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Something New

porque sempre que se fecha uma porta, abre-se uma janela

Something New

Tuga Land

Foi estranho. Voltar. Regressar. Foi como se os últimos 8 meses tivessem sido um sonho e eu tivesse ficado em Portugal este tempo todo.

Foi como se, no dia 6 de Agosto de 2015 eu tivesse adormecido, sonhando com a minha vida em Londres durante 8 meses e ter acordado no passado dia 23 de Março de 2016.

Foi uma semana que passou demasiado rápido. Andei de um lado para o outro, em casa deste, em casa daquele, a comer, a falar, a rir, a comer mais um bocado... Acho que engordei uns cinco quilos nesta semana que passei em terras lusas.

É sempre bom chegar a nossa casa, passado tanto tempo, e sentir que nada mudou. Principalmente, que as pessoas que por lá ficaram, permaneceram iguais e fieis a si.

É sempre bom não ter de me preocupar em ir trabalhar oito horas e ainda ter de fazer o jantar, lavar a roupa ou arrumar a casa. É sempre bom voltar a ser apenas uma jovem de 19 anos. É sempre bom voltar a ser apenas filha, irmã, neta, sobrinha e amiga.

Porque a verdade é que aqui, na minha vida em Londres, sou mais do que isso. Por vezes, até sou demais do que isso, se é que esta frase faz sentido gramaticalmente. Aqui não sou tanto uma jovem de 19 anos, não sou tanto filha, irmã, neta, sobrinha, amiga. Aqui sou mais adulta, mais presa, mais carrancuda, mais preocupada. Mais adulta.

Foi uma semaninha que deu para matar as saudades - das pessoas, dos sítios e da comida. Mas foi curta. Queria mais e assim queriam os que lá deixei, mais uma vez.

É sempre difícil dizer adeus. Mas não custou tanto como há oito meses atrás. Talvez porque agora tenho a minha vida aqui em Londres. Tenho uma casa para onde voltar, um emprego estável, a minha segunda família... na altura não tinha nada, vinha meio que desamparada da vida. Não tinha aqui nada que me aguardasse a não ser o desconhecido.

Agora não foi bem assim. Claro que doeu, dizer adeus mais uma vez à minha família. Mas não doeu assim tanto porque daqui a três meses já os vejo outra vez e até lá, a vida encarregar-se-à de me distrair, de me trazer novos desafios e novas coisas com que ocupar a cabeça e o tempo ... até ao próximo regresso a terras lusas.

 

 

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