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Something New

porque sempre que se fecha uma porta, abre-se uma janela

Something New

Já foi!

Passou o Natal, passou o ano novo e cá estamos, no ano 2017!

Se tivesse que definir o ano de 2016, diria que não foi o pior que já vivi, mas podia ter dado mais de si. Não tanto a nível pessoal mas mais a nível mundial. A nível pessoal, diria que foi um bom ano. Visitei um dos sítios que queria imenso visitar, a Coreia do Sul, conheci e explorei novos sítios, tive um dos melhores aniversários da minha vida, em Brigthon, com amigos que considero família, poupei dinheiro, fui a casa no Natal e conclui com sucesso o primeiro ano da uni.

Para 2017, os planos já são vários. Viajar mais, aproveitar mais as minhas folgas e dar mais atenção à familia e amigos que estão em Portugal e que por vezes são um pouco negligenciados. Quero também investir mais tempo no blog, coisa que já não estou a fazer bem porque já estamos na segunda semana do ano e este é o meu primeiro post de 2017.

Mas tudo se faz com vontade e eu espero tê-la este ano. Acho que é o que quero mais para este ano: vontade.

 

Quase, quase!

Faltam dois dias. As prendas já estão compradas. A mala quase feita. O check-in feito e o bilhete do autocarro comprado.

Tenho andado a sofrer bastante no trabalho. Ser Key Holder não é brincadeira. Mas ando a gostar do novo desafio, apesar de tudo. É uma loja com um ambiente muito melhor, sem dúvida, e ajuda o facto de eu ser amiga de quase toda a gente que lá trabalha. Quanto à carga de trabalho, é sempre assim antes de ir de férias. É quando trabalho mais e mais horas para ao final do mês não ressentir.

Mas a verdade é que, por muito que chore e berre e me queixe, no fim vale sempre a pena. Porque vou poder voltar a passar o Natal com a minha família, quase dois anos depois da última vez que passei o Natal com eles.

E não há recompensa melhor que essa.

E o melhor? Só os meus pais é que sabem. Mal posso esperar para ver a reacção do resto da família, especialmente dos avós...

Estou tão feliz! E como já não devo passar por aqui antes do dia, desejo a todos um feliz Natal, recheado de amor, carinho e alegria, boa comida, bons familiares e bons amigos!

Aproveitem porque eu cá vou aproveitar ao máximo!

Só faltam os progenitores!

A menos de um mês do Natal, as prendas já estão pensadas e no carrinho de compras prontas a serem compradas assim que o dinheiro cair na conta esta sexta-feira (acho que o dia mais feliz e infeliz da minha vida é sempre o pay day, pois sinto-me rica e pobre tudo num só dia, mas enfim.)

Contudo, falta-me sempre prendas para duas pessoas - a mãe e o pai. Sou só eu que me encontro perante esta dificuldade todos os santos anos? Não que eu não saiba o que os meus pais gostam, o problema é que já lhes dei prendas durante tantos anos, que quantos mais anos passam, menos opções vou tendo.

Claro que depois também não ajuda o facto de eles já estarem a ficar com aquela conversa de velhotes (como eu lhe chamo) em que me dizem: "Oh filha não precisamos de nada, não te preocupes!" Ora bolas, agora que tenho um trabalho semi-estável e sou capaz de oferecer presentes aos meus com o dinheiro resultado do meu suor, sangue e lágrimas, é que eles começam com esta cantiga?

Eu sei que só o facto de ir a casa este ano é mais do que um enorme presente para eles. Mas eu gosto de lhes dar um mimo, mesmo que seja pequeno ou insignificante, adoro embrulhar os presentes para eles e pensar que estou a oferecer algo que eu comprei com o meu dinheiro às duas pessoas que sempre fizeram de tudo para me poderem dar o que eu precisei para crescer bem ao longo da minha vida.

Já procurei no Youtube, no Google, em sites, no Instagram e no Pinterest. Nada. Nenhuma ideia que me encha as medidas e que esteja dentro de um preço razoável para a minha pessoa.

Já tenho prendas para todas as outras pessoas. Para a família do Flat 1, para as amigas da Uni, para a minha pequena e até para mim mesma!

São sempre o desafio, os dois progenitores...

Christmas is in town

Certo como o sol nascer, no dia 1 de Novembro já o centro comercial estava a ser decorado a rigor para a época natalícia.

O Starbucks em frente à minha loja mudou as cores para o vermelho e o Toffee Nut Latte reapareceu em conjunto com tantos outros. 

Recebemos na loja o CD novo com as músicas de Natal. Lá andamos nós a cantar "Santa Claus is coming to town" enquanto apanhamos roupa do chão, carregamos com caixas escada acima, escada abaixo e saltamos para dentro de provadores (essa é uma história para outro dia...)

Já não temos um segundo para respirar naquela loja, de tanta afluência que já estamos a ter. Os fechos já se prolongam para lá das 22h e a Black Friday é já para a semana.

Já ando pela Amazon à procura de prendas engraçadas e baratas para oferecer à malta cá de casa. 

Conto as horas que faltam para o dia 22 de Dezembro, o dia em que voo para Portugal. Conto os minutos para poder abraçar os meus pais e a minha pequena, que de pequena já não tem nada e já me usa sutiãs!

A época natalicia e tudo o que ela implica já chegou. A árvore cá em casa já está de pé e já brilha. O Jackson é especialmente um grande fã dela... e só o facto de ainda não a ter mandado abaixo já é bom para nós!

Quem não gosta desta época?

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De facto, ter saúde é ter tudo

Já lá vai algum tempo desde a última vez que vos escrevi.

As duas semanas passadas em Portugal passaram a correr. Visitei família, amigos, andei de kaiake, apanhei um escaldão, fui andar de karts e fui feliz. Durante duas semanas fui saudável e feliz. Ao regressar para o UK, a felicidade e a saúde deterioraram um bocadinho.

Voltar ao trabalho não foi nada fácil, voltar à minha rotina aborrecida e pouco adequada a uma jovem de 20 anos não foi fácil. Não querendo ser mázinha, mas penso que este país, apesar de muita coisa boa que tem, rouba um bocadinho a saúde às pessoas por causa do tempo nada agradável.

Ando com tosses, espirros, dores de corpo e cabeça e hoje, inclusive, tive de chamar uma ambulância a casa porque estava a ver que me dava o badagaio. A verdade é que não cuido muito bem de mim, não tanto como devia.

Há refeições esquecidas, refeições pouco saudáveis e o ritmo de trabalho também não ajuda. Há consulta a marcar no médico para ver se ando, de facto, a brincar com a minha saúde.

Não há pior coisa, deixem-me que vos diga, do que se sentirem na merda de tão doentes que estão e de, apesar de terem cá os vossos amigos que cuidam bem de vocês e vos ajudam em tudo, vocês não conseguem não chorar porque não têm cá o colo da mãe.

Acho que é a pior coisa deste mundo, é estar doente e não poder ter a mãe do nosso lado a agarrar-nos a mão e a dizer que tudo vai ficar bem. 

Felizmente, não foi nada sério. Mas penso que foi um abre olhos para o estilo de vida que tenho andado a levar. Tenho de começar a tomar melhor conta de mim. 

Cada vez mais acredito que não há nada mais importante nesta vida do que ter saúde. O dinheiro, o amor, essas coisas são bastante banais comparadas com a nossa saúde...

Preciso de me cuidar. E de escrever mais. Ando a perder a prática e o amor à escrita.

Ando a perder muita coisa...mas não posso continuar a perder.