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Something New

porque sempre que se fecha uma porta, abre-se uma janela

Something New

Já foi!

Passou o Natal, passou o ano novo e cá estamos, no ano 2017!

Se tivesse que definir o ano de 2016, diria que não foi o pior que já vivi, mas podia ter dado mais de si. Não tanto a nível pessoal mas mais a nível mundial. A nível pessoal, diria que foi um bom ano. Visitei um dos sítios que queria imenso visitar, a Coreia do Sul, conheci e explorei novos sítios, tive um dos melhores aniversários da minha vida, em Brigthon, com amigos que considero família, poupei dinheiro, fui a casa no Natal e conclui com sucesso o primeiro ano da uni.

Para 2017, os planos já são vários. Viajar mais, aproveitar mais as minhas folgas e dar mais atenção à familia e amigos que estão em Portugal e que por vezes são um pouco negligenciados. Quero também investir mais tempo no blog, coisa que já não estou a fazer bem porque já estamos na segunda semana do ano e este é o meu primeiro post de 2017.

Mas tudo se faz com vontade e eu espero tê-la este ano. Acho que é o que quero mais para este ano: vontade.

 

Com um pé em 2015 e o outro em 2016

Chegou o post da praxe. O fim de 2015 está aqui. E sim, vou dizer o mesmo que digo sempre: não acredito que já passou mais um ano.

Acho que há medida que o tempo vai passando, vou sentido cada vez mais aquela urgência enorme de fazer coisas. Viajar, conhecer novos sítios, arranjar finalmente um namorado, inscrever-me num curso de linguas qualquer....Porque sinto, a cada ano que passa, que o tempo passa por nós demasiado depressa.

E se há quem tenha medo de morrer, eu cá tenho medo de não ser capaz de viver enquanto estou viva. Tenho medo de não vir a fazer todas as coisas que quero fazer, porque a verdade é esta: o tempo tem pernas longas.

Mas penso que 2015 foi o ano em que fiz mais com a minha vida. O ano que vai ficar na minha memória para sempre. Enquanto que há anos dos quais eu não tenho muitas memórias, 2015 vai ser com certeza aquela que vou recordar com mais vividez.

De 2014 para 2015 trabalhei que nem uma louca para conseguir dinheiro para poder vir para Londres.

Foi este ano que passei horas, dias e semanas numa loja que me sugava a vida, com um patrão que me pagava dinheiro de escravo e um aperto no peito todos os dias. 

Foi em 2015, mais concretamente dia 6 de Agosto, que cheguei ao país onde sempre sonhei viver - Londres.

Foi em 2015 que testei os meus limites, que descobri coisas novas sobre mim e sobre os outros à minha volta, que lutei pelos meus sonhos mais do que em qualquer outra altura.

Foi em 2015 que comecei uma vida de adulta. Comecei a pagar a renda da minha casa, a minha comida, as minhas despesas todas. Foi este ano que, aos olhos da sociedade, me tornei adulta. No entanto, ainda continuo uma jovem rapariga que, por vezes, não sabe bem o que anda a fazer da vida.

Foi em 2015 que ganhei uma nova família. As pessoas com quem moro agora receberam-me de braços abertos, só uma delas me conhecendo bem, e desde aí que fizeram tudo por mim. Foram elas que me ensinaram a andar aqui em Londres. Foram elas que me ampararam as quedas feias que já dei desde que aqui cheguei. E são elas que continuam a apoiar-me incondicionalmente, como se fossem minhas irmãs e irmãos.

Só por isso, 2015 já ganhou o prémio de melhor ano da minha vida. As pessoas que eu conheci desde que aqui cheguei, as amizades que fiz, tanto as que moram comigo, como as que trabalham comigo, como aquelas que andam na Uni comigo, são mais valiosas que qualquer outra coisa que me aconteceu este ano.

Foi em 2015 que aprendi a viver com a saudade. Aprendi que a vida é feita de muitos sacrifícios, tanto dos que saem de Portugal como dos que ficam. 

Foi em 2015 que trabalhei para pessoas nojentas. Más. Desrespeitosas. Que eu espero nunca voltar a ver na minha vida.

Foi em 2015 que comecei a minha carreira (pausa para risos) como sales assistant. 

2015 foi, sem dúvida alguma, o melhor ano da minha vida. Independentemente dos precalços, das lágrimas, das adversidades e dificuldades pelas quais passei para chegar aqui, onde estou hoje, sentanda no beliche que eu comprei, com o dinheiro que eu fiz a trabalhar horas e horas, em Londres, este ano foi o meu ano. O meu melhor ano.

Conquistei uma etapa muito importante da minha vida. Realizei um dos meus muitos sonhos. Fui feliz. Estou feliz, apesar de me queixar de vez em quando.

Não podia ter pedido por um 2015 melhor, porque afinal a vida também é feita de obstáculos e desses também não faltaram este ano. Mas ultrapassei-os e aqui estou.

Num dia era apenas um sonho, um talvez. Hoje, é a minha realidade, a minha vida. 

Agora para 2016 só peço um namorado. Foi a única coisa que ficou em falta este ano.

Brincadeira, que os homens só dão dores de cabeça, que eu vivo com dois e vejo as dores que eles dão à C. e à H.C.

Para 2016 só peço saúde. Para mim e para os meus. Porque a maioria deles já não vão para novos e este mundo anda doente... só peço saúde. 

O resto que venha por acréscimo, bom e mau, que eu cá estarei para receber ambos.

Feliz ano novo minha gente!

Os primeiros passos no primeiro dia (de 2015)

Não usei cuecas azuis, não comi as 12 passas porque não sou fã das mesmas, não sei se o pé que aterrou primeiro no chão foi o direito ou não porque, inteligente como sou, saltei com os dois ao mesmo tempo e hoje não comi McDonalds (até agora ainda não tinha ouvido desta "tradição" em particular mas a verdade é que hoje já vi pessoas suficientes a afirmarem que a mesma existe.

Não sou rapariga de tradições, como podem verificar. Mas sou, no entanto, uma rapariga que passou a meia noite com amigos, a rir e a festejar, sem cometer erros do passado (afinal de contas já não sou a menina de dezasseis anos que era...) e tenho a dizer que apesar de não ter cumprido nenhuma das tradições que muita gente cumpre na passagem de ano, houve uma coisa que fiz:

Ao olhar para o céu, o mesmo colorido pelas cores hipnotizantes do fogo de artificio, pedi um desejo.

Porque apesar de saber que esse desejo só se irá realizar com muito esforço da minha parte, também acredito que uma parte dele depende do Universo e da vontade do mesmo em me dar uma ajudinha.

E porque não quero perder tempo e já devia ter começado a tratar de certas coisas há mais tempo (fui adiando devido à minha instabilidade no que toca a ter um trabalho), hoje passei o dia a tratar de coisas que me vão deixar mais perto de alcançar o meu objectivo.

Apesar de o ter feito com apenas três horas (mal dormidas) em cima, hoje vou jantar uma sopinha e enrolar-me nos lençóis logo de seguida com um sorriso nos lábios porque sinto que, finalmente, estou a tomar as rédeas da minha vida.

A desgraça de 2014

Foi, sem dúvida alguma, a leitura. Nunca (e eu sei que nunca se diz nunca, mas neste caso, é mesmo nunca!) tive eu um ano tão pobre em leituras como este.

Comecei muito bem, cheia de entusiasmo com os livros da Gillian Flynn, um que recebi no Natal de 2013 como prenda e que o li ainda mesmo antes de o ano terminar, e o outro que o fui comprar logo a seguir (já em 2014) porque estava obcecada pela escritora.

Pelo meio lá li um romance do Nicholas Sparks, também oferecido no Natal de 2013 e que eu já tinha lido mas que é o único livro dele que eu gosto e um dos poucos livros que me fez chorar (A Culpa é das Estrelas foi um outro, por exemplo). Depois andei em busca de algo que me desse palpitações como o livro Gone Girl, mas não encontrei nada que me enchesse as medidas. Voltei então para um género do qual também sou muito amiga, o fantástico.

Li três livros da colecção Wicked Lovely e depois a coisa descambou a partir daí. Tentei, isto já na altura do verão, ler um livro de umas das minhas autoras favoritas (Juliet Marillier) mas andei com ele até bem depois de Setembro, não porque a história não fosse interessante (o que é, bastante e a autora nunca me desilude) mas tinha tanta coisa em que pensar e tinha tanta coisa a preocupar-me, que ler não estava na minha lista de prioridades.

Depois escrevi aqui um post sobre a minha preguiça, porque acho que apesar de tudo não lhe posso chamar outra coisa, e comprometi-me em tentar a todo o custo cumprir o meu objectivo de 14 livros para este ano.

Escusado será dizer que estamos a 31 de Dezembro, a exactamente a 13h de iniciar 2015 e eu tenho oito livros lidos.

Oito livros. Num ano. Em 365 dias.

Quase que me afundo em vergonha, tal é o tamanho da mesma.

Foi a minha única desgraça este ano. Nunca em toda a minha vida eu li tão pouco num ano. Podia estar aqui com aquela conversa de que 2014 foi um ano complicado, de muitas mudanças e desafios (porque foi) mas a verdade é que para mim, arranja-se sempre tempo para os livros.

Para compensar, fartei-me de ler numa aplicação chamada Wattpad e talvez também isso tenha contribuído para o facto de eu ter lido poucos livros, de "carne e osso".

PORTANTO, com isto dito, o meu único objectivo para 2015 é, simplesmente, ler mais. MUITO MAIS do que o que li este ano.

O ano passado (2013) coloquei como objectivo a mim mesma tornar-me numa pessoa mais positiva e tenho-vos a dizer que apesar de tudo, penso que consegui. Já não me sinto aquela pessoa triste e negativa que costumava ser e olhem que este ano tive muitas razões para o ser.

No entanto, tentei encarar cada contratempo com uma visão mais positiva e penso que encontrei uma forma de o fazer. Claro que me permiti ficar triste, frustrada, chateada e desiludida com todas as coisas menos boas que me apareceram à frente este ano e claro que muitas vezes vim aqui expressar isso. No entanto, e ao contrário do meu "eu" antigo, não deixei que tais sentimentos se prolongassem para o dia seguinte.

Ficava mal naquele dia, no entanto, antes de fechar os olhos para adormecer, pensava sempre em coisas boas e positivas e dizia para mim mesma:

As tristezas de hoje serão as alegrias de amanhã.

E mesmo que o não fossem, não desistia e continuava sempre com um pensamento muito mais positivo que aquele que tinha há dois anos atrás.

Claro que não o fiz sozinha, como tudo o resto que faço nesta vida, fiz com a ajuda de pessoas preciosas para mim.

Assim, concluído com sucesso o objectivo que estipulei em 2013 para 2014, fica aqui registado o meu novo objectivo para um novo ano:

Ler mais livros em 2015.

E quando digo mais, não é ler 9, visto que este ano só li 8.

Não. É ler, no mínimo 15 e no máximo 20.

E ai de mim que daqui a um ano esteja aqui a escrever-vos a dizer que não cumpri o meu objectivo de 2015.

Ai de ti Alexandra, estás a ouvir??

É impressão minha ou....

Já só faltam exactamente 15 dias para acabar o ano?!

Estou assustada. Por um lado quero muito iniciar um novo ano porque ele traz sempre aquela sensação de ano novo, vida nova (por muito falsa e momentânea que essa sensação seja). Mas por outro lado quero ficar em 2014 para sempre.

Porque para o ano já faço 19 anos. Porque para o ano a minha vida pode mudar completamente ou ficar exactamente na mesma, como a lesma.

Porque este ano foi, descrito em poucas palavras, de trazer lágrimas aos olhos. Foi um ano em cheio, sem dúvida.

O ano em que fiz exames e o ano em que me produzi toda para ir à minha gala de finalistas e o ano em que fui finalista. O ano em que disse adeus a uma grande parte da minha vida: a escola. O ano em que disse olá ao mundo real, o mundo do trabalho em que é tudo mil vezes mais difícil e complicado.

Foi um dos anos em que chorei mais, disso não tenho dúvidas. Chorei principalmente lágrimas de tristeza, de desgosto, ansiedade, raiva e frustração.

Foi o ano em que vacilei muito e pensei muitas vezes o quão injusta é a Vida. O ano em que andei verde de inveja porque enquanto os outros puderam seguir o seu caminho em direcção à faculdade, eu tive de ser atirada aos lobos e procurar trabalho.

Foi o ano em que tive experiências das quais não me esquecerei.

O ano em que tive o meu primeiro trabalho - com direito a ordenado e tudo, vejam só!

Foi também o ano em que ri muito; abracei muito; amei muito. O ano em que aprendi que os três seres cá de casa são os três seres humanos mais importantes e essenciais à minha existência. Aprendi e vi com os meus próprios olhos o quanto os meus pais me amam e em como eles irão ao fim do mundo por mim (e pela minha irmã também).

Foi o ano em que tive de lidar com muita crítica, muitas perguntas de curiosos intrometidos, muitos julgamentos, muitos olhares de desdém.

O ano em que aprendi a refacturar uma factura do gás, com a pessoa do outro lado do telefone aos berros a dizer-me: "despache-se menina!".

O ano em que conheci muitas pessoas e todas elas me ensinaram algo, contribuíram com alguma coisa para a minha vida e para a minha aprendizagem.

Foi o ano em que deixei uma escola e entrei noutra completamente diferente e muito mais assustadora. Eu não sabia o que era o mundo do trabalho até hoje.

Agora já sei.

2014 foi o ano em que me deu mais uma grande pancada e decidi cortar o cabelo como nunca antes o tinha cortado - a metade da orelha. Agora já me chega às clavículas. 

2014 foi o ano em completei dezoito anos e votei pela primeira vez.

Foi o ano em que fiz a minha amiga carochinha (tatuagem), em memória do meu avô paterno - e a cada dia que passa a amo mais.

2014 foi uma avalanche de acontecimentos aos quais não tenho acesso a todos, neste momento, uma vez que a minha memória falha-me sempre.

Mas sim....com apenas 15 dias a separar 2014 de 2015, tenho apenas a dizer que estou assustada com o ano novo que se aproxima.

Normalmente o novo ano nunca me assusta. Pelo contrário, deixa-me sempre empolgada. Contudo, este ano, sinto um peso maior sobre os meus ombros em como tenho de fazer com que 2015 não seja um completo desastre.

No que eu tiver mão, com certeza que não será. Terá os seus bons e maus momentos como em tudo na Vida...no entanto, quero apenas que daqui a um ano possa dizer de 2015 o mesmo que disse aqui neste post de 2014, que basicamente se resume a:

Foi um ano simpático, com altos e baixos, mas acima de tudo aprendi muito.

E o meu objectivo é sempre esse: aprender, aprender até morrer.