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Something New

porque sempre que se fecha uma porta, abre-se uma janela

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Something New

25
Ago12

sonhos e paixões

alex

Quando era pequena e me perguntavam o que queria ser, a minha resposta saia instantaneamente, estando ela debaixo da língua:

"-Quero ser cantora!"

Isto ainda antes de entrar para a primeira classe, ou primeiro ano - whatever. Sempre tive o bichinho da música dentro de mim. É claro que não me lembro de tal coisa, mas as minhas avós e os meus pais fazem questão de me contarem todos os espectáculos que eu dava para a família, no meio da sala de estar, eu toda bonita e orgulhosa sentada em frente ao meu piano azul de brincar (com microfone incorporado!), a cantar músicas das Spice Girls, das Doce Mania (as originais), dos Excesso que eram a minha banda favorita e de muitas outras. Algumas até inventadas por mim. Era uma animação, segundo a família. Sempre foi um sonho meu, ser cantora, aprender a tocar guitarra, escrever as minhas próprias músicas e simplesmente viver disso. Mas depois cresci e o sonho da música foi ficando cada vez mais pequeno e impossível de ser alcançado. Mas no fundo do meu ser, ainda cá está. Aquela vontade imensa de me lançar no mundo da música, aquela sensação que nos dá no peito quando sabemos que é isso que estamos destinados a fazer. Mas isso não passou e não passa de um sonho. Uns dizem que canto bem e poderia ter hipóteses, outros dizem que não canto mal mas que nunca será suficiente para chegar ao lugar que pretendo. Eu sei, já me ouvi a cantar. Não sou nenhuma Beyoncé ou Celine Dion, mas também não sou nenhuma Fanny. De qualquer das formas, esse sonho foi posto de parte e arrumado num cantinho muito especial do meu coração. Eu escrevo e canto, apenas não o faço para os outros, faço-o apenas para mim. Com o passar do tempo, outros sonhos foram surgindo e deles surgiram a paixão pela escrita e pela leitura, pela informação e divulgação da mesma, pelo mundo do jornalismo...e é para isso que trabalho todos os dias. É para atingir esse sonho e torná-lo realidade que ando a estudar e é esse meio que pretendo seguir, uma vez terminado o secundário. Por vezes a vida é mesmo assim...temos de saber distinguir os sonhos concretizáveis dos "sonhos de almofada", como eu lhes costumo chamar. Uns são alcançáveis e outros não. Servem apenas para nos preencher as noites e por vezes, até alguns momentos mortos do dia. Não vou ser cantora, mas posso muito bem vir a ser uma boa jornalista. Se trabalhar para isso, porque não? Afinal tenho tudo para o conseguir. Tenho o sonho, a paixão e a determinação. O resto vem a seu tempo. Espero.

24
Ago12

novas amizades

alex

Não sou boa a fazer novas amizades. Sou uma pessoa reservada e contida quando estou no meio de muitas pessoas que não conheço ou que conhecia apenas de vista. Como tal, sou dada por arrogante e ninguém quer ter nada a haver comigo. Talvez seja essa uma das (muitas) razões pela qual não tenho namorado, apesar de haverem interessados...No entanto, não sei como mudar esta minha característica, se é assim que pode ser chamada. Já sou muito mais aberta a conhecer novas pessoas do que antes, graças à influência dos amigos mais próximos, que são todos super sociais. Mas no entanto, não chega. Continuo a sentir-me estranha e constragida de cada vez que os meus amigos me apresentam os amigos deles. Não há assunto, não há ponta por onde se pegue para se poder começar uma conversa normal e interessante e, a não ser que estejamos todos já um pouco "alegres", as probabilidades de essas pessoas quererem manter o contacto comigo, são nulas. É triste, mas é a mais pura das verdades. Suponho que não sou daquele tipo de pessoa que se dá à confiança passados apenas 30 minutos de conversa com alguém que nunca antes tinha visto  na minha vida. Não sou assim e na maioria das vezes, tenho orgulho em não ser, porque conheço várias pessoas que se dão demasiado à confiança e depois as coisas não correm muito bem para o lado delas...mas por outro lado, adorava conseguir ser mais liberta, mais social quando estou com pessoas que não conheço, para poder ficar a conhece-las e elas a mim. Na maior parte das vezes, as pessoas acham-me estranha e acanhada. Outras acham-me apenas aborrecida e super anti-social. Mas eu esforço-me muito, isso garanto-vos! Tento ao máximo sair da casca e ser eu mesma, a rapariga que sou quando estou com os meus amigos, alegre, divertida e descontraída. Mas por alguma razão que eu desconheço, não chega. Os meus esforços não chegam. Por este andar, com os poucos amigos que tenho e com os ... zero que consigo fazer, vou acabar aqui sentada, sozinha, forever. Damn it.

 

20
Ago12

aproveitar

alex

Hoje foi uma sessão de cinema em casa da melhor amiga, amanhã piscina com a melhor amiga e o resto do pessoal e depois de amanhã...quem sabe? O fim das férias está quase a bater-me à porta. A muitos de nós na verdade. Por isso o melhor que eu tenho a fazer, é aproveitar ao máximo as últimas semanas...porque este ano, há notas para manter e para melhorar, há uma média que precisa urgentemente de ser melhorada e vai haver muito para aprender. Por isso, agora é aproveitar bem os últimos raios de sol deste maravilhoso verão, que tem passado a correr, não pensar muito no dia de amanhã e aproveitar o "hoje". O que para mim, é bastante difícil, visto que eu tenho têndencia para pensar demasiado nas coisas. Mas ando mais descontraída e despreocupada, pelo menos durante estes meses de férias...quando começarem as aulas, tenho tempo suficiente para voltar ao meu "eu" stressado e demasiado pensador. Até lá, é aproveitar ao máximo!

19
Ago12

praia é praia

alex

Há quem não goste de ir à praia com os pais e irmãos, com a família em geral. Pessoalmente, não tenho qualquer problema com isso. Sendo ainda uma jovem, sem idade para tirar a carta e sem dinheiro para ter um carrinho só para mim, não me importo de ir para a praia um dia, aos fins-de-semana, com os meus pais e irmã. Há quem se sinta super constragido ou incomodado com isso, pois só querem é ir com amigos e etc. Ora, é claro que também gosto de ir à praia com os meus amigos, e vou, mas se estamos em casa ao fim de semana e vivemos num apartamento, numa cidade, sem rios, praia e piscinas públicas (sem contar com as municipais, que são propriamente para treinos e afins) ao pé e temos a possibilidade de ir passar um dia à praia, qual é o problema de ir com os pais e com a irmã atrás? Não percebo e não pedirei desculpa a quem pensa diferente, porque todos nós temos direito à nossa opinião. Para além de gostar de passar tempo com a minha família, o que é muito raro, não percebo o porquê de tanta indignação quando me perguntam:

-"Então que fizeste hoje?" - e eu respondo:

-"Fui à praia com os meus pais".

E pronto, parece que acabo de dizer que roubei um banco ou algo do genéro. Sinceramente, há coisas que não consigo entender e que por muito que tente, não consigo encaixar nesta minha cabeça. Eu gosto de ir à praia. Não gosto de ficar muitos dias enfiada em casa sem nada para fazer (gostaria mais se vivesse numa vivenda com jardim e piscina, isso seria diferente) e gosto de passar tempo com a minha família, tempo esse que é muito raro e que uma pessoa tem de saber aproveitar. Porque ao fim do dia, é a minha família que está cá para tudo o que eu preciso. Amigos também, é verdade e esses podem ser poucos, mas sei que são verdadeiros e de confiança. Mas é diferente. Familia é familia. E praia é praia, seja com mãe, pai, irmã, irmão, avó, avô ou até com o cão. Não percebo então o porquê de tanto espanto quando digo que vou ou que fui para a praia com a minha familia...serei a única a fazê-lo? É que para mim, é como já disse: praia é praia e pronto.

16
Ago12

expectativas? zero

alex

Não é fácil lidarmos com os nossos problemas, quanto mais lidar com os problemas dos outros. Mas no entanto, se somos boas pessoas, se somos verdadeiros amigos, se nos preocupamos, é o que fazemos. Pomos os nossos problemas de lado e tentamos ajudar quem amamos. Por muito tristes que estejamos, se vemos quem amamos na mesma posição que nós, ou talvez ainda pior, pomos tudo de lado apenas para os fazermos sentir bem, dentro dos possíveis.

Mas se calhar...quando a situação é ao contrário eles não fazem o mesmo por nós. É aí que caímos na realidade e percebemos que amigos há muitos, verdadeiros é que não. Percebemos que por muito que estejamos dispostos a dar, temos de estar preparados para a (grande) probabilidade de receber em troca, nada mais do que apenas rejeição e desprezo. Não digo que não doa, porque doí. Mas ao fim de algum tempo, acostumamos-nos.

Ficamos habituados a receber nada em troca do tanto que damos. deixamos de ter expectativas e como tal, deixamos de sofrer desilusões. Por isso o segredo é este, penso eu. Nunca ter expectativas em relação a certas pessoas. Dessa forma, elas nunca nos irão desiludir, pois o que nós esperamos delas resume-se...a nada.


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