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Something New

porque sempre que se fecha uma porta, abre-se uma janela

Something New

É mudar e pronto

Mudar de casa não é fácil. Ainda me lembro quando nos mudamos para o Flat 1, já lá vai 1 ano e 4 meses, o stress e a confusão que foi. Fizemos a mudança em menos de um dia, mas foi tudo super apressado e estava tudo ao molho e fé em deus, como se costuma dizer. Contudo, há 1 ano atrás ainda não tínhamos acumulado metade das coisas que agora temos acumuladas nesta casa.

Nunca vi pessoas com tantas canecas, pratos, talheres, roupa, sapatos e coisinhas pequenas insignificantes. Isto já para não falar dos sacos cheios de roupa com bolor que levamos para pôr a lavar e a secar na casa nova. E os pequenos electrodomésticos? Ela é uma tostadeira, um micro ondas, uma chaleira, uma torradeira, uma máquina de fazer arroz, uma máquina de fazer batidos...e eu mando as mãos à cabeça sem saber como raio vamos conseguir transportar isto tudo no próximo domingo dia 29.

É certo que temos carro e a nova casa fica a cerca de 10 minutos de distância, a pé, desta, contudo, é sempre a subir. Ninguém está disposta a carregar malas e caixas super pesadas estrada acima, muito menos com o frio que tem estado. Ontem sai do trabalho e batia o dente, com 2 graus negativos que se faziam sentir e bem. Para piorar ainda mais a situação, ainda tenho um trabalho de 2,000 palavras para começar, a entregar no dia 27. Isto tudo mais o facto de que, vamos ter de limpar esta casa de cima abaixo, incluindo o maldito do bolor nas paredes, a razão maior pela qual decidimos mudar de casa. Ah! E todas nós temos de ir trabalhar e ir para a uni.

Escolhemos uma má altura. Mas se não for agora, se calhar só daqui a mais 1 ano. Esta nova casa foi um completo achado dos deuses. Apesar de os quartos não serem tão grandes como os que temos agora, a casa em si é muito maior, com um corredor amplo que facilmente podemos transformar num espaço comum para podermos conviver todas, tem duas casas-de-banho, o que é óptimo quando se vive com outras 5 pessoas, e, mais importante de tudo, tem uma máquina de secar roupa. Acreditem, nunca eu dei tanto valor a um electrodoméstico como uma máquina de secar roupa, até ter vindo para este país. Mas sobre isso falo num outro post futuro. 

Para além do mais, esta nova casa é num prédio dentro de um condomínio privado, com câmaras de segurança e portões. Fica a 2 minutos das paragens de autocarro que todas nós precisamos para ir para os respectivos empregos e fica a 5 minutos a pé da universidade. E a renda mensal é só mais cara 73 libras do que aquela que estamos a pagar agora para morar numa casa super velha, cheia de bolor, em frente à auto-estrada e completamente desprotegida.

Portanto, conclusão: é uma má altura para mudarmos de casa e virarmos a nossa vida do avesso, contudo, no que toca a mudanças, nunca há uma altura certa.

É mudar e pronto.

Já foi!

Passou o Natal, passou o ano novo e cá estamos, no ano 2017!

Se tivesse que definir o ano de 2016, diria que não foi o pior que já vivi, mas podia ter dado mais de si. Não tanto a nível pessoal mas mais a nível mundial. A nível pessoal, diria que foi um bom ano. Visitei um dos sítios que queria imenso visitar, a Coreia do Sul, conheci e explorei novos sítios, tive um dos melhores aniversários da minha vida, em Brigthon, com amigos que considero família, poupei dinheiro, fui a casa no Natal e conclui com sucesso o primeiro ano da uni.

Para 2017, os planos já são vários. Viajar mais, aproveitar mais as minhas folgas e dar mais atenção à familia e amigos que estão em Portugal e que por vezes são um pouco negligenciados. Quero também investir mais tempo no blog, coisa que já não estou a fazer bem porque já estamos na segunda semana do ano e este é o meu primeiro post de 2017.

Mas tudo se faz com vontade e eu espero tê-la este ano. Acho que é o que quero mais para este ano: vontade.

 

Quase, quase!

Faltam dois dias. As prendas já estão compradas. A mala quase feita. O check-in feito e o bilhete do autocarro comprado.

Tenho andado a sofrer bastante no trabalho. Ser Key Holder não é brincadeira. Mas ando a gostar do novo desafio, apesar de tudo. É uma loja com um ambiente muito melhor, sem dúvida, e ajuda o facto de eu ser amiga de quase toda a gente que lá trabalha. Quanto à carga de trabalho, é sempre assim antes de ir de férias. É quando trabalho mais e mais horas para ao final do mês não ressentir.

Mas a verdade é que, por muito que chore e berre e me queixe, no fim vale sempre a pena. Porque vou poder voltar a passar o Natal com a minha família, quase dois anos depois da última vez que passei o Natal com eles.

E não há recompensa melhor que essa.

E o melhor? Só os meus pais é que sabem. Mal posso esperar para ver a reacção do resto da família, especialmente dos avós...

Estou tão feliz! E como já não devo passar por aqui antes do dia, desejo a todos um feliz Natal, recheado de amor, carinho e alegria, boa comida, bons familiares e bons amigos!

Aproveitem porque eu cá vou aproveitar ao máximo!

Voar

Nunca foi um problema para mim. Voei pela primeira vez quando tinha seis anos. Nem me lembro. Foi um voo de mais ou menos oito horas até Cuba. Lembro-me vagamente de não conseguir dormir e ver o filme dos 101 dálmatas com a minha mãe. É tudo.

A segunda vez que voei foi no dia 6 de Agosto de 2015, quando vim para Londres. Depois disso, já viajei umas quatro vezes mais, todas ida e volta para Portugal. Até ter viajado em Setembro deste ano para a Coreia do Sul.

Nunca tive medo de voar até agora. Para mim voar até era algo satisfatório. A ideia de que uma coisa enorme como é o avião consegue levar uma quantidade imensa de pessoas dentro de si e voar pelos oceanos a tantos quilométricos à hora, sempre me fascinou.

Isto até ter apanhado um belo de um susto. E não, não me refiro a turbulência ou algo do género. O susto aconteceu quando ainda nem sequer tínhamos levantado voo. Já mencionei aqui o episódio, pelo que não o farei de novo, mas a verdade é que vou voar outra vez para Portugal daqui a menos de duas semanas e só de pensar em entrar naquele avião, dá-se me os calores.

Nem sequer as notícias me afectavam como o que se passou me afectou. Acho que sou mesmo daquelas pessoas que, até me acontecer a mim, não me afecta muito.

Não quero voltar a sentir aquilo que senti naquele avião, nunca mais. Mas a possibilidade de tal acontecer existe. E se desta vez não são criminosos a serem deportados e forem mesmo terroristas?

É esse o pensamento que não me sai da cabeça. Este mundo anda doido e eu como testemunhei isso em primeira mão, em doida ando a dar...

Aprendendo comigo mesma

Andava pelo blog a ver as estatísticas deste canto, coisa que não faço com frequência porque também já não escrevo com a mesma frequência que escrevia antes, quando dou de caras com um determinado post. Na página das estatísticas, há uma parte com os posts mais comentados do nosso blog, ou seja, os mais "famosos" por assim dizer.  E eu dei por mim a clicar neste post. 

Ultimamente ando a desesperar. O meu trabalho já não me enche as medidas. Chego a casa a tarde e a más horas, carrego com demasiadas caixas, demasiado pesadas todos os dias, apago fogos que não me competem apagar, tenho de responder a pessoas que tanto me sorriem e me fazem rir como no segundo a seguir me façam querer esmurrar alguém e chorar... simplesmente, já não estou satisfeita com o sítio onde estou. Há uns meses atrás acho que escrevi aqui no blog em como ia mudar. Essa mudança acabou por não acontecer e na altura, as razões que dei a mim própria e aos que me rodeavam foram muitas e iguais. No entanto, depois de ler o post que menciono em cima, apercebi-me de que a razão pela qual eu acabei por não mudar foi só uma, e é abordada nesse post.

O medo. O medo e a incerteza. Por vezes não me reconheço. Onde anda a rapariga que escreveu este post enorme sobre a vida ser 50/50, sobre tomar riscos e dar aquele passo grande em frente mesmo que isso implique bater com o nariz no chão e desiludirmos-nos?

Passaram-se quase já dois anos desde que escrevi o post em questão. Mas a Alexandra que o escreveu tem toda a razão. E é nela que vou agora buscar a coragem para, finalmente, sair da embrulhada onde me enfiei e tentar algo novo. Está na altura. 

Ser mais, fazer mais. Preciso de me reencontrar com a Alexandra de há dois anos atrás. Uma miúda determinada e disposta a dar um passo incerto. Uma rapariga com a audácia de fazer uma escolha, mesmo que ela se revele errada, pois ela era capaz de tirar disso uma lição de vida. E citando-me a mim mesma: 

"(...)a Vida é 50/50. Há 50% de probabilidade de correr bem e 50% de probabilidade de correr mal. No fim, se nos limitamos a ficar sentados na nossa própria poça de medos e inseguranças, sem dar um passo para a frente ou até mesmo para trás...aí sim, é que a probabilidade de algo bom acontecer é de 0%.

Acho que 50% é sempre melhor do que 0%."

Concordo. E se depois de feita a escolha e de tomada a decisão, as coisas não correrem bem, não faz mal.

Porque, até agora, todas as quedas que já dei ensinaram-me a saber levantar.