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Something New

porque sempre que se fecha uma porta, abre-se uma janela

Something New

Para breve, por favor

Esta espera anda-me a matar aos poucos. Já tinha mastreado adormecer assim que deitava a cabeça na almofada. Já conseguia ia para a cama sem deixar os meus pensamentos negros assomarem-me. Mas esta última semana tem sido horrível no que toca a isso. Devo andar a dormir, ao todo, umas três a quatro horas por noite. Nem estes dias de folga me valeram para acertar os sonos.

A ânsia de saber como se vai desenrolar a minha vida daqui para a frente anda a afectar a minha vida agora. E eu não posso deixar que tal aconteça. Mas eu vejo os dias a passar e ainda ninguém me sabe dizer nada. Entretanto eu venho trabalhar dez horas, com carradas de corrector debaixo dos olhos para ninguém pensar que eu sou um zombie em vez de uma simples lojista.

Já lá vão quatro meses. Quatro meses deste processo. E a minha paciência está a esgotar.

Só quero saber. 

"Tou nem aí"

Já não tenho paciência para certas coisas; certas pessoas. 

E talvez isso faça de mim uma má pessoa - ainda pior do que aquela que já sou, por norma.

Mas a esta altura do campeonato, sinceramente, já nem me importo.

Como dizia a outra, "tou nem aí". Sabem porquê? Porque a cada dia que passa só tenho mais a certeza de uma única coisa:

Há coisas que não valem a pena.

 

 

O grande dilema da minha vida

A última vez que cortei o cabelo foi em Junho de 2014. Nunca eu o cortei tão curto como nessa altura (a altura em que tinha três anos e a minha achou piada cortar-me o cabelo todo, estilo rapaz, não conta).

Cortei-o pelas orelhas, escadeado. Foi um choque ao principio mas toda a gente gostou (ou pelo menos não disseram se não gostaram.)

Ao inicio só eu sei o quão feliz estava, era verão, não tinha o cabelo a pesar no pescoço e era uma maravilha, dando-me um ar mais maduro.

Chegado o fim do verão comecei a gostar de o ver a crescer... e comprometi-me em não o cortar durante um ano (só as pontas caso seja necessário a dada altura) para ver o quanto ele crescia durante um ano. Pintei-o de castanho porque queria voltar à minha cor natural (anteriormente tinha-o pintado de vermelho acastanhado) e foi um grande fail - agora sou morena com reflexos vermelhos que tão depressa não saem mas gosto da cor "natural" com que estou agora. Nunca ninguém diria que eu alguma vez pintei o cabelo.

Agora, sete meses mais tarde, ele já me chega às clavículas e já consigo fazer uma trança pequena com ele. Eu prometi que não ia fazer nada com ele até Junho deste ano. Mas isto de mudar o cabelo para mim é como um vício do qual é difícil ver-me livre - porque não tenho paciência para o deixar crescer e porque ele fica muito sem vida durante o processo.

Fica aborrecido! E eu já tenho aborrecimento que chegue na minha vida! E depois, como se não bastasse, vejo coisas destas pela Internet fora e a vontade de ir à tesoura, perder a cabeça e deixar todos de queixo caído mais uma vez, é mais do que muita!

 

 

 

 

Sou daquelas gajas que gostava de voltar a ter o cabelo comprido mas que não tem a paciência devida para o deixar crescer.

Mas eu fiz uma promessa - e até me disseram que eu não era capaz. Isso só faz com que eu queira ainda mais ser capaz mas...ai!

Meninas out there, vocês percebem-me, certo?

 

 

Lembretes

Hoje estava pronta para escrever aqui algo deste género:

"Os meus dias é como se fossem só um acumular de horas que passaram por mim sem nada que os preenchesse.

E ia escrever aqui um texto bastante deprimente, a contar-vos o lado menos bom deste caminho no qual me encontro.

Mas depois entrei na página principal do Sapo Blogs e o meu humor mudou completamente - para melhor. Um dos meus textos foi mais uma vez posto em grande display na página principal para os leitores desta plataforma poderem dar um pulinho aqui ao meu canto.

O post em questão é aquele que eu escrevi sobre o meu amigo que me disse que gostava de ser mais como eu - e em como isso me levou a uma reflexão extensa sobre nós enquanto pessoas acabadas de sair da escola e em como temos de ser capazes de fazer escolhas no mundo fora dela.

Fiquei imediatamente mais alegre, o coração mais leve dentro do meu peito. Porque de facto, eu não me canso de sublinhar e de ter provas vivas disso, são as coisas pequenas na Vida que fazem a mais pequena das diferenças.

Mesmo que, ultimamente, não tenha tido grandes ou pequenas coisas a acontecerem-me, o facto de ter visto o meu nome na página principal do Sapo Blogs pela segunda vez, fez-me ver que eu estou a andar devagarinho, mas que não estou parada como por vezes me sinto.

Digamos que sou como o planeta Terra neste momento da minha Vida - vou-me mexendo, devagar, devagarinho, tão devagar que parece que não saio do sítio. Mas passado uns dias, uns meses, vai-se começando a notar que o sítio de onde parti já não é o mesmo onde estou.

Posso vacilar, como aconteceu ontem. Posso dizer coisas como aquela que disse no inicio deste post, porque de facto, é assim que me sinto por vezes. Mas tenho de me lembrar constantemente de que isto é um trajecto que vai testar a minha paciência, a minha determinação e a minha perseverança mais do que uma vez.

Eu tento lembrar-me disto todos os dias mas é sempre bom quando recebemos uns lembretes deste género pelo caminho.

 

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