sou só uma "miúda burra com a mania que sei tudo". Palavras de uma pessoa que nem merecia ter um post dedicado a si neste meu espaço divino, mas que, e devido à frustração acumulada dentro de mim depois da nossa conversa, o obteve.

Já que sabes tanto sobre o assunto, candidata-te a primeiro ministro. Depois, quando lá estiveres liga-me a contar como é...mas não contes com o meu voto "amigo", que eu prezo muito a minha liberdade de expressão. É uma das poucas coisas que ainda não nos podem tirar.

 

P.S: Aos poucos e poucos, as coisas estão a endireitar-se...mais ou menos. Mas obrigada a todos pelas vossas palavras de apoio, que, acreditem fazem os meus dias, tornando-os mais alegres e coloridos!

04
Mar13

Muda de vida se, tu não vives satisfeito!

alex

Depois do último post e do quão depressivo o mesmo foi, hoje escrevo-vos numa nota, não mais alegre, mas mais otimista e decidida.

Este fim-de-semana pensei muito e a fundo. Algo que já não fazia à algum tempo. Decidi parar de ter pena de mim própria, de agarrar o touro pelos cornos e enfrentar as consequências das minhas escolhas, tentando agora remediar o mal que fiz há um ano e meio atrás.

Grande parte do meu stress ultimamente, deve-se unica e exclusivamente à disciplina de macs, à qual não consigo tirar positiva desde que o ano começou. 

Depois de uma longa conversa com os meus pais, ficou decidido que o melhor para mim, para a minha saúde e para o meu futuro, é anular a mesma.

Sim, é uma disciplina que acaba este ano. Sim, tenho a consciência de que só faltam cerca de dois meses para o ano lectivo acabar e como tal, poderia continuar na disciplina até ao fim. Mas ter 0 ou ter 8, é-me igual a esta altura do campeonato. A minha média baixa na mesma, visto que a descrepância ainda é alguma ( de 18, 16's e 15's, para 8..). Ficar um ano a fazer uma disciplina (em prinicipio será francês), também não é um problema, visto que o plano nunca foi terminar o 12º ano e seguir logo para a faculdade. Durante esse ano, se conseguir encontrar algo, trabalharei para poupar dinheiro para depois, então, ir para a faculdade e, acabarei a disciplina.

Decidi que estava na hora de cortar o mal pela raíz, parar de me rebaixar de cada vez que entrava naquela sala de aula, na qual não aprendi nada, na qual não conseguia fazer nenhuma das tarefas propostas pela professora, na qual não me sentia bem.

Eu adoro o meu curso, caso se estejam a perguntar. Adoro mesmo. É a minha praia. Macs era como aqueles aglomerados de algas viscosas e nojentas que existem em alguns mares e de que ninguém gosta.

Por isso, decidi remover esse mal da minha vida.

Resolvi também parar de arranjar desculpas e voltar em força à minha alimentação mais equilibrada. Desculpas como: "Ah, mas é só porque A faz anos!" ou " É só desta vez e como é fim-de-semana, não faz mal...". 

Não, chega. Preciso de me sentir bem comigo mesma e só comendo equilibradamente, é que o consigo sentir. Não passo fome, não. Como várias vezes ao dia, intercaladamente, coisas como uma barra de cereais a meio da manhã, juntamente com uma maça ou uma pêra, um almoço equilibrado, com um chá e umas bolachas integrais ao lanche e um jantar também equilibrado. Fruta, vegetais, leite magro, iorgutes gregos sem açúcar, iorgutes naturais, cereais fitness ou flocos de aveia...Tudo componentes a (re)incluir na minha alimentação.

Chega de desculpas, chega de adiamentos.

Decidi também parar de procastinar, em relação a tudo. Em relação à arrumação do meu quarto, em relação ao estudo, em relação ao blog, como responder aos comentários e fazer os meus próprios, quando achar que estes serão bem-vindos...

Em relação à leitura e à escrita. Pûs de lado o livro da Amália, que, surpreendentemente, foi uma desilusão e que, em conjunto com Os Maias, me tiraram toda a vontade de ler, fosse o que fosse (mas como não posso pôr de lado Os Maias...), e agarrei num livro de Nicholas Sparks que nunca li. Com o Nicholas, you can never go wrong.

Comprei um género de diário (mais um bloco de notas) onde irei escrever todos os dias, aquilo que me vier à cabeça, aquilo que estiver a sentir no momento. Depois, farei uma selecção e colocarei o que achar adequado aqui no blog.

Vou, mais uma vez, mudar de penteado, mas isso só quando os passarinhos cantarem já todos os dias e o sol bater na minha janela de manhã cedo...quando estiver tempo para andar na rua de camisa de manga e casaquinho de malha, portanto.

Quero mudar a minha vida, a minha atitude, quero mudar.

E para isso, tenho de acabar com todas as lamúrias, com as desculpas, com os adiamentos, com o "deixa andar" que se tem vindo a prolongar, em demasia.

E isto é uma promessa: Aos poucos e poucos, vou mudar pequenas coisas na minha vida, na minha rotina, em mim e desta forma, irei recuperar-me. Espero que sim. Mas parada a lamentar-me, já não posso mais ficar. Chega.

Como diz aquela música:

 

 

02
Mar13

I'm losing myself...

alex

Sinto que me estou afastar, aos poucos e poucos. De tudo e de todos. Não sei se é do cansaço, se é da frutração, se é a esperança que também me está a fugir por entre os dedos...Sei é que a vontade de fazer seja o que for, é pouca ou nenhuma. Já não sinto vontade de ler, de escrever, de ver televisão, de sair à rua, de estudar, de levantar as notas. Já não tenho vontade para nada. Sinto que me estou a perder. Estou a perder quem eu sou e o que faz de mim a pessoa que sou. Estou-me a tornar igual a todos os outros e eu não quero isso.

Mas por outro lado, estou cansada de lutar. Preciso de uma pausa grande para poder respirar fundo, olhar à minha volta e tentar descobrir o que raio ando eu aqui a fazer. Porque neste momento, sinto que não estou aqui a fazer nada. Estou apenas a deixar a vida passar por mim, como se esta fosse apenas uma forte rajada de vento à qual devemos resistir, caso não queiramos cair redondos no chão.

As minhas notas baixaram ao invés de subirem. 

Cá em casa, as coisas ficaram bastante complicadas, visto que agora só uma pessoa é que trabalha, numa casa com quatro seres humanos com necessidades.

Sinto-me perdida. Sem saber o que fazer, o que dizer...sem saber como me encontrar. Não vejo qualquer luz ao fundo do túnel e, como tal, começo a desesperar. 

Na segunda-feira decidi ir à consulta com a psicóloga. Ela é simpática e espero que seja uma boa ajuda para mim, agora neste momento mais escuro da minha vida que, na sua maioria, costumava preencher-se de luz.

Na quinta-feira fui a uma visita de estudo a Sintra e, durante umas horas, senti-me feliz. Preenchida. Aquela cidade linda e mágica, repleta de paisagens capazes de preencher os corações de qualquer um, fizeram-me desejar poder largar a vida que tenho aqui e começar uma nova lá. Voltei a reviver toda a alegria que aquela cidade, ao longo de 14, 15 anos, me proporcionou. Sim, porque foi lá que, em parte, eu cresci. A minha família tinha lá uma casa e todos os fim-de-semanas iamos para lá, incluindo nas férias de verão que eram sempre as mais divertidas para mim, quando lá estava. Matei saudades, mas não chegou. Quero ir para lá e por lá ficar. 

Mas não posso. Por enquanto, estou presa aqui, neste pedaço de mundo que já nada tem, senão tristezas, para me dar.

Na sexta, fui a uma palestra que ocorreu na minha escola com uma autora (ex-aluna), com um editor de livros, um jornalísta (o mais velho do país, segundo o mesmo) e uma bibliotecária.

Durante os 20, 30 minutos em que autora falou, soube que daqui a uns anos, queria estar no lugar dela. Talvez não a falar sobre os meus livros publicados, ou sobre a minha experiência com as letras no secundário, mas talvez a falar sobre o meu trabalho como jornalista de investigação ou como pivot do jornal nacional. 

A autora veio depois falar comigo e com as minhas colegas, no intervalo, porque a minha professora de literatura (abençoada seja!) lhe disse que nós gostávamos de lhe dar uma palavrinha pessoalmente. Ao principio estava bastante envergonhada, porque é assim mesmo que fico perto de pessoas que não conheço, especialmente de pessoas importantes. Mas a senhora foi tão simpática, fazendo-nos perguntas, interagindo connosco, que em poucos minutos, fiquei suficientemente confortável para lhe fazer uma pergunta. Tinha várias, mas no momento, só uma me ocorreu. Contei-lhe também que tinha um blog, coisa que não conto a ninguém, nem mesmo aos meus amigos mais chegados. Só uma pessoa é que sabe da existência deste blog, mas nunca lhe dei o enderenço. Mas dei-o à autora, a pedido da mesma. Não sei porque decidi contar a alguém acerca do meu blog. Simplesmente saiu-me.

Concluindo, foi uma boa sexta-feira, para variar um bocadinho em relação às outras, que são sempre o pior dia da minha semana.

No entanto, e com tudo isto, continuo perdida. E com medo. Quero muito encontrar-me, recuperar a Alexandra que eu sei, ainda estar dentro de mim.

Mas está tão assustada com tudo o que se passa à sua volta, com o seu futuro, que se está a esconder cada vez mais, num sítio onde, em breve, ninguém conseguirá chegar. Tenho medo. Mas sei que não sou a única.

E isso só me assusta ainda mais.

 

P.S: Bom fim-de-semana e peço desde já desculpa por não andar a responder a comentários ou a comentar os vossos maravilhosos blogs...mas a justificação está aqui e penso que, nas próximas duas semanas, a situação vai permanecer semelhante. Só até às férias da páscoa, prometo...

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