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Something New

porque sempre que se fecha uma porta, abre-se uma janela

Something New

Ser adulto é...

Não sei bem ao certo ainda, ao contrário do que muitas pessoas poderiam pensar.

É certo que moro sozinha (bom, com mais outras cinco pessoas mas nenhuma delas é os meus pais) e é certo que tenho a minha vida, vou onde quero, quando quero, com quem quero e não tenho de dar justificações a ninguém. Também tenho o meu emprego e pago as minhas contas todas sozinha - pago renda, água, luz, gás, compras e outras coisas que a malta gosta de comprar. 

No entanto ainda não me consigo considerar adulta. Há dias em que me sinto uma quarentona autêntica - especialmente se estiver a fazer turnos como o de quarta, das 14h às 23h, em que só cheguei a casa já era meia-noite e o de ontem em que só cheguei à 01h. Mas depois há alturas em que me sinto ainda uma completa adolescente.

Faço ronha e deixo trabalhos da universidade para a última. Choro porque tenho saudades de abraçar a minha mãe. Como cereais ao jantar porque não me apetece cozinhar. Deixo a roupa amontoar-se na minha cadeira e deixo o quarto por aspirar.

Não sei bem ainda o que é ser adulta. Acho que vivo como uma mas ainda não o sou, não totalmente. 

No entanto, se há coisa que me faz sentir adulta é chegar do trabalho à meia noite, abrir a minha página do payroll online e ficar à espera que apareça o ordenado deste mês. 

Isso e ver o ordenado a escoar dez minutos depois de o receber. 

Ser adulto é, portanto basicamente, ganhar dinheiro e vê-lo a escoar à velocidade da luz. A não ser que sejamos uma Kardashian ou algo do género.

Simplicidade especial

Ando feita uma preguiçosa que nem vos conto. 

Hoje passei o dia na cama, a ver séries, a ler, a pintar.... está certo que ontem fui passear mas hoje senti-me uma autêntica preguiça!

A roupa está toda por arrumar aqui no sofá... O pó também já se limpava e o chão também já se lavava.

Mas ando a aproveitar estes dias de descanso o melhor que posso, enquanto cá estou, porque daqui a umas semanas vai ser o caos e assim que pousar em Inglaterra, acho que não vou ter nem tempo para respirar.

Acho que é por isso que os meus pais também já nem comentam a minha preguicite de ultimamente.

Eles sabem que em breve isto tudo vai acabar e estão a deixar-me desfrutar cada bocadinho.

Já me perguntaram se eu não tenho nada de especial que queira fazer durante este mês de Julho enquanto cá estou, como forma de me despedir do meu mundo.

Mas sinceramente, não preciso de nada em especial. Bastam-me dias como o de hoje em que estive o dia todo em casa a fazer as minhas coisinhas, sem nenhuma preocupação, ou dias como o de ontem em que passeei por Lisboa com uma amiga, como já fiz tantas outras vezes.

Só preciso de comer muito Bacalhau à Brás da avô materna e muita Massada de Camarão da avô paterna, antes de ir.

Só preciso de estar com os meus amigos, seja apenas passear aqui pela nossa pacata cidade, ou ir às compras com uma amiga em Lisboa, ou comer um gelado enquanto caminho pelas ruas que já devem ter as minhas pegadas no seu chão, de tanta vez que lá passo.

Tudo o que tiver para fazer de especial, faço-o quando vier visitar. 

E se formos a ver bem, pelo menos para mim, as coisas mais simples como as que tenho estado a fazer são as mais especiais para mim.

É nas coisas simples que encontramos as coisas mais especiais e importantes para nós.

Perído de seca

Faltam-me oito livros para cumprir com o meu objectivo de leitura para este ano. Estamos no final de Outubro (até me dá um aperto de coração ao escrever isto, mas é verdade, estamos no final do mês).

Eu tenho andado uma preguiçosa para ler. Ando a ler o mesmo livro desde Julho e não tem nada a haver com a qualidade do mesmo porque é de uma das minhas autoras favoritas e até onde já li, adorei. O problema sou mesmo eu - ponho-me a escrever que nem uma maluca aqui no computador, a criar histórias minhas, e fico sem tempo e paciência para ler as histórias dos outros.

Mas recuso-me a acabar o ano sem ter lido os catorze livros que me comprometi a ler no inicio deste ano. Quando tinha literatura, lia mais do que vinte livros por ano, há vontade, porque para além das obras que tínhamos de dar nas aulas que faziam parte do programa, ainda tínhamos de ler mais três livros por período por causa do P.I.L (Projecto Individual de Leitura) e eu, por cima disso tudo, ainda lia os meus outros livros que não eram de autores portugueses nem de romance (que era basicamente o que eu acabava por ter de ler para literatura.)

O ano passado já não tive literatura e, apesar de a minha memória me falhar muito, julgo que nunca eu li tanto pouco livro como neste ano.

É o apocalipse, como diria o meu amigo Félix (da novela Amor à Vida).

Mas já chega! Já chega deste período de seca que se vem a prolongar desde Julho! Tenho quatro livros aqui, novos, para ler (incluído o que estou a ler desde Julho que me foi emprestado) e depois tenho duas opções: ou peço os outros quatro emprestados, ou faço metade metade - dois emprestados e dois vou comprar. Mas uma coisa é certa:

Não vai chegar o dia 31 de Dezembro de 2014 sem eu ter lido os catorze livros e ficam aqui marcadas estas palavras para que se, no caso de isto não vir a acontecer, me perseguirem de pistola na mão.